NOTÍCIAS


Rumores sobre o afundamento do CT Paraíba 

Algumas informações extra-oficiais dão conta que o ex-contratorpedeiro Paraíba (D-28) afundou não muito distante da costa. O navio naufragou quando era rebocado para a Índia para ser desmontado. O local exato não foi divulgado mas acredita-se que a profundidade seja de aproximadamente 60 m. O CT Paraíba era um dos quatro contratorpedeiros da classe Garcia transferidos por empréstimo para o Brasil em 1989. Posteriormente o navio transferido em definitivo para a MB no ano de 2001. Deu baixa do serviço ativo em 26 de julho de 2002,  juntamente com o CT Paraná (D-29). Desde então permaneceu na reserva.


Comando Naval da Amazônia passa a ser 9º Distrito Naval

O Comando Naval da Amazônia Ocidental (CNAO) passará à categoria de Distrito Naval com a criação do 9º DN no último dia 21 de janeiro. Com sede em Manaus, o novo DN abrangerá os Estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, que serão desmembrados da área de jurisdição do então 4º Distrito Naval (sede em Belém/PA). A mudança não acarreta em aumento de pessoal num primeiro momento pois o novo distrito contará com 2.000 pessoas que hoje fazem parte do CNAO. Assim como os demais distritos, comandado será exercido por um vice-almirante (o CNAO é comandado por um contra-almirante). Segundo o Comando da Marinha, a decisão é parte de uma ampliação da atuação da Marinha na Amazônia, dando um peso maior à Amazônia Ocidental, que possui uma longa fronteira com diversos países sul-americanos.


Incorporado o NA Pará

No último dia 19 de janeiro, numa cerimônia realizada na Base Naval de Val-de Cãs (Belém/PA), o navio-auxiliar Pará foi incorporado a Armada Brasileira. O catamarã, que pertencia a companhia de navegação ENASA, foi repassado para a Marinha em março do ano passado pelo Governo do Estado do Pará. Após uma reforma avaliada em R$ 3,4 milhões, o Pará tornou-se apto a realizar missões ASSHOP, além de transporte de tropas e comando e controle. Para maiores informações - ver seção 'Dossiê' do Poder Naval OnLine.


Imprensa francesa noticia acidente com submarino Chileno

O jornal francês "Le Télégrame" noticiou no último dia 12 que o submarino chileno O'Higgins, primeiro da classe Scorpene, sofreu um grave acidente no início do mês de novembro de 2004 durante os testes de mar ao longo da costa francesa de Lorient. A bordo estavam 31 marinheiro chilenos e cerca de vinte técnicos da DCN e outras empreiteiras envolvidas no projeto. Segundo informações, alguns membros a bordo sofreram lesões leves mas o acidente "poderia ser fatal". Não foram fornecidas maiores informações sobre o caso, classificado como incidente por fontes do Ministério da Defesa francês, mas sabe-se que o submarino encontrava-se imerso e os tripulantes treinavam uma manobra de imersão. Um tanque de lastro em um dos costados, que deveria ser aberto, permaneceu fechado durante a ascensão do submarino e o mesmo começou a subir com um ângulo de inclinação lateral elevado (cerca de 60º). Com esta inclinação, os tripulantes passaram a caminhar pelas anteparas e nesse momento alguns ficaram levemente feridos. A situação foi contornada antes que o O'Higgins atingisse a superfície e o submarino emergiu sem maiores problemas. A ângulos de inclinação lateral elevados possibilitam o vazamento de ácido das baterias, gerando risco de incêndio,  explosão e intoxicação da tripulação.


NAe São Paulo não auxiliará vítimas na Ásia

A possibilidade de enviar um Grupo Tarefa composto pelo NAe São Paulo e mais alguns navios de escolta e apoio para a região afetada pelo maremoto na Asia foi descartada. A viagem era vista não só como uma missão humanitária, mas também parte da ofensiva do Governo Brasileiro em conseguir um assento com direito a voto no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). A missão esbarrou basicamente em dois problemas. Em primeiro lugar, o São Paulo necessita de reparos (a MB não especificou que tipo), e mesmo que os reparos fossem realizados rapidamente, o custo elevado para enviar um contingente tão grande para o outro lado do planeta inviabilizaria a investida. Além disso, o Brasil encabeça as iniciativas da ONU no Haiti e uma quantia considerável dos recursos do Ministério da Defesa para este ano já está comprometida com a missão de paz. 


Oferta de Tipo 23 pode ser recusada pelo Chile

Royal Navy

Fragata HMS Grafton fotografada em março de 2004 no Oceano Índico. A Grafton é uma das três unidades Tipo 23 que estarão disponíveis em breve.

A possibilidade de a Marinha do Chile adquirir três fragatas britânicas Tipo 23 pode não se confirmar. Quando a Marinha da Grã Bretanha decidiu desativar algumas unidades da classe Tipo 23, prontamente alguns candidatos a compradores foram listados. No início do ano de 2004 especulou-se que Argentina, Brasil, Chile, Equador, Portugal e Tailândia poderiam ser futuros compradores. Dentre todos os listados acima, o Chile aparecia como preferencial, pois existia a possibilidade do mesmo adquirir, além da unidades usadas, mais algumas fragatas novas de projeto britânico e eventualmente construídas na Escócia. O Governo britânico fez uma proposta oficial de venda para três unidades desta classe (HMS Norfolk, HMS Marlborough e HMS Gafton) após as mesmas deixarem o serviço ativo em março de 2006. Porém, grande parte do orçamento da Marinha do Chile já está comprometido com o projeto de aquisição de submarinos Scorpene e com a incorporação das fragatas holandesas, deixando uma margem muito apertada para mais aquisições. Soma-se a isto a recente aquisição da FFG Almirante Williams, uma fragata da classe Tipo 22 - lote 2, mais nova e mais moderna que as adquiridas pela MB nos anos noventa. Até o momento não existe uma decisão final sobre o assunto e a proposta continua existindo.


Acidente com USS San Francisco causa uma morte

Um marinheiro morreu e outros 23 ficaram feridos a bordo do USS San Francisco (SSN 711) quando este chocou-se violentamente contra o fundo do mar. O acidente ocorreu na tarde do dia 7 de janeiro,  cerca de 350 milhas ao sul da ilha de Guam. O marinheiro faleceu dois dias depois em função dos graves ferimentos. Logo após o acidente, o submarino emergiu e voltou o mais rápido possível para o porto de Guam, escoltado pelo navio da Guarda Costeira Galveston Island (WPB 1349) e o navio de apoio USNS Stockham (T-AK 3017). Não foram informados danos no reator principal e o mesmo operou normalmente, permitindo conduzir o submarino de volta ao porto. O USS San Francisco é um submarino de propulsão nuclear da classe Los Angeles.


USN envia navios para ajudar vítimas do maremoto

MSC

O USNS PFC James Anderson, Jr. (T-AK-3002) é uma das unidades do Miltiary Sealift Command designadas para apoiar a tragédia na Indonésia.

A Marinha dos EUA  deslocou cerca de 24 unidades navais de grande porte para as regiões afetadas pelo terremoto, seguido por um maremoto, do útimo dia 26 de dezembro. Os primeiros navios norte-americanos a chegarem à Indonésia pertenciam ao Grupo Terefa nucleado no NAe USS Abraham Lincoln (CVN 72). Além do próprio navio-aeródromo, o grupo era formado pelas escoltas USS Shoup (DDG 86), USS Shiloh (CG 67), USS Benfold (DDG 65) e o navio de apoio USNS Ranier (T-AOE 7). Em seguida o Grupo de Assalto Anfíbio do USS Bonhomme Richard (LHD 6), que incluía os navios USS Duluth (LPD 6), USS Milius (DDG 69), USS Rushmore (LSD 47), USS Bunker Hill (CG 52), USS Thach (FFG 43) e USCGC Munro (WHEC 724), suspendeu sua visita ao porto de Guam e também seguiu para as áreas afetadas. No entanto, os navios mais esperados eram as diversas unidades da MSC (Miltiary Sealift Command). Ao todo 12 navios de apoio foram enviados, sendo seis mercantes (tipo porta-container e Roll-on/Roll-off), dois navios-tanque, dois navios de apoio a operações de combate e dois navios oceanográficos. Além de levarem alimentos e combustível alguns navios do MSC transportam suprimentos médicos, equipamentos para construção de rodovias, geradores de energia elétrica, hospitais de campanha da USN e purificadores de água.