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Atlântico Sul desicorporado da MB

Revista Naval/NGB

O Atlântico Sul atracado a contrabordo do NDD Ceará no AMRJ.

O Navio de Apoio Logístico (NApLog) Atlântico Sul (G 40) não faz mais parte da Marinha do Brasil. Conforme Portaria publicada no Diário Oficial da União em 25 de novembro de 2005, o navio foi desincorporado da MB, cabendo à EMGEPRON (Empresa Gerencial de Projetos Navais) dar o destino final ao mesmo.

O Atlântico Sul foi construído pelo estaleiro Ishikawajima do Brasil Estaleiros S.A. sob encomenda do Armador Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro. Lançado em 1985 e incorporado no ano seguinte como Navio Porta-Container N/M Lloyd Atlântico, ele foi a segunda unidade de uma série de duas. Devido às dificuldades financeiras pelas quais vinha passando o armador estatal, o navio foi desativado em 24 de outubro de 1994. Por decisão Conselho Nacional de Desestatização, o navio Lloyd Atlântico foi transferido para o acervo da MB em 23 de abril de 2001. Desde então, o navio foi reformado e convertido em NApLog mas nunca chegou a operar com a esquadra.


Novas parcerias entre Rússia e Índia

O Ministro da Defesa indiano Pranab Mukherjee anunciou no último dia 16 de novembro um acordo com a Rússia para o desenvolvimento de tecnologias navais, entre elas um submarino nuclear e um navio aeródromo. Além do desenvolvimento do projeto em parceria, peças e componentes também seriam produzidos conjuntamente. O projeto do submarino nuclear recebeu a designação ATV (Advanced Technology Vessel) e o navio aeródromo ADS (Air Defence Ship). O acordo ainda se estendeu para o campo de sistemas de posicionamento global e a Rússia concordou em permitir à Índia acesso ao seu sistema Glonass, concorrente do norte-americano GPS. Por último, existe o interesse indiano em participar do projeto de um caça de quinta geração com a Rússia.


Northrop Grumman sofre com o Katrina e CVN-21 continua

Northrop Grumman

Visão artística do futuro CVN-21

O Governo dos EUA aprovou o repasse de dois bilhões de dólares para os estaleiros avariados pelo Furacão Katrina. Segundo informações da Northrop Grumman, os estragos diretos provocados pela passagem do furacão em suas instalações foi de um bilhão de dólares. Mais outro bilhão de dólares estão estimados para limpeza e remoção dos detritos, tempo gasto na reconstrução das áreas afetadas e atraso na entrega de navios.

Por outro lado, a Northrop Grumman recebeu uma modificação contratual para o projeto CNV 21 no valor de 558,6 milhões de dólares. O programa avançou bastante no último ano e esse novo investimento demonstra a importância do projeto para os EUA. Dentre as modificações estão um convés de vôo que permite um número maior de missões em um tempo mais curto, ilha redesenhada, novo sistema de propulsão nuclear e redução da tripulação com o aumento da automatização. 


Indonésia realizará exercícios navais perto da Malásia

A Indonésia realizará no início do mês de dezembro exercícios navais na costa leste da ilha de Bornéu, incluindo águas disputadas com a vizinha Malásia. Denominado "Armada Jaya XXY", os exercícios incluirão manobras no Mar de Sulawesi (reivindicado pela Malásia) e o desembarque de fuzileiros em Sanggata, próximo ao estado malaio de Sabah. Será a maior mobilização naval da Indonésia em exercícios militares. Participarão da operação 40 navios e 4 aeronaves, além de 5000 homens de diversas unidades da marinha.

A tensão entre os dois países aumentou no ano passado quando a Malásia concedeu à empresa petrolífera SHELL o direito de explorar petróleo em águas em disputa pelos dois países. Desde então navios de ambas as partes iniciaram um patrulhamento mais intenso na área e, em abril deste ano, dois navios chegaram a colidir sem danos maiores.


Tikuna realiza provas de mar

No último dia 10 de novembro o submarino Tikuna (S-34) deixou o AMRJ (Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro) para  realização de provas de mar. Serão realizadas diversas provas como Imersão Estática e Dinâmica e Teste de Inclinação, testes dos motores diesel e elétricos, alagamento dos tubos de torpedos e outros. Estes testes são fundamentais para que o submarino possa ser aceito pela MB e, conseqüentemente, possa passar para o setor operativo da esquadra. Espera-se que esta fase esteja concluída até o início de dezembro, para que o submarino seja incorporado ainda este ano.