quarta-feira, julho 28, 2021

Saab Naval

Versão para submarinos do míssil BrahMos aguarda lançamento

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Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

A versão para subarinos do míssil russo-indiano BrahMos será lançada pela primeira vez em outubro ou novembro de 2012, de acordo com o diretor da BrahMos Aerospeacial, Sivathanu Pillai, em declaração à ARMS-TASS no Segundo Fórum Internacional de Tecnologias para Engenharia.

“Nós realizaremos o primeiro lançamento da versão para subarinos usando plataformas de teste submersas em outubro ou novembro”, declarou o Dr. Pillai.

De acordo com Pillai, o futuro lançamento será uma etapa importante no programa de desenvolvimento do BrahMos, uma vez que, após esse teste, a Marinha indiana decidirá se armará ou não seus próximos submarinos convencionais com esses mísseis.

Um representante do Centro de Projetos de Rubin declarou anteriormente à ITAR-TASS que projetistas russos estavam prontos a oferecer à Marinha indiana submarinos convencionais modelo Amur-1650 armados com sistemas de mísseis Club ou BrahMos.

“Até agora, os parceiros indianos ainda não trouxeram questões acerca da incorporação do BrahMos ao submarino Amur-1650, ofertado à Índia dentro do programa de submarinos 751”, disse Andrei Baranov, diretor geral do Centro de atividades econômicas estrangeiras de Rubin.

Baranov aponta que “o projeto do submarino Amur-1650 atualmente é armado com o sistema de mísseis de ataque Club, bastante conhecidos na Marinha indiana, e lançados por tubulações horizontais para torpedos. Mas se os indianos quiserem que o submarino seja equipado com o sistema de mísseis BrahMos de lançamento vertical, o centro de Rubin pode reformular o projeto”.

“O BrahMos pode ser integrado ao Amur-1650 como um compartimento adicional com tubos de lançamento verticais”, explica o diretor do centro de projetos.

“O Amur e o BrahMos são bastante compatíveis. Nós viemos trabalhando na arquitetura do submarino para esse fim. Então, se nossos parceiros indianos quiserem submarinos equipados com o BrahMos, isso reofrçaria as chances da oferta da Rosoboronexport para o programa 751 da Índia”, enfatiza Baranov.

A Rosoboronexport ofertará possíveis submarinos convencionais Amur-1650 com propulsão independente de ar (AIP) para apreciação dos indianos, mediante aquisição de seis embarcações.

FONTE: NavalToday.com

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joseboscojr

Eu fico imaginando como é que um submarino pode de modo independente designar alvos navais de superfície a 300 km de alcance.
Muito provavelmente o Brahmos lançado de sub só seria usado no seu alcance máximo contra alvos em terra, ou então teria que operar de forma cooperativa com outros meios, o que de certa forma vai contra o “modus operandi” de um sub, que via de regra, é um caçador solitário.

MO

Ow meus olho desinteressandos me enganam ou eh um Kashim ?

joseboscojr

Se o RBS-15 tem um perfil de lançamento que o condena, esse aí então….

Blind Man's Bluff

O Brahmos segue a doutrina Russo-sovietica de engajamento de longo alcance e muito provavelmente utiliza os mesmos meios de reconhecimento, rastreamento e ataque por satelite. Diferente da “americana” (NATO), centrada em mega-porta aviões escoltados e armados com caças de ataque, a marinha russa desde muito se utiliza de misseis de longe alcance, lançados desde submarinos, hoje em dia principalmente SSGNs da classe Oscar I e II, sendo gradualmente substistuidos pelos “novos” Yassen que na verdade são submarinos de ataque “multi-função” se podemos chama-los assim e também desde os grandes bombardeiros Badgers e Blinders. Esses SSGN Oscar II são armados com… Read more »

joseboscojr

Blind, Eu não creio que por satélites seja possível designar alvos navais em tempo real. Se tal tecnologia existisse, seria o fim das aeronaves dedicadas à patrulha marítima e navios poderiam ser alvejados por mísseis de longo alcance indefensavelmente e colocaria por terra a doutrina de proteção em camadas da USN e os porta-aviões estariam no museu há muito tempo. Basicamente a proteção de uma força tarefa se baseia na capacidade que o grupo aéreo embarcado tem de isolar uma área em torno que impossibilita que haja a localização do mesmo. Os chineses almejam algo assim para por em funcionamento… Read more »

joseboscojr

Não estou dizendo que detectar, rastrear e até designar mísseis contra navios não é possível usando exclusivamente satélites, claro que é, tanto usando satélites de reconhecimento visual, IR e radar de abertura sintética.
Um bom exemplo é o RADARSAT, de orientação civil, mas até onde sei ainda não há nenhum sistema de satélites militares operacional com essa função específica.

joseboscojr

Blind Man’s Bluff, Todo mundo sabe a facilidade que é atacar alvos fixos em qualquer parte do mundo. Não só suas coordenadas geográficas são facilmente extraídas, como os “mísseis” podem ter sistemas de orientação relativamente simples, além de poderem ser lançados de milhares de quilômetros de distância. Para armas nucleares em geral, bastam simples sistemas de navegação inerciais, usando armas convencionais, sistemas de navegação por satélites são suficientes para prover a adequada precisão para a maioria absoluta de alvos. Alguns poucos alvos fixos precisam de algum tipo de refinamento na orientação terminal. Já alvos móveis, sejam veículos terrestres, aeronaves, navios… Read more »

joseboscojr

Blind, No segundo link indicada há alusão à designação do SS-N-19 por satélites de ELINT que determinam uma área por triagulação e pelo UA-S (radar de vigilância marítima), área essa onde o míssil acionaria seus sensores internos para detectar e adquirir o alvo. Mas vale algumas ressalvas. Tal sistema, em conjunto com os satélites radar US-A, podiam designar diretamente apenas e tão somente o SS-N-19, que tinha algo em torno de 600 km de alcance e Mach 2. Mas tal capacidade deveria ser reservada a um possível conflito entre EUA/OTAN x URSS/Pacto de Varsóvia, onde valia tudo. Fora desse contexto… Read more »

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