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Um contra todos – parte II

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A história secreta do submarino argentino ARA San Luis na Guerra das Malvinas

Por Jorge R. Bóveda

vinheta-especialComo foi dito no final da parte I, em 17 de abril de 1982, o ARA San Luis chegou com segurança em seu “santuário fixo” ou área de espera, designado com o nome código de “Enriqueta”, localizada a cerca de 130 milhas ao norte da zona de exclusão estabelecida pelos britânicos em torno das ilhas.

Dois dias depois, enquanto permanecia naquela estação, ocorreu uma avaria no computador de direção de tiro VM8-24. Apesar dos esforços da tripulação, não havia como reparar o computador com os recursos disponíveis a bordo.

A dotação do navio incluía dois cabos especializados em direção de tiro, que também tinham o dever de reparar o sistema em caso de avaria. Esta função era anteriormente ocupada por suboficiais experientes, mas em abril de 1982 só havia disponível pessoal muito moderno, sem capacitação para reparar o sistema, além de trocar placas de circuito impresso.

A consequência imediata desta grave limitação na utilização do sistema de armas foi que a partir dali, os disparos de torpedos seriam feitos com cálculos manuais, com o submarino sendo capaz de controlar apenas um torpedo de cada vez, ao invés de três que o sistema permitia quando funcionava normalmente.

Com o computador avariado, o submarino operaria em “emergência”, o que doutrinariamente servia apenas para auto-defesa, dada a baixa probabilidade de gerar impactos.

Paralelamente aos esforços levados a cabo a bordo para tentar restaurar o sistema, autoridades navais no continente fizeram uma consulta ao Chefe do Arsenal, em River Plate (CF Edgardo P. Meric), para buscar assessoria técnica. Mas isso exigiria que o ARA San Luis enviasse por rádio longas mensagens que o sistema apresentava, para que os técnicos em terra pudessem diagnosticar o problema.

A mera possibilidade de que o submarino pudesse revelar sua presença na área de operações através destas mensagens fez com que a ideia fosse imediatamente rejeitada.

Dada a impossibilidade de consertar o computador, o comandante Azcueta enviou uma mensagem urgente para o COFUERSUB, colocando o Alto-Comando a par da situação e solicitando instruções.

Contra todas as probabilidades previsíveis, foi ordenado que o San Luis deveria ficar onde estava até novo aviso, porque eles achavam [indevidamente] que o inimigo poderia perceber sua ausência do teatro se o navio fosse reparado.

No final do conflito, vários submarinistas consultados expressaram que os danos poderiam ter sido reparados em Puerto Madryn, simplesmente transferindo para bordo o pessoal técnico e as peças exigidas.

Em retrospectiva, essa idéia parece ter tido boas perspectivas de sucesso naquele momento [19 abril], pois apenas um pequeno número de submarinos nucleares operava a oeste das Falklands e as unidades de superfície ainda não tinham chegado na área de operações [chegaram em 22 abril], de modo que a capacidade anti-submarino do inimigo na área focal de Puerto Madryn era inóqua.

Enquanto o San Luis prosseguia na sua rota para o sul, demandando sua área de operações, os rebocadores Tehulche e Querandí sob comando do Teniente de Navío Araujo (então imediato do Aviso ARA Irigoyen) foram enviados de Puerto Belgrano, com o objetivo de escoltar o submarino ARA Santiago del Estero (foto abaixo), um Guppy IA que havia sido desativado em 1981, em trânsito de volta para o porto, com a intenção deliberada de confundir o inimigo sobre o sua real estado de funcionamento.

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Para assegurar toda a operação, foi decidido que os rebocadores deveriam tomar o porto de Mar del Plata após 19h, em 22 abril, devendo zarpar novamente em 72 horas. Não houve necessidade de esperar tanto tempo.

Apenas cinco horas mais tarde, às 00h20 exatamente, o submarino ARA Santiago del Estero começou a navegar na superfície rumo a Puerto Belgrano, com seus próprios motores, mas incapaz de mergulhar.

A operação de traslado para a principal base naval da Argentina foi realizada sem problemas e com toda a pressa, para tirar vantagem das condições meteorológicas favoráveis.

O submarino chegou ao seu destino com segurança no dia seguinte à noite, onde foi cuidadosamente escondido entre dois grandes navios mercantes que se reabasteciam, convenientemente escondido para não ser visto por satélites ou aviões.

O ardil foi bem sucedido, a julgar pelas entrevistas dadas pelo pessoal inimigo capturado na Geórgia do Sul. Os britânicos estavam muito preocupados em saber o paradeiro do gêmeo ARA Santa Fe.

Na área de operações

Faltando poucas milhas para entrar na área de patrulha, um forte barulho de batida foi ouvido no “espaço livre de circulação”, ou seja, no espaço entre o convés e casco de  resistência, que é completamente inundado em imersão. O comandante Azcueta decidiu então emergir rapidamente antes do pôr do sol, para investigar a origem do ruído, uma vez que estes aumentam a indiscrição do navio.

O mistério foi revelado logo ao emergir: uma pistola de solda que algum operário desavisado tinha esquecido na rápida preparação do navio. O movimento do submarino fazia com que a ferramenta batesse continuamente contra o casco, dando a impressão de que era algo muito mais grave.

Também foi detectado que havia se soltado uma tampa de acesso a uma válvula, que foi prontamente consertada. Toda a operação não levou mais de 15 minutos, depois retomou-se a navegação com segurança.

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No final de 28 de abril, às 8h, o ARA San Luis entrou furtivamente em sua área de patrulha, nome código “Maria”, ao norte da Ilha Soledad, muito próximo à costa. No dia seguinte, como consequência direta do ataque surpresa britânico a Grytviken, no sul da Geórgia, se levantaram as restrições à utilização de armas.

Se o comandante Azcueta tinha alguma dúvida sobre a existência ou ausência de atividade inimiga na área, esta foi dissipada em torno de 09:40h de 1º de maio, quando seu sonar detectou um ruído imediatamente classificado como um “escolta tipo 21 ou 22”, “baseado no ritmo de suas hélices e emissão do seu sonar tipo 184”. O alvo operava com helicóptero e navegava a 18 nós.

Azcueta então ordenou postos de combate e aumentou a velocidade ao máximo, para encurtar a distância do alvo: 13.000, 12.000, 11.000, 10.000m, içou o periscópio brevemente, mas uma espessa neblina o impediu de ver alguma coisa.

Quando o alvo estava a uma distância inferior a 9.500 metros, Azcueta ordenou o lançamento do seu primeiro torpedo SST-4, o primeiro lançado pela Armada Argentina em tempo de guerra, parando as máquinas no último momento para facilitar a guiagem manual do torpedo.

Eram 10h15. Dois minutos após o lançamento foi recebido o sinal “cabo cortado” e nenhuma evidência de que o alvo tinha sido atingido. Quase imediatamente o submarino começou as manobras evasivas, antecipando um possível contra-ataque inimigo, mas ele nunca aconteceu. Aparentemente, os ingleses nunca souberam de sua presença.

Para economizar combustível e evitar ser detectado por helicópteros anti-submarino que estavam operando nessa área, o San Luis pousou no leito marinho em torno das 16h25 e lá permaneceu nas cinco horas seguintes.

Quase todos os dias foram obrigados a jogar gato e rato com os navios de superfície e helicópteros anti-submarino britânicos que se movimentavam através da área, tendo que repetidamente interromper abruptamente a recarga das baterias, por causa dos contatos hidrofônicos constantes mantidos com o inimigo.

Mais problemas

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Em 4 de maio, outro revés operacional atingiu o San Luis: um de seus dois conversores de 400 Hz ficou inesperadamente indisponível.

Sem um dos seus conversores, o submarino ficou ainda mais limitado, impedido de operar plenamente os seus equipamentos mais essenciais, como sonar, radar, os emissores, a giro, e o próprio sistema de armas.

Com mais este problema, além de outras falhas, que a tripulação teve de reparar precariamente, com os poucos elementos disponíveis a bordo do submarino, tornou muito mais arriscada a operação, apesar do moral da tripulação e a disposição do comandante de continuar lutando não diminuírem em nada.

Naquele mesmo dia, dois jatos Super Étendard pertencentes à Segunda Escuadrilla Aeronaval de Caza y Ataque foram vetorados por um antigo bimotor P-2H NEPTUNE, até um grupo de alvos que navegavam a 100 milhas ao sul de Puerto Argentino, em missão de “piquete-radar”. Por volta de 11h05, os aviões argentinos dispararam mísseis Exocet AM39 simultaneamente, para alcançar o destróier tipo 42 HMS Sheffield, de 3.660 toneladas.

No primeiro momento os britânicos acreditaram terem sofrido um ataque de torpedos, mas um voo de reconhecimento realizado dez minutos depois  do ataque revelou um enorme buraco de 3 metros de diâmetro acima da linha d’água, a boreste do navio, que só poderia ter vindo de míssil ar-superfície.

Não só mostrou que o grupo de batalha britânico estava vulnerável à aviação argentina, como provocou pânico nos altos comandos militares ingleses, por mostrar a possibilidade de perder-se um dos seus dois valiosos porta-aviões, o que até então era considerado impensável.

O submarino ARA San Luis recebeu o relato sobre o  HMS Sheffield às 21h14 [hora argentina] e recebeu ordens de ir à toda velocidade para a última posição conhecida do navio inimigo, a fim de confirmar o afundamento dele e obter alvos de oportunidade. Inexplicavelmente esta ordem foi revogada em poucas horas, permanecendo o San Luis na zona de operações.

Novos alvos

Quatro dias mais tarde, os sensores acústicos captaram outro alvo, desta vez no setor de popa do submarino, com todas as características de um contato inteligente e, portanto, hostil.

Um tripulante relatou: “Nós sentimos muito perto do casco acima da popa, embora não possa garantir que não era um torpedo”. De qualquer maneira, o comandante ordenou imediatamente manobras evasivas e lançamento de engodos (chamarizes) para evitar a ameaça iminente.

No dia 8 de maio, às 21h42, o alvo foi detectado a uma curta distância e o comandante Azcueta decidiu lançar um torpedo MK.37, a uma distância inferior a 2.500 metros. A explosão ocorreu 16 minutos após o lançamento, mas não foi possível especificar o seu resultado.

Esta ação despertou depois da guerra, críticas injustificadas daqueles que eram encarregados de avaliar as ações de combate, sem levar em conta a experiência mínima disponível da “Força de Submarinos” na classificação de alvos pois, na esmagadora maioria dos casos, os navios modernos da Armada não eram aproveitados para o treinamento dos submarinos, relegando a estes apenas o treinamento de combate submarino versus submarino.

A terceira oportunidade de ataque surgiu ao amanhecer do dia 11 de maio, quando se obteve um novo contato hidrofônico de dois alvos de superfície que navegavam próximo à boca do Estreito de San Carlos. O destino tinha colocado o San Luis entre os dois navios inimigos, numa ótima posição para um ataque com torpedos.

Na superfície reinava uma escuridão total, impossibilitando a visualização das embarcações através de periscópio. O comandante Azcueta decidiu primeiro atacar o alvo localizado mais ao sul, uma vez que era menor a probabilidade de erro na estimativa da direção e da distância.

Por volta de 01h40, a uma distância de 8.000m, ordenou lançamento a partir do tubo nº 1, mas com falha deste, teve que lançar com o nº 8, com a distância do alvo já reduzida para 5.200 metros. Após 3 minutos de corrida do torpedo, o sinal luminoso de “cabo cortado” foi recebido no console de direção de tiro.

O San Luis então se dispôs imediatamente a atacar o segundo alvo, localizado um pouco mais a norte, mas desta vez o alvo deixou o local em alta velocidade e Azcueta decidiu abortar o lançamento.

Pouco depois da operação, o comandante enviou uma mensagem para a COFUERSUB dando conta do seu ataque frustrado e sobre o comportamento errático do último torpedo. Apesar de ter excelentes informações do alvo e uma posição para fazer o disparo, concluiu que “o sistema de armas não era confiável “.

Esta mensagem finalmente convenceu o Alto-Comando naval argentino que o San Luis tinha que voltar para casa.

Para evitar a interferência com outras unidades que estavam operando em águas próximas da costa Argentina, foi feita uma rota direta para o extremo sudeste da área de treinamento de submarinos em frente a Mar del Plata e a partir dali, tomou-se uma rota costeira para o acesso ao canal da Base Naval de Puerto Belgrano.

Na noite de 19 de maio, o ARA San Luis regressava à sua base, depois de 39 dias de patrulha e 864 horas de imersão. Após algumas horas depois de atracado, seu segundo conversor de 400 Hz também ficou completamente fora de serviço.

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Azul&branco
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Azul&branco

Nossa!! Em homenagem a tão letal ameaça deveriam mudar o nome do sub para KRAKEN!!

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Lendo estes relatos sobre as aventuras dos argentinos, fica patente a importância da manutenção dos equipamentos militares. De nada adinata possuir o melhor equipamento militar se este não funciona ou não é confiável. Dito isso, estão certíssimos os comandantes das nossas Forças Armadas em procurar adquirir equipamento que possa ser construído e mantido no país, mesmo que esse equipamento seja inferior à outros sendo oferecidos a nós. Vejam o caso do navio acima: mesmo não sendo a última palavra em submarino (embora fosse moderno) perdeu várias oportunidades de ter sucesso simplesmente porque estava operando de modo precário. Isso vale de… Read more »

andre
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andre

Imagina o tamanho do estrago, se a Argentina tivesse uma centena de misseis Anti navio ao inves de meia duzia.

GERSON VICTORIO
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GERSON VICTORIO

Engraçado que o sub argie era um IKL alemão demonstrando uma sucessão de pane pra ninguém botar defeito…acho que na história dos conflitos submarinos dificilmente haverá outro sub com tantos técnicos….fico imaginando se ao invês de um IKL fosse um francês qualquer da vida…com certeza iria chover de críticas só pelo fato de ser francês 🙄

GERSON VICTORIO
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GERSON VICTORIO

“…tantos problemas técnicos..”

Igor
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Igor

Muito bom, estava esperando a parte 2. De fato, se tivesse inteiro o submarino, poderia ter feito um enorme estrago.

Caipira
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Caipira

GERSON VICTORIO

Como o sub é de alemã os “defeitos” aconteceram devido a má manutenção dos hermanos, agora se fossem de origem francesa já haveria comentáios com adjetivos do tipo: “lixo francês” ou “meleca francesa”…

hahaha

Um abraço

Quanto ao post, achei muito interessante e estou no aguardo da parte III….espero que a MB tenha aprendido algo com esse episódio…

Aurélio
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Aurélio

A Argentina pagou um preço muito alto, pela falta de manutenção. Não foi só este submarino que tinha manutenção precária. Muitas bombas lançadas pela Força Aérea Argentina, acertaram os alvos sem explodirem. Nossa Marinha não deve estar numa situação muito diferente daquela da Argentina na época da guerra das Malvinas.

ARCANJO
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ARCANJO

Alemão, francês, russo, qualquer um deles não resiste à falta de manutenção e a torpedos com defeitos, aliás a razão do insucesso dos ataques.

A falta de aprestamento é mortal para qualquer marinha.

E para colocar qualquer esquada em ordem tem de se começar do começo e não de tráz para frente.

Wolfpack
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Wolfpack

Disponibilidade e confiabilidade do equipamento é fudamental. Hoje não temos na MB tal disponibilidade haja visto a demora e a reação da MB no caso do vôo AF447. Os meios estavam a quilômetros de distância e quando chegaram ao local de busca, muito provavelmente, destroços e pistas para o acidente devem ter sido perdidos. No caso das Malvinas, não existiu nenhum planejamento das Forças para a Guerra, foram pegos de surpresa, quase que uma pegadinha de mau gosto aplicado as três forças. Não estavam prontas para a tarefa e mesmo assim tiveram chances enormes de reverter o quadro, sem sucesso.… Read more »

Rodrigo
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Rodrigo

Wolfpack, no caso da Air france não tinha como ter um navio no lugar, pois precisariamos de milhares de navios patrulha ou da Mãe Dinah comandando a MB, para adivinhar onde vai acontecer um acidente.

bulldog
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bulldog

Sabem o que é o pior de tudo isso???? COMO É QUE OS GOVERNANTES ARGENTINOS ME TOMAM UMA DECISÃO DE INVASÃO A TERRITÓRIO INGLÊS COM AS FFAA EM FRANGALHOS???? As histórias descritas no post são um roteiro de comédia. Tá pronto. É só rodar. Mas a desconfiança na cadeia de comando era tanta assim? que nem fizeram um “inventário” de quais meios estavam plenamentes disponíveis??? dá a impressão que acharam que a sra. rainha ia falar “ah tá…deixa pra eles então” ahahaha.

Roberto CR
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Roberto CR

bulldog em 25 Jul, 2009 às 1:03 “COMO É QUE OS GOVERNANTES ARGENTINOS ME TOMAM UMA DECISÃO DE INVASÃO A TERRITÓRIO INGLÊS COM AS FFAA EM FRANGALHOS????” Simples: eles acharam que, na época, o governo Tatcher estava muito ocupado com conflitos internos graves (greves, IRA, economia com graves problemas, baixa popularidade, etc.), e não se disporia a levantar os recursos necessários à empreitada. Se deram mal e, de quebra, fortaleceram Margareth Tatcher ajudando a mudar a direção dos eventos políticos internos na Inglaterra. Me arrisco a afirmar que muito da estrutura econômica e política atual seria muito diferente se este… Read more »

Wolfpack
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Wolfpack

Rodrigo, a reação da Marinha foi lenta, quanto tempo demorou para a primeira Fragata atingir o local mais próximo ao acidente? Estava no Rio de Janeiro a milas de distância. O que demonstra para todo Mundo que as nossas águas no Nordeste estão entregues a própria sorte. O Vôo AF447 saiu do radar de madrugada, e os primeiros movimentos de busca começaram pela manhã. Só depois de confirmado que ele não chegou ao destino. Por favor, não vivemos mais na época do telégrafo, do pombo correio… Sinceramente eu esperava maior prontidão da Aeronáutica e Marinha neste caso. Uma vez identificado… Read more »

ivan
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ivan

Mais um capítulo da piada de mau gosto… Só pra relembrar: a) Argentina invade território inglês. Quem conhece um mínimo de História sabe que as Falklands foram descobertas por ingleses QUANDO NÃO EXISTIA A REPUBLICA ARGENTINA! Foram colonizadas por ingleses e escoceses. SEMPRE foram britanicas e tem uma população britânica. Mas os “hermanos” com sua “poderosissima” força tenta arrebata-las b) em 72 dias a Royal Navy viaja 15000 km e expulsa os “hermanos” de modo ridículo. QUE SURRA!!!!! Sabe-se que os oficiais argentinos “corajosissimos” disputaram a tapa o “privilégio” de fugir logo daquele lugar. E foram levados “de carona” pela… Read more »

Alexandre Galante
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Ivan, a história das Ilhas Malvinas não é tão simples assim. Há várias versões sobre a sua descoberta e ela já “pertenceu” aos franceses e espanhóis também.
E antes destes, há provas de que habitantes da Terra do Fogo viveram lá.
Ou seja, a questão da posse, de quem é o verdadeiro “dono” das ilhas, é muito mais complicada.

ivan
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ivan

Olá, Galante…um abraço a você e amigos do blog Quanto as Falklands, acredito que há controvérsias sobre a descoberta e colonização. Mas é certo que na época do Ataque argentino eram britâncicas há muito tempo(mais de 100 anos), o que as tornaria britanicas pelo princípio diplomático do uso e posse. Mas gostaria de postar mais uma curiosidade. Na verdade seria uma pergunta, mas acho que a maior parte das respostas é distorcida pró-Argentina. a) na época a imprensa americana, européia e mesmo a daqui afirmou que alguns submarinos nucleares britânicos seriam suficientes para afundar TODA a Marinha Argentina. Mas que… Read more »

Alexandre Galante
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Ivan, de qualquer maneira, o afundamento do HMS Sheffield por um míssil Exocet também foi um aviso à Royal Navy de que a campanha não sairia de graça.

Você se lembra de quantos navios britânicos foram afundados pelos argentinos?

O próprio comandante da Frota britânica afirmou que se a Royal Navy perdesse um NAe, a retomada das ilhas estaria inviabilizada. E isso por pouco não aconteceu.

Então a Guerra das Malvinas não foi um passeio para os britânicos e a vitória não foi fácil. Há que se respeitar os combatentes dos dois lados.

Wolfpack
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Wolfpack

Os Argentinos com todas as dificuldades e mau preparo conseguiram colocar em dúvida em certa altura da campanha se a Real Marinha Britânica deveria ou não retornar para sua ilha mãe. Bombas cortaram cascos de navios sem detonarem. Torpedos foram lançados sem sucesso, Agora se vc Ivan ainda não acredita, basta digital no youtube “The Falklands War – How Close to Defeat?” do Discovery Channel e assistir em bom inglês como por pouco os ingleses não foram derrotados por uma força inferior, e se ainda mesmo assim não acreditar digite “Malvinas, La Guerra Aérea. History Channel” e verá a ação… Read more »

Virtualxi
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Virtualxi

As Falklands são dos ingleses e ponto final. A quem alegar o contrário, que enfrente a força naval inglesa. No meu modo de pensar isso é um assunto encerrado, até porque a Argentina é um estado falido e suas forças armadas são obsoletas e incapazes de defender o próprio país, quanto mais requisitar um novo território. Quanto ao texto, este é muito interessante, mas em parte ajuda a recriar de forma não muito confortável uma situação onde os esforços de guerra da marinha inglesa são diminuidos a medida que se fala da obsolescência dos meios argentinos e, com isso, da… Read more »

ivan
Visitante
ivan

Galante e amigos, a) brilhante a colocação do Virtualxi: “Quanto ao texto, este é muito interessante, mas em parte ajuda a recriar de forma não muito confortável uma situação onde os esforços de guerra da marinha inglesa são diminuidos a medida que se fala da obsolescência dos meios argentinos e, com isso, da facilidade de vitória que tal fato pode ter trazido aos ingleses.” Sim. O pessoal aqui, vestindo a camisa da Argentina(rss), falam: – Foi uma derrota vendida de maneira durissima, DEVIDO a coragem, preparo, capacidade e mesmo valores morais argentinos. Falso! Equivocado! Verdade: foi uma vitória dura DEVIDO… Read more »

joão
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joão

Quando sai a terceira parte??
Eu entro todos os dias pra ver se já chego.

Sobre as conversas aqui mostradas: Vamos la ne jente, achar que a MB esta no moesmo nivel de penuria que a armada dos ermanos e dureza, temos pouco material sim, mas o que temos esta em condição real de uso.
não temos o estado da arte, mas fazemos arte como que temos.

Helvécio
Visitante
Helvécio

As malvinas eram o único território americano não habitado quando os conquistadores europeus aqui chegaram. Portanto, não há base nenhuma para reinvidicação de soberania.

Os Kelpers tem auto-determinação. Podem escolher a quem deve prestar lealdade. É óbvio que não trocariam a Inglaterra pela Argentina. Isso representaria uma perda em termos econômicos.

abraços aos amigos desse excelente site.
viva a Marinha!