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O ataque ao HMS ‘Sheffield’

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HMS Sheffield 4

Há exatos 31 anos, na manhã de 4 de maio de 1982, o sofisticado destróier Tipo 42 HMS Sheffield (D80) da Royal Navy, foi atingido mortalmente pouco acima da linha d’água por um míssil AM39 Exocet, lançado por um jato Super Étendard (foto abaixo) da Armada Argentina.

O navio de escolta britânico atuava como “piquete-radar” e era responsável pela defesa antiaérea de área de unidades maiores da FT britânica, cujo principal objetivo era a retomada das Falklands com um desembarque anfíbio.

Mesmo sendo equipado com um radar de busca aérea de longo alcance e mísseis antiaéreos Sea Dart capazes de atingir um alvo a pelo menos 20 milhas de distância (37km), o Sheffield não conseguiu detectar a aproximação de dois jatos Super Étendard, nem se proteger do míssil Exocet. O fantasma da vulnerabilidade de navios de escolta ainda está presente hoje, mais de 30 anos depois daquele ataque, apesar dos avanços tecnológicos. A causa disso é uma limitação natural: a curvatura da Terra.

zona-morta-radar

Devido a essa curvatura, a partir da linha do horizonte forma-se uma zona cega à baixa altura, não atingida pelo radar. Assim, o alcance do radar de um navio é limitado no caso de altitudes mais baixas, a partir de uma certa distância. Essa vulnerabilidade também está presente nos radares terrestres e é usada por pilotos de aviões do tráfico de drogas, por exemplo, para escapar à detecção.

Um ataque que contou com a ajuda da aviação de patrulha

A tática argentina para atingir vasos importantes da RN empregava aeronaves de patrulha marítima, como o P-2 Neptune, que repassavam por rádio os contatos às aeronaves de ataque.

No ataque ao Sheffield, um Neptune realizou a função de esclarecimento marítimo, mudando de altitude constantemente e aproveitando a zona cega dos radares britânicos para efetuar apenas algumas varreduras com seu radar, a fim de não alertar os sistemas de MAGE/ECM dos navios britânicos.

Dois Super Étendard decolaram da Base Aérea de Rio Grande armados com um Exocet cada, realizando reabastecimento em voo com um KC-130 Hercules. A operação foi apoiada por jatos Dagger, realizando PAC a 7.000m, armados com mísseis ar-ar, e um Lear Jet, atuando em missão de diversão.

Após o reabastecimento, os Super Étendard continuaram nas coordenadas dadas pelo Neptune, voando a 4.500 metros. Depois, desceram para entrar na zona morta dos radares britânicos, evitando a detecção.

super-etendard-ara

Quando os jatos estavam voando rente ao mar, perto das coordenadas especificadas pelo Neptune, receberam uma mensagem da aeronave de patrulha, confirmando um grande alvo no meio e dois menores nas coordenadas 52º33′ sul e 57º40′ oeste. Além desses, o patrulheiro informou sobre outro alvo mediano, a 52º48′ sul e 57 º31′ oeste. Ou seja, o último navio estava distante dos outros a cerca de 30 milhas.

Os jatos prosseguiram para as coordenadas, sempre “colados” na água, elevando-se a poucos metros a mais para realizar algumas varreduras com seu próprio radar de busca, a fim de localizar os alvos, sem alertar os equipamentos MAGE/ECM britânicos. Ambos os pilotos detectaram um alvo grande e três medianos, travaram seus Exocet no alvo maior e, quando estavam a cerca de 50km de distância, lançaram os mísseis.

Os britânicos declararam mais tarde que os argentinos tinham acertado o Sheffield com o Exocet e um outro míssil tinha passado pela proa da fragata Yarmouth. O Exocet, entre suas muitas habilidades, pode mudar seu curso, caso não encontre o alvo e também possui uma espoleta de proximidade para fazê-lo detonar, se passar muito perto de um navio. Estas e outras características do míssil fizeram com que os argentinos pensassem ter acertado também um outro navio maior, como o porta-aviões HMS Hermes.

HMS Sheffield 2

Exocet ganhou fama entre o grande público, que assistiu pela primeira vez pela TV a uma guerra aeronaval baseada no uso de mísseis. As lições aprendidas pelas Marinhas foram muitas, dentre as quais destacam-se a vulnerabilidade de navios construídos com partes em alumínio, a necessidade de aeronaves de alerta aéreo antecipado e o desenvolvimento de sistemas de defesa antimíssil aproximada.

O HMS Sheffield sofreu um incêndio após o impacto do míssil que matou 20 tripulantes. O navio acabou afundando no dia 10 de maio de 1982 quando era rebocado.

O tamanho do rombo provocado pelo impacto do míssil Exocet AM39 no HMS Sheffield. Até hoje há dúvidas se o a cabeça explosiva do míssil explodiu ou não, mesmo entre os tripulantes. O fato é o combustível residual acabou provocando um incêndio que se alastrou rapidamente em todo o navio. 20 tripulantes perderam a vida.

O tamanho do rombo provocado pelo impacto do míssil Exocet AM39 no HMS Sheffield. Até hoje há dúvidas se a cabeça explosiva do míssil explodiu ou não, mesmo entre os tripulantes. O fato é o combustível residual do míssil acabou provocando um incêndio que se alastrou rapidamente em todo o navio. 20 tripulantes perderam a vida.

 

The-Sheffield-Demise DPA

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Paulo Itamonte
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Paulo Itamonte

O modelo em escala do Super Etendard 3-A-202 codinome ¨Aries¨ nesse ataque ao Sheffield é a única coisa dos nossos ¨hermanos¨ argentinos que eu coloco com muito gosto na estante da minha sala com a minha coleção de avioes. Esse ataque entrou para a história e ajudou a fazer a fama do material militar françês. Interessante notar que todo mundo que ajuda a divulgar os equipamentos militares franceses recebe como agradecimento deles um belo de um embargo. Foi assim com os Israelenses ( que fizeram a fama do Mirage ) e logo depois com a Argentina. Rê, rê, rê,rê.

FRL
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FRL

A propósito do aniversário da Guerra das Malvinas, e não obstante a seção do NAVAL já dedicada ao tema, poder-se-ia pesquisar a fundo o que de fato aconteceu com o NAe Invencible, que demorou uma eternidade para retornar ao UK e, se apesar de recém-pintado, mal escondia os chamuscados de batalha.

Também se poderia descortinar os detalhes de outras grandes batalhas navais, com destaque ao material empregado e à tática desenvolvida.

Bosco
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Bosco

Pessoal,
Falar de embargo francês a Argentina é de uma ingenuidade sem tamanho.
A Argentina estava em guerra contra o Reino Unido!!!!
Alguém em sã consciência achava que os franceses dariam todo o apoio à Argentina se colocando contra o Reino Unido.
Por exemplo, os navios da esquadra britânica também possuíam mísseis Exocet.
E aí?! Será que na hipótese desses mísseis serem todos usados de ambos os lados os franceses iriam fornecê-los para os dois países?
Isso não é embargo e sim lógica estratégica. Se os generais argentinos não previram isso deveriam voltar para a academia militar, ou melhor, para o primário.

StadeuR
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StadeuR

A época ainda existiam a URSS e a Cortina de Ferro; a Grã Bretanha e França pertenciam a Otan, ou seja forças opostas estavam em jogo, o afundamento de navios britânicos em grandes quantidades seriam uma perda estratégica catastrófica muito forte para a Otan, onde se explica o embargo da França e o apoio norte americano aos ingleses.
Se o Brasil entrasse na guerra certamente traria consigo outros países, ficando uma dúvida apenas para o Chile.
O reino unido dê graças a Deus até hoje por não ter pagado naquela época mesmo por sua arrogância colonialista .
E se fosse hoje …

Marcos
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Marcos

Os britânicos, primeiro impuseram o domínio naval sobre os argentinos, em seguida o domínio aéreo e, finalmente, o domínio terrestre.

Marcos
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Marcos

Bosco

O “embargo” francês, ou qualquer outro nome que se dê, apenas demonstra que você precisa desenvolver e fabricar seus próprios meios, no todo ou em parte. Quando acabaram os Exocet que argentina possuía, o quê os argentinos fizeram? Nada! Não tinham o que fazer, pois não tinham seus próprios meios.

Na Guerra Civil americana, o Norte impôs derrota ao Sul porque essencialmente fabricava em larga escala seu próprio armamento.

Bosco
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Bosco

Vale salientar que nem as fragatas britânicas dotadas com o Sea Wolf teriam chances contra um ataque de Exocet, que naquela época carecia de capacidade contra alvos sea-skimming. Os mísseis anti-navios sea skimming (Exocet e Harpoon) eram claramente uma arma à frente do seu tempo e no início da década de 80 os navios não estavam capacitados a se defenderem desse tipo de armamento. O único sistema que se propunha a isso era o Phalanx, que estava operando de forma tímida nos navios americanos, e que não estava presente na Guerra das Malvinas. Tivessem os argentinos se armado com mais… Read more »

Bosco
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Bosco

Marcos,
Sem dúvida.
Eu só não acho adequado o termo embargo porque era completamente previsível de ocorrer.
Em segundo lugar, porque o fornecimento de mais mísseis teria que ocorrer durante o conflito. Ora! Pouco provável que a França disposesse de Exocets “sobrando” para ceder aos argentinos.
Ou teria que tirar de suas próprias forças ou teria que desviar Exocets já prontos para serem entregues ao outro cliente.
De qualquer forma seria vista como uma ofensa por parte dos aliados e vizinhos britânicos com consequências as mais impossíveis de prever, pra não dizer, catastróficas.
Um abraço.

Marcos
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Marcos

Segue abaixo um documentário sobre o Sheffield (3’22”).
Há um disparo real contra um navio aos 1’38”.

Paulo Itamonte
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Paulo Itamonte

Quando eu fiz a brincadeira sobre os embargos franceses somente usei o termo usado por todo mundo na época e até hoje sobre o assunto. Mas, confesso que fui infeliz na brincadeira. Nesse caso da Argentina os franceses aderiram muito a contragosto esse embargo, como bem disse recentemente o ingênuo ex-ministro da defesa John Nott: ¨Eles ( os franceses ) se aproximaram de um ato de traição ou desobediência ao EMBARGO¨, declarou. Tudo por conta dos técnicos franceses liderados por Herve Colim que apesar dos embargos do Mercado Comum Europeu e da OTAN ficaram na Argentina e consertaram e colocaram… Read more »

dell72
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dell72

passado o tempo e o assunto muito discutido pergunto com todos os meios disponiveis na epoca o que poderia ter feito para mudar o curso da história? onde errou (taticamente falando) alguem poderia opnar?

Flávio
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Flávio

Bosco, O embargo francês só ocorreu após o inicio da guerra ? Acho que era anterior, não? Por denuncias de violações dos direitos humanos . Pois é, aí é que os generais deveriam voltar pra escola. Começar uma guerra, já sofrendo um ambargo de armas. Mas a questão é que eles não achavam que a GB iria reagir. E aí quando a força tarefa se dirigiu pro atlântico sul é que eles perceberam a merda que tinham feito. Agora, cá pra nós, se a Argerntina já tivesse recebido todos os exocet, a força tarefa ia ter um problemão. Em termos… Read more »

FRL
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FRL

Acredito que o grande erro da Argentina foi não ter transferido alas aéreas inteiras para as Malvinas logo após a invasão. Tivesse feito isso, a força tarefa inglesa sequer teria se aproximado das ilhas ou, pelo menos, a força aérea argentina dispusesse de mais do que poucos minutos de sobrevôo no teatro de operações, negando de fato o uso do espaço aéreo. Assim, não deixando haver o estabelecimento da superioridade aérea inglesa, dada a logística muito mais difícil para o UK, esta sofreria maior desgaste e exaustão de recursos e o conflito teria sido empurrado para um impasse e, quem… Read more »

Daniel
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Daniel

Do pouco que me lembro da época os ingleses demoraram muito para chegar as ilhas e a partida da frota e o deslocamento pelo atlântico foi feito com grande alarde na imprensa.
Os argentinos poderiam ter aumentado o numero de tropas e armas na ilha de tal maneira que os ingleses mesmo desembarcando não obtivessem a superioridade, um exemplo foi uma unica bateria anti aérea em conseguiu negar o espaço aéreo aos Harriers .

Dalton
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Dalton

“…o NAe Invencible, que demorou uma eternidade para retornar ao UK…”

FRL…

na verdade não há nada de estranho nisso. O HMS Invincible ficou para trás patrulhando outros dois meses enquanto o HMS Hermes retornava para manutenção necessária, até ser substituido pelo HMS Illustrious que de tão novo foi apressadamente colocado em serviço.

O HMS Illustrious então permaneceu alguns meses em patrulha enquanto a pista de pouso e decolagem em Port Stanley era otimizada para jatos após o que chegaram 4 Phantons da RAF e então retornou ao Reino Unido onde só foi oficialmente comissionado em março/1983.

abs

Rene
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Rene

Impressionante a irresponsabilidade dos lideres Argentinos da época, entrar numa guerra quase que totalmente aeronaval sem preparo algum, com apenas 5 exocet nenhum sub operacional em estado da arte porta aviões meia boca ,será que isso esta no sangue latino? será que somos assim também?

Rene
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Rene

Falo isso tirando como exemplo Espanha vs usa, Mexico vs usa, França vs Alemanha, França vs Russia , Itália vs Inglaterra , e por ai vai…

Bosco
Visitante
Bosco

Paulo, Quando fiz meu comentário sobre serem “ingênuos” fui descortês e não me referi ao seu comentário em especial. Peço desculpas! Na verdade não há outro termo que melhor se encaixe na atitude francesa, que como disse o colega Flávio, se soma ainda a questão de “direitos humanos”, bem anterior à guerra. Só defendo a ideia que esse embargo era altamente previsível e ninguém pode usá-la como sendo um atitude de “facada nas costas” por parte dos franceses. Flávio, O Trinity é bem adequado à defesa de ponto contra mísseis da classe do Exocet. Salvo engano na MB ele é… Read more »

Dalton
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Dalton

Não seria fácil para os argentinos moverem mais alguns milhares de homens e equipamento e os SSNs britanicos chegaram rapidamente,
o primeiro, HMS Spartan chegando em 12 de abril e os argentinos não tinham meios de saber quantos já estavam por lá.

O equipamento necessário para ampliar e reforçar a pista em Port Stanley para jatos de maior performance ficou no continente justamente imposto pelo bloqueio naval.

No fim não teria feito muita diferença apenas um maior nr de mortos e feridos, penso eu.

Bosco
Visitante
Bosco

Diferente do Phalanx e do Sea RAM, que são de operação completamente autônoma, a maioria dos CIWS e dos canhões de médio calibre dependem (em parte em no todo) dos sistemas de combate e dos sensores dos navios para serem eficazes na função antiaérea e antimíssil.

Paulo Itamonte
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Paulo Itamonte

Rene, lembre-se que a Itália e a França também são e/ou tem origens latinas. A Argentina é que deu bobeira em 1982 e dão até hoje. Ninguem me tira da cabeça que a Guerra das Malvinas é uma consequencia popularesca da Copa de 1978. O governo da época estava dando circo para o povão se divertir e esquecer da crise que o país passava. Passou a Copa de 78 e inventaram as Malvinas. E aí deu no que deu, apostaram errado e sem ter cartas na manga ( poderio bélico que aguentasse a empreitada ) levaram uma sova que não… Read more »

FRL
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FRL

Dalton, obrigado por comentar os meus posts. Sobre o NAe: vc tem certeza que foi isso mesmo? Veja, não duvido do que vc disse, mas pode indicar a fonte? Reza a lenda, inclusive veiculada em vários documentários (do History Channel e no YouTube), que um NAe inglês foi atingido e quase foi a pique. Sobre o uso das ilhas como base aérea: se tivesse havido planejamento profissional e sério dos argentinos (e não uma fanfarronice da junta militar para desviar a atenção do povo dos problemas domésticos) , toda a logística para a transferência das alas aéreas já estaria preparada… Read more »

Dalton
Visitante
Dalton

FRL… há muito material na Internet e em livros até mesmo em modestos livros como da série Osprey “Battle for the Falklands”, que explica por exemplo a confusão feita pelos argentinos ao avistarem fumaça exalada pelo já atingido Atlantic Conveyor que foi arrastado deliberadamente para outro local para agir como isca. Há muita coisa na Internet especialmente artigos em ingles e mesmo foruns em ingles também. Gosto do History Channel mas muitas vezes devido ao pouco tempo muitas questões não recebem cobertura apropriada e assim muitas pessoas com grande bagagem historica refere-se a ele como Hysteric Channel ao invés. O… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

Na verdade quem ganhou antecipadamente a guerra foi o HMS Spartan.

colombelli
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colombelli

Rene, este teu questionamento acerca dos latinos ja fiz em outra notícia e procede plenamente. Veja-se o fracasso francês em 1940, perdendo a guerra praticamente para 10 divisões panzer alemãs ( ver o livro A Guerra das Ocasiões Perdidas, de A. Goudart), os fiascos italianos na mesma segunda guerra contra os ingleses no norte de África etc… Os latinos reagem de forma passional, emotiva, e isso prejudica a atividade de combate. Muito grito, mas muito amadorismo. Fica evidente que os argentinos não levaram a sério a possibilidade de reação armada inglesa. A logistica completa deveria estar na segunda leva de… Read more »

Soyuz
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Soyuz

Como muitos sabem houve “hard hill” – Destruição física do míssil no cenário de 1982. E isto gerou mudanças na RN (e seguramente nas outras marinhas da OTAN) nos anos que se seguiram. O Sea Dart por exemplo foi todo retrofitado nos anos seguinte a guerra, com seus sistemas de orientação fortemente baseado em tubos de vácuo – válvulas – dos anos de 1960 convertidos em sistemas de estádo sólido (semicondutores) de 1983 a 1987. O resultado prático disto foi que em 1991, menos de uma década depois, quando a RN voltou a lugar novamente uma guerra, um “hard kill”… Read more »

Soyuz
Visitante
Soyuz

Erro de digitação no primeiro paragrafo – Leia-se NÃO HOUVE hard kill no conflito de 1982.

Paulo Itamonte
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Paulo Itamonte

Colombellle, mas a maior potência de todos os tempos da história ocidental ( se bobear, do mundo ) não era latina? Os Romanos?

FRL
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FRL

Prezado Dalton, uma vez mais agradeço o comentário ao meu post, além de manter o debate em alto nível. 1. Sobre o NAe: sou apenas um curioso sobre a Guerra das Malvinas e não tenho acesso a informações militares ou classificadas, não obstante, em todas as fontes que pesquisei, inclusive livros e principalmente no pouco que foi divulgado pelo Ministério da Defesa inglês, a questão do Invincible nunca ficou clara. Parece que não há consenso. O único site que conheço que corrobora o que vc afirmou é o seguinte – http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/sala_de_aula/historia/historia_da_america/argentina/guerra_das_malvinas 2. Sobre o uso das ilhas como base aérea:… Read more »

Paulo Itamonte
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Paulo Itamonte

Só completando, o calendário hoje em uso no ocidente não é romano?, o DIREITO ( normas, leis, base para se criar novas leis ) não é em cima do que os romanos inventaram?.;Filosofia não vieram dos romanos ( ou que estes absorveram dos povos ocupados )?; a religião ocidental veio da onde ?

Dalton
Visitante
Dalton

Os EUA seguidamente subestimaram possiveis adversários e foram pegos de calças na mão algumas vezes e os japoneses também subestimaram os EUA, inclusive alterando resultado de jogos militares para favorece-los.

FRL
Visitante
FRL

Soyuz, sobre o seu post, parabéns! Irretocável. Se tivesse lido antes, teria usado alguns trechos no meu anterior a este, mas fico catando milho num tablet que insiste em alterar o que escrevo (SwiftKey #@&*) e acabei perdendo a oportunidade…

Bosco
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Bosco

Essas interessantes considerações do Soyus acerca do hard kill e soft kill me faz lembrar de outros conceitos igualmente pertinentes. Na tentativa de se interceptar mísseis antinavios (hard kill) se leva em consideração 2 situações, uma que diz respeito à sua destruição física, que na maioria das vezes depende de fazer explodir sua ogiva, a segunda diz respeito a fazer o míssil perder a sua capacidade de atingir o alvo após ser seriamente danificado, o chamado “control kill”. Obrigatoriamente um míssil subsônico precisa ser destruído completamente se chegar a distância de até 1000 metros do navio. Se for Mach 2… Read more »

Soyuz
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Soyuz

Ola FRL; “Aqui a questão que me assombra é a seguinte: será que os ingleses, nos idos de 1982, eram tão poderosos como pensávamos?” Boa questão, acho que não existe uma resposta conclusiva sobre isto, o que me parece certo é; Os ingleses não estavam preparados para uma guerra deste tipo. Os argentinos não esperavam uma reação inglesa. O profissionalismo inglês é que realmente ganhou a guerra. Ações argentinas, que não dependiam de novas compras de armas, que na minha opinião poderiam ter dado a vitória a eles; 1 – Ter potencializado a disponibilidade dos seus submarinos. Eles invadiram as… Read more »

Bosco
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Bosco

Do lado do atacante, a relativamente fragilidade do radar às contra-medidas (soft kill) têm feito os projetistas a ver com mais atenção o seeker de formação de imagem térmica e cada vez mais mísseis anti-navios terão esse sistema de orientação ou o terão combinado com o radar.

FRL
Visitante
FRL

Soyuz, boa tarde. Sobre as suas considerações 1, 2 e 3, concordo integralmente. Algumas eu guardava para soltar mais adiante, mas de qualquer modo vc foi mais completo do que eu teria a pretensão de ser. Se tiver mais, por favor, compartilhe. De onde venho, quando o que alguém fala traz luz, os outros abaixam a orelha e prestam atenção. Continue. Aliás, estando hoje as nossas FFAA sucateadas (em que pese os arremedos de modernização), mas calcado no notório profissionalismo e comprometimento dos que as compõem, diante de uma força invasora superior, quais as táticas e as estratégias que poderiam… Read more »

Flávio
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Flávio

Bosco, obrigado pela resposta das 13:19h. E agora outras questões. E se as bombas argentinas que não explodiram tivessem explodido? E se os torpedos de fabricação alemã não tivessem apresentado problema? Mesmo com todos os equivocos estratégicos que já foram listados aqui, a argentina poderia ter chegado ao ponto de forçar a GB negociar ou a tomar medidas mais drásticas contra o território continental. saudações a todos.

Bosco
Visitante
Bosco

Flavão, Suas questões seriam melhores colocadas desse forma: E se as bombas argentinas tivesse sido reguladas corretamente? E se os torpedos alemães tivessem sido montados corretamente? Infelizmente, esses dois fatos que você se refere são creditados à “incompetência” argentina. Digo incompetência sem querer ofender. No caso das bombas o que se sabe é que para poder penetrar nas defesas dos navios os argentinos voaram corajosamente tão baixo que não houve tempo após o lançamento das bombas se armarem, daí algumas não explodiram. Quanto aos torpedo, pelo que sei foi erro na montagem de alguns fios ou coisa que o valha.… Read more »

Dalton
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Dalton

Talvez esteja-se analisando apenas o que os argentinos poderiam ter feito. E os britanicos ? Uma ação causa uma reação. Os SASs britanicos não explodiram várias aeronaves no solo ? Não haveriam mais dessas operações contra os Dagguers e Skyhawks eventualmente estacionados em Port Stanley ? Com tantas aeronaves estacionadas na ilha , não seriam alvos mais faceis para novos ataques dos Vulcan ? O inventário argentino não era ilimitado…cerca de 50 Mirages/Daggers e 50 Skyhawks e ao menos os Mirages eram necessários no continente, então quanto tempo levaria o uso e eventuais danos, para diminuir ainda mais o inventário… Read more »

Soyuz
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Soyuz

Sem duvida Dalton, concordo.

A uma ação corresponde uma reação.

Uma duvida que tenho. Existe uma versão de que a URSS poderia afundar um porta aviões inglês por meio de um SSN e o crédito seria de um SSK argentino.

Acho esta versão um pouco hollywoodiana demais. Alguém tem mais informações sobre a participação soviética nas malvinas?

Dalton
Visitante
Dalton

Soyuz…

os sovieticos estavam atolados no Afeganistão e não viam grande vantagem em apoiar os argentinos. Há boatos que passaram informações para os argentinos e outros que eles simplesmente mantiveram um olho na frota britanica mas mantiveram as informações para si.

Dizem que já em 1982 os sovieticos estavam perdendo folego e muito da marinha estava saindo menos para o mar, mas o oposto não era
verdadeiro para a US Navy que sabe-se lá que meios/metodos estava utlizando.

Mas estamos todos especulando e o que é mais importante de maneira civilizada !

abs

Soyuz
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Soyuz

Dalton, Eu também tenho esta visão de que os soviético espiavam e não compartilhavam. Porque se compartilhassem dados sobre a RN, teriam dito aos argentinos coisas como a posição dos porta aviões, as rotas de ressuprimento, coisas que dariam vantagem tática e até onde sabemos os argentinos estimavam, mas quase nunca sabiam onde o GT realmente estava. A minha outra duvida é a real participação brasileira no momento. A MB tinha submarinos para bisbilhotar é claro de que forma prudente, para que seus Oberons não fossem atacados por engano. Tenho minhas duvidas sobre o que realmente a MB e a… Read more »

GUPPY
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GUPPY

A participação brasileira não foi a cessão de dois Bandeirulhas?

GUPPY
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GUPPY

Tenho uma curiosidade: por que o Navio Mercante Hercules, alvejado com uma bomba que não explodiu, foi afundado na costa catarinense após ter se deslocado até o Rio de Janeiro, mesmo tendo ofertas de equipes para desarmar a bomba? O que esse navio escondia, inclusive por ter sido escoltado do Rio de Janeiro até o local do seu afundamento? E mais, por que estava passando na área de exclusão declarada pela Inglaterra?

MOSilva
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MOSilva

Olá. Tudo indica que a Argentina não cogitava seriamente a possibilidade de que o Reino Unido atacasse as Falklands/Malvinas. Pelo que conheço, a idéia era promover uma “distração” interna devido ao problemas gerados desde o início do golpe militar (Mães da Praça de Maio conseguiram atrair “os holofotes” da imprensa mundial para a situação política/social na Argentina; há quem diga que fora essa a razão inicial da suspensão da venda/entrega de armamentos da França), sendo que a “verdadeira posse” das ilhas seria feita no ambiente da diplomacia. Era esta a atitude que (erroneamente) fora esperada do UK pela Inteligência Militar… Read more »

Paulo Costa
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Paulo Costa

Apos o torpedeamento do Cruzador Belgrano,a junta Argentina decidiu dar uma resposta a ação Inglesa,e como as patrulhas de busca e salvamento na região foram iniciadas pela procura de sobreviventes, foi inserido um Neptune com seu bom radar ,apos conseguir plotar um alvo perto da area,foi logo jameado,pelos sistema da frota inglesa,e dois Harrier foram postos no ar,e dois Etendard armados com Exocet partiram para a ação,no dia,existia uma densa camada de nuvens a partir de 400mts,propicio para a ação pois teriam visão ao nivel do mar,e os harriers teriam dificuldade de fazer a interceptação devido a ação limitada do… Read more »

ARMANDO JULIO
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ARMANDO JULIO

AS MALVINAS OU Falkland Islands FORAM APENAS UMA DISTRAÇÃO ARGENTINA PARA SEUS PROBLEMAS INTERNOS, FAZENDO O GADO
( POVO ARGENTINO ) DESVIAR ATENÇÃO !!!! HOJE SE FAZ A MESMA COISA, DESVIAR A ATENÇÃO !!!Cristina Kirchner QUE O DIGA !!!!

MOSilva
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MOSilva

Olá.
Se a Força Aeréa Argentina tivesse conseguido manter a “pressão” sob a esquada britânica, provavelmente haveria ataques ao continente. Margaret Thatcher não iria ceder. Fico imaginando se (mais uma conjectura…) os britânicos poderiam fazer uso de armas nucleares no conflito caso a Argentina estivesse mais bem preparada para o combate…
SDS.

Flávio
Visitante
Flávio

É isso aí Bosco.
Já tinha lido à respeito dos motivos dos problemas com as bombas e torpedos e, pensando bem, realmente foi uma pisada na bola. rs

sds

Flávio
Visitante
Flávio

GUPPY disse: 4 de maio de 2013 às 18:42 Em relação ao navio Hercules, lembro que na época, eu tinha 14 anos, o que se disse na imprensa foi que a tentativa de desarmar a bomba seria muito perigosa e que não valia à pena arriscar. Passou até na televisão o momento do afundamento. Esse tour, rs, pela costa brasileira eu desconhecia, eu achava que ele tinha sido afundado no lugar que parou depois de ter passado pela área de conflito. A escolta talvez se explique pelo fato de estar carregando uma bomba ativa, por questões de segurança, pra evitar… Read more »