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MILAS

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O MBDA MILAS é um míssil anti-submarino derivado do OTOMAT MK2 antinavio italiano, que funciona num conceito similar ao finado Ikara. O sistema é concebido para transportar e soltar um torpedo leve anti-submarino MU-90 ou Mk.46 (de 300kg e 324mm de diâmetro), perto de um submarino detectado pelo sonar do navio, por um helicóptero cooperativo ou aeronave de patrulha marítima.
O MILAS é capaz de lançar seu torpedo, a distâncias de até 65 km, com rapidez, em todas as direções e com muito boa precisão, otimizando assim a probabilidade de destruir um submarino inimigo. 
Os navios equipados com MILAS são capazes de neutralizar submarinos hostis em distâncias stand-off dentro de um tempo muito curto. O sistema demonstrou sua superioridade operacional, em comparação com helicópteros armados com torpedos, pois opera em quaisquer condições meteorológicas e tem um tempo de reação muito menor.

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Renato
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Renato

Qual a eficácia de um torpedo MU-90 ou Mk.46 contra os atuais sub’s?

Edilson
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Edilson

A MB desativou o IKARA, não seria interessante adotar um ASROC ou o modelo Koreano ou mesmo algo como o MILAS?
ah, antes de mais nada, quais razões levaram a MB a não continuar usar sistemas equivalentes?
obrigado

cesar
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cesar

Ñ seria viável a instalação deste sistema em nossas T-22 no local dos MM-38, já q o mesmo está obsoleto?

Sds.

Alexandre Galante
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Edilson, a MB deixou de usar o Ikara porque a Guerra Fria acabou, e a nossa Esquadra deixou de ser uma força eminentemente anti-submarino.
Após o Modfrag, as “Niterói” foram “homogeneizadas”, ficando todas com o mesmo sistema de armas de emprego geral.
O Ikara tinha sido descontinuado em seus países de origem, portanto não havia mais peças para manter o sistema operacional.
O MILAS pode ser uma alternativa, se a MB optar pelas FREMM, o que parece cada vez mais provável, tendo em vista a aliança estratégica do Brasil com a França.

Alexandre Galante
Visitante

Renato, a eficácia é relativa, porque depende de muitas variáveis, como distância do alvo, profundidade e o emprego de contramedidas. Os submarinos podem fazer o uso de chamarizes (análogos aos chaff/flare dos caças) para enganar os torpedos, embora também torpedos modernos tenham circuitos e software contra-contramedidas.
Os torpedos leves anti-submarino estão entre as armas mais complexas e sofisticadas da atualidade, justamente porque precisam reunir num espaço pequeno o sistema propulsor, a carga explosiva e o sistema de orientação por sonar ativo/passivo.

Edilson
Visitante
Edilson

Salve Galante e o obrigado pelos esclarecimentos.
seria ótimo ter as FREMM com este tipo de armas, assim como a KDX II com K-ASROC.
espero que sejam feitas escolhas acertadas.
grande abraço

André
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André

Diante do comentário do Galante postado às 12:08, podemos dizer que as fragatas da classe niterói eram boas na guerra anti-submarino e agora, depois de modernizadas, ficaram ruins tanto com relação a esta última, como na guerra de superficíe? Enfim, são capengas no seu emprego geral?
Resposta com os especialistas do blog.
Sds a todos.

marlos barcelos
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marlos barcelos

bonito isso, mas localizar um submarino a 60km é quase impossível, os U-212 da itália em treinamento chegaram a 8 milhas do porta-aviões americanos sem serem detectados, o Tupi (u-209) da marinha brasileira em treinamento da otan afundou o porta-aviões principe das asturias, que era escoltado por 14 navios de guerra, o tupi fugiu e ninguém viu, o problema de se enfrentar submarinos e localizá-los.

Alexandre Galante
Visitante

Marlos, em certas condições batitermográficas e climáticas é possível obter esses grandes alcances sonar, dependendo do equipamento. Mas uma força-tarefa com navios equipados com o MILAS podem engajar submarinos detectados por outras plataformas, como helicópteros e MPA. Muitas vezes o contato com o submarino é obtido, a classificação é feita, mas o rastreamento só pode ser mantido por alguns minutos, enquanto o submarino tenta escapar. É imperativo que nesses instantes o comandante da força possa contar com uma arma de reação rápida. No ano passado, o destróier japonês Atago detectou um submarino por algumas horas, mas depois perdeu o contato.… Read more »

marujo
Visitante
marujo

Entre o Milas,o Asroc e o Ikara, fico com helicópteros do porte do Sea Hawk equipados com torpedos modernos embarcados em nossas escoltas e no PA São Paulo. Foi mais ou menos isso que nossos almirantes falaram quando questionados sobre a desativação das fragatas Classe Pará e seus sistemas de foguetes ASW.

Leo Carcará
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Leo Carcará

A única possibilidade de utilização dessa arma seria a o ataque a um alvo detectado por outra plataforma. Detectar um sub a 60 km ? Só rindo mesmo. Algumas considerações: – Se uma plataforma tem capacidade de detectar alvos submarinos, eu suponho que também possua armas AS; – No caso de guerra, o Atago utilizaria o seu armamento AS que, creio, possui um sistema que reage rápido; – Supondo que a veloc do som na água seja de 1500 m/s, só para o som ir e voltar a 65 km levaria quase 1,5 minuto ! Qual a precisão desse sistema… Read more »

Alexandre Galante
Visitante

Leo Carcará, os sonares SQS-53B/C podem operar com zonas de convergência, chegando, em águas azuis, a alcances da ordem de 30 a 35 milhas na primeira zona, e 60 a 70 milhas na segunda.
O MILAS, sendo míssil e não foguete, recebe atualizações de meio curso para maximizar a precisão no lançamento do torpedo.
O destróier Atago tem o VL ASROC, com 28km (15 milhas) de alcance.

Roberto CR
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Roberto CR

Bem lembrado Leo Carcará em 22 Jan, 2009 às 16:51.
As vezes os comentários sobre o desempenho as armas não lembram as leis da física por aqui.

Jacubão
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E incrível tantos armamentos disponíveis por aí e a MB escolhe equipamentos mais baratos porém menos eficientes como os ASPID, míssil semi-ativo em que o navio precisa ficar trecado no alvo até o impacto que não é tão garantido como acontece no SPAROW, e nesse tempo vem outros mísseis e BBUUUUUUMMMMMMMMM, e o navio irá derreter com o grandio incêndio incontrolável, pois toda a superestrutura é de alumínio. Podemos falar o mesmo da insistência no EXOCET MM38 e MM40, que possuem um alcance já bastante inferior para os mísseis modernos. Modernizaram as Niterói e elas estão tomando porrada das T-22… Read more »

marlos barcelos
Visitante
marlos barcelos

o alcance de armas só é vantagem se você conseguir detectar o inimigo a longas distâncias, os mísseis anti-navios mas modernos são capazes de destruir um alvo a 150km de distÂncia, e o navio é detectado a essa distância? tem que ter também confirmação de serem navios inimigos ,ou seja,pode-se detectar o navio mas tem que saber se é de guerra e se é inimigo.

dificilemnte você vai confirmar se é inimigo a essa distÂncia.

Leo Carcará
Visitante
Leo Carcará

Galante, Pergunte a qualquer um da área e irá descobrir que detectar um sub com sonar ativo, a essas distâncias, é uma verdadeira sandice. Já fico desconfiado de quem disser que detecta um sub a distância de 10 kjds, imagine 70 milhas ! A marinha chinesa que o diga… Quanto à precisão do míssil, não questionei a capacidade de alterar o seu curso com precisão, mas sim o fato de as informações do sistema de combate do navio lançador estarem defasadas de, pelo menos, 1,5 minuto, em virtude do tempo necessário para o som ir até o alvo e retornar… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

Leo,
um submarino convencional em patrulha se move a uma média de 5 nós, em 1 minuto e meio ele se deslocou apenas 225 m. O sistema de correção do Milas e o sistema de orientação do torpedo é plenamente capaz de fazer o “serviço”.

Bosco
Visitante
Bosco

Leo, não havia lido seu último comentário. Mesmo no caso do sub se evadir a 20 nós eu ainda acho possível dada a velocidade de um torpedo leve (45/50 nós) que mesmo lançado em um ponto a 1000 jardas do alvo ele teria como fazer uma corrida de encontro ao sub em fuga e atingi-lo em 3 ou 4 minutos. Um torpedo leve tem um tempo de operação em torno de 10 levando em consideração as reduções de velocidade intermitente para poder usar seus sensores. O tempo de operação de um torpedo leve pode chegar a mais de 20 minutos… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

A US Navy ia ter um míssil anti-submarino com o alcance de 170 km, que iria substituir o ASROC e o Subroc. Seria supersônico, guiado por um sistema inercial e por data link (no caso de ser disparado de um navio) e transportaria o torpedo Mk50. Seria o ‘Sea Lance”, que só não vingou porque acabou a Guerra Fria.

Leo Carcará
Visitante
Leo Carcará

Bosco, Vamos à matemática novamente. Levando-se em conta a veloc do Milas como 310 m/s (tomei como a mesma do Otomat), o mesmo levaria cerca de 3,5 min. para alcançar o alvo. Quanto tempo você acha que leva entre a 1ª detecção, avaliação, determinação dos dados do alvo (rumo e veloc) e lançamento do míssil ? mais 1,5 minuto é razoável? O que nos dá um tempo total de 5 min. Se o erro total do sistema for zero (e garanto que não é) e o torpedo acertar “na mosca”, já sai com uma defasagem de, pelo menos 1000 jds… Read more »

Dalton
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Dalton

Como o Bosco deve estar dormindo…rs, desculpe a intromissao, mas lembro vagamente do sea lance…e a resposta para o torpedo nao arrebentar-se todo, era que seria amortecido atraves de para-quedas.

Dalton
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Dalton

desculpe apertei a tecla errada…mas…outro detalhe do sea lance era que ele usaria alternativamente ao torpedo uma ogiva nuclear portanto, o submarino mesmo que estivesse longe seria destruido.

Hoje em dia as armas nucleares foram banidas dos navios e submarinos, exceçao nos SSBN, mas seria interessante se voltassem a ser embarcadas, acho que dificultaria muito a vida dos submarinistas.

abraços

Bosco
Visitante
Bosco

RL, mas não se esqueça que na sua penúltima colocação você colocou o sub como estando a 20 nós, o que o faz altamente suscetível de ser rastreado e portanto de permitir a resolução contínua do sistema de controle de tiro para a correção do míssil em vôo. Acho possível que um contato sendo triangulado por vários meios de superfície possa ser engajado pelo sistema com um tempo de reação menor, mesmo no alcance máximo, já que os helicópteros armados podem não estar na área ou mesmo não estarem voado, já que é impossível que isso ocorra 24 h por… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

Dalton,
isso mesmo. Mas devia ter um “algo mais” para frear o míssil antes de lançar o torpedo e o mesmo cair de para-quedas, principalmente em distância intermediárias, já que nas distâncias limites o combustível acabava e ele “rapidamente” desacelerava facilitando o processo.
Mas com certeza alguém descobriu como fazê-lo.
Um abraço meu caro.

Nelson Lima
Visitante
Nelson Lima

Em termos geopolíticos,o que eu acho mais interessante no sistema Otomat/Milas é que países que utilizam o Otomat como Peru e Venezuela podem fazer um upgrade que equipe suas fragatas com um misto de Otomat e Milas,gastando pouco, e realmente operando nos mares um sistema de armas estratégico capaz de confrontar submarinos brasileiros e chilenos. Pensaram nisso?