Irã lança com sucesso míssil terra-mar, o 3º do dia
A Marinha iraniana lançou de forma bem sucedida o míssil “Noor” terra-mar nos exercícios militares que realiza no Golfo Pérsico, informou a agência de notícias estatal Irna.
Este modelo do projétil, que está muito avançado em relação aos sistemas anti-radar, atingiu os alvos previstos e os destruiu, segundo a agência. O míssil foi projetado e produzido por especialistas da marinha e cientistas da indústria de Defesa do país.
Também nesta segunda-feira, a marinha iraniana lançou mísseis terra-mar de longo alcance (Ghader) e de baixo alcance (Nasr), ambos com sucesso, segundo a fonte.
A armada iraniana começou no último dia 24 de dezembro suas manobras navais Velayat 90 nas águas do sul do país entre o estreito de Ormuz e o oceano Índico.
O Irã vive uma polêmica por causa de seu programa nuclear, sobre o qual parte da comunidade internacional, liderada pelos EUA, acredita que tem uma vertente militar destinada à fabricação de bombas atômicas, o que Teerã nega, alegando que ele tem caráter exclusivamente civil e com objetivos pacíficos.
FONTE: Terra/EFE
NOTA DO PODER NAVAL: o Noor é uma versão modificada do míssil antinavio chinês C-802.


Teoricamente a maior arma dos iranianos para controlar o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico são os mísseis antinavios lançados de terra.
Infelizmente para os iranianos, essa mesma facilidade devido à geografia da região pode se voltar contra eles já que os coloca também dentro do alcance de vários mísseis de países ao redor do Golfo, principalmente os ATACMS e Harpoons.
Mestre bosco, e os Tomahawks? Acho que estes farão a festa nos lançadores iranianos.
Diegolatm, Os Tomahawks não são apropriados a serem usados contra “alvos de tempo crítico” (que se expõe por um curto período), como por exemplo, lançadores móveis de mísseis. Eles exigem um certo tempo de planejamento antes de serem lançados e embora tenha melhorado muito com a versão block 3 (que usa o GPS) e mais ainda na block 4, ainda assim são mísseis lentos para atingirem seus alvos antes deles lançarem seus mísseis. O melhor míssil para isso seria o ATACMS do Bahrain e dos EAU. Estes poderiam atacar os laçadores tão logo fossem detectados e conseguiriam atingí-los antes deles… Read more »
Não é atoa que os americanos estão desenvolvendo mísseis hipersônicos de forma prioritária.
Existe um programa denominado de Arc Light que visa desenvolver um míssil lançado de navios (lançador Mk-41 e Mk-57) e submarinos (Mk-45), capaz de percorrer 4000 km em menos de meia hora.
Um Tomahawk, se tivesse esse alcance (seu alcance é de 1800 km) levaria mais de 5 horas.
Outro programa visa desenvolver um míssil lançado de um caça que poderia atingir um alvo a 600 km em 5 minutos. Uma versão com o dobro do alcance seria compatível com bombardeiros.
Olha os mapas aí, amigos. Este com mão e contra-mão: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/92/Strait_of_Hormuz.jpg Este com o relevo: http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/01/estreito-de-ormuz.jpg Apesar da 5ª Frota, US Carriers, destroyers AEGIS, Desert Falcon dos Emirados e Strike Eagles da Arábia Saudita, fechar o canal por algum tempo é possível para o Iran. Usando uma combinação de minas de qualquer tipo, barcos suicidas, baterias de mísseis terra-mar e alguns submarinos seria possível tornar o tráfego perigoso. Se viesse a afundar 2 (dois) ou 3 (três) petroleiros poderia instalar um caos temporário no tráfego e uma tragédia ecológica enorme. Porém o país que seria mais prejudicado seria… o IRAN.… Read more »
Reparar como o Irã vem desenvolvendo uma grande gama de armas, mesmo que a maioria se baseie em projetos antigos conseguem arrancar alguma tecnologia.
Sou absolutamente fã de mísseis e acho que o Brasil deveria seguir fortemente nesta direção.
Cutucando Onça com vara curta!
ou
Atirando de estilingue em águias!!!
Tornem o estreito de Ormuz irrelevante p/ a indústria petrolífera e o Irã poderá fazer qntos jogos de guerra bem quiser.
Que ninguém irá notar ou sequer se importar.
Se o irão fechar o estreito, quebra! Ele precisa muito mais do estreito do que o mundo.
Vão cutucando a Águia, vão…
Diego,
Eu fui muito preciosista na minha opinião acerca dos Tomahawks e levei em consideração os lançadores iranianos momentos antes de lançarem seus mísseis e que foram detectados por radares de abertura sintética / GMTI, mas com certeza nos depósitos, bunkers, galpões, etc, em que os lançadores estiverem armazenados e que já tenham sido mapeados pelos americanos com antecedência, os Tomahawks poderão fazer uma “festa” sim.
Não estão cutucando a águia não, na verdade esse é aquela historia do garoto grandão que sabe que bate no menor e sempre que passa da um tapa no menor para provocar a briga e quando o pequeno não agüenta mais e revida o grandão faz o que queria.
so que na pratica na imensa maioria das vezes quando o menor faz isso, toma um pau de loco do cara , vitoria por KO do grandao …
Sem problemas mestre bosco, você sempre é referencia em qualquer comentário aqui na trilogia, ademais obrigado pelas explicações, certamente aprendo bastante quando você expõe suas ideias. Mais uma pergutinha Voltando a questão dos Tomahawks, eu lembro que aqui na trilogia postamos e até discutimos a questão da defesa anti aerea iraniana, até foi postado mapas e fotos por satelites com as posições de algumas baterias AA e tambem de Misseis iranianos, o que me intriga é: 1- Certamente os americanos irão utilizar dos Tomahawks, mas a AA dos iranianos não seria um obstaculo?Acredito que os iranianos não podem em nada… Read more »
Diego, A defesa contra um Tomahawk é difícil porque além de serem pequenos e terem RCS reduzido, voam em baixa altitude e são lançados de modo a que muitos cheguem ao mesmo tempo nos diversos alvos vindo de diferentes direções. Cerca de 30% do combustível é usado para contornar o alvo dificultando a defesa. Mesmo com radares aerotransportados que olham para baixo sua detecção se torna difícil tendo em vista o RCS muito reduzido, e a versão Block 4 teve uma redução ainda maior da assinatura radar em relação às anteriores. Mas sem dúvida alguns serão interceptados pelo sistema antiaéreo… Read more »
Uma pergunta p/ Bosco e outro amigos do blog…
Vocês acham que os Patriots e Arrows de Israel dariam conta daqueles misseis do Irã? Lembro que na Guerra do Golfo os Patriots “seguraram” muitos dos Scuds que o Saddam mandou. Mas outros fizeram algum estrago…
Será que as versões mais modernas desses mísseis antibalísticos conseguem formar o desejado “cinturão de defesa” que Israel sonha em ter?
Tá ai um bom tema. Como Israel está preparada para enfrentar um eventual contra-ataque do Irã, sem sofrer maiores danos?
Requena, A performance dos Patriot na Primeira Guerra do Golfo foi sofrível porque ele foi convocado a cumprir uma tarefa com a qual não havia sido preparado/desenvolvido, tendo sido adaptado às pressas. Na época, os americanos tinham uma linha de desenvolvimento de mísseis antibalísticos independente do Patriot. Ele era um míssil antiaéreo somente. Mesmo o sistema de orientação (TSARH/TVM) tendo tido sucesso absoluto, houve problemas relativos ao software, a espoleta e a ogiva. Mísseis balísticos possuem características que fazem com que o mesmo, mesmo após atingido, continue sua trajetória em direção ao alvo, e isso ocorrer algumas vezes na Arábia… Read more »
Correção: “Scuds iraquianos” e não “iranianos”.
Diego Oliveira,
Eu pelo menos não estou apoiando ninguém não.
Estou apenas descrevendo o que eu entendo que possa ocorrer do ponto de vista técnico militar, sem entrar no mérito da questão.
Se você tem argumentos contrários, é só expô-los que iremos aceitá-los ou contestá-los, mas jamais ignorá-los.
Quanto a temer a 4ª Frota, não há nada que ela possa fazer ao Brasil que nós já não tenhamos feito nesses 500 anos.
Pergunta de inocente: Qual o míssil terra-mar que a MB dispõe na atualidade?
o BRASIL nao a MB, tem o miisseu “Rezar para Santo Expedito Mk I” no momento e para muitos momentos vindouros …
Ivan disse:
2 de janeiro de 2012 às 23:44
Veja o mapa da infra de gás/óleo na península arábica, neste outro artigo do Think Defense:
(http://www.thinkdefence.co.uk/2011/05/uk-security-needs-%e2%80%93-food-trade-and-energy/)
Já existe oleoduto/gasoduto, que atravessa a península arábica até o Mar Vermelho, seria penso eu, o caso de expandi-lo.
Outra oportunidade, seria rotear alguma infra no sentido do litoral arábico do Oman, já fora do estreito de Ormuz, no Golfo de Oman.
MO disse:
4 de janeiro de 2012 às 10:47
o BRASIL nao a MB, tem o miisseu “Rezar para Santo Expedito Mk I” no momento e para muitos momentos vindouros …
kkkkkkkkkkkk, Mo eu acho que já estamos numa versão MK 5 e subindo viu…
Acho que o MAR(missel anti navio) sendo desenvolvido pela avibras poderia sim ser um cadidato a esta funcão…
Se estiver errado me corrijam, por favor.
Bosco
Obrigado pela resposta.
Se Israel está bem protegida, creio que em breve o “pavio acende” lá no Oriente Médio…