Tivemos ontem o prazer de assistir na Escola de Guerra Naval ao documentário “O Brasil na Batalha do Atlântico”, de Erik de Castro.

O documentário, que narra fatos pouco conhecidos da maioria dos brasileiros, como a participação dos ex-combatentes das Marinhas de Guerra e Mercante do Brasil na Segunda Guerra Mundial, apresenta, ainda, depoimentos de veteranos de guerra, pesquisadores e historiadores.

O filme encerra a trilogia iniciada com “Senta a Pua!” (2001), do mesmo diretor – sobre a participação do Primeiro Grupo de Aviação de Caça brasileiro na Segunda Guerra Mundial– e “A Cobra Fumou” (2003), de Vinícius Reis – sobre o envolvimentodos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira no conflito.

Há 70 anos, em agosto de 1942, em apenas quatro dias, um único submarino alemão atacou cinco navios mercantes e um iate brasileiros, resultando na morte de 607 passageiros. Essa agressão provocou uma série de demonstrações populares de indignação, o que levou o Brasil a declarar o Estado de Guerra, em 31 de agosto.

A pré-estréia na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, contou com a presença do Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto e de outras autoridades civis e militares.

Durante a Batalha do Atlântico,o Brasil escoltou 3.164 navios mercantes em 575 comboios, contudo, no decorrer do conflito, foram afundados 3 navios de guerra e 30 navios mercantes, nos quais faleceram 1.927 pessoas, sendo 469 militares da Marinha, 956 tripulantes dos navios mercantes e 502 passageiros.

Amparado pela Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), o projeto contou com o patrocínio das empresas Poupex, Infraero, Transpetro e Alvenius.

FICHA TÉCNICA

Ano de produção
2012

Duração
82 minutos

Som
Estéreo

Classificação indicativa
Livre

Biografia e Filmografia do Diretor
Erik de Castro é cineasta e sócio-diretorda BSB Cinema Produções. Graduou-se em Cinema pelo Los Angeles City College(LACC) e fez especialização em direção de atores na Escola Internacionalde Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, em Cuba. Atuou comocorrespondente internacional do jornal Correio Braziliense nos EUA e criou e foi co-autor da coluna ‘Cinefoco’ (Revista Foco). Produziu, co-escreveu e co-dirigiu o média-metragem “Razão Para Crer” (1996) – ‘Menção por Excelência Criativa’ no 30º Festival de Filme e Vídeo dos Estados Unidos. Em 2001 lançou seu primeiro longa-metragem, o documentário “Senta a Pua!”(‘Menção por Excelência Criativa’ no 33º Festival de Filme e Vídeo dos Estados Unidos; Troféu ‘Coppa Festival del Cinema di Salerno’ – Itália; Troféu ‘Boto de Ouro’ – Melhor Filme, Júris Oficial e Popular – 1º Festival de Cine-Vídeo da Amazônia; e Troféu ‘Estrela do Mar’ – Melhor Filme e Melhor Montagem – 12º Festival de Cinema de Natal). Produziu “A CobraFumou” (2003), de Vinícius Reis. Em 2010, lançou “Federal”, seu longa de estréia na ficção (Melhor Thriller e Melhor Ator – Michael Madsen – no New York International Independent Film Festival – 2011).

Produção
Keilla Pinheiro e Erik de Castro

Produção Executiva
Heber Trigueiro e Solange DeBarros

Roteiro
Marcio Bokel e Erik de Castro

Fotografia
Cezar Moraes, ABC

Montagem
William Araújo e Heber Trigueiro

Som
Juarez Dagoberto e Wilsinho Andrade

Animação
Júlio Zartos e William Araújo

Música Original
Eugênio Matos

Entrevistados
Almirante Hélio Leoncio Martins
Almirante Estanislau Façanha Sobrinho
Almirante Armando de Senna Bittencourt
Almirante (MD) Moacyr Mirabeaude Carvalho Soares
Almirante Roberto Mário Monnerat
Almirante Armando Amorim FerreiraVidigal
Comandante Carlos Borba
Comandante Ary Marques Jones
Comandante Francisco E. Alves deAlmeida
Comandante Mônica Hartz
Comandante Arnaldo Leal de Medeiros
Comandante Raul de Castro e Silva
Comandante Ivan Gouvêa Laboriau
Tenente Hilton Mendes Moreno
Tenente Paulo da Silva Tubarão
Tenente D´Álvaro José de Oliveira
Capitão-de-Longo-Curso Ernani A.M. Ribeiro
Capitão-de-Longo-Curso Carlos EugênioDufriche
Capitão-de-Longo-Curso Álvaro José de Almeida Junior
Capitão-de-Longo-Curso Vivaldo Alves da Silva
Oficial Superior de Máquinas Jorge Alves Pinto
Professor Raul Barreto Neto (Universidade Católica de Salvador, BA / Universidade do Estado da Bahia)

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MO

CLC C.E. Dufriche, o cara é bom pra caramba, fonte da maioria das minhas infos “aprimoradas”

Agora so resta saber quantas e quais salas de cinema vão se interessar em passar o filme …

daltonl

A corveta da foto está usando, um sistema de camuflagem da US Navy conhecido como “measure 22”, a área escura sendo um azul marinho,
acima uma cor cinzenta, criando a impressão de que o navio estaria mais distante…efetivo ou não, o contraste era muito bonito e facilita a vida
daqueles que montam kits.

Daglian

Espero que um bom número de cinemas exibam este documentário…

MO

como temia nenhuma sala de SSZ and Sao Visselva passando e sem perspectiva …

GUPPY

Sorry, MO. Terás que subir a serra.

MO

pior que imaginava, nem em SP …

e nem previsao

Carlos André

Precisamos de mais e mais documentários como esse, pois os veteranos estão indo embora, dessa turma Vidigal que não era veterano mais um sensacional pensador do poder naval se foi. Outra foi a Comandante Monica Hartz, historiadora naval de mão cheia que faleceu precocemente. Leoncio já está chegando aos 100 e Façanha nos 90. E os produtores não conseguiram pegar as falas de Torres e Espellet, um veterano do Bahia outro dos classe M

Blind Man's Bluff

Vendo a terceira foto me veio a cabeça um livro que estou lendo sobre a campanha do pacifico, em guadalcanal, chamado Neptune’s Inferno, quando destroyers e cruisers americanos, depois de uma boa cacetada japonesa, afundavam levando quase todas as mãos e, os poucos sobreviventes muitas vezes eram vitimas das suas próprias depth charges, que explodiam junto com seu navios enquanto estes afundavam.