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Há 75 anos, o submarino U-199 era afundado ao largo do Rio de Janeiro

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Arará-atacando-o-U-199-ao-largo-do-Rio-de-Janeiro-Reprodução-pintura-de-Álvaro-Martins
Catalina “Arará” atacando o submarino U-199 – Reprodução pintura de Álvaro Martins

Em 31 de julho de 1943, o submarino alemão U-199 foi surpreendido na superfície ao largo do Rio de Janeiro, atacado e afundado na posição 23º54’S – 42º54’W, por cargas de profundidade, por um avião americano PBM Mariner (Esquadrão VP-74 – Marinha dos EUA) e dois aviões brasileiros (Catalina “Arará” e Hudson), resultando em 49 mortos e 12 sobreviventes.

O Catalina (modelo PBY-5) que atacou e afundou o submarino alemão U-199 foi batizado como Arará, em 28 de agosto de 1943, numa cerimônia realizada no aeroporto Santos Dumont, e ganhou mais tarde na fuselagem uma silhueta de submarino para marcar o feito.

O nome Arará foi dado em homenagem a um dos navios afundados pelo submarino alemão U-507. O avião também recebeu na cauda a inscrição: “Doado à FAB pelo povo carioca”.

Refletindo bem o espírito da época, a cerimônia de batismo do Arará teve canções patrióticas e discursos inflamados. Entre os presentes estava o comandante do navio mercante Arará, José Coelho Gomes, e a tripulação do Catalina.

O hidroavião foi batizado com água do mar por uma menina – Miriam Santos – órfã de seu pai, o Segundo-Comissário Durval Batista dos Santos, morto na ocasião em que o Arará (o mercante teve 20 mortos) foi afundado, no momento em que prestava socorro às vítimas do Itagiba, no dia 17 de agosto de 1942.

PBY Arará

Arará

Outra cerimônia seria repetida um mês depois no Rio Grande do Sul, com o batismo de outro Catalina, com o nome de Itagiba, navio mercante afundado em 17 de agosto de 1942, com 38 mortos, entre tripulantes e passageiros. Entre os sobreviventes, estavam os soldados dos Sétimo Grupo de Artilharia de Dorso, alguns dos quais foram lutar na Campanha da Itália em 1944.

A guarnição do Catalina na ocasião do afundamento do submarino U-199 era a seguinte: Comandante José Maria Mendes Coutinho Marques, Piloto Luiz Gomes Ribeiro, Co-piloto José Carlos de Miranda Corrêa. Tripulantes: o Aspirante Aviador Alberto Martins Torres e os Sargentos Sebastião Domingues, Gelson Albernaz Muniz, Manuel Catarino dos Santos, Raimundo Henrique Freitas e Enísio Silva.

U-boat IX D
U-boat IX D

O submarino U-199

Ao longo da Segunda Guerra a Alemanha nazista produziu mais de 1.500 submarinos, essas embarcações ficaram conhecidas como U-Boats, termo originado da palavra alemã Unterseeboot (barco debaixo-d’água). Com essa arma a Alemanha praticamente estrangulou o comércio marítimo da Inglaterra.

Quando o conflito torna-se mundial, o esforço de guerra alemão necessitou enviar seus submarinos a pontos mais distantes. É neste cenário que surgem submarinos melhores e maiores.

Em 1942 a Alemanha lançou o U-boat tipo IX D com o objetivo de bloquear ainda mais o fluxo de matérias primas necessárias ao esforço de guerra de seus inimigos. Os submarinos do tipo IX D 2 (de longo alcance) da 12º flotilha – Bordeaux, começaram a operar em novembro de 1942. Eram capazes de executar patrulhas de ataque em regiões afastadas da América do Sul,  atingindo assim importantes portos como Santos e Rio de Janeiro.

UboatIXD

Em suas patrulhas, eram abastecidos em alto mar por unidades submarinas de apoio, chamadas “vacas leiteiras”, estendendo assim, ainda mais, seu raio e tempo de ação.
Mas com a entrada dos Estados Unidos na Guerra e devido ao forte desenvolvimento da aviação de patrulha, que se instalou no Brasil em bases como Aratu, Salvador e Rio de Janeiro, tudo mudaria.

O U-199 foi construído nos estaleiros AG Wesser em Bremen e comissionado em 28 de novembro de 1942. Ele era um submarino modelo IX D2 (longo alcance), com dimensões de 87,58 metros de comprimento por 7,5 metros de boca, deslocava submerso cerca de 1.800 toneladas.

Possuía velocidade de cruzeiro de 20,8 nós na superfície, propulsado por dois motores diesel e 6,9 nós quando submerso, com dois motores elétricos. Podia transportar 24 torpedos de 533 mm, para 4 tubos de proa e dois de popa ou 44 minas. Sua tripulação podia variar de 55 a 63 homens.

Foi lançado em julho de 1942 e começou a operar em novembro do mesmo ano. Considerado na época como um submarino de última geração, seu comandante Capitão-tenente Hans Werner Kraus pretendia fazer no sudeste brasileiro uma devastação semelhante a que o Capitão Schacht do U-507 fizera 11 meses antes na costa sergipana.

O U-199 em missão

Comandante do Capitão-Tenente Hans Werner Kraus
Comandante do U-199, Capitão-Tenente Hans Werner Kraus

O U-199 partiu do porto de Berger em Kiel, Alemanha, para sua primeira missão na América do Sul no dia 13 de maio de 1943. Sua tripulação consistia de 61 homens e estava sob o comando do Capitão-Tenente Werner Kraus, tendo como guarnição sete oficiais, dois guardas-marinha, seis suboficiais e 41 marinheiros.

Cruzou o equador no início de junho, mas a forte disciplina de Kraus não permitiu que seus homens celebrassem a travessia do equador, por considerar que a festa distraia os tripulantes na travessia do Atlântico de Freetown a Natal.

Durante a travessia o U-199 foi avistado por um avião Hudson A-28 americano, porém ele estava desarmado e não houve combate.

A 200 milhas do litoral do Brasil, Kraus recebeu ordens de interceptar e destruir navios inimigos, somente então houve a comemoração pela travessia do Equador. Após a celebração, o U-199 mudou o curso para contornar a costa do Brasil.

No dia 18 de junho de 1943, o U-199 chegou à sua área operacional entre o sul do Rio de Janeiro e São Paulo e foi adotada a tática de permanecer submerso durante o dia, em profundidade de periscópio (20 metros), elevando o periscópio a intervalos regulares para reconhecimento.

Durante o patrulhamento desta área, o comandante Kraus ficou frustrado com o baixo número de alvos. Poucos cargueiros, espanhóis e argentinos, países neutros no conflito, cruzavam o litoral.
Após alguns dias de patrulha o comandante Kraus recebeu autorização do alto comando alemão para trocar a área de patrulha.

Na noite do dia 26 de junho, o U-199 avistou o navio mercante americano Charles Willian Peale, que navegava escoteiro (sozinho) a 50 milhas do Rio de Janeiro. O U-199 lançou um torpedo de proa, mas este errou o alvo. Não se sabe porque o comandante Kraus desistiu do ataque.

No dia 3 de julho, o U-Boat estava na superfície, quando por volta das 21 horas foi localizado por um avião BPM Mariner da Marinha Americana, pilotado pelo tenente Carey. O avião começou a circular, procurando com seus faróis o submarino na superfície.

O comandante Kraus imediatamente ordenou toda velocidade à frente e mandou guarnecer as armas do convés. O Mariner mergulhou para o ataque, porém, para surpresa dos alemães, chocou-se violentamente com a superfície explodindo.

Após sua captura e interrogatório, os tripulantes do U-199 declararam não terem atirado no avião e que embora tenha sido feita uma busca na superfície, não foram encontrados sobreviventes.

Ainda com a presença de poucos alvos, o comandante Kraus decidiu, sem ordens da Alemanha devido ao silêncio de rádio, alterar novamente a área de caça, agora para o sul do Rio de Janeiro, ampliando a linha de patrulha para 300 milhas.

No dia 4 de julho, o U-199 navegava na superfície, em sua nova área. Durante a noite, localizou a esteira do navio brasileiro Bury. O comandante Kraus posicionou o U-199 e disparou três torpedos dos tubos dianteiros. Dois torpedos erraram e o Bury, imediatamente respondeu com uma salva de tiros de canhão de seu deck. Os navios cargueiros na segunda metade da guerra também eram guarnecidos com dois canhões – proa e popa. O Bury sofreu avarias e embora o U-199 tenha comunicado ao comando alemão seu afundamento, o vapor chegou ao porto do Rio de Janeiro.

Após a ação frustrada, o comandante Kraus decidiu mudar novamente a área de patrulha, pois deduziu que o Bury informaria a posição do ataque e aviões de patrulha seriam enviados à sua caça.

No dia 25 de julho, por volta das 9:00 horas, o comandante Kraus localizou pelo periscópio o cargueiro inglês Henzada. Esse cargueiro de 4.100 toneladas navegava escoteiro (sozinho) de Santos para o norte e a apenas 10 nós, um alvo perfeito.

Foto do Henzada ou outro navio da mesma classe
Foto do Henzada ou outro navio da mesma classe

O U-199 disparou 3 torpedos da proa, porém todos falharam. O comandante reposicionou seu submarino à frente do Henzada e aguardou o momento de um novo ataque. Às 12 horas o comandante ordenou o disparo de dois torpedos de proa, um deles atingiu o vapor no meio, partindo o navio em dois e provocando seu afundamento em menos de dez minutos.

Finalmente na madrugada do dia 31 de julho, o U-199 aproximou-se da zona fortemente patrulhada da entrada da Baía de Guanabara no Rio de Janeiro. Seu objetivo era atingir a linha de 100 fathons (192 metros), submergir e espreitar a passagem dos navios na saída do comboio JT 3 (Rio de Janeiro- Trinidad) prevista para aquele dia.

A ação da espionagem alemã nos principais portos do Brasil já era conhecida na época e embora alguns de seus agentes tenham sido presos, muitas informações de trânsito de embarcações foram passadas aos submarinos do eixo.

U-199 fotografado sob ataque do PBM Mariner
U-199 fotografado sob ataque do PBM Mariner

O ataque ao U-199

Por Alberto Martins Torres, veterano do 1o. Grupo de Caça da FAB (10.12.1919-30.12.2001)
Do livro: Overnight Tapachula

“…Após a decolagem, no sábado, fui efetivamente para o beliche onde me estendi. Passada menos de meia hora, o Miranda pediu que eu fosse pilotar porque desejava completar com o major Coutinho Marques a plotagem de nossa rota após Cabo Frio. Fui para o posto de pilotagem. Nem bem se passaram uns 10 minutos após eu haver assumido os comandos, chegou um cifrado da base:

Atividade submarina inimiga, coordenadas tal e tal…Miranda plotou o ponto na carta e traçou o rumo(…). Coloquei o Arará no piloto automático e no rumo indicado, em regimen de cruzeiro forçado, com 2.350 rotações e 35 polegadas de compressão. Eram aproximadamente 08:35 da manhã.

U-199 navegando em círculo depois do primeiro ataque com cargas de profundidade do PBM americano
U-199 navegando em círculo depois do primeiro ataque com cargas de profundidade do PBM americano

Havia alguma névoa e o sol de inverno ficava a três quartos da cauda, por bombordo, portanto em posição favorável a nós na hora do ataque. Foram testadas todas as metralhadores e, das quatro cargas de profundidade que levávamos, armamos três, no intervalômetro, para uma distância de 20 metros entre cada bomba, após ser acionada a primeira.

O intervalômetro é graduado em função da velocidade no mergulho, para ser verdadeiro o escapamento escolhido. As cargas de profundidade já eram reguladas para detonarem a 21 pés de profundidade, ou seja, aproximadamente 7 metros da superfície. Essa regulagem era considerada ideal porque mantinha as bombas para detonarem dentro da faixa em que a experiência já demonstrara ser eficiente o ataque a submarino por aeronave, isto é, desde o momento em que está navegando na superfície até no máximo 40 segundos após o início do mergulho. Com o submarino na superfície, as bombas detonariam logo abaixo de seu casco perfeitamente dentro de seu raio letal.

O U-199 abre fogo com suas antiaéreas no momento em que é alvo de strafing por parte do Catalina
O U-199 abre fogo com suas antiaéreas no momento em que é alvo de strafing pelo PBM americano

Minutos antes das nove horas avistamos o nosso objetivo, bem a nossa proa. Navegava a toda velocidade em rumo que cruzava o nosso. Assim o víamos em seu perfil completo, levantando grande vaga de espuma com sua proa afilada. Seguia num rumo aproximado de leste para oeste, enquanto nós vínhamos de norte para sul, em ângulo reto. Estávamos a uns 600 metros de altitude.

Iniciamos o mergulho raso, eu nos comandos e Miranda no comando das bombas. Foram reiteradas as instruções para que, quando fosse dada a ordem, todas as metralhadoras deveriam atirar, mesmo as sem ângulo, segundo a doutrina, para efeito moral. Já a uns 300 metros de altitude e a menos de um quilômetro do submarino podíamos ver nitidamente as suas peças de artilharia e o traçado poligônico de sua camuflagem que variava do cinza claro ao azul cobalto. Para acompanhar sua marcha havíamos guinado um pouco para boreste, ficando situados, por coincidência, exatamente entre o submarino e o sol às nossas costas. Até então nenhuma reação das peças do submarino.

U-199 voltando à superfície após tentar mergulhar depois do primeiro ataque
U-199 voltando à superfície após tentar mergulhar depois do primeiro ataque

Quando acentuamos um pouco o mergulho para o início efetivo do ataque, o U-199 guinou fortemente para boreste completando uma curva de 90 graus e se alinhou exatamente com o eixo da nossa trajetória, com a proa voltada para nós. Percebi uma única chama alaranjada da peça do convés de vante, e, por isso, efetuei alguma ação evasiva até atingir uns cem metros de altitude, quando o avião foi estabilizado para permitir o perfeito lançamento das bombas. Com todas as metralhadoras atirando nos últimos duzentos metros, frente a frente com o objetivo, soltamos a fieira de cargas de profundidade pouco à proa do submarino.

Elas detonaram no momento exato em que o U-199 passava sobre as três, uma na proa, uma a meia-nau e outra na popa. A proa do submersível foi lançada fora d’água e, ali mesmo ele parou, dentro dos três círculos de espuma branca deixadas pelas explosões. A descrição completa sobre a forma por que as cargas de profundidade atingiram o submarinos me foi fornecida em conversa que tive com o piloto do PBM, tenente Smith, que a tudo assistiu, de camarote, e que inclusive me presenteou com uma fotografia do U-199 que, lastimavelmente não consigo encontrar.

Nós abaixáramos para pouco menos de 50 metros e, colados n’água para menor risco da eventual reação da antiaérea, iniciamos a curva de retorno para a última carga que foi lançada perto da popa do submarino que já então afundava lentamente, parado.

Nesta passagem já começavam a saltar de bordo alguns tripulantes. Ao completarmos esta segunda passagem é que vimos um PBM americano mergulhado em direção ao objetivo. Depois saberíamos de onde viera. Transmitimos com emoção o tradicional SSSS – SIGHTED SUB SANK SAME – em inglês, usado pelos Aliados para dizer: submarino avistado e afundado – e ficamos aguardando ordens, sobre o local. Em poucos segundos o submarino afundou, permanecendo alguns dos seus tripulantes nadando no mar agitado. Atiramos um barco inflável e o PBM lançou dois. Assistimos aos sobreviventes embarcarem nos três botes de borracha, presos entre si, em comboio. Eram doze. Saberíamos depois que eram o comandante, mais três oficiais e oito marinheiros”.

Sobreviventes do U-199 depois do afundamento do submarino
Sobreviventes do U-199 em balsas lançadas pelos aviões depois do afundamento do submarino. 12 tripultantes foram resgatados pelo USS Barnegat

Leia o relatório em inglês feito após o interrogatório dos sobreviventes do U-199 clicando aqui.

Submarinos do Eixo afundados na Costa Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial

Submarinos afundados na Costa Brasileira durante a II Guerra Mundial

(Distância do Litoral em Milhas)
U-199 (RJ)
30 milhas
U-128 (AL)
32 milhas
U-591 (PE)
33 milhas
U-598 (RN)
60 milhas
U-164 (CE)
80 milhas
U-507 (PI)
100 milhas
U-161 (BA)
120 milhas
U-513 (SC)
120 milhas
U-662 (AP)
180 milhas
U-590 (AP)
200 milhas
Arquimede (FN)
115 milhas

FONTES: Poder Naval /  www.naufragiosdobrasil.com.br / www.uboatarchive.net

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Franco FerreiraRodrigo HemerlyRicardoLucianoednardo curisco Recent comment authors
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Azevedo
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Azevedo

Parte da história dos esquadrões aéreos da U.S. Navy.
Arquivo grande (+800 páginas), mas fazendo busca com CTRL+F de palavras-chave “natal” “brazil”, é possível conhecer um pouco mais sobre seus desdobramentos no Brasil na 2GM. Inclusive registros deste ataque (CTRL+F “Torres”).
https://www.history.navy.mil/content/dam/nhhc/research/histories/naval-aviation/dictionary-of-american-naval-aviation-squadrons-volume-2/pdfs/DictionaryAmericanNavalAviationSquadronsVol2.pdf

Bruno w Basillio
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Impressionante como a Alemanha tinha uma capacidade de construção de equipamentos militares durante a guerra , sua indústria era sobrenatural , apenas dois países conseguiriam isso no mundo a URSS e os Eua ..
E cercar quase um continente com Submarinos,afim de bloquear lo ,era capacidade que podia ser conseguido apenas por estes dois países também …

Diego K
Visitante
Diego K

Como se fazia tantos submarinos em pouquíssimo tempo, e hoje não se consegue 5 em grande tempo? Impressionante o esforço de guerra deles.

Roger
Visitante
Roger

No link oficial da FAB (abaixo), existe a estória completa deste grande avião (Catalina), e as suas missões. Leitura muito interessante
http://www2.fab.mil.br/incaer/images/eventgallery/instituto/Opusculos/Textos/opusculo_catalina.pdf

XO
Visitante
XO

Nunão ou Galante, se vocês souberem, por favor, passem algo do porquê dos subs serem comando de CT… sei que alguns eram CC, mas não era incomum comandantes com aquele posto… pergunto isso, pois impressiona-me alguém tão moderno exercer esse cargo durante o conflito… agradeço desde já… abraço…

Matheus Santos
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Matheus Santos

O posto de “Kapitänleutnant” é traduzido como CT como cognato e pela equivalência de postos. Em (1) temos os postos de 2T e 1T da Alemanha agrupado no nível de “1T” da OTAN. No filme “Das Boot” s tripulação chama o 01 de “Kaleu”, abreviatura do referido posto.
(2) temos a carreira do 01 do U-199
(3) o posto mais comum era CT e CC. A guerra chegou a fazer um 2T de 20 anos ser o comandante!

Fonte:
1) https://en.m.wikipedia.org/wiki/Uniforms_and_insignia_of_the_Kriegsmarine
2) https://uboat.net/men/kraus.htm
3) https://uboat.net/men/crew/commander.htm

XO
Visitante
XO

Obrigado, Matheus pelas informações… a experiência colhida em patrulhas e as demandas da guerra devem ser os maiores motivos para o exercício do comando por oficiais naqueles postos… fora as perdas de pessoal, muito difíceis de repor a contento… forte abraço…

Eduardo Schnoor
Visitante
Eduardo Schnoor

O Catalina deu o coup de Grace.
O principal ataque foi do Hudson que liquidou com as guarnições das baterias antiaéreas.
O Catalina não encontrou resistência.
O U 199 pós fora de combate dois aviões americanos. Este foi o único submarino afundado pela FAB . O piloto do Hudson e do Catalina eram da Reserva Convocada e vieram da Aviação Naval.
Foram amigos por toda a vida.

Rafael M. F.
Visitante
Rafael M. F.

Eu ia comentar exatamente isso: o Asp. Schnoor fez uma devastação na guarnição das antiaéreas do submarino. Salgou a carne para o Asp. Torres assar.

Duas curiosidades sobre Alberto Torres:

1) Foi o piloto brasileiro do Jambock com mais missões voadas na Itália: 100 missões
2) Era avô do ex-ator Jonas Torres (o saudoso Bacana do “Armação Ilimitada). Inclusive o neto foi paraquedista do US Army.

Matheus
Visitante
Matheus

Parabéns aos nossos pilotos e dos EUA por terem nos protegido dos submarinos do eixo.Mas esses ataques reforçaram a importância estratégica dos submarinos no campo de batalha.E é por isso q parabenizo o programa do prosub.

Augusto L
Visitante
Augusto L

Que coisa linda, uma avião com bandeira brasileira bombardeando um submarino nazista.
Tenho orgulho de meu pais ter lutado contra o mal.

João Henrique Barone Reis e Silva
Visitante

Prezados, Poucos sabem que o Comandante Kraus cumpriu prisão no Canada e depois da guerra voltou ao Brasil, casando-se com uma brasileira. Como não poderia deixar de ser, criou uma empresa de salvatagem, muito provavelmente a primeira do Brasil, e seu filho continuou seu trabalho. Na década de 70 houve uma tentativa de se fazer um encontro entre Kraus e Miranda Correia durante uma repostagem de televisão, mas não se conseguiu por questões ideológicas. Perdemos assim um momento único da história. Algumas perguntas ficam para a eternidade: Kraus voltou ao Brasil apenas enfeitiçado pelas nossas qualidades e beleza testemunhadas enquanto… Read more »

Rafael M. F.
Visitante
Rafael M. F.

Grande João Barone! Semana passada comprei seu livro sobre a participação brasileira na IIGM. Tá aguardando tempo.

Uma honra compartilhar esse espaço com sua pessoa.

Eduardo
Visitante
Eduardo

Eles foram levados para Recife e de lá para os EUA. Foi considerada a tripulação mais dura inquirida pelos americanos.
Kraus fugiu do campo de concentração.
Ele morou no Brasil? Ele deveria encontrar com o Alberto que morava em São Paulo.
Os dois pilotos vieram da Marinha.
No museu aero naval não tem uma linha sobre este ataque. E teve o combate com o U 170.

Bueno
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Bueno

11 submarinos + U170 !! que poder… ocorreram outros ataques na América Latina além da costa brasileira? Estes Submarinos Vieram da costa africana?

romp
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romp

caramba, melhor foto é a que da para ver o u-199 sendo atingido pelo strafing , da pra ver as balas atingindo a água e em linha reta e cruzando no meio do submarino…

Marcelo
Visitante
Marcelo

Offtopic: aparentemente o Atlântico acabou de iniciar sua viagem de travessia para o Brasil: https://mobile.twitter.com/NavyLookout/status/1024628882429960196

Rui Chapéu
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Rui Chapéu

Eu lembro de professores de história falando que era tudo armação dos americanos pra entrarmos na guerra tb…..
Que nunca ninguém tinha visto esses tal submarinos, que era tudo armado e etc….

Ai ai…. como a internet/ informação acaba com um monte de ideologias fracassadas…

Luciano
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Luciano

Rui, boa noite. Muito tempo passou, muita coisa mudou. Felizmente!

Guizmo
Visitante
Guizmo

Eu não sei o que foi mais legal, essa história sensacional de nossas Forças Armadas ou o João Barone comentando aqui no PN. Muito, mas muito legal mesmo!

USS Montana
Visitante
USS Montana

OFF TOPIC:

Será que o Atlântico tá vindo ao Brasil?

https://www.marinetraffic.com/en/ais/home/shipid:5601727/zoom:10

XO
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XO

Chegada prevista para o final de AGO… última semana… vai haver cobertura da TV Marinha… abraço…

USS Montana
Visitante
USS Montana

Valeu!!!

Diogo araujo
Visitante

não fossem os americanos, teria o Brasil competência tanto tecnológica como tática para defender-se? alguém poderia me dizer por favor?

Diogo araujo
Visitante

teria tido

Dalton
Visitante
Dalton

Diego…
.
os americanos ficaram muito surpresos com o “atraso” que encontraram por aqui no fim da década de 1930…então…a resposta é não. Para sorte do Brasil o Atlântico Sul era considerado um palco secundário…o primário era o Atlântico Norte e lá, os alemães foram derrotados ainda em 1943…quando o número de submarinos afundados tornou-se alto demais diante dos ganhos/afundamentos.
.

eduardo
Visitante
eduardo

Discordo. Na década de 30 em resposta a missão militar a Alemanha, fomo visitados por uma esquadrilha de Fortalezas Voadoras.
O atlantico sul serviu de rota alternativa para o Báltico e para o Canal de Suez.
Para chegar a Rússia passavam pelo Irã e Turquia.
A principal rede de espionagem alemã nas três américas até 1942 ficava no Rio de Janeiro.
Chegaram a comprar uma radio a Ipanema que transmitia informações aos submarinos através da veiculação de propaganda das empresas alemães.
O Sindicato Condor acompanhava o movimento costeiro dos cargueiros

Diogo araujo
Visitante

obrigado dalton!

Diogo araujo
Visitante

obrigado eduardo

Rafael M. F.
Visitante
Rafael M. F.

Esse ano foi interessante para a História Naval:

– 75 anos do afundamento do U-199
– 100 anos do afundamento do Szent István.

Vou sugerir ao PN uma matéria sobre o segundo, que é interessante dada a desproporção de meios e o custo-benefício da missão, tendo em vista os meios empregados e resultados alcançados.

Guilherme Poggio
Editor
Noble Member

Tenho um exemplar do livro do Torres (Overnight Tapachula). Pertencia ao meu avô, que foi piloto de patrulha como o Torres.

https://www.aereo.jor.br/2010/04/22/overnight-tapachula/

eduardo
Visitante
eduardo

A FAB só atacou o U199 por que ele pôs fora de combate dois aviões americanos. O primeiro ataque foi do Hudson que estava em alerta no Santo Dumont. O Galeão era a base americana O U 170 foi atacado em outubro de 1943 no través de cabo Frio. Teve combate com feridos Os comandantes e tripulação eram altamente treinadas em 1943. Kraus tinha sido imediato do Gunther Prien O comandante do U 513 afundado em Santa Catarina tinha posto a pique o porta aviões inglês Ark Royal 70% das tripulações de submarino morreram. Era um dos salários mais altos… Read more »

Rafael M. F.
Visitante
Rafael M. F.

Gunther Prien. Que professor!

O homem que entrou em Scapa Flow e meteu a pique o HMS Royal Oak.

Mk48
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Mk48

Sim, ele foi escolhido a dedo pelo Almte. Doenitz para executar a missão.

Mk48
Visitante
Mk48

Para quem quer saber mais sobre a campanha dos Uboats, sugiro o link abaixo :

https://www.uboat.net/

ednardo curisco
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ednardo curisco

é a Bíblia, Alcorão e Barsa sobre u-boats!

eduardo
Visitante
eduardo

Para se ter idéia da encrenca que foi encarar o U 199.
Que antes de afundar “brigou” contra 4 aviões e despachou 2.
E a FAB não dá uma linha nem espaço no Museu

Jagdverband#44
Visitante
Jagdverband#44

Estes caras merecem respeito. Eram marinheiros e estavam em serviço, defendendo sua pátria.

JOSÉ RICARDO MONTEIRO TEIXEIRA
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Muito legal, e parabéns aos brasileiros que mesmo sem os conhecimentos dos americanos souberam executar o que a lhes foi ensinado por estes.

eduardo
Visitante
eduardo

Em depoimento o próprio Kraus disse isso.
Depois do ataque do Hudson, ele havia perdido as guarnições das baterias anti aereas e não tinha mais como opor resistência.

Dr. Mundico
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Dr. Mundico

Muito ainda falta a ser escrito e divulgado sobre a tuação da espionagem nazista no Brasil. Que haviam espiões alemães ou descendentes , todo mundo sabe. Mas muito pouco se sabe da participação de civis e militares brasileiros (alguns bem famosos…) como informantes e verdadeiros quinta-colunas infiltrados na política, indústria, academia e imprensa. Alguns chegaram até a ser indiciados e detidos, mas parece que naquela época já vigorava o compadrio e as famosas “amizades” que fazem a nossa alegria e desgraça. Há, inclusive, o caso de um famoso escritor e jornalista (já falecido, claro) que enviava periodicamente informações codificadas sobre… Read more »

Leandro Costa
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Leandro Costa

Alguma coisa é relatada no livro ‘Crônicas de uma Guerra Secreta’ do Sérgio Correa da Costa.

Eu recomendo a leitura.

Luciano
Visitante
Luciano

Boa noite, Dr Mundico, realmente tem MUITA coisa a ser estudada! Mas tem um pessoal competente, que vem se dedicado já há algum tempo. Inclusive, alguns congressos têm acontecido para tentar divulgar, mas demora pra que as pesquisas se transformem em livros e cheguem ao grande público. INclusive vai ocorrer um simpósio de história militar no RJ, na ECEME, no mês q vem!

Eduardo
Visitante
Eduardo

Procure Alfred Gustav Engels alto dirigente da Telefunken.
Chefe da espionagem da ABWEHR nas três Américas.

ednardo curisco
Visitante
ednardo curisco

era tremendamente perigoso também para os aviões atacarem os submarinos.

Os pilotos tinham que manobrar verdadeiras vacas voadoras em vôos de baixa altitude, precisando chegar bem perto do mar e das metrancas alemãs. Missão bem perigosa e complexa que exigia muita coordenação das aeronaves envolvidas e das tripulações.

E geralmente havia pouco tempo para planejar o ataque, posto que o u-boat poderia submergir.

Ricardo
Visitante
Ricardo

É possível vizitar algum desses naufrágios?

Rodrigo Hemerly
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Eu sou historiador formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e quem tiver interesse em aprender mais sobre história é só acessar minha página eletrônica no seguinte endereço eletrônico, a saber: https://www.historiahumana.com.br.

Franco Ferreira
Visitante
Franco Ferreira

No início de abril de 1993, eu recebi um bilhete da secretária que trabalhava em extinta empresa aeronáutica, no Campo de Marte. Não identifiquei o visitante a quem eu ainda não havia encontrado. Era ALBERTO MARTINS TORRES. Alberto Martins Torres, aviador militar com 163 missões na 2ª Guerra Mundial (64 na patrulha e 99 na caça), autor do disparo que afundou o U-199 ao Sul da Baia de Guanabara e do lançamento da balsa que salvou os sobreviventes; depois, empresário bem-sucedido. Autor de Overnight Tapachula. Por que me procurava Alberto Martins Torres? A pretensão era simples: Havia sido convidado a… Read more »