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HMS Sheffield: reveladas as falhas que levaram ao afundamento nas Falklands

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Destróier Type 42 HMS Sheffield, logo depois do impacto do míssil Exocet AM39 lançado por um Super Étendard da Armada Argentina

Relatório secreto revelado sobre o desastre mostra que os oficiais ficaram “hipnotizados” pela visão do míssil chegando e não conseguiram acionar o alarme

Por Ian Cobain

O catálogo de erros e falhas que terminou no naufrágio de um destróier da Royal Navy durante a guerra das Malvinas foi revelado depois de ter estado encoberto por 35 anos.

Vinte pessoas morreram e 26 ficaram feridas quando HMS Sheffield foi atingido por um míssil Exocet argentino durante os primeiros dias do conflito de 1982. Foi o primeiro navio de guerra da Royal Navy a ser perdido em combate desde a Segunda Guerra Mundial.

O relatório da comissão de inquérito sobre a perda do Sheffield, que finalmente foi tornado público, revela os motivos completos por que o navio estava completamente despreparado para o ataque.

A comissão constatou que dois oficiais foram culpados de negligência, mas escaparam dos tribunais marciais e não enfrentaram ações disciplinares, aparentemente para evitar prejudicar a euforia que tomava grande parte do Reino Unido no final da guerra.

Um resumo altamente censurado das descobertas da comissão foi divulgado pelo Ministério da Defesa em 2006, mas a redação do texto escondeu todas as principais conclusões e críticas da comissão, incluindo as constatações de negligência.

Também foi ocultado o alerta da comissão de que havia “deficiências críticas” no equipamento de combate a incêndio, a bordo de destróieres Type 42, como o Sheffield.

Denominado “Secret – UK Eyes Bravo”, o relatório completo e não censurado mostra:

  • Alguns membros da tripulação estavam “entediados e um pouco frustrados pela inatividade” e o navio não estava “completamente preparado” para um ataque.
  • O oficial de guerra antiaérea deixou o centro de operações de combate (COC) do navio e estava tomando um café na praça d’Armas quando a Armada Argentina lançou o ataque, enquanto seu assistente também havia deixado o COC para aliviar-se no banheiro.
  • O radar a bordo do navio que poderia ter detectado o avião de combate Super Étendard se aproximando foi desligado para uma transmissão de satélite para outra embarcação.
  • Quando um navio próximo, o HMS Glasgow, detectou a aeronave que se aproximava, o principal oficial de guerra no centro de operações do Sheffield não conseguiu reagir, “em parte por inexperiência, mas principalmente por inadequação”.
  • O oficial de guerra antiaérea foi chamado para o centro de operações de combate, mas não acreditava que o Sheffield estava no alcance da aeronave Super Étendard da Argentina que levava os mísseis.
  • Quando os mísseis atacantes estavam à vista, os oficiais no passadiço foram “hipnotizados” pela visão e não transmitiram um alerta à tripulação do navio.
    A comissão de inquérito descobriu que o erro do oficial de guerra antiaérea foi baseado em sua leitura de uma avaliação de inteligência da ameaça argentina, que havia chegado a bordo em “um calhamaço considerável e assustador” de papel que era difícil de compreender.
  • Enquanto a tripulação do navio estava ciente da ameaça representada pelos mísseis Exocet, alguns parecem ter pensado que o Sheffield estava além do alcance da aeronave Super Étendard, porque eles desconheciam que os aviões poderiam ser reabastecidos no ar.

A comissão também concluiu que o “infeliz” comandante do Sheffield, o submarinista Sam Salt, e seu imediato, um aviador naval, tinham “pouca ou nenhuma experiência relevante de navio de superfície recente”.

No evento, ninguém chamou o comandante. Seu navio não foi para “postos de combate”, não disparou nenhuma nuvem de chaff na tentativa de desviar os Exocets e não se voltou para os mísseis atacantes, de modo a reduzir o perfil do Sheffield. Além disso, algumas das armas do navio estavam descarregadas e não tripuladas, e nenhuma tentativa foi feita para derrubar os mísseis recebidos.

O comandante do HMS Sheffield, Sam Salt, a bordo do HMS Hermes após a perda de seu navio. Foto: Martin Cleaver / Press Association

Um dos Exocets atingiu o costado de boreste do Sheffield a cerca de 8 pés (2,4 metros) acima da linha de água, fazendo um buraco de 4 pés de altura e 15 pés de comprimento. Ele penetrou até a cozinha do navio, onde se pensa que oito cozinheiros e ajudantes foram mortos instantaneamente. O fogo entrou em erupção em segundos e o navio se encheu de fumaça.

Doze pessoas pareceram ter sido engolidas pela fumaça, incluindo cinco que permaneceram de prontidão no Centro de Operações de combate do Sheffield até que fosse tarde demais para que eles tentassem escapar. Alguns feridos sofreram graves queimaduras.

O relatório diz que nos esforços de combate a incêndios “faltava coesão” e eram “descoordenados”, e que, embora a equipe tentasse enfrentar as chamas, “não estava claro onde o comando do navio estava localizado”.

O tamanho do rombo provocado pelo impacto do míssil Exocet AM39 no HMS Sheffield. Até agora havia dúvidas se a cabeça explosiva do míssil tinha explodido ou não. Mas o relatório da comissão revelado concluiu que o míssil realmente explodiu, provocando um incêndio que se alastrou rapidamente em todo o navio

O tubo principal através do qual a água foi bombeada para combate a incêndio rompeu-se, enquanto várias bombas falharam e descobriu-se que as escotilhas de escape eram pequenas demais para as pessoas que usavam aparelhos de respiração. A tripulação do navio não pôde controlar o incêndio e Salt deu a ordem de abandoná-lo.

O The Guardian entende que no momento em que as conclusões da comissão foram suprimidas, o governo britânico estava tentando vender os destróieres Type 42.

Em Londres, na noite do ataque, em 4 de maio de 1982, o secretário de Defesa, John Nott, disse aos Comuns que o caça argentino provavelmente havia voado sob o radar da Marinha. No dia seguinte, o fabricante francês do Exocets, Aérospatiale, emitiu uma declaração descrevendo seu míssil como infalível.

Super Étendard argentino armado com míssil Exocet AM39

Os jornais da Fleet Street informaram seus leitores sobre esta “maravilhosa arma da era espacial” e a descreveram como “um míssil que não podia errar”. Na verdade, parece que, mais tarde, na guerra das Malvinas, alguns foram desviados com chaff.

O incêndio a bordo do Sheffield queimou por dois dias. Seis dias após o ataque, de acordo com a história oficial, o navio afundou ao ser rebocado. O The Guardian soube que pode ter sido descartado. Apenas um corpo foi recuperado do navio.

Relatando em julho de 1982 para o comandante em chefe da Marinha, almirante John Fieldhouse, a comissão de inquérito disse que concluiu que o oficial de guerra principal do Sheffield no centro de operações de combate havia sido negligente por não reagir de acordo com a doutrina padrão e treinamento.

A comissão também descobriu que o oficial de guerra antiaérea tinha sido negligente porque sua “longa ausência” do centro de operações significava que uma importante estação (console) de defesa aérea não estava tripulada. O relatório observa que 12 minutos após o impacto, este oficial ainda insistia que o navio não tinha sido atingido por um míssil.

Centro de Operações de Combate (COC) do Type 42

No entanto, Fieldhouse decidiu que os dois oficiais não enfrentariam nenhuma sanção. Em setembro de 1982, ele informou o Ministério da Defesa – em uma carta que também foi tornada pública – que, embora ambos os homens tenham “demonstrado negligência”, eles não enfrentariam os tribunais marciais, ações disciplinares ou qualquer forma de procedimento administrativo formal.

Em vez disso, Fieldhouse decidiu que ele ou um de seus oficiais falariam com cada oficial, para “garantir que cada um entendesse perfeitamente a situação”. O The Guardian entende que um deles foi posteriormente promovido, atingindo o posto de capitão de mar e guerra e servindo na Royal Navy por mais 20 anos.

Clive Ponting, então funcionário público sênior no MoD, disse que a perda do Sheffield foi uma grande catástrofe para que os fatos completos fossem divulgados. “Para a maioria das pessoas ficou claro que não haveria culpa pública por erros cometidos”, disse Ponting.

Ponting foi preso em 1984 depois que ele expôs outro dos segredos da guerra: que o cruzador argentino, o General Belgrano, estava navegando na direção oposta às Ilhas Falklands quando foi afundado por um submarino da Royal Navy, resultando na perda de 323 vidas e que os ministros tinham enganado o parlamento e o público sobre o episódio. Ele foi acusado sob o Ato dos Segredos Oficiais, mas foi absolvido por um júri do Old Bailey.

O almirante Sandy Woodward, que comandou a Força-Tarefa da Royal Navy que havia sido enviado para as Ilhas Falkland, observou em seu livro sobre a campanha que, quando o Sheffield foi atacado, houve “algum tipo de lacuna em seu centro de operações de combate e nenhuma ação foi tomada”.

Os danos provocados pelo incêndio no HMS Sheffield, depois de ter sido atingido por um míssil Exocet em maio de 1982. Foto: PA/PA Archive/Press Association Ima

Woodward acrescentou que Fieldhouse decidiu que não deveria haver tribunais marciais, “para evitar, ele me disse, que os casos mais duvidosos criassem a atmosfera errada na imprensa e aumentassem a euforia geral”.

Mesmo dois meses após o ataque, a comissão de inquérito estava incerta se a ogiva do Exocet tinha detonado. Embora os membros da tripulação estivessem convencidos de que tinha detonado, os cinco membros da comissão concluíram eventualmente que não tinha, e relataram que o incêndio foi causado pelo propulsor do míssil, sendo que apenas 40% foi utilizado durante o voo. Uma nova reavaliação do MoD, divulgada em 2015, concluiu que a ogiva explodiu.

No entanto, o Guardian já ouviu que o MoD já havia desenvolvido uma contramedida eletrônica que poderia desligar o mecanismo de espoleta do Exocet uma vez que o radar do míssil travasse em um navio de guerra. Isso explicaria a ausência de detonação, mas teria exigido a instalação de um mecanismo de recepção de sinal enquanto os mísseis estavam em construção na fábrica da Aérospatiale em Toulouse.

Mesmo armado com mísseis antiaéreos Sea Dart de longo alcance, o HMS Sheffield não conseguiu se defender do ataque dos mísseis Exocet AM39

Os oficiais e a tripulação do Sheffield estiveram sempre conscientes de que houve sérios erros e falhas antes do naufrágio do navio. Em 2001, diante de acusações de encobrimento, o Ministério da Defesa emitiu uma declaração confirmando que o oficial de guerra antiaérea não estava no centro de operações de combate antes do alerta de ataque, mas insistiu que isso ocorreu porque não era obrigatório e estava “atendendo a deveres em outro lugar”.

Cinco anos depois, após uma campanha do pessoal que serviu no navio, o Ministério da Defesa divulgou o resumo altamente censurado do relatório da comissão.

O relatório completo e não divulgado foi liberado para lançamento em 2012, mas o MoD atrasou sua liberação até agora.

FONTE: The Guardian

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Audax
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Audax

Pelo que me lembro o imediato da fragata morou um tempo aqui no Rio de Janeiro. Ele era piloto de Lynx e após ir para a reserva veio trabalhar para a Westland no Brasil. Ele deu uma entrevista para a revista Força Aérea se não me engano e conta que viu a fumaça deixada pelo propulsor do míssil.

Agnelo
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Agnelo

Impressionante
Pareceu falta de treino, descrédito quanto a capacidade dos argentinos, imprudência e uma pitada de “falta de quebra de paradigmas” de “carreirismo” da RN. Por que o navio era comandado por um submarinista? E o imediato era aviador naval??
Não tinha ninguém na RN “parido e criado” nas sua Força de Superfície apto a comandar aquela belonave na guerra?
Acredito q este choque deva ter mudado muita coisa por lá!

Audax
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Audax

É bom lembrar que a RN estava em um franco processo de desmobilização devido a restrições orçamentárias. Foi pega numa hora muito imprópria. Não justifica, pois o que se espera de uma força é justamente prontidão constante para eventualidades. Com certeza não era a combinação ideal de tripulação. Esses erros devem ter ocorrido aos montes. Mas como dizem: Explica mas não justifica.

Alex
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Alex

Mesmo com os erros, os ingleses entraram com uma das melhores marinha e exército do mundo e os argentinos com a cara e a coragem.

Não poderia ter um resultado final diferente.

MO
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“A comissão também concluiu que o “infeliz” capitão de Sheffield, o submarinista Sam Salt, e seu segundo comandante, um aviador naval, tinham “pouca ou nenhuma experiência relevante de navio de superfície recente”.

Segundo Comandante ???, meu é sério isto ou foi escrito por um entusiasta do aviaozinhom … ?

Mazzeo
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Mazzeo

Tirou as palavras do meu teclado MO ! Idêntico a sequência de erros do USS Stark.

Quando você dúvida da capacidade do inimigo (ou até do amigo) vai se dar bem mal.

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

Muito interessante. Quem colecionou aqueles livros “Guia de Armas de Guerra” nos anos 80, como eu que ainda tenho muitos, em um deles sobre “GUERRA ELETRÔNICA”, havia uma teoria sobre este ataque: O Sheffield realizava a não tão nobre missão de piquete-radar, uma vez que a RN não dispunha de aeronaves AEW embarcadas. Assim, por causa do curto tempo de preparação para zarpar da Inglaterra, a frota não inseriu nos arquivos de ameaças do computador tático, as assinaturas de radares do Agave (Super Etendard) e do Exocet , que eram dos arquivos de emissões “amigas”, por isso os sistemas da… Read more »

Delfim Sobreira
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Delfim Sobreira

Me admira que a RN tenha liberado os documentos.
Há documentos ingleses sigilosos da 2WW que ganharam prazo de 100 anos, como um ataque da RAF a um navio alemão no final da guerra que se pensava transportar tropas nazistas mas na verdade eram sobreviventes judeus, metralhados na água pelos canhões de 20mm dos Hawker Typhoon, o que configura crime de guerra.

Gonçalo Jr.
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Gonçalo Jr.

MO 18 de outubro de 2017 at 19:10
num falei que era cara do aviaozinhum …. kkkkk

Agora falando sério, qqr semelhança com a Stark é mera coincidência …

USS STARK NO PODER NAVAL
http://www.naval.com.br/blog/2013/05/18/ha-26-anos-a-fragata-uss-stark-era-atingida-por-dois-misseis-exocet-durante-patrulha-no-golfo-persico/

Mahan
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Mahan

Como é a composição do Comando dum Destroyer ou Fragata numa área de operações de combate, qual a missão de cada um e onde deveriam se posicionar?

Wilson
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Wilson

“teria exigido a instalação de um mecanismo de recepção de sinal enquanto os mísseis estavam em construção na fábrica da Aérospatiale em Toulouse”. Por esta informação acho interessante a Marinha Brasileira desmontar um ou dois exocets de seus paióis para procurar tais mecanismos. Só para saber quão confiáveis são nossos aliados estratégicos.

Marcelo Filho
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Marcelo Filho

ARA General Belgrano foi afundado em 02 de Maio, em revide os Argentinos afundaram o HMS Sheffield em 04 de Maio de 1982 ! Estavam a Royal Navy no embalo da vitória recente contra o Navio Belgrano ! Isso é um sentimento muito perigoso ! Isso acabou custando vidas !

MO
Membro

Cuma ? não foi por motivos de combate, apenas um revide, ai ficou 1 x 1 e empatou … amigo, reveja isto …

Guilherme Poggio
Editor
Noble Member

Guilherme Poggio
Editor
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Delfim Sobreira

Isso (que acabaram de liberar sobre a Sheffield) deve ser café pequeno perto das operações dos submarinos britânicos nas Malvinas. Acho que eu vou morrer de velhice e não verei esses documentos.

Guilherme Poggio
Editor
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Já fui a bordo de contratorpedeiros como a Sheffield. Eram navios muito apertados. Economizaram espaço em tudo para custar menos. Não me admira que a tripulação não passasse pelas escotilhas com equipamento de oxigênio.

Por sorte as Tipo 22 foram projetadas e construídas numa época mais favorável.

JagderBand44
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JagderBand44

Bom…
Levando em consideração esta reportagem, me vem à mente a seguinte dúvida: os atuais meios da MB estariam protegidos contra mísseis anti-navio? Coitados dos nossos marujos.

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Conforme ficou demonstrado a tripulação do navio não se comportou como se estivesse em guerra mas sim como estivesse navegando em tempos de paz. Basta ver que os oficiais que cuidavam dos sistemas AA do navio (sua razão principal visto que os Type 42 eram essencialmente escoltas antiaéreas) simplesmente se ausentaram ao mesmo tempo a sala de operações. De igual forma quando os mísseis apareceram no horizonte cabia aos oficiais da ponte dar o alerta para que o navio tomasse medidas defensivas. Basta ver no mesmo conflito o HMS Glamorgan logrou não apenas manobrar para diminuir a exposição ao míssil… Read more »

HMS TIRELESS
Visitante
HMS TIRELESS

Audax 18 de outubro de 2017 at 18:43

Eu lembro dessa reportagem! Era o Comandante Mike Norman o imeadiato do HMS Sheffield.

Tamandaré
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Tamandaré

Jagder, se isto de fato proceder, então é grave!!! Acho que comandante nenhum neste mundo autorizaria a compra de equipamento “chipado” pelo fabricante.

No mais, vale aquele mesmo velho questionamento: E se a Argentina tivesse mais Exocets versão Ar-Sup? E se houvesse um estoque de umas… sei lá… 30 unidades? Talvez a história seria bem diferente.

Alexandre Galante
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Pessoal, vamos ser realistas, depois da invenção do míssil antinavio os navios de superfície foram condenados.

Infelizmente num ataque surpresa ou de saturação os mísseis vão passar pelas defesas.

O tempo de reação é muito curto e tudo tem que dar certo na kill chain para derrubar ou desviar o missil.

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Alexandre Galante 19 de outubro de 2017 at 10:13

Concordo em partes, mas aí é que sobressai o valor da cobertura aérea proporcionada pelos NAes posto que permitem a destruição dos meios lançadores dos mísseis, no caso os aviões e navios inimigos.

Alexandre Galante
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Mas a imensa maioria das Marinhas não tem NAe nem AEW, incluindo a do Brasil.

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Alexandre Galante 19 de outubro de 2017 at 10:36

Especificamente no caso brasileiro, é primeiro necessário definir que marinha teremos.

Audax
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Audax

Obrigado pela lembrança HMS TIRELESS. Não lembrava do nome dele. Mas achei muito legal tendo em vista que ele estava trabalhando na torre do Shopping Rio Sul na mesma rua em que moro. Outra coisa que me lembro dessa guerra foi o estrondo sônico do F 5 tentando interceptar o Vulcan. Todo o Rio escutou. Um prova de o quão perto essa guerra estava de nós. Depois das colisões dos americanos acredito em qualquer coisa inclusive tripulações navegando tranquilamente em zona de guerra.

Tamandaré
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Tamandaré

Na mosca, meu caro Galante!! A melhor opção que temos é investir mais em submarinos. Seria a única forma realista de negar o uso do mar ao inimigo, em caso de guerra. Qualquer força de superfície que pudéssemos ter, com os mesmo valores, ainda seria risível frente a uma frota da US Navy, ou da MN, ou da RN…

mazzeo
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mazzeo

Galante, Só a arma submarina não é adequada a negação no mar, porem, concordo com você pois a capacidade de submarinos em alterar os planos inimigos é desproporcional ao investimento de sua aquisição e operação. As malvinas mesmo são exemplo, uma leitura interessante é do livro do Roberto Lopes, “O Código das Profundezas” que relata o medo causado na frota britânica – mesmo em seus subs nucleares de ataque – por dois submarinos da época da segunda guerra (um deles já desativado) e dois IKL 209 que, apesar de modernos a época, sofreram com falta de manutenção, torpedos ineficazes entre… Read more »

mazzeo
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mazzeo

Na verdade já há uma aqui do Naval de um ano atrás.

http://www.naval.com.br/blog/2016/10/07/submarinos-na-guerra-das-malvinas/

Guizmo
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Guizmo

Um dos motivos do afundamento, que ainda não se comentou, foi a ação pelo lado argentino. Tiveram méritos no ataque

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

Concordo com o Galante, um míssil tipo BRAHMOS supersônico não seria fácil de interceptar, quanto mais 5.

Depois que inventaram os mísseis anti-navio nenhum deles é páreo, no caso da US Navy, até os Porta-containers são perigosos!!! Desculpa pessoal, foi mais forte do que eu!!!!! rsrsrsrsr!

Marcelo Andrade
Visitante
Marcelo Andrade

Agora que notei um detalhe nas fotos do navio. A Bandeira inglesa (Cruz de São Jorge) pintada nas laterais da chaminé.
Será que era para diferenciar das Type 42 argentinas: Santissima Trinidad e Hércules?

Guilherme Poggio
Editor
Noble Member

De igual forma quando os mísseis apareceram no horizonte cabia aos oficiais da ponte dar o alerta para que o navio tomasse medidas defensivas. Basta ver no mesmo conflito o HMS Glamorgan logrou não apenas manobrar para diminuir a exposição ao míssil como também lançou um SAM Sea Slug (bem menos efetivo que o Sea Dart dos Type 42) que ainda logrou provocar algum dano ao Exocet, que ao final atingiu o hangar do navio. O Helicóptero (um Wessex) foi destruído, 12 homens morreram mas o navio escapou. HMS TIRELESS, vamos organizar essas ideias? O Glamorgan levou um “tiro a… Read more »

Agnelo
Visitante
Agnelo

Galante e pessoal do mar, por favor, tenho uma dúvida e agradeço muito se puderem solucioná-la.
Está bem óbvia a situação dos riscos para a Força de Superfície frente aos mísseis antinavio.
Uma Aeronave AEW de asas rotativas embarcada no Ocean, por exemplo, poderia alertar as escoltas quanto a aproximação de uma ameaça de uma aeronave lançadora, permitindo o uso de contramedidas eficazes (sem levar em conta q os testes foram em ambientes controlados)?
Historicamente: o Sheffield poderia ter sido alertado em tempo por um AEW.
Obrigado

JagderBand44
Visitante
JagderBand44

Senhores, estas lembranças de 35 anos atrás nos remetem ao seguinte fato: a PLAN logo logo vai “tomar” de assalto o atlântico sul, e nós ficaremos, em definitivo, num segundo plano. Só vendo a “banda” passar.

XO
Visitante
XO

Prezado Marcelo Andrade – correto, a idéia era diferenciar os navios da FT daqueles empregados pela ARA.

Prezado Agnelo – o HE empregado como AEW é melhor do que nada, mas a cobertura fica limitada pelo menor teto que pode ser alcançado por HE em relação à ANV de asa fixa.
Abraço a todos…

HMS TIRELESS
Visitante
HMS TIRELESS

Guilherme Poggio 19 de outubro de 2017 at 12:06 “No disparo do último Exocet, na fase de encerramento da campanha de Port Stanley, o míssil foi um MM-38, cuja caixa de lançamento pertencia ao par soldado em um grande trailer de terra. Foi disparado de um alcance de 20NM contra o HMS Glamorgan, usando radares de terra, e desta feita o navio estava alerta. Ele manobrou virando a popa para o míssil e nos segundos finais ele arranhou o Exocet com um SeaSlug. Isso talvez tenha afetado o detonador pois a ogiva principal não explodiu” (FOGUETES E MÍSSEIS DA 3ª… Read more »

Agnelo
Visitante
Agnelo

Obrigado XO!

Audax
Visitante
Audax

Não sei se estou certo, mas esperar que alguém dê o alarme após ver o míssil visualmente acho que é querer demais. Para ter chego a esse ponto é porque as coisas já saíram do controle à muito tempo. A capacidade de reação é mínima. Segue uma entrevista do imediado sobre o tempo em qua ainda voava helicópteros.

https://www.submerged.co.uk/commander-mike-norman.php

Guilherme Poggio
Editor
Noble Member

XO. Lembrar também que além do teto menor, a autonomia/alcance também é menor. O SeaKing AEW foi uma solução paliativa na RN.

Flanker
Visitante
Flanker

Pois é, Galante! Quanto aos AM-39, acredito que restem muito poucas unidades mesmo. Os Sea Skua dos Super Lynx, além de terem bem menor capacidade que os Exocet, também devem ser bem poucos e com o agravante de estarem bem próximos do final de sua vida útil. Até não entendo por que não foram lançados dos Super Lynx nos dois últimos exercicios Missilex da MB. E tem também os Penguin dos SH-16, mas esses também não tem o o poder destrutivo de um Exocet. Quanto a mîsseis antinavio lançados por caças, espero que o Brasil finalmente passe a ter essa… Read more »

Flanker
Visitante
Flanker

Na real, hoje só temos capacidade de lançar Exocets nas suas versões mar-mar. A versão ar-mar não possui vetor operacional atualmente, capaz de lançá-lo.

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

E é bom lembrar que o navio não precisa ser efetivamente afundado, mas se for colocado fora de condições de combate já é o suficiente para a maioria das situações. Também é interessante ver como existem desenvolvimentos interessantes nessa área. O desenvolvimento do laser que promete tentar anular a ameaça do míssil em um futuro de médio à longo prazo, para as rail guns que provavelmente poderão, à longo prazo, deixar os próprios mísseis obsoletos, bem como saturar um alvo de forma tão grande que os lasers que estão sendo desenvolvidos possam se tornar ineficazes. É assim que a banda… Read more »

TukAV
Visitante
TukAV

Ok, uma bateria de mísseis anti navio podem afundar um navio de superfície “facilmente “. Agora me digam de QUAIS plataformas esses mísseis seriam lançados….? Eu defendo a formação de baterias costeiras de mísseis guiados por patrulhas e AEW, até certo ponto eficazes como prova o incidente do Glamorgan. Mas está eficácia seria limitada até alguns quilômetros da costa, com intuito somente defensivo. E com nosso imenso litoral seria praticamente impossível inviabilizar um desembarque inimigo.

TukAV
Visitante
TukAV

O mais lógico é que as plataformas de lançamento seriam outros navios de superfície (tão caros quanto ou com deficiências típicas de navios de menor tonelagem, como a fraca geração de energia para sensores modernos ou pouco espaço para silos em quantidade suficiente para saturar as defesas do inimigo) OU de aviões lotados em navios aeródromos- preciso lembrar aos senhores quanto custa um único exemplar?

HMS TIRELESS
Visitante
HMS TIRELESS

TukAV 19 de outubro de 2017 at 14:05

Pegando o seu gancho, também seriam eficazes na defesa da costa mais baterias de ASTROS 2020. Aliás, uma combinação de baterias de ASTROS 2020 com o Míssil AV-MT300 MATADOR seria o ideal.

XO
Visitante
XO

Prezado Poggio, grato pela lembrança, conta-corrente na área é fundamental !!!
Prezado TukAV, a idéia é interessante, baseada em lançamento OTHT (Over the horizon targetting) e dependendo do alcance do míssil… mas devemos pensar em baterias móveis, pois qualquer coisa fixa é um alvo de prioridade 1 para um eventual inimigo…
Abraço a todos…