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Exposição “O Brasil, a França e o Mar”

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nauA Marinha do Brasil inaugura no Espaço Cultural da Marinha (ECM) a exposição “O Brasil, a França e o Mar”, no dia 2 de setembro, como parte das comemorações do Ano da França no Brasil. O Espaço Cultural está situado à Rua Alfred Agache, S/Nº, no Centro da cidade do Rio de Janeiro.

Esta exposição mostra diversos aspectos da contribuição francesa, relacionada com o mar, para o Brasil, desde o término das Guerras Napoleônicas, até os dias de hoje.

Apresenta-se “O Brasil, a França e o Mar” em seis módulos principais. O primeiro introduz ao tema da exposição; o segundo mostra o Brasil visto pelos marinheiros franceses; o terceiro, os instrumentos e equipamentos, produtos da tecnologia francesa, para a navegação nos oceanos e sua segurança, na proximidade do litoral; o quarto, a comunicação marítima entre o Brasil e a França; o quinto, a construção naval francesa para a Marinha do Brasil; e o sexto, a transferência contemporânea de tecnologia para a Marinha do Brasil.

Vieram do Museu Nacional da Marinha da França (Musée national de la Marine), de Paris, 17 objetos do acervo francês, graças ao patrocínio da empresa DCNS (Direction de Construtions Navales Services). Esse acervo francês enriquece o conjunto, também exposto, de muitos outros objetos importantes do acervo histórico e cultural brasileiro, sob a guarda da Marinha do Brasil (Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha e Diretoria de Hidrografia e Navegação) e do Museu Imperial de Petrópolis.

Destacam-se, entre os objetos mais notáveis dessa exposição: um magnífico panorama da Baía de Guanabara em 1840, com 4,4 metros de comprimento e um metro de altura, que é exposto pela primeira vez, no Brasil, pintado pelo Almirante Pâris, pertencente ao acervo da França; vários instrumentos náuticos de fabricação francesa; modelos de vários navios de guerra, do passado e do presente, da Marinha do Brasil, que foram construídos na França; e o resultado do trabalho dos hidrógrafos franceses que realizaram, no século XIX, o primeiro levantamento sistemático da costa do Brasil, produzindo cartas náuticas para a segurança do transporte marítimo – “abrindo caminhos no mar” para o comércio internacional, a partir de 1819.

Nau do descobrimento

O Espaço Cultural da Marinha abrirá para visitação pública, também a partir de 2 de setembro, um modelo em escala natural de uma Nau da época dos descobrimentos, com uma exposição sobre a vida a bordo no final do século XV e início do XVI.

Essa Nau estará exposta à visitação, flutuando, atracada ao cais do ECM, somando-se aos navios museus, submarino e helicóptero, já existentes no local, que podem ser visitados todas as tardes, exceto nas segundas-feiras.

O modelo dessa Nau foi construído em 2.000, para as comemorações do quinto centenário do descobrimento do Brasil e entregue à Marinha do Brasil, em 2008, tendo sido adaptado para essa finalidade e decorado, por meio de um projeto do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, que se baseou em fontes iconográficas do século XVI.

Dessa forma, a Nau passa a ter uma utilidade educativa, pois completa como imagem o que é ensinado sobre as Grandes Navegações portuguesas, por meio de palavras, escritas e faladas, nas escolas. Os visitantes, de todas as idades, poderão imaginar, quando estiverem a bordo, a aventura de cruzar os oceanos há 500 anos.

O complexo cultural da Marinha no Rio de Janeiro, do qual o Espaço Cultural faz parte, é visitado por aproximadamente 200 mil pessoas, anualmente, das quais cerca de 40 mil são estudantes, com suas turmas. A Marinha possui ônibus escolares para o transporte de turmas de escolas municipais.

FONTE: MB

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Carlos
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Carlos

Esse pessoal está de brincadeira né! Lutamos contra a França por mais de 300 anos. Nem na nossa independência os caras deram uma força. Isso é um puxasaquismo momentâneo. Deve ser para baixar o preço salgado dos scorpenes.

Alexandre Galante
Visitante

Essa exposição também vai falar da Guerra da Lagosta? rs

Joaca
Visitante
Joaca

Este post fere a diretriz de não se falar de concorrentes/fornecedorres de submarinos para MB.
solicito que o editor o retire – rindo muito

joaca

Nunão
Visitante
Nunão

Joaca, hehehe, a diretriz ainda é uma proposta, ainda estamos aguardando os leitores se manifestarem à vontade.

Depois disso, é claro, ela ainda tem que ir para a nossa Câmara dos Lordes, onde só os editores votam e o Galante detém o poder moderador (além do executivo, legislativo e judiciário, é claro). Abs!

Hornet
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Hornet

Que Guerra da lagosta?!!! Não houve Guerra nenhuma. Houve um atrito diplomático muito grande, mas que se resolveu no campo diplomático. Afinal, lagostas não são peixes…assim como Canguru não é ave….hehe Galante, esse apelido de “Guerra da Lagosta” é só um apelido. Salvo engano, dado pela imprensa brasileira da época. Só que ele leva a crere que tenha existido uma coisa que nunca existiu. Aproveitando a deixa, pra esclarecer de vez essa questão que volta e meia aparece aqui, a definição de Guerra não cabe aí de forma alguma. Nem no conceito clássico de guerra (uso da força bruta para… Read more »

Fernando Cabral
Visitante
Fernando Cabral

Eu muaria o título: O Brasil, a França, o mar e a lagosta. Que venha o Scorpene e vive la france.

Hornet
Visitante
Hornet

Fernando Cabral,

e o canguru? Vc esqueceu de incluir o canguru no título.

Pô, sacanagem com o bichinho…afinal, se não fosse ele, não poderíamos (podemos?!!!) comer lagosta todo dia aqui no Brasil…hehe

abração

Joaca
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Joaca

Como não? Somente 12 reaus dos velhos lá nas parcas de Fortaleza!!!

luciano
Visitante
luciano

Ihhh, passou de dez reau é caro pra mim 😀

Rodrigo Rauta
Visitante
Rodrigo Rauta

Galante, sabe me dizer se o Be-4 Bauru ja voltou a ficar em exposição , pois ele estava em estaleiro.

Abraços!

Hornet
Visitante
Hornet

Só agora que prestei a atenção neste detalhe: “Lutamos contra a França por mais de 300 anos.” O Brasil, como Estado Independente, não tem nem 200 anos ainda…como fizemos essa proeza?…hehe Ou o “lutamos”, no caso, não se refere ao Brasil. Não entendi esse comentário, não… Teria sido Portugal, será? Portugal, na época em que o Brasil era colônia e propriedade do rei português, lutou com a França? Só se for… Mas pelo o que eu sei, Portugal e França só tiveram alguns atritos mais graves na época das Guerras Napoleônicas, durante as quais o Dom João VI veio com… Read more »

Hornet
Visitante
Hornet

Se eu fosse maldoso, coisa que não sou (hehe), iria dizer que me lembro, ou melhor (lembrar não é bem o caso, pois não era nascido na época, mas meu pai era), conheço e muito bem, uma guerrinha (até que recente) do Brasil contra a Alemanha…e não estou me referindo a final da copa de 2002…hehehe

mas vamos mudar de assunto, senão volta a peleja de subs da FrançaXAlemanha de novo, e esse assunto já deu o que tinha que dar…kkkkkk

abraços a todos