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PAEMB – Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil

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O Poder Naval traz com exclusividade o planejamento para obtenção de meios navais e aeronavais para o período de 2011/2031

Com o desenvolvimento da Estratégia Nacional de Defesa (END), a Marinha do Brasil (MB) foi encarregada de informar ao Ministério da Defesa os meios necessários para cumprir de maneira satisfatória suas atribuições dentro da END. Além de informar os meios necessários, a MB precisava informar como pretendia obter tais meios e qual seria a articulação com a indústria nacional. Surgiu assim o Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil – PAEMB (antigo PEAMB).

Os números contidos no PAEMB são os desejavéis, contudo, números muito difíceis de serem alcançados nas próximas décadas. Por esta razão, no final de 2010, a Marinha do Brasil estabeleceu um planejamento para obtenção de meios navais e aeronavais para o período de 2011/2031.

No planejamento previsto no PAEMB, a Marinha do Brasil implantará na Região Norte/Nordeste uma Segunda Esquadra, porém, no período compreendido entre 2011 e 2031 isso não deve ocorrer.

Concepção do PA2 proposto para a Marine Nationale francesa. A Marinha do Brasil planeja construir um navio-aérodromo com configuração semelhante para substituir o NAe São Paulo

Dos dois navios-aeródromo previstos no PAEMB, a MB deve iniciar a construção da primeira unidade em 2015, e sua incorporação ocorrerá em 2025, substituindo o NAe São Paulo. Este navio terá deslocamento entre 50.000 e 60.000 toneladas. Terá aparelhos de parada para pouso e duas catapultas para decolagem de aeronaves. Uma segunda unidade poderá ser construída a partir de 2031.

A MB já contratou 8 unidades do C-1 Trader para missões de COD/AAR. Essas unidades deverão ser entregues a partir de 2012. No momento, a MB está finalizando a aquisição de 4 S-2G Tracker que serão transformados em aeronaves AEW. Um segundo lote de 4 S-2G deverá ser contratado ainda nesta década.

Dois anos após a Força Aérea Brasileira (FAB) decidir qual será seu avião de caça/ataque, a MB irá contratar 24 unidades do mesmo modelo para operar no futuro NAe.

Um segundo e um terceiro lote de 4 helicópteros Sea Hawk devem ser contratados até 2031. Dos 16 Super Cougar que serão entregues, 8 serão exclusivos para transporte e 8 serão usados em missões de ataque, armados com mísseis AM-39 Block 2.

A classe “Mistral” francesa é forte candidata para os navios de propósitos múltiplos pretendidos pela Marinha do Brasil

Dos 4 navios de propósitos múltiplos (NPM) previstos no PAEMB, Os dois primeiros começam a ser obtidos a partir de 2012. A primeira unidade será incorporada em 2020 e a segunda em 2024. Esses meios terão deslocamento entre 20.000 e 25.000 toneladas. Serão dotados de doca e substituirão todos os Navios Desembarque Doca (NDD) e Navios de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) em operação atualmente.

 

Das 30 escoltas previstos no PAEMB, as 5 primeiras, com 6.000 toneladas de deslocamento, devem ser contratadas até 2013. A primeira unidade começará a ser construída um ano após a assinatura do contrato e demorará 6 anos para ser concluída. Esse lote inicial terá capacidade antissubmarino, antissuperfície e antiaérea de ponto, serão designadas como escoltas de emprego geral (EG). No segundo lote de 5 unidades, está previsto que 4 possuam capacidade de defesa de área, com mísseis de médio e longo alcance. As 10 primeiros escoltas devem ser incorporadas até 2031.

Dos 12 Navios-Patrulha Oceânicos (NPaOc) de 1.800 toneladas previstos no PAEMB, os 4 primeiros devem ser anunciados ainda em 2011 e sua construção deve ser iniciada em 2012. A primeira unidade deve ser incorporada em 2015. As demais a cada dois anos. Um segundo lote, também de 4 navios deve ser contratado e incorporado antes de 2031.

Dos 46 navios de patrulha da Classe “Macaé” (500t) previstos no PAEMB, 2 já foram construídos, 4 estão em construção. Um segundo lote de 6 unidades deve ser contratado até 2015. Um terceiro lote, também de 6 unidades deverá ser contratado na década de 20. Totalizando, assim, 18 unidades até 2031.

Dos 15 submarinos de propulsão diesel-elétrica (S-BR) previstos no PAEMB, 4 já foram contratados. O primeiro já está em construção na França. Estes serão incorporados em 2017, 2018, 2020 e 2021. Em 2021, o primeiro submarino da Classe “Tupi” será desincorporado. Um segundo lote de 4 S-BR será contratado para ir substituindo os submarinos da Classe “Tupi” e o “Tikuna”. Desse modo, pode-se concluir que a MB pretende, apartir de 2020, manter sempre 8 submarinos de proculsão diesel-elétrica em operação.

Dos 6 submarinos de propulsão nuclear (SN-BR) previstos no PAEMB. O primeiro SN-BR já foi contratado e deverá ser incorporado em 2025. Dependendo da avaliação deste meio, a partir de 2030 novas unidades poderão ser contratadas, ou então, uma nova classe aperfeiçoada de submarinos de propulsão nuclear poderá ser desenvolvida.

Dos 5 Navios de Apoio Logisticos (NApLog) previstos no PAEMB, o primeiro deve ser contratado até 2012, sendo incorporado em 2015. Mais duas unidades devem ser contratadas até 2031. Estes meios terão deslocamento de 22.000 toneladas e terão capacidade de fornecer no mar combustiveis, inclusive de aviação, lubrificantes, munições, água e generos alimentícios.

Essas são os principais programas que serão desenvolvidos pela MB no período de 2011/2031. A conclusão dos mesmos dependerá dos orçamentos disponibilizados pelos sucessivos governos que virão.

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Ozawa
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Ozawa

Ainda insistindo na tese defendida em post anterior, se excluíssem esses 2 NAes do planejamento e o “São Paulo” já agora fosse desativado, os recursos realocados não poderiam encurtar o cronograma de reaparelhamento das escoltas e submarinos ?

Sinceramente, se o papel tudo aceita, e considerando como realistas os prazos e fluxos financeiros implícitos ou explícitos no plano, minha tese é perfeitamente factível.

Eu, cidadão brasileiro, preferiria 10 escoltas modernas na MB em 2015, do que 4 escoltas e iniciando a construção de um NAe para 2025…

Vader
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“A conclusão dos mesmos dependerá dos orçamentos disponibilizados pelos sucessivos governos que virão.” Ah bom, já tava achando que o Brasil tinha sido conquistado pelos EUA, e que a MB tinha sido incorporada à US Navy… 🙂 PEAMB = Plano Espetacularmente Ambicioso, Mas Bizarro! Aliás, de todos os mirabolantes, irrealizáveis, esquizofrênicos, doentios, estapafúrdios e loooooooongos planos para a Defesa Nacional, incluindo a END (excelente nome, aliás), o da Marinha é o mais “pró”! NENHUM bate ele… 🙂 Braço-Forte???? Rárárárárá, o almirantado lê o plano do EB e diz: “pobres”… DOIS PAs? Moleza… SEIS submarinos nucleares? Fichinha… DUAS frotas? “Piece of… Read more »

Joker
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Vader lembrar que isso foi o que a MB pediu pra fazer em nivel otimo suas missões constitucionais, a liberação desses meios e equipagens é do MD/Pres/Sen/Dep…

Vader
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Galante disse: 20 de janeiro de 2011 às 21:51 “diz aí pra gente o que você acha que é viável no PAEMB” Galante, viável não acho nada. Acho isso ae o maior caô. Só isso. Mas o que o poder naval brasileiro precisava, na minha modesta visão? Segue em lista de prioridades: 1. Subs; 2. Subs; 3. Subs; 4. Subs; 5. Subs; 6. Pesquisa e desenvolvimento de subs; 7. Mais subs; 8. Bases para subs; 9. Mais bases para subs; 10. Se sobrar algum dinheiro, o resto. _______________ Joker disse: 20 de janeiro de 2011 às 21:52 “Vader lembrar que… Read more »

Antonio M
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Antonio M

Dois porta-aviões não é para qualquer país mesmo, vide França e Inglaterra com muito mais tradição e $$$, penando para manter os seus. Na minha opinião, como já disse em tópico anterior, com o São Paulo tanto tempo parado para reforma, deveriam ter ido mais longe e inovado; poderiam convertê-lo para para LHD/LPD criando um híbrido e assim quem sabe uma nova classe. Aí faria algum sentido nossa Marinha manter um ou dois navios assim, sem ter de manter 2PAs e 4LPDS, mantendo mais e novos navios de desembarque e escoltas pois os LPDs pelo que sei, precisam de escolta… Read more »

Antonio M
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Antonio M

hibrifo = híbrido

Grifo
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Grifo

Vader lembrar que isso foi o que a MB pediu pra fazer em nivel otimo suas missões constitucionais, a liberação desses meios e equipagens é do MD/Pres/Sen/Dep…

Caro Joker, planejar em nível ótimo é muito fácil. Espero que a MB tenha também os planos para o nível “bom”, o nível “mais ou menos” e o nível “ruim” prontos também.

Na hora que (inevitavelmente) faltar dinheiro, o que vai ser priorizado? O que vai ser cortado? Isso é que seria interessante saber.

MO
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Eu vou falar o que quando que alguem ira se consientizar e … ah deixa pra la e NPa furreco (Mucurus) em 21 anos ….. Cume qui eh a frase do truta mesmo “Preambis, sem um minimo de concientização do Estado como Nação eh mero exercicio de bullshitis, cacildis !” quero ver o que saira no blog em 39 de fevereiro de 2018 (por ewxemplo) sim, 30 de fevereiro mesmo …… Acho que seria mais plausivel falar ( a MB) “nos queremos isto, mas … sacume neh, quem sabe 1/18 do que pedimos venha, pois nao depende de nos …… Read more »

daltonl
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daltonl

Antonio… não dá para instalar uma doca alagavel no São Paulo e transforma-lo em um LHD…nem mesmo há uma popa larga e adequada para tal conversão. Mesmo que possivel, custaria muito , levaria muito tempo para nenhum ganho em um navio que teria quando muito dez anos de vida restante. os navios britanicos não foram construidos totalmente de aluminio, apenas a superestrutura, o casco era de aço. O Mistral não foi projetado para operar na vanguarda de uma força naval, mas em caso de guerra ele estaria vulnerável como qualquer outro navio. Certas missões de ajuda humanitária não podem ser… Read more »

Antonio M
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Antonio M

Caro Daltonl,

Tem razão mas, mesmo assim o São Paulo não custou praticamente nada e não seria necessário comtemplar todas as funcionalidades de um LHD mas se ao menos tentassem algo mais ousado, poderiam aprender alguma ou muita coisa, creio que com as inovações tecnológicas e de materiais poderiam fazer muito e deixar um legado que serviria para a construção dos próximos navios.

Grato pelas demais explicações.

abç.

daltonl
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daltonl

Antonio…

o A 12 saiu “barato”, mas não acho que ele tenha custado praticamente nada, pois a reforma pelo qual ele passou era algo que sabiamos que iria ocorrer, sem falar na aquisição e modernização de diversas aeronaves , o treinamento necessário para operar as mesmas, etc.

Mas o diferencial de um LHD é justamente a grande doca alagável,
portanto não vejo como ele poderia ser utilizado como um LHD sem a tal doca…talvez vc tenha pensado em um LPD …já que tem capacidade para operar um grande numero de helicopteros.

abraços

Antonio M
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Antonio M

Sim, seria mais como um LPD Daltonl, isso mesmo. E só para salientar, isso já foi objeto de comentáio aqui no blog. http://www.naval.com.br/blog/?s=porta+avi%C3%B5es+indiano “…NOTA DO PODER NAVAL: a título de comparação, o Navio-Aeródromo São Paulo (ex-PA Foch) foi comprado da França por US$ 12 milhões e os 23 jatos Skyhawk A-4KU foram adquiridos do Kuwait por cerca de US$ 70 milhões. A reforma total do NAe São Paulo irá custar até 2012, R$ 146 milhões (cerca de US$ 80 milhões) e a modernização de 12 jatos A-4KU pela Embraer custará US$ 140 milhões. A Índia pagaria inicialmente 740 milhões de… Read more »

daltonl
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daltonl

Sim Antonio…

…mas o São Paulo pode funcionar como um grande LPD se for necessário, enquanto que um LPD puro, como o HMS Ocean, não pode funcionar como um NAe/PA.

Além disso, não consigo pensar em mais nada “adequado” que se conseguiria “mexendo” no São Paulo,mas pode ser falta de imaginação minha mesmo…rs

Não esqueça que não foram apenas os Skyhawks que foram adquiridos, mas também alguns “Traders” que deverão ser utilizados para transporte de carga e reabastecimento aéreo.

abraços

Joker
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Vader

Claro que existem duas classes de meios navais, os Subumarinos e seus alvos, no entanto, submarinos não fazem tudo que meios de superficie podem fazer. São meios “perfeitos” pra Negação do Uso do Mar e dependendo de seu sistema de armas e/ou propulsão possuem uma excelente relação custoxbeneficio na Dissuação, mas os mesmos são limitadissimos quanto ao Controle de Area Maritima e Projeção de Poder. Atribuir a Esquadra uma modernização e renovação unicamente direcionada a Subs seria como dotar o Exercito unicamente meios Blindados sobre Lagartas, isso numa comparação nada didatica.

Vader
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Joker disse: 21 de janeiro de 2011 às 13:16 Entendi Joker, mas não falei para termos no lugar da Marinha uma “Submarinha”, mas sim para darmos prioridade absoluta aos submarinos, até que atinjamos a “negação do uso do mar ao inimigo” em um nível ao menos razoável. E isso se faz com subs (mas é evidente que algumas coisas, como Navios-Patrulha, por exemplo, não se pode deixar de encomendar nunca). Infelizmente, a mera existência do Foch indica que a MB não dá tal prioridade ao tema. No mais, e já escrevi isso, discordo do conceito de uma força naval para… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
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Famed Member

Ao longo da história, praticamente todos (senão todos, preciso checar o que foge da regra) os programas navais de aquisição de meios da MB ficaram aquém do planejado. Entre diversos exemplos, seguem aqui alguns dos mais bem-sucedidos: O programa de 1906, da famosa “Esquadra de 1910”, reequipou a MB com dois encouraçados, cada qual devendido por um cruzador “scout” e cinco contratorpedeiros, todos construídos na Inglaterra. O terceiro encouraçado, assim como as seis escoltas (um C e cinco CT) que o acompanhariam ficou pelo caminho. Lutou na Jutlândia, com o nome de Agincourt, defendendo a Royal Navy. O programa de… Read more »

Elizabeth
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Member
Elizabeth

Este plano é ótimo. Feito pela DCN inclusive. Pena (na minha visão é sorte) que é irreal, absurdo.

Ivan
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Member
Ivan

Em 1936 a Frente Popular vence as eleições na Espanha. Os generais Mola e Francisco Franco rebelam-se contra a República, representando uma coligação de forças conservadoras e começa a Guerra Civil Espanhola. Enquanto a França e a Inglaterra optaram pela política de não intervenção, Hitler e Mussolini auxiliaram abertamente os nacionalistas de Franco, ficando os republicanos dependendo da ajuda da então URSS… mas esta não consegue vencer o bloqueio naval, pois sua marinha era basicamente de submarinos e couraçados costeiros. 1939 a 1945 se desenrola a sangrenta Batalha do Atlântico, entre os “U-Boats” de Karl Dönitz e as escoltas da… Read more »

Ivan
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Member
Ivan

Olá Elizabeth!

Salvo engano da minha parte, vc certa vez escreveu sobre as vantagens de continuar com o programa das corvetas, algo como uma Improved Barroso, para manter vivo o know how de construir enbarcações de guerra, além da massa crítica mínima, civil e militar, necessária para um poder naval consistente.

Seria possível voltar àquele interessante tema?

Grato,
Ivan, do Recife.

Elizabeth
Visitante
Member
Elizabeth

Ola Ivan, Hoje tirando os EUA, a Rússia já tem declinio desta capacidade, e no futuro a China talvez divida com os EUA este privilégio, nenhum país tem mais condições de dominar o ciclo completo de construção e meios sofisticados de combate. Sendo assim o que fazem todos os outros paises que não estes três? Escolhem seus nichos de capacitação e nele procuram desenvolver seus projetos. Israel é um grande produtor de sistemas eletrônicos para defesa bem como de mísseis o que permite ao estado judel customizar plataformas as suas necessidades, negociar com os EUA acesso a tecnologias eventualmente negadas… Read more »

Ivan
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Member
Ivan

Elizabeth, É curiosa (para dizer o mínimo) esta contratação da Northrop Grumman para um ítem que poderia e deveria ser nacional, quando o nosso Ministro da Defesa infla o peito para dizer que os americanos não tem bons antecedentes e outros tantos a dizer que a Marinha é que sabe trabalhar em conjunto como o MD. Entendo que a indústria de defesa (naval, aérea ou terrestre) deve ser alimentada continuamente pelo Estado, assim como assistimos em outros países. O Reino Unido, com toda a crise interna e externa, com a aponsetadoria precoce de vários meios navais, não deixa de ‘alimentar’… Read more »

GUPPY
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GUPPY

Acho que já estão contando com o dinheiro do pré-sal.
Abs

Mauricio R.
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Mauricio R.

Ainda bem que por enquanto papel higiênico usado, não é reciclavel.

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

A MB, como claramente demonstrado nos esforços pelo resgate dos destroços do acidente da Air France, ainda não conseguiu promover a adequada substituição das corvetas classe “Imperial Marinheiro”. Não será a velharia francesa de 500 ton., atualmente em construção em diversos estaleiros nacionais, que irá proporcionar isto. Com uma esquadra que caminha p/ a total obsolescência, mais rápido que o “RMS Titanic” apodrece no fundo do Atlântico Norte, sonha c/ 2 ª frota no Nordeste, porta-aviões e submarinos nucleares, a ressurreição instigada pela Embraer, das velharias de museu Trader/Tracker. Ou que o upgrade dos limitados A-4 irá produzir algo mais… Read more »

Joker
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Mauricio R. então como deveria ser o PAEMB?

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

Vamos antes de mais nada resolver o custeio, a equipagem e a manutenção dos meios existentes, aumentar e melhorar a disponibilidades desses meios. Se não estamos conseguindo manter e equipar os navios que estão aí, como é que vamos manter 2 esquadras distintas??? Deixem a megalomania de lado, o tão aguardado e desejado submarino nuclear que espere o país desenvolver sua própria tecnologia p/ construí-lo, é inaceitável depender dos franceses p/ isto!!! Qnto ao porta-aviões, ou compramos o outro CVF; ou compramos algum CV americano desativado, nem que seja algum casco da classe “Forrestal”; ou compramos chinês. Senão , mais… Read more »

daltonl
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daltonl

Mauricio… vc citou os “Forrestal”, mas, o unico NAe americano desativado em condições de voltar à ativa é o USS Kitty Hawk, todos os demais, alguns descomissionados há quase 20 anos, não tem recebido cuidados além de inspeções contra alagamento, incendio ou mesmo vandalismo e são apenas cascor mortos aguardando uma destinação, seja como alvo , recife artificial, museu ou simplesmente o desmantelamento. Mesmo o USS John Kennedy.descomissionado “recentemente”, passou mais de 2 anos encostado em Mayport antes do descomissionamento pois não apresentava condições seguras para vôo . O Foch na época era e continua sendo, dez anos depois a… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

Daltonl,

Bem, pelo menos poderíamos fazer o que não foi feito qndo da compra do ex-“Foch”.
Se os americanos não surtarem devido aos nossos acordos c/ a China PRC, podemos tanto comprar o “Kitty Hawk” e coloca-lo em serviço ativo, como o JFK p/ desmanche e recuperação de peças.

Grifo
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Grifo

Senhores, como o texto é restrito para assinantes da Folha, coloquei-o na íntegra aqui. O PAEMB vai subindo no telhado. Após caças, Dilma revê compra de navios Negócio para patrulha oceânica estimado em R$ 10 bilhões será revisto pela presidente por conta de aperto fiscal Programa da Marinha tem como principal foco a proteção das áreas do pré-sal; não há prazo para decisão do governo VALDO CRUZ DE BRASÍLIA IGOR GIELOW SECRETÁRIO DE REDAÇÃO DA SUCURSAL DE BRASÍLIA Depois da compra de caças da FAB, agora é a vez de um grande programa da Marinha entrar em reavaliação pelo governo… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

Posta a vontade e a percepção do momento pela presidente, é uma ótima oportunidade p/ deixarmos de continuar comprando a tralha francesa obsoleta de 500 ton. e partirmos p/ o OPV. Não digo o pretendido de 1800 ton., mas algo maior na faixa das 2500 ton., design baseado em normas de marinha mercante e levemente automatizado p/ minimizar custos de aquisição e complexidade de manutenção. Até como experimento, poderíamos adquirir os 3 OPV que a BAe estava construindo p/ Trinidad & Tobago, mas que o governo local renegou o contrato, o recém aceito convite p/ liderarmos a parte naval da… Read more »

daltonl
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daltonl

Mauricio… sua proposta de adquirir o USS Kitty Hawk tem alguns problemas: Ele está com 50 anos e deverá sair da reserva em 2015 então com 54 anos. Por melhor que esteja,e a cada ano que passa sua condição deteriora mais, necessitará uma grande reforma antes de uma transferencia, ou seja, iriamos adquirir um navio com mais de 56 anos após uma reforma carissima que seria custeada pela marinha…partindo do principio que os EUA nos dariam de graça o navio. Teriamos que descomissionar o São Paulo, só que a tripulação do mesmo não é suficiente para tripular o KH, outros… Read more »

Vader
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Mauricio R. disse: 23 de janeiro de 2011 às 11:58 Excelente comentário. ____________________ No mais, conforme postado pelo Grifo, a dura realidade, essa ingrata, boba, feia e chata destruidora de delírios, através das mãos antigamente bem adestradas da Excelentíssima, acaba de torpedear mais alguns dos planos mirabolantes da MB… Quem avisa amigo é: os franceses da DCNS e os baianos da Odebrecht que se cuidem… Como diria um sujeito muito gente boa, que morreu antes do tempo: “O sonho acabou”. Ou como diria um outro: “é a economia, estúpido”…. Que voltem à Terra os ufanistas do Brasil-Potência, a vermelhuxada antiamericana… Read more »

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

Vader,

Mto obrigado!!!

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

Daltonl, Acho que vc exagera o efeito da idade e a condição do casco do KH, o navio não tem nem 2 anos que está somente boiando em Bremerton, especulou-se que seria doado “quente” á Índia, qndo da volta do Japão. E ao contrário do ex-“Varyag”, que os chineses estão reconstruindo, não ficou largado ao léu como lá na Ucrânia. Aliás enquanto o KH era desativado, o nosso A-12 “São Paulo” fazia exatamente o que??? Ou estava docado, ou ancorado servindo de “parade ground” em alguma cerimônia ou dando umas voltas pela Baía da Guanabara. O fato de o casco… Read more »

daltonl
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daltonl

Mauricio… o nickname “shitty Kitty” dado pela tripulação é um indicativo de que o “BattleCat” já naõ estava em grande forma em 2009. O Foch quando foi adquirido tinha 37 anos, é 2 anos mais novo que o KH e não navegou tanto, principalmente nos dez anos que ficou baseado no Japão. O KH pode ser reativado numa emergencia em alguns meses, mas não necessariamente para cumprir todas as funções que cumpria, pode por exemplo servir como porta-helicopteros, ou como uma base movel, de qualquer forma, com o passar dos anos ele necessitará cada vez mais de uma doca seca… Read more »

Rafael Oliveira
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precisamos de novas tecnologias
se nos usar motor magnético não precisaremos de motor diesel nem tanques de combustível e pode retirar algumas baterias
O motor magnético não consome energia nem combustão interna ele parece elétrico só que em vez de ter cobre como eletroímã agindo contra outros imas convencional devemos projetar motores naval que usa somente super imas assim teríamos um motor magnético ainda mais forte que um elétrico, sem limitações sem ruido sem descarregar baterias sem comparação.

pedro possa
Visitante

saudades dessa época quando podiamos sonhar alto…

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Pedro,
.
O problema é que, dependendo da altura do sonho, o tombo da cama também é alto quando se acorda tarde para a realidade.
.
Lembrando que dos prazos aventados na época da matéria (2011), a maioria já fazia água antes mesmo da crise atual mostrar a que veio.

india-mike
Visitante
india-mike

Como é deliciosamente cômico reler essa matéria e parte dos comentários…

farragut
Visitante

não sei se é cômico também, mas parece estranho ver gente que “ganhou ponto” ao defender o aumento de efetivos que se seguiu e, em pouquíssimo tempo, assumiu postura diametralmente oposta. não custa lembrar que assessores que alertaram p/ os problemas de médio e longo prazo (“proteção social” incluída) tiveram seus “filmes queimados”.