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O submarino Tikuna já com o pavilhão asteado após a cerimônia de Mostra de Armamento realizada no dia 16 de dezembro de 2005. Na proa vê-se a corveta Barroso em construção.

Mostra de Armamento do Tikuna

O Poder Naval Online esteve a bordo do quinto submarino
IKL-209/1400 da Marinha do Brasil


 

 

No dia 16 de dezembro de 2005, às 10h, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, foi realizada a Cerimônia de Mostra de Armamento do Submarino Tikuna, ocasião em que o submarino foi incorporado à Armada brasileira.

O Submarino Tikuna, que teve seu batismo em 9 de março de 2005, cumpriu com sucesso todas as atividades previstas para sua incorporação à Armada, como o comissionamento no cais de todos os sistemas e equipamentos e as provas de mar, estando pronto para passar para uma nova fase que engloba o levantamento da assinatura acústica do submarino, o alinhamento do sistema de armas e a continuação da avaliação do adestramento da tripulação.

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Na cerimônia funcionários e técnicos do AMRJ ocupam o submarino antes de darem lugar à primeira tripulação do Tikuna, que embarca no navio na foto abaixo

O Tikuna é o quarto submarino da classe "Tupi", a série de submarinos construídos no Brasil dentro da estratégia da Marinha para atingir o domínio completo da tríade PROJETO, CONSTRUÇÃO e REPARAÇÃO desses meios navais. O Tikuna é na verdade um IKL-209 Mod, um Improved Tupi, incorporando ao projeto original do IKL-209 diversas inovações tecnológicas, objetivando a redução dos níveis de ruído e do tempo de exposição do navio durante operações de recarga de baterias com o navio utilizando seu esnorquel pelo qual o submarino admite ar em seu interior quando submerso, próximo a superfície. A construção dos submarinos, além de ser um meio de difusão de novas tecnologias para a indústria privada, possibilita um aumento na geração de empregos diretos e indiretos no País.

Dentre os países do hemisfério sul que detêm a capacitação tecnológica para construir submarinos, somente o Brasil mantém, atualmente, um programa de construção em andamento. No mundo, apenas 15 nações possuem este know-how, o que ratifica a sólida capacidade da indústria nacional brasileira para a execução de outros projetos navais.

Com um comprimento de 62 m e diâmetro do casco de 6,20 m, o submarino Tikuna desloca 1.550 toneladas submerso e atinge velocidades superiores a 20 nós, além de operar em profundidades maiores que 200 m. Com uma tripulação de 7 oficiais e 29 praças, o submarino possui 8 tubos de torpedo e é movido por propulsão diesel-elétrica composta por um motor elétrico de propulsão, baterias e conjuntos motor Diesel-Gerador.

O evento contou com as presenças do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Euclides Duncan Janot de Matos e do Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante-de-Esquadra Carlos Augusto V. Saraiva Ribeiro, além de outras autoridades civis e militares.

 

A construção de um segundo Improved Tupi, o Tapuia, foi cancelada por falta de recursos. O Tikuna seria armado com novos torpedos pesados suecos Saab Bofors Torpedo 2000, mas o contrato inicial do torpedo, assinado em 1999, foi cancelado em setembro de 2004.

O Governo do Brasil requereu aos EUA a possível venda de 30 torpedos Mk.48 Mod 6 Advanced Technology. Em 28 de setembro de 2005, a Defense Security Cooperation Agency (DSCA) notificou o Congresso de uma possível Foreign Military Sale ao Brasil, de 30 torpedos Mk.48 Mod 6, assim como os equipamentos associados e serviços. O valor total da venda, se todas as opções forem exercidas, alcançará a soma de U$ 60 milhões.

Além dos torpedos, o Tikuna também poderá usar minas navais acústico-magnéticas MCF-01/100 fabricadas pelo IPqM - Instituto de Pesquisas da Marinha. O Improved Tupi é equipado com baterias de alta capacidade desenvolvidas pela Varta e quatro motores diesel MTU 12V 396 provendo 2.76MW. As baterias dão ao Tikuna 30% a mais de alcance sobre os "Tupi". O Tikuna é capaz de navegar 11.000 milhas na velocidade econômica de 8 nós. Submerso, o navio pode cobrir 400 milhas a 4 nós, sem precisar usar o esnorquel.

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A vela do submarino Tikuna com todos os mastros à mostra, sendo o esnorquel o mais largo.

 

Fotos de Alexandre Galante (Poder Naval)
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Detalhe de um dos periscópios do Tikuna: o pequeno painel com 3 luzes e um botão vermelho à esquerda e abaixo dos visores é o indicador do MAGE que avisa ao comandante se existe algum radar operando na área, o que permite ao submarino escapar antes de ser detectado. Um oficial no periscópio do Tikuna .


Displays do console do sistema STN ATLAS ISUS 83-13. O quadro elétrico de propulsão e o console de governo e propulsão do Tikuna

Submarinos classe Tupi - IKL 209-1400

Nome Indicativo Estaleiro Batimento de quilha Lançamento Comissionamento
Tupi S30 HDW, Kiel 8 mar 1985 28 abril 1987 6 maio 1989
Tamoio S31 AMRJ 15 jul 1986 18 nov 1993 12 dez 1994
Timbira S32 AMRJ 15 set 1987 5 jan 1996 16 dez 1996
Tapajó S33 AMRJ 6 mar 1996 dez 1999 21 dez 1999
Tikuna S34 AMRJ nov de 1996 9 mar 2005 16 dez 2005

Características principais do Tikuna (IKL-209/1400 Mod)

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Comprimento total 62m
Diâmetro do casco resistente 6,2m
Deslocamento 1.400t na superfície, 1.550t submerso
Propulsão Diesel-elétrica, 480 elementos de baterias, motor elétrico e um propulsor
Velocidade Acima de 20 nós
Profundidade máxima de operação Superior a 200m
Armamento 8 tubos lança-torpedos de 533mm (21 pol.)
Tripulação 7 oficiais e 29 praças

Saiba mais:

 

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