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FAB vai nacionalizar peças dos Skyhawk da MarinhaA Força Aérea Brasileira, através da Comissão Aeronáutica Brasileira em São Paulo (CABSP), está trabalhando com a Marinha para nacionalizar componentes das aeronaves A-4 Skyhawk (AF-1 na MB). No dia 1º de outubro a CABSP recebeu uma comitiva da Marinha com o objetivo de promover uma futura interação entre as duas forças, visando a nacionalização dos componentes. Nesta mesma data, os oficiais da MB receberam os protótipos das pastilhas de freio das aeronaves A-4, nacionalizadas pela Comissão. Diversos sobressalentes dos A-4, entre eles as pastilhas de freio, tiveram a sua fabricação descontinuada, tornando difícil a sua aquisição. A ausência de fornecedores de pastilhas novas está sendo um dos motivos principais de indisponibilidade da frota. Além disso, o custo unitário de cada peça variava entre US$ 97,89 e US$ 207,05. A fabricação em série destes componentes no Brasil pode chegar a preços entre R$ 22,80 e R$ 39,80. A parceria entre as duas forças teria um número enorme de benefícios para o país. Além de manter a frota em atividade, permitiria a economia de divisas, promoveria a atividade industrial nacional e criaria empregos no Brasil. A venda das peças para outros países depende do vencimento do direito de patente da empresa que as projetou. Entregue último Upholder para o CanadáA Marinha do Canadá recebeu o seu quarto e último submarino convencional da classe Upholder. A cerimônia de entrega ocorreu na base naval de Faslane, Escócia, no dia 2 de outubro. Naquela data, o ex-HMS Upholder passou a se chamar HMCS Chicoutimi. Com a transferência, o programa de modernização da frota de submarinos do Canadá se concentrará agora na conclusão do processo de revisão e modificação das unidades. O programa teve início em 1998 quando foi assinado um acordo com o Governo Britânico para a aquisição de quatro submarinos da classe Upholder para substituir os três submarinos classe Oberon (semelhantes aos utilizados pelo Brasil). O primeiro submarino, HMCS Victoria, foi transferido em 2000 e os outros dois em 2001 e 2002 respectivamente. Conforme os submarinos foram sendo entregues, os mesmos eram submetidos a revisões e modernizações. Um dos pontos principais é a substituição do sistema de controle de armas e adaptação ao torpedo norte-americano Mk-48. Atualmente os submarinos encontram-se em diferentes estágios de modernização. O HMS Victoria, único submarino em atividade, encontra-se na costa oeste do Canadá realizando exercícios com o novo sistema de lançamento de torpedos.
O programa está sendo criticado pelo seu custo elevado e baixo retorno. O custo atual do programa está 20% acima do previsto inicialmente e somente um dos submarinos encontra-se em operação. O aumento dos custos deve-se à demora na entrega dos submarinos, falhas técnicas, equipamentos quebrados e também à compra de 5.500 itens de reposição que não constavam no contrato inicial Recentemente o jornal canadense Sun Times teve acesso a documentos do Governo que mostram o péssimo estado dos submarinos. A lista de problemas técnicos é longa. Inclui vazamentos diversos, ferrugem, superfícies de controle travadas, queda freqüente do sistema de comunicação, entre outros. Além disso, muitos equipamentos são antigos. Os painéis de controle de navegação, por exemplo, estão desatualizados e não funcionam adequadamente. Os computadores travam com freqüência perdendo a informação e os monitores ficam completamente confusos. Muitos outros instrumentos não são mais encontrados no mercado ou não possuem suporte técnico do fabricante. O relatório ainda cita que
a obsolência poderia ser um risco potencial à tripulação. Tal fato se
confirmou nesta semana. No dia 5 de outubro, quando o HMCS
Chicoutimi navegava no Atlântico Norte próximo à costa da
Irlanda, uma pane no painel elétrico originou um incêndio
no interior da embarcação. O submarino foi forçado a emergir. Três homens,
de uma tripulação total de 54, foram retirados do submarino até agora. Um
deles morreu a caminho de um hospital na Irlanda e os outros estão em condição estável.
Navios da Marinha do Reino Unido estão no local, e mais dois estão a Submarino Tikuna transferido para dique flutuanteMais uma etapa da construção do submarino Tikuna (S-34) da Marinha do Brasil foi vencida. Entre os dias 15 e 20 de setembro, as seções que formarão o submarino foram transferidas para o dique-flutuante Alte. Schieck. A operação, inédita na construção de submarinos no AMRJ, foi fruto de um ano de intensa preparação técnica e realização de diversos estudos. Nos demais submarinos da classe Tupi construídos no Brasil a construção era realizada pelo processo de acabamento avançado, sendo o seu casco dividido em quatro seções fabricadas separadamente (seção 10 - popa; seção 20 - praça de máquinas; seção 30 - manobra, CIC e acomodações e seção 40 - proa). Após a conclusão final da montagem destas quatro seções, o peso máximo de cada uma atingia até 320 toneladas. No caso do Tikuna, as seções 20 e 30 foram unidas no interior da oficina de construção atingindo um peso de cerca de 550 toneladas. Em seguida, as duas seções já unidas e as demais foram deslocadas para o cais. Como evento final, todas as seções foram transferidas para o dique num evento único. Com isso, houve uma economia de onze meses no cronograma de construção.
Marinha dos EUA comissiona mais dois contratorpedeirosA marinha dos EUA aumentou a sua frota de contratorpedeiros Arleigh Burke. Em menos de um mês, dois navios desta classe foram comissionados e já se encontram no serviço ativo. No dia 28 de agosto, na cidade de Panama City, estado da Flórida, o USS Momsen (DDG-92) foi oficialmente entregue ao serviço ativo daquela marinha. No dia 18 de setembro foi a vez do USS Chung-Hoon (DDG-93) ser comissionado. Desta vez, a cerimônia ocorreu em Pearl Harbor no Havaí. Ambos os navios servirão na frota do Pacífico. Porém, o Momsen foi designado para o "Destroyer Squadron Nine", baseado em Everett (estado de Washington) e o USS Chung-Hoon para o "Destroyer Squadron Three", baseado em Pearl Harbor. Com mais estas duas aquisições, a US Navy passa a contar com 43 contratorpedeiros da classe Arleigh Burke. Espera-se para breve o comissionamento do USS James E. Williams (DDG-95). Além dos três já citados, estão em construção ou já foram aprovados pelo congresso dos EUA mais oito unidades desta classe. Nova classe de SSK chinês
Os serviços de inteligência do Ocidente foram tomados de surpresa pela existência de um novo projeto de submarino convencional chinês. Rumores de uma nova classe de SSK surgiram no primeiro semestre deste ano. No mês de julho passado, fotos do novo submarino foram publicadas na internet e, em seguida, o jornal dos EUA Washington Times publicou uma matéria sobre o assunto. Pelas características apresentadas na foto trata-se realmente de um projeto novo. O submarino foi denominado Yuan pelo serviço de inteligência dos EUA, mas alguns preferem chamá-lo de Tipo 039A. É possível identificar similaridades com Tipo 366 russo (classe Kilo) e com o Projeto 039G chinês (chamado de classe Song no Ocidente). Por estas características, afirma-se que o submarino seja bastante silencioso. Além disso, especula-se que o mesmo possa estar equipado com um sistema AIP desenvolvido localmente e possuir uma versão chinesa dos motores alemães MTU. Em relação aos armamentos, é possível que o submarino esteja capacitado para lançar os últimos armamentos do inventário russo e chinês. Na foto, pelo menos seis tubos de lançamento são vistos na proa. Na última década, a Marinha da China deu um grande salto qualitativo em relação aos seus submarinos convencionais. De forma relativamente rápida, os antigos e barulhentos Tipo 035 (classe Ming) e Tipo 036 (classe Romeno) estão dando lugar a projetos mais modernos. Foram adquiridos quatro navios Tipo 636 (classe Kilo) da Rússia e espera-se mais oito unidades para os próximos anos. Além disso, a China desenvolveu uma classe totalmente nova denominada Tipo 039 (Song no Ocidente). Especula-se que existam cinco submarinos desta classe em atividade. Como o Tipo 039 foi um modelo desenvolvido recentemente, e continua evoluindo, não esperava-se que a China desenvolvesse uma nova classe como a Tipo 39A. De certa forma, isto foi uma surpresa para os serviços de inteligência do Ocidente. Reinaugurado Estaleiro Domeq GarciaNa manhã do dia 2 de setembro, o estaleiro argentino Domeq Garcia (Astillero Ministro Manuel Domecq García) foi reinaugurado. A cerimônia, realizada na presença do presidente Nestor Kirchner, marca o retorno da capacidade argentina de reparar e, num futuro não muito distante, construir submarinos convencionais. O estaleiro argentino Domeq Garcia foi construído no final dos anos setenta para dar suporte ao plano de reaparelhamento da frota de submarinos da Marinha da Argentina. Conforme acordo firmado entre a Armada Argentina e o estaleiro alemão Thyssen Nordseewerke, quatro submarinos tipo TR-1700 (de um total de seis unidades) deveriam ser construídos no estaleiro Domeq Garcia. No final dos anos oitenta, problemas econômicos impediram que o programa seguisse adiante e duas unidades (S- 43 Santa Fé e S-44 Santiago del Estero) foram parcialmente completadas. Com o know-how adquirido e as instalações apropriadas, a Marinha da Argentina também passou a realizar revisões e atualizações em seus outros submarinos. O ARA Salta (S-31), da classe IKL-209, em serviço desde 1974, sofreu sua primeira grande reforma no estaleiro Domeq Garcia no final dos anos oitenta.Os trabalhos para a troca dos motores e alguns sistemas eletrônicos iniciaram-se em 1988 e foram paralisados em maio de 1990. No ano seguinte os serviços foram retomados e a reforma foi concluída em 1994. O ARA San Luís (S-32), o segundo IKL-209 argentino, iniciou um período de reparos em 1990 e deveria voltar a ativa em 1997/1998. Mas desde então o submarino não saiu mais do estaleiro. Fechado por cerca de dez anos, o estaleiro Domeq Garcia volta à atividade para, mais uma vez, realizar manutenção e reparos no ARA Salta. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em seis meses e, durante esse período, 200 empregos diretos e 600 indiretos serão criados. No ano que vem será a vez do ARA San Juan ser docado para manutenção e atualização de seus sistemas. A Marinha da Argentina também espera que os trabalhos de conclusão do Santa Fé possam ser retomados a médio prazo. HU-4 retoma suas atividades aéreasPassados pouco menos de três meses desde o recebimento dos helicópteros Jet Ranger III (IH-6B na MB), o esquadrão pantaneiro HU-4 encontra-se em plena atividade novamente. Em 29 de maio, o HU-4 recebeu três Jet Ranger provenientes do esquadrão de instrução HI-1 (sediado em São Pedro da Aldeia - RJ), em substituição aos três Esquilos monoturbina (UH-12 na MB) até então utilizados. Informações não oficiais dão conta que os Jet Ranger se adaptam melhor ao pequeno convôo do monitor Parnaíba (U-17), único navio dotado de convôo a operar permanentemente na região do Pantanal. Ao todo, o HU-4 voou nove anos com o Esquilo. Durante esse período o esquadrão acumulou 6.700 horas de vôo, além de 734 pousos a bordo do Monitor Parnaíba. | ||||||||||||||||||||||||||||||||