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Submarinos convencionais
e nucleares de ataque

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Este artigo examina as características operacionais dos submarinos convencionais e nucleares, analisando comparativamente os dois tipos de plataformas

 

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vinheta-especialOs submarinos modernos são plataformas de armas que podem se manter por longos períodos em alto mar, com um mínimo de apoio logístico. Sua operação, diferentemente dos navios de superfície, é menos dependente das condições climáticas. Os submarinos continuam sendo de difícil detecção, apesar da evolução tecnológica dos sensores e das táticas antissubmarino; ao contrário das forças de superfície, eles são praticamente imunes à detecção por satélite.

A grande vantagem dos submarinos reside no fato de que eles operam totalmente no meio líquido, aproveitando-se da propagação anômala do som na água para se ocultar e detectar sempre com antecedência as forças de superfície, o que lhes dá a iniciativa das ações.

A maneira como as ondas sonoras podem ser refletidas ou refratadas nos oceanos ainda não é bem conhecida. Na maioria das vezes, temperatura da água de mar, salinidade e pressão da água prejudicam o desempenho dos sonares ativos (que emitem o característico “ping”) e passivos dos navios e favorecem os submarinos, que usam sonar passivo (apenas de escuta). Aproveitando-se dessas características, os submarinos são relativamente invulneráveis, podendo ser enviados a qualquer zona marítima, mesmo aquelas sob controle do inimigo.
A relação custo/benefício dos submarinos também é muito favorável, já que estes possuem um elevado poder de combate por baixo custo operacional, no caso dos submarinos convencionais.

Mesmo sem usar suas armas, a presença provável de um submarino já compromete importantes recursos do oponente, que passa a usar navios, equipamentos e horas de voo em busca de uma posição precisa da ameaça.

Os submarinos podem operar contra alvos de superfície e são as armas ideais contra outros submarinos, já que operam no mesmo meio e podem mudar de profundidade para melhorar o desempenho do sonar. São apropriados para tarefas de reconhecimento e de coleta de informações (Inteligência), graças à sua discrição e também são perfeitos para o patrulhamento de zonas marítimas próprias e para atacar forças navais hostis.

Em tempos de crise, os submarinos podem operar em apoio a outras unidades navais. As capacidades já mencionadas dos submarinos são fatores vantajosos a serem empregados na busca de soluções pacíficas para uma crise diplomática, graças ao seu poder de dissuasão.
O submarino tem a capacidade de impedir que um inimigo, mesmo mais poderoso, utilize zonas e vias marítimas impunemente.

O submarino representa ainda a terceira dimensão em operações combinadas antissubmarino (A/S). Para que as operações A/S sejam realmente eficazes, é preciso dispor de capacidade para atacar um submarino inimigo do ar, da superfície ou de debaixo d’água. O submarino é parte essencial do conceito de operações navais combinadas, onde forças aeronavais e submarinos se complementam com grande eficiência para alcançar objetivos comuns.

Os tipos de submarinos quanto à propulsão

O submarino nuclear (SSN) é propulsado por turbinas, que funcionam movidas com vapor produzido num gerador, aquecido por um reator nuclear. Alguns submarinos nucleares usam um motor elétrico para movimentar o hélice, com o propósito de diminuir o nível de ruído (ver diagrama simplificado da propulsão nuclear no gráfico abaixo).

Ao contrário dos motores diesel, o reator não precisa de ar fresco para funcionar e seu ciclo de abastecimento de combustível é anual. A renovação de ar a bordo é feita por um gerador de oxigênio que também extrai o CO2. Em consequência disso, o período de imersão de um SSN fica limitado apenas ao estado moral da tripulação e enquanto durarem os alimentos ou a munição a bordo.

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O submarino convencional (SSK), por outro lado, é equipado com motores elétricos que recebem energia de baterias, as quais são carregadas por dínamos movidos por motores diesel. O motor diesel, sendo um tipo de motor de combustão interna, precisa de ar para misturar com o combustível, tornando-se esta sua maior restrição.

Depois que a energia das baterias se esgota, o submarino precisa recarregá-las usando o respirador esnorquel (aportuguesamento do nome original alemão schnorkel), um mastro que permite ao submarino em profundidade de periscópio renovar o ar ambiente e fazer funcionar os motores diesel. Mesmo sem precisar vir à superfície, o uso do esnorquel representa uma desvantagem, pois seus mastros expõem o submarino à detecção visual, radar e de IR — se bem que o uso de sistemas ESM pelos submarinos enquanto esnorqueiam, reduz a probabilidade de detecção. Por outro lado, os motores diesel são bem mais ruidosos que os motores elétricos, aumentando as chances de detecção do submarino por navios, aeronaves e por submarinos inimigos.

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Submarino esnorqueando: além de poder ser detectado por radar, o esnorquel produz esteira que pode ser avistada por outras aeronaves e navios, como também emite fumaça e calor

 

Mais recentemente, começaram a surgir os primeiros submarinos de propulsão híbrida, que permitem aos SSK permanecer mais tempo sob a água, sem que seja necessário recorrer ao uso do esnorquel. Esses sistemas, conhecidos como AIP (Air Independent Propulsion), começaram a ser pesquisados no fim da Segunda Guerra Mundial, como o sistema Walter de peróxido de hidrogênio, mas não obtiveram sucesso na época, devido aos elevados custos e problemas técnicos. Com a tecnologia de hoje, porém, os motores de circuito fechado se tornaram viáveis e estão sendo oferecidos por fabricantes franceses e suecos.

Os sistemas AIP são uma fonte auxiliar de energia que dão ao SSK a capacidade de se manter mergulhado por duas ou três semanas em sua zona de patrulha, impulsionado por estes motores, sem a necessidade de recarregar as baterias e consequentemente, sem precisar usar o esnorquel.

Velocidade

No submarino nuclear a velocidade é função direta da quantidade de vapor que entra na turbina. Uma alta velocidade, quando submerso, não representa problema, pois o reator tem capacidade de produzir mais calor do que realmente é necessário ao gerador. Sendo assim, tanto os SSBN – Submarinos Lançadores de Mísseis Balísticos (que estão fora do escopo deste artigo), como os SSN (Submarinos Nucleares de Ataque), são capazes de atingir pelo menos 25 nós submersos, sendo que a maioria dos SSN pode atingir velocidades maiores que 30 nós.

Nessas velocidades, porém, o submarino nuclear fica “surdo”, incapaz de detectar outros alvos e faz muito ruído, sendo facilmente detectável por outros submarinos, navios e aeronaves. O uso de altas velocidades só é feito em deslocamentos em grande profundidade, onde as camadas termais e a pressão da água atenuam o ruído das hélices.

Comparação SSK e SSN

Nos submarinos convencionais, a velocidade quando em imersão depende do tamanho e da capacidade das baterias. A qualidade das baterias tem sido melhorada, sendo que hoje em dia, a velocidade média dos SSK submersos fica em torno de 17 nós; em alguns tipos de submarinos, essa velocidade passa de 20 nós.

O submarino de projeto alemão TR-1700 usado na Marinha Argentina e a classe “Upholder” britânica (adquirida pelo Canadá), são capazes de atingir 25 nós submersos. Entretanto, é importante notar que o tempo de permanência nesta velocidade é bem reduzido (aproximadamente uma hora), sendo necessário logo após recarregar as baterias.

Custos e tripulação

O investimento para a construção de um submarino nuclear é muito alto. Um novo SSN custa, de US$ 1,3 bilhão (classe Barracuda francesa) a US$ 2,4 bilhões (classe Virginia americana), enquanto um submarino convencional de 2.000t custa cerca de US$500 milhões. Em outras palavras, um submarino diesel custa cerca de 30% de um nuclear e precisa de cerca de 30% da tripulação daquele. Um SSN típico embarca cerca de 120 homens, enquanto um SSK precisa somente de 40. É interessante notar que os antigos submarinos convencionais precisavam de mais de 70 homens para funcionar, pois não contavam com o nível de automação dos submarinos de hoje.

Armamento, equipamentos e sensores

Existe muita variedade de armas e equipamentos normalmente utilizados nos dois tipos de submarinos. O torpedo continua sendo a principal arma de ambos e para tanto, tem sido constantemente aperfeiçoado.

A maioria dos torpedos atuais têm 533mm de diâmetro e são guiados a fio na primeira fase da trajetória, recebendo atualizações de rumo do submarino lançador, para compensar as mudanças de rumo do alvo. Na fase intermediária e final da trajetória, os torpedos passam a usar seu próprio sistema de guiagem, que emprega um sonar ativo/passivo. Os torpedos modernos são cada vez mais resistentes a contramedidas, podendo discernir entre falsos ecos e o alvo verdadeiro, através de software programável. Cada submarino pode ter até oito tubos para lançamento de torpedos.

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A sofisticação cada vez maior dos torpedos e dos sistemas de direção de tiro dos submarinos têm causado alguns problemas de integração torpedo/submarino em algumas Marinhas. Na Guerra das Malvinas, o submarino nucelar britânico HMS Conqueror afundou o cruzador argentino General Belgrano usando torpedos antigos Mk.8 de trajetória reta, mesmo tendo modernos torpedos Tigerfish Mk.24 a bordo. Em contrapartida, o submarino argentino San Luis, tipo IKL-209, lançou diversos torpedos modernos SST-4 de fabricação alemã contra navios ingleses, sem contudo conseguir acertar nenhum alvo. Verificou-se depois que estes torpedos tiveram sua manutenção feita erroneamente pelos argentinos, o que acabou prejudicando o funcionamento das armas.

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Casco da fragata australiana HMAS Farncomb afunda num exercício com torpedo Mk.48 ADCAP

 

Além dos torpedos, alguns submarinos podem lançar mísseis antinavio através dos tubos de torpedo, e podem lançá-los em imersão. Para isso os tubos têm que ser adaptados para tal, já que, diferentemente dos torpedos, o casulo que encerra o míssil não dispõe de propulsão e tem que ser “empurrado” para fora do tubo.

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Os britânicos, americanos, israelenses, holandeses, canadenses, japoneses e australianos, entre outros, usam o Sub-Harpoon. Já os franceses e outros clientes, usam o Exocet SM-39. Alguns submarinos americanos também são capazes de lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk através de tubos de torpedo ou tubos especiais, que podem ser usados contra navios e alvos em terra. Os submarinos russos e chineses também empregam mísseis antinavio e de cruzeiro de vários tipos.

Os submarinos também podem lançar minas especiais pelos tubos de torpedos, o que viabiliza a minagem de entrada de portos e bases navais inimigas, já que podem realizar o trabalho sem serem vistos.

O sonar passivo é o sensor mais usado pelo submarino moderno, mas pode-se usar o sonar ativo também em casos especiais, embora este denuncie a posição do submarino. Normalmente os hidrofones e transdutores de sonar são montados na proa, mas existem submarinos em que os hidrofones são distribuídos ao longo do casco.

Alguns submarinos usam sonares rebocados (“towed array”), que consistem em vários hidrofones dispostos em linha, em cabos de até 1.000m de comprimento. Os sonares tipo “towed array” são pouco afetados pelo ruído do próprio submarino, desde que sejam rebocados a baixas velocidades e são ideais para a detecção de submarinos inimigos a longa distâncias.

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Míssil Exocet SM39 lançado de submarino

 

Inicialmente os sonares só podiam obter a direção do alvo, mas não podiam obter a distância. Atualmente, porém, existem vários métodos para a determinação da distância do alvo, dado essencial para o uso de qualquer arma. Um método muito usado é o TMA (“Target Motion Analysis”) é o de tomar uma série de marcações (direção) do contato em intervalos regulares, estimando a velocidade do alvo e usando um computador para calcular a distância por geometria.

O uso do periscópio ainda é necessário em muitas ocasiões; a maioria dos modelos modernos são dotados de visores infravermelho, com capacidade de emprego noturno e alguns submarinos também dispõem de antenas de ESM acopladas, garantindo o alarme antecipado contra radares de navios e aeronaves que possam estar detectando o periscópio.

Submarino convencional versus nuclear

 

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A tecnologia empregada nos submarinos convencionais (SSK) têm evoluído muito nos últimos anos. Eles têm recebido baterias de maior capacidade, o que lhes permite operar por muito mais tempo entre cargas e usar altas velocidades por maiores períodos; os materiais e projeto dos cascos permitem maiores profundidades de operação; coberturas de borracha anecóica nos cascos absorvem as ondas de sonar ativo, minimizando a probabilidade de detecção por navios e helicópteros; sonares mais modernos, acoplados a modernos sistemas computadorizados de combate, têm multiplicado a capacidade de combate do submarino convencional.

Entretanto, a baixa velocidade dos SSK continua sendo um fator limitativo de sua operação. O mastro do esnorquel periodicamente é içado para que os motores diesel recarreguem as baterias, e o período em que o submarino passa esnorqueando corresponde normalmente a cerca de 5% do tempo total que ele passa submerso.

Para um submarino de porte médio, o raio de ação submerso na velocidade econômica, após esnorquear, pode atingir até 500 milhas marítimas, ou 100 horas, mas terá que em seguida esnorquear por cerca de 5 horas, para recarregar suas baterias completamente. Os novos SSK, porém, dotados de propulsão híbrida AIP, vão poder permanecer submersos por muito mais tempo antes de esnorquear.

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Em termos de comparação com um SSK, um SSN pode escolher qualquer velocidade para seu trânsito, mas para manter o baixo nível de ruído, a velocidade normalmente é limitada a 10 nós. A velocidade também é fator importante em missões de patrulha numa área com poucos submarinos disponíveis.

As primeiras informações que os submarinos receberiam da aproximação dos submarinos inimigos, seriam dadas pelo serviço de Inteligência ou pelos aviões de patrulha antissubmarino que, normalmente, fazem patrulha avançada na direção da ameaça. Sendo a distância do contato inimigo e o submarino em patrulha bastante grande, a velocidade do submarino em patrulha é importante, para que ele possa posicionar-se vantajosamente visando o ataque.

Se apenas SSK forem empregados em patrulha, será necessário uma quantidade maior desses submarinos do que nucleares. Adicionalmente, será necessário colocar as aeronaves em patrulha mais avançada, a fim de prover informações suficientes a tais submarinos. Com as informações provenientes das aeronaves, referentes aos contatos obtidos e ao acompanhamento dos submarinos inimigos, os submarinos de patrulha poderão melhor se posicionar para detectar o invasor com seus próprios sensores.

Os SSK podem ser usados em conjunto com os SSN, sendo os convencionais mais silenciosos que os nucleares, o que é uma vantagem dos primeiros, sobretudo em águas rasas.

Os convencionais são menores em comprimento e boca e, logicamente, são mais difíceis de serem detectados por sonar ativo. O investimento financeiro e operativo dos SSK é também menor, mas por outro lado, a baixa velocidade quando submersos, impõe a utilização de um maior número de submarinos deste tipo para patrulhar determinada área.

Não há dúvida de que a melhor arma contra um SSN inimigo é outro SSN, simplesmente pelo fato de que estes possuem velocidade e autonomia similares. Um submarino nuclear inimigo, tentando penetrar numa linha de barragem pode, quando detectar a presença de submarinos convencionais em patrulha, sair da área em alta velocidade caso perceba que está em desvantagem. Um SSK não teria suficiente velocidade para fechar distância em perseguição (talvez até tenha velocidade, mas enquanto durarem as baterias), enquanto um SSN poderia com maior possibilidade, aproximar-se do inimigo e desfechar o ataque.

Proteção de comboios e forças-tarefas

 

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Outra vantagem do SSN é a de poder acompanhar um comboio e forças-tarefas de superfície. Um SSK não tem a alta velocidade constante necessária para acompanhar comboios e forças-tarefas, como também para retornar rapidamente à sua posição depois de perseguir ou atacar um inimigo. Nestas missões, o submarino nuclear é ideal. Ele pode, se necessário, esconder-se abaixo dos navios de superfície maiores (sombreá-los), onde terá seu ruído abafado pelo ruído dos navios.

Alternativamente, o SSN pode ser posicionado a alguma distância do corpo principal, na escuta de possíveis submarinos hostis que se aproximem. O ideal é posicioná-los a vante, a ré e por ambos os bordos para atingir completa proteção, mas não é provável que este número de submarinos esteja disponível, exceto em ocasiões muito especiais. Em decorrência do longo alcance atual dos mísseis submarino-superfície, é desejável atacar os navios adversários com eles, fazendo com que os navios aliados permaneçam fora do alcance inimigo.

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O submarino usado para escoltar comboios e forças-tarefas precisa permanecer imerso por períodos muito longos e possuir grande autonomia, particularmente quando após escoltar um grupo de navios ele recebe a tarefa de voltar e escoltar outro grupo.

A autonomia média em imersão de um submarino convencional, freqüentemente esnorqueando, pode chegar a cerca de 9.000 milhas marítimas, considerando-se uma velocidade lenta de trânsito, abaixo de 10 nós. Esta distância é, logicamente, função da quantidade de combustível transportado.

Outra diferença entre SSK e os SSN reside na máxima profundidade de operação. Os submarinos nucleares são estruturalmente bem mais fortes e especialmente projetados para imersão profunda. A classe americana de SSN “Los Angeles”, por exemplo, tem uma profundidade de imersão operacional de 450m, enquanto os convencionais atingem em média 250m. Isto não quer dizer que eles não possam atingir profundidades maiores, em caso de emergência. Na verdade, os SSN podem ir a uma profundidade de quase 1.000m sem colapso do casco, enquanto para os SSK essa profundidade é bem menor.

Tarefas para submarinos pequenos

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Além dos submarinos oceânicos, existem os submarinos de pequeno porte, de menos de 1.000 toneladas de deslocamento que são ideais para operações especiais, tais como desembarque de espiões ou sabotadores e para reconhecimento do litoral. Alguns deles podem, inclusive, estabelecer campos minados. Os minissubmarinos semelhantes aos usados na Segunda Guerra Mundial quase caíram em desuso, entretanto algumas marinhas continuam a usar submarinos deste tipo, capazes de carregar apenas dois homens.

Em águas rasas e restritas, os submarinos pequenos podem ser usados como piquetes. Os submarinos de 900 a 1.600t podem também ser usados em operações de minagem e em missões especiais, mas sua principal função é patrulhar o litoral e áreas próximas. Do ponto de vista de uma marinha de porte pequeno ou médio, que provavelmente não venha a se envolver numa guerra oceânica, o submarino de tamanho médio é o tipo mais adequado para uso geral.

Conclusão

 

Prosub - Os futuros submarinos brasileiros

Depois da mina naval, o submarino é a arma de negação de uso do mar com a melhor relação custo/benefício à disposição de um país com interesses no mar. Não é à toa que, atualmente, existem três vezes mais nações que usam submarinos, do que há 30 anos.

A Marinha do Brasil sabiamente escolheu o submarino como sua principal arma de dissuasão e hoje, através de transferência de tecnologia alemã e francesa, nosso país é um dos poucos do mundo capazes de construir seus próprios submarinos.
Paradoxalmente, o Brasil ainda não produz seus torpedos, o que é uma limitação bastante preocupante, uma vez que em caso de guerra, ficaríamos limitados aos estoques de torpedos que temos e correríamos o risco de embargo, dependendo das relações do nosso oponente com o mundo.

É imperativo, portanto, que a MB possa ter os torpedos de que precisa sendo produzidos no país. Para que isso seja possível, entretanto, torna-se necessário fazer investimentos realistas no desenvolvimento da arma e na transferência de tecnologia, além de se dispor de um orçamento que possibilite a aquisição periódica de lotes de torpedos, viabilizando economicamente a produção.

É preciso também manter-se a atualização tecnológica dos submarinos brasileiros, principalmente no que tange aos sensores passivos tipo towed array, revestimento anecóico, sistemas de propulsão independente da atmosfera (AIP) e mísseis antinavio, itens ainda inexistentes em nossa Marinha e que podem fazer a diferença no futuro.

O mais importante, porém, é que a Marinha prossiga com o programa do submarino nuclear brasileiro e não ceda às pressões internas e externas que desejam o fim ou o adiamento do projeto. O submarino nuclear dará ao Brasil a capacidade de atuação global, aumentando sensivelmente o poder de dissuasão do nosso País, fazendo ver a um eventual agressor, que haverá um custo elevado à sua opção militar, incentivando a solução pacífica das controvérsias.

O submarino é a arma “stealth” por excelência, o grande equalizador de poderes, a única segurança de sobrevivência de uma marinha fraca contra uma marinha forte, porque ainda é muito difícil encontrar um submarino abaixo da superfície do mar.

NOTA DO PODER NAVAL: Este artigo foi publicado originalmente no antigo site Poder Naval e foi atualizado, tendo em vista o aumento do interesse do público brasileiro pelo tema dos submarinos. Recomendamos também a leitura dos links abaixo, para um maior aprofundamento no assunto.

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Carlos Peçanha
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Carlos Peçanha

Que bela matéria, parabéns !!! Minha preocupação com o subnuc brasileiro é a seguinte: Se acontecer algum acidente, o Brasil terá meios de socorrer a tripulação e evitar a contaminação do oceano? A história mostra acidentes trágicos com todos os países que desenvolveram um subnuc, alguns com perdas totais, e o Brasil, além de estar projetando um, será que estão pensando numa eventualidade como esta? Não é só construir, tem que pensar no desastre, e, sinceramente, a MB não conseguiu nem puxar uma chata de diesel afundada por barbeiragem na Antártida, tiveram que contratar a Petrobrás, que também não consegue… Read more »

Eder Albino
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Que através destes sub, o brasil possa desenvolver tecnologia armamentária para os meios, sem ficar na “total” dependência em caso de algum conflito. Como sitado na matéria.

colombelli
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colombelli

Ótimo artigo que so realça o alto nivel dos debates feitos no tópico do submarino espanhol, pois tudo o que lá se disse pelos debatedores esta aqui também. Destaco 04 pontos. Primeiro, como lá se disse, o custo do SSK é 1/3 do convencional, Segundo, o convencional é mais silencioso que o nuclear. Terceiro, o SSK, por ser menor, é menos dectectável. Quarto, o tempo de snorquel é de apenas 5% do tempo de imersão. As informações aqui, a meu sentir corroboram algumas opiniões expostas lá no sentido de que, com recursos limitados e se o numero de SSN for… Read more »

Manoel Silva
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Manoel Silva

O Brasil já deveria estar fabricando submarinos nucleares há muito tempo e isso devido a imensa riqueza natural,hoje estamos mais do que nunca ameaçados pela cobiça das superpotências.Creio que governos passados sofreram pressões para não irmos avante com o desenvolvimento e fabricação dessa arma,que é vital para mantermos nossa soberania e dissuasão.Só assim se explica esse atraso na conclusão do projeto,que obviamente é contrário ao interesse das potências hegemônicas.

Manoel Silva
Visitante
Manoel Silva

E quanto aos torpedos,acho que deveríamos sim fabricar e porque não exportarmos,já que mercado existe.Certa vez li em uma matéria que os melhores do mundo são russos,já que eles conseguiram desenvolver a capacidade supersônica e isso é algo extraordinário,um torpedo navegar a esta velocidade sob a água como faz o poderoso e secreto torpedo super cavitante SHKVAL.

emerson
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emerson

Olá amigos. Realmente, o blog naval exibe um excelente nível de debate. Parabéns a todos. Sobre o atraso no SubNuc, há uma entrevista do Alm. Othon, que foi o responsável pelo desenvolvimento das ultracentrífugas, que diz claramente que foi o alto comando da MB que não deu a prioridade ao projeto na década de 90. De qualquer modo, a MB assim como todo o país, todos sofremos muito na crise dos anos 80-90. É preciso ver o SubNuc em seu contexto geral, que inclui a expansão do uso da energia nuclear para geração de eletricidade, da retomada da produção de… Read more »

Flick
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Flick

Parabens à Trilogia. Verdadeira aula sobre subs!

Manoel Silva
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Manoel Silva

O grave em tudo isso é que,Estados Unidos,França e Inglaterra,potências reconhecidamente nucleares tem bases dentro e próximo da América do Sul.Quem nos garante que os americanos,ingleses e franceses nunca colocarão essas armas por aqui.E só para lembrar,a Inglaterra já usou o submarino nuclear para atacar um cruzador argentino na guerra das Mauvinas lembram ? Isso é gravíssimo,sem falar que submarinos nucleares ingleses continuam fazendo base naquela ilha e nenhuma autoridade brasileira falou nada em contrário,pois isso é proibido,já que a América do Sul,é área desnuclearizada,então só é para nós ? para eles não vale ?

StadeuR
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StadeuR

Com tanta tecnologia “anti” , a melhor marinha hoje é a que voa ou está submersa com seus submarinos, então estamos no caminho certo, a quantidade ainda que é pouca, mas olhando o desenho o SN-Br tem uma sala de mísseis, qual é a idéia por trás disso (?).
E acho ainda que deveríamos ter mini-submarinos defensivos de ponto e ainda sonares estacionários de fundo em pontos de interesse.

colombelli
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colombelli

Manoel, nosso gap tecnológico para produzir torpedos e maior do que o que teriamos pra mandar um homem ao espaço. É uma tecnologia muito mas muito complexa e cara (um torpedo pronto sai quase 2 milhões de dolares no preço de mercado), tanto que nunca se cogitou seriamente faze-lo por aqui, fora que a ausência de escala de mercado faria o preço absolutamente proibitivo. Mas ainda que isso tudo fosse vencido, isto demoraria talvez mais do que a produção do sub nucelar e os concorrentes tradicionais nos quebrariam no preço de concorrência. Uma empreitada destas não pode ser feita de… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

Manoel Silva, Há alguns anos houve algum erro de tradução ou interpretação quando começou-se a falar dos Shkval e em alguns sites preguiçosas se repete essa estória dele ser supersônico. Essa informação está longe de ser verdadeira. A velocidade máxima do Shkval é de 300 nós, o que dá uns 550 km/h. Se levarmos em conta a velocidade do som no ar ela é de mais ou menos 1200 km/h ao nível do mar, já a velocidade do som na água é cerca de 5 x maior que a do ar, ou seja, em torno de 6000 km/h. Então não… Read more »

emerson
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emerson

Olá M.Silva, Não creio que o cenário de um conflito aberto entre o Brasil e EUA, Inglaterra ou França seja dos mais prováveis. Nem imagino que seja essa a principal função do SubNuc. A guerra das Malvinas mostrou que um SubNuc cria uma situação de pressão sobre qualquer força naval. Assim, a presença de um ou dois SubNucs operando no Atlântico sul obrigaria a qualquer força externa direcionar muitos recursos para sua defesa, nos dando uma vantagem tática… além disso, como discutido recentemente, nossas plataformas de exploração poderiam ser alvo de ações de retaliação, mas no caso de um ou… Read more »

joseboscojr
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joseboscojr

Na verdade a velocidade máxima do Shkval é mais baixa, em torno de 200 nós (360 km/h) e não 300 nós.

colombelli
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colombelli

Emerson, o sub nuclear so foi usado pela Inglaterra porque era longe demais. Se ela fosse vizinha poderia ter usado sub convencionais com o mesmo efeito. A presença de submarino, seja ele de que tipo for, gera enorme pressão. A potencialidade da presença dos submarinos argentinos convencionais ja causou séria preocupação na armada inglesa. Se ao inves de três mal operados, os argentinos tivessem seis em condições a coisa poderia ter mudado bastante. Um ou dois nucleares não fazem diferença alguma. Aliás, vc deve levar em conta que pra cada um em operação vc tem pelo menos um ou até… Read more »

Rogério
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Rogério

Sensacional a matéria, parabéns.

[]s

colombelli
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colombelli

Eu ainda diria, nosso conflito irá, sim, ocorrer nos proximos 50 anos, e a maior chance é a potencia expansionista, sedenta de recursos e que se arma em ritmo alucinante: a China.

Os conflitos na África não envolvem forças navais consideráveis, pois lá são escassas as marinhas minimamente operacionais. Isto não deve mudar no futuro. E na América Latina, o conflito latente não é conosco. É Chile x Peru.

marc
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Otima reportagem , agora ninguem vai poder dizer que não sabe o que é sub nucl, SSK , ate a turma do “aviâuuzinhum” vai entender…

emerson
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emerson

Caro Colombelli Muito bem colocado. Talvez eu não tenha sido muito claro quando falei em um ou dois SubNucs em operação. Queria ter dito um ou dois submarinos efetivamente no mar, não aqueles que estariam em manutenção. Há um estudo que diz que o número ideal para uma base de submarinos é entre 7 e 10. Se imaginarmos uma frota de 5 ou 6 SSK e 3 ou 4 SSN, seria o máximo que Itaguaí poderia apoiar. Em tempos normais, haveria um SubNUc plenamente operacional e um em manutenção programada. Provavelmente, em período de crise, um terceiro SubNuc que normalmente… Read more »

Bravoone
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Bravoone

Excelente matéria, parabéns!

colombelli
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colombelli

Emerson, so lembrando que nosso mar territorial é somente de 12 milhas. O restante é zona econômica exclusiva, e não podemos negar navegação a ninguem nela, nem a navios militares, pois não é mar terrtorial brasileiro. Assim não vejo como uma crise lá na África pudesse repercutir aqui. Na questão SSK x SSN ou ambos, se nossa estratégia é defensiva, eu preferia uma frota maior de SSK com maior rodízio de tripulações, e tática de matrilha, semelhante aos U boats, com maior dispersão e cobertura instantânea de maior área. Um nuclear custa pelo menos 03 convencionais e pra operar é… Read more »

carlos
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carlos

Excelente matéria. Os meus parabéns aos editores. Um verdadeiro tratado sobre submarinos! Creio que a questão sobre ter um sub nuclear ou um sub. AIP, é antes demais uma questão politica. É uma afirmação de poder politico. Resta saber se 1 SSN é mais eficaz do que 3 ou 4 SSK na afirmação de poder militar. Na minha modéstia opinião, seria mais vantajoso, mais eficaz e com um maior custo/beneficio uma frota de 10/12 SSK com AIP para o Brasil. Não haverá um duplicação de custo operacionais, custo de manutenção em operar 1 SSN e 5 SSK ao mesmo tempo!?… Read more »

carvalho2008
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carvalho2008

Excelente materia!

Seria interessante se ela tivesse abordado a 3a. categoria que tambem pode surgir daí, como a do projeto SMX-25 que embora não exista nenhum em operação e seja apenas um conceito vendido a espera de compradores, pode suprir algumas das deficiencias do SSK, tal como velocidade e agilidade de posicionamento e chegada area de operação, escolta de uma Task ( já que pode sempre se antecipar a area pela qual a task amiga irá passar) ou como ação anti-superficie com seus VLS…

É uma 3a. via que seria interessante o Brasil experimentar…

Control
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Control

Senhores A questão da necessidade dos submarinos nucleares ou não só pode ser respondida se o Brasil tiver em vista um potencial conflito. A pergunta, então passa a ser qual potência naval poderá representar uma ameaça ao Brasil. A nível de América do Sul, pela geografia, os conflitos tenderiam a ser mais pelas fronteiras secas e não pelo mar. Quanto a África, não há marinhas em expansão que representem uma ameaça potencial em futuro previsível (o mesmo, na verdade, se pode dizer da América do Sul). Quanto ao resto do mundo, observando a situação mundial no momento e as possíveis… Read more »

Dalton
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Dalton

Carlos…

A Russia e a China operam ambos e a India fez um leasing (10 anos) de um submarino nuclear de ataque russo e está construindo agora seus próprios submarinos nucleares.

abs

Manoel Silva
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Manoel Silva

Os torpedos Russos são a maior preocupação da armada americana e isso não é suposição e muitas informações sobre os torpedos russos são secretas e quanto ao fator preço de um torpedo;acho o valor justo em virtude do estrago que pode causar em belonaves caríssimas como os porta-aviões.Se pensarmos que o Brasil já vai começar fabricar o sub nuclear e já fabrica aeronaves de até US$ 52.000.000 de dólares,fabricar um torpedo de US$ 2.000.000 milhões é fichinha.

Reginaldo
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Reginaldo

Na Segunda Guerra Mundial o Brasil não tinha nada que apoiar lado algum, mas como os americanos precisavam de uma base aerea aqui pra fazer a rota mais comoda pra africa, foi forçado a colaborar e ainda mandar pobres homens pra forca. Sabem porque ocorreu isso? Porque o Brasil não tinha força nehuma pra se defender e Getulio Vargas temia uma invasão norte americana. Se nquela época o brasil fosse respeitado, poderia ficar neutro na estória toda e ganhar dinheiro vendendo materia prima para os dois lados como fez certos países. Moral da estória. O forte sempre monta no mais… Read more »

Adriano Luchiari
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Adriano Luchiari

A pergunta que faço aos Srs. é: O Brasil tem pretensões expansionistas? Se positivo, então precisamos de SSNs, porta-aviões, bombardeiros estratégicos e os demais meios necessários para projeção de poder. Se negativo, escoltas, navios patrulha oceânicos e SSKs são suficientes. Se me permitem, em se tratando de Brasil, o cobertor sempre será curto. Não é falta de grana, pois aparentemente o país é muito rico, mas as demandas sociais e de infra-estrutura são tão grandes que as verbas para as FFAA nunca serão suficientes, estas tem que definir prioridades e ter meios adequados para a missão principal, que é a… Read more »

Carlos Peçanha
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Carlos Peçanha

Adriano falou tudo, muitos criticam os EUA, mas querem o Brasil belicoso, com muitas armas nucleares e etc. mas esquecem que o Brasil é pacífico! Como é que pode existir pessoas que acreditam em invasão americana? Estão vivendo fantasias de comunistas da Av. Vieira Souto, ou do fórum de SP, Deus do céu, somos aliados dos EUA, de fato, se acontecer alguma coisa com o nosso subnuc vamos correndo pedir auxílio de joelhos a quem??????? Se um torpedo explodir dentro do subnuc e contaminar o Atlântico com radioatividade, quem vai ajudar o Brasil? E depois falam mal dos EUA, como… Read more »

emerson
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emerson

Olá a todos. Se olharmos uns nos olhos dos outros, veremos que nossa sociedade não tem como valor seu “destino manifesto”. Nossa sociedade não aspira nenhum projeto de expansão ou de hegemonia. Neste contexto, não há no horizonte de nossa história futura nenhum projeto imperialista. Por outro lado, nossa importância cultural, industrial e militar na América do Sul é muito grande, de tal modo que muito da estabilidade que vivemos hoje em nosso continente é consequência do nosso projeto de sociedade. Felizmente, não temos que destinar recursos preciosos para manter uma força militar gigantesca, como faz a Índia, Paquistão, China,… Read more »

Wagner
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Wagner

Felizmente a Rússia ainda possui a segunda maior força de submarinos do planeta, o que ainda é o suficiente para se defender e garantir sua independência, e proteger seu povo contra o ódio carcomido da guerra Fria que alguns tem contra Moscou. Já o Brasil, como AINDA É UMA COLÔNIA E NÃO TEM IDENTIDADE PRÓPRIA ou ECONOMIA PRÓPRIA, não tem submarinos suficientes para garantir coisa alguma. Nem precisa, é o gringo que joga dinheiro na Petrobrás para ela pegar petróleo, se algum louco fosse nos atacar o Tio Sam já viria em nosso socorro, ou melhor, no socorro do dinheiro… Read more »

Sidney
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Sidney

Falou em tão pouco espaço uma quantidade enorme de asneiras. Pelo menos tem a ver com os submarinistas que em espaço exíguo devem cumprir grandes e importantes tarefas.

Dalton
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Dalton

Emerson… apenas para esclarecimento, a maior parte do Atlantico sul incluindo a costa africana é responsabilidade da Sexta Frota que hoje tem apenas um navio permanentemente designado e a partir de 2014/2015 esse numero será elevado para 5 quando 4 DDGs forem permanentemente baseados na Espanha diminuindo a necessidade de um rodízio que ocorre hoje. A Quarta Frota não tem nenhum navio permanentemente designado e com a importância cada vez maior devotada ao Pacifico mais navios estão sendo transferidos para o Pacifico e a presença da US Navy nas vizinhanças da América do Sul empalidecerá ainda mais como já projetado… Read more »

Oganza
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Oganza

Oi, boa tarde a todos, sou leitor diário do blog a 2 anos, mas essa é a primeira vez comentando e a primeira a gente nunca esquece… Bom… independente da decisão política, de Estado ou de partido pelo SubNuc, até porque o desejo e as pesquisas (feitas pela MB) nesse sentido já existem desde o fim dos anos 70, o que mais me preocupa é a manutenção dos recursos $$$ para o desenvolvimento da nossa BALEIA. E digo desenvolvimento porque esse primeiro SubNuc vai ser um “protótipo” praticamente um monckup funcional onde a MB não vai aprender, vai descobrir como… Read more »

carlos
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carlos

Caro Dalton,

Obrigado pela resposta. Desconhecia que a China operava SSK com sistema AIP.
Abraços.

Lucas
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Lucas

Não creio que os EUA sejam nossos inimigos, apesar de alguns aqui ou acolá Dizer sobre internacionalização da Amazônia, mas são casos isolados. O nosso costume se parece muito, a democracia fala muito forte ainda, temos uma linha ideológica com os EUA. Pelo histórico que temos de aliança na segunda guerra e outras coisas mais. Ja do outro lado vejo que a China é o principal ameaça ao Brasil, mas isto num futuro muito distante, mas antes disso vejo a expansão da China sobre a África. A russia vai ser arrastada pela China, pois vai depender muito desta ainda. Ja… Read more »

Renato
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Renato

Bacana,

Ótima matéria e comentários super interessantes…

Valeu, editores

Carlos Campos
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Carlos Campos

Nossa que aula sobre submarinos!
eu acho que existe ministério de tudo no país se acabassem com eles investissem em infra estrutura educação e na defesa as coisas e iam começar a dar certo naturalmente.

Corsario137
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Corsario137

Pergunta:

Alguém sabe me dizer se o SSN brasileiro será semelhante ao SSN Classe Barracuda francês?

Sds.

Dalton
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Dalton

Corsário…

no início previu-se que teria um deslocamento similar aos futuros “Barracudas”, isto é, mais de 5000 toneladas submerso, mas mais recentemente fala-se em algo menor, em torno de 4000 toneladas o que colocaria o nosso SSN no meio termo entre os atuais “Rubis” franceses e seus futuros “Barracudas”.

abraços

Nick
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Nick

Quem pode vai de SSN. A vantagem é clara, à despeito dos custos. Os SSK são vantajosos em mares rasos e fechados. No caso do Brasil, é só observar o tamanho do Atlãntico Central e Sul para entender a necessidade dos SubNucs.

E se fosse possível, o Brasil deveria padronizar tudo SSN. Mas como não é em um horizonte de curto e médio prazo, o mix SSK-SSN é uma escolha acertada.

18 SSK + 6 SSN seriam mais do que suficientes para interditar o Atlântico Sul e Central.

[]’s

Nick
Visitante
Nick

Caro Corsário,

Dizem que o SSN nacional terá um diâmetro maior decorrente do tamanho maior também do Reator nacional. Isso significa mais deslocamento, e pode até ter certas vantagens, como um arsenal maior, quem sabe, até uma seção para lançamento de misseis verticais como mostra o desenho.

[]’s

Adriano Luchiari
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Adriano Luchiari

Senhores, parabéns a todos pelo alto nível das opiniões. Partilho com todos os comentaristas o desejo de FFAA equipadas em quantidade com o que há de melhor e mais moderno, concordo que 18 SSK + 6 SSN seriam mais do que suficientes para interditar o Atlântico Sul e Central,
mas sempre escrevi meus comentários com vista à realidade brasileira, porisso questiono: Que outros meios e missões sacrificaríamos para construí-los? Poderemos mantê-los? Abraço a todos e um bom fim de domingo.

Marcos
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Marcos

Senhores: Amanhã pela manhã vocês vão fazer uma cirurgia cardíaca em um paciente, embora eu saiba que você nunca tenham pego em um bisturi. Tudo bem, eu vou lhes explicar detalhadamente o que fazer. Mas primeiro vocês terão de sedar e em seguida anestesiar o paciente. Dentro do Centro Cirúrgico vocês encontrarão um armário de vidro com diversas drogas para a sedação. Vocês podem escolher o que acharem mai adequado para aquele paciente. Beleza? Continuemos. Após sedado, vocês terão de anestesiá-lo. Puxem a cabeça do paciente para traz e introduzam a sonda endotraqueal. Verifiquem que a mesma vá para os… Read more »

Corsario137
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Corsario137

Almirante Dalton e Nick,

Obrigado pela resposta. No entanto, minha pergunta vai mais além, existe algo que os franceses utilizam em seus subs que irão transferir pra nós ou foi só a parte do casco mesmo?

Bosco
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Bosco

Ta facim-facim!
16 SSK, 6 SSN, 8 SSBN, 4 NAe, 168 F-18, 356 ICBM, 122 B-2, 186 S-300…
Opa! Pera aí que o Saci Pererê e o Peter Pan tão brigando aqui do meu lado e eu vou ter que apartar ou então chamar o Ultra Seven.

Bosco
Visitante
Bosco

Manoel,
Com certeza os torpedos russos causam preocupação aos americanos, aliás, como não poderia ser diferente, e claro, há muitas informações secretas sobre torpedos não só do lado dos russos, mas também dos americanos, chineses, britânicos, franceses, alemães, etc.
Agora, torpedo supersônico não existe. rsrsrss

Blind Mans Bluff
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Blind Mans Bluff

Excelente Texto!

ernani
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ernani

Com relação aos torpedos, li há alguns meses atrás, uma interessante matéria – Se não me engano aqui mesmo – sobre a produção no brasil deles utilizando engenharia reversa. Os mesmos teriam sido testados com sucesso e depois, por desinteresse nosso o projeto foi abandonado.
Aí eu pergunto: seria possível retomar o projeto de onde ele parou e atualizá-lo ?

Blind Mans Bluff
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Blind Mans Bluff

Uma pergunta aos amigos que tem mais contato com o pessoal da MB: Aquele 3d do SBR, no começo do texto, é real? O nosso sonar de proa vai ser aquele de tipo cilindrico, minisculo da imagem? Confere também a informação que os SBRs, assim como a linha de mundial de Scorpenes, não operam “towed arrays sonars”? As vezes, como no caso dos SSKs alemães, devido a pequena capacidade de carga na galeria de armas, estes levam a grande maioria de seus torpedos já embarcados dentro dos próprios tubos, que são muitos e, por sua vez, ocupam boa parte do… Read more »

Symon
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Symon

Parabéns pela matéria, muito legal. O nível dos comentários esta excelente, só perdem para os sonhos e esperanças dos brasileiros em ter uma moderna marinha de guerra e Forças Armadas que imponham respeito. Mas sonhar não paga imposto (por enquanto) então vamos continuar sonhando… kkkkk

Corsario137
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Corsario137

Outra pergunta:

O SSN brasileiro tem 6 silos verticais para lançamento de mísseis de cruzeiro. O Brasil já dispõe desses mísseis? Alguma idéia se vamos comprar ou produzir?