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O ataque com mísseis Sea Skua ao Aviso ARA ‘Alférez Sobral’ nas Malvinas

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Helicóptero Lynx armado com mísseis antinavio Sea Skua

O ARA Alférez Sobral (A-9) é um rebocador de 800 toneladas de transporte marítimo em serviço na Armada Argentina desde 1972, onde é classificado como Aviso. Ele já tinha servido na Marinha dos EUA como rebocador de esquadra USS Salish (ATA-187) desde 1944.

No serviço argentino, o Aviso é um pequeno navio usado para uma série de tarefas auxiliares, incluindo reboque, instalação de boias e reabastecimento de outros navios, faróis e bases navais.

Construído por Levingston Shipbuilding Co., em Orange, Texas, como um rebocador de socorro da classe “Sotoyomo”, ele serviu como USS Salish (ATA-187) de 1944 a 1972.

Na Argentina, o navio foi batizado em homenagem ao explorador antártico Alférez José María Sobral (1880-1961). O rebocador foi recebido em 10 de fevereiro de 1972 juntamente com seu navio irmão ARA Comodoro Somellera. Os navios deixaram a Flórida em 6 de março de 1972 e chegaram a Puerto Belgrano em 18 de abril.

USS Salish (ATA-187)

Em serviço na Guerra das Malvinas, 1982

No dia 27 de março de 1982, o Sobral estava atracado na base naval de Puerto Belgrano (BNPB) quando seu comandante, o Capitán de Corbeta Sergio Raul Gómez Roca foi avisado para preparar o navio e partir imediatamente. Em 2 de abril, o dia da recuperação das Ilhas Malvinas pelas forças argentinas, ele estava em Rio Gallegos aguardando mais ordens.

Em 11 de abril, uma ordem chegou para ele se deslocar à Puerto Deseado, a fim de fazer um reabastecimento e prosseguir em nova missão: ocupar posições a oeste das Malvinas/Falklands com o objetivo de realizar busca e salvamento de pilotos abatidos e/ou náufragos, junto com seu irmão gêmeo, aviso ARA “Comandante Somellera” (A-10). Em 17 de abril chegaram à posição designada.

Ilustração do abate de Canberra argentino por Sea Harrier

Missão de resgate

Em 1 de Maio às 17h30, primeiro dia das hostilidades no território malvinense, um bombardeiro leve B-62 Canberra da Fuerza Aerea Argentina foi abatido a 100 milhas náuticas ao norte das Malvinas. O Canberra (B-110 do Grupo 2 de Bombardeiros) foi atingido por um míssil AIM-9L Sidewinder lançado por um caça Sea Harrier (ZX451 do 801 Squadron) pilotado pelo tenente Alan Curtis. O Camberra era tripulado pelo piloto tenente Eduardo Ibanez e navegador primeiro tenente Mario González.

Uma vez que os tripulantes do outro Canberra relataram ter visto a ejeção de seus companheiros, o ARA Alférez Sobral foi enviado para busca e salvamento. Com mar grosso, quase nenhuma visibilidade e uma falha preocupante no sistema do leme, o aviso navegou toda a noite do dia 1º e no dia 2 de maio chegou ao local onde o avião teria sido abatido.

Na tarde do mesmo dia, foi recebida a notícia terrível e triste do torpedeamento do cruzador ARA “General Belgrano”. Naquela manhã, o ARA “Alférez Sobral” tinha sido avisado sobre a presença de uma Força-Tarefa britânica composta de um porta-aviões e seis a oito navios de guerra que operavam perto da área para a qual ele estava indo. Tudo pressagiava o pior.

ARA Alférez Sobral quando chegou à Argentina, em 1972

Atacado pelos britânicos

Perto das 22h, o Sobral começou a procurar os pilotos ejetados, mas sem resultados. Pouco depois o navio foi sobrevoado por um helicóptero Sea King britânico (ZA129 o 826º Squadron) do porta-aviões HMS Hermes, que tinha detectado um pequeno eco na superfície em seu radar e procedeu à sua identificação com dispositivos de visão noturna. O capitão Gómez Roca ordenou postos de combate e mandou desligar as luzes da embarcação.

Ele também ordenou a inversão de rumo do navio para receber as ondas fortes pela popa, conseguindo estabilizar e facilitar a tarefa dos artilheiros. Após 40 minutos de vigilância, um helicóptero foi detectado e repelido a tiros pelos canhões 40 mm e 20 mm do Sobral.

Minutos mais tarde, os vigias sinalizaram ter visto luzes a boreste, que inicialmente se pensava que eram foguetes luminosos disparados por helicópteros. Na verdade eram mísseis Sea Skua disparados contra o navio.

Dois mísseis Sea Skua foram lançados por um helicóptero “Lynx” (XZ242 de 815º Squadron) embarcado no HMS Coventry, destróier Tipo 42. O primeiro míssil atingiu um barco salva-vidas do Sobral, localizado a boreste, enquanto o segundo passou sobre o navio desaparecendo na escuridão da noite. O resultado do ataque: sistema de comunicações inutilizado, barco salva-vidas destruído, três operadores de canhão de 20 mm de boreste feridos, além do imediato Sergio Bazán com um estilhaço na perna esquerda.

O navio atirou na direção de onde tinham surgido os mísseis, mas foi impossível obter resultados positivos (a visibilidade era zero, os artilheiros tinham apenas os olhos para tentar identificar seus alvos e os britânicos realizaram seus lançamentos a uma distância segura do alvo. Depois de inspecionar os danos, verificou-se que estes não afetaram a segurança e a navegabilidade, embora os danos causados ​​às antenas e equipamentos de comunicação deixaram o navio incomunicável.

O segundo ataque

Prevendo que um segundo ataque era iminente e que não era possível combater eficazmente o inimigo com os meios disponíveis, o capitão Gómez Roca ordenou que todos deixassem os conveses superiores e os setores mais expostos (para proteger a maioria de sua tripulação), deixando somente os indispensáveis para a condução do navio no passadiço.

Vinte minutos depois veio o segundo e mortal ataque. Desta vez, os disparos de Sea Skua foram feitos pelo helicóptero Lynx (XZ247 de 815º Squadron), pertencente ao destróier HMS Glasgow, outro Tipo 42. Um dos mísseis atingiu diretamente o passadiço, destruindo-o completamente e fazendo o mastro cair. O fogo e a fumaça se espalharam pelo setor da proa. O segundo míssil perdeu seu alvo, felizmente para a tripulação do “Sobral”.

O comandante e todos que estavam no passadiço morreram. O imediato assumiu a responsabilidade pela condução do navio. O Sobral perdeu toda sua energia elétrica, rádio, radar e bússola, ficando sem qualquer tipo de auxílio para navegação.

Westland Lynx com mísseis Sea Skua

Para tornar a situação mais dramática, o sistema do leme quebrou e por causa disso não era possível manobrar o navio; ordenou-se parar as máquinas, enquanto lutava-se contra o incêndio a bordo. As balsas de salvamento de auto-enchimento foram inutilizadas por estilhaços das explosões. Cartas e elementos de navegação foram perdidos e não havia sistema de comunicação para pedir ajuda. Oito homens (incluindo o Comandante) morreram e outros oito ficaram feridos.

Os helicópteros britânicos retornaram aos seus navios com a firme convicção de ter afundado dois Avisos argentinos o ARA “Alférez Sobral” e o ARA “Comodoro Somellera”, pois os ataques foram realizadas em diferentes posições.

De volta ao continente

Depois de um tempo, o incêndio foi controlado e o leme reparado. A decisão de retomar a marcha foi tomada, com duas alternativas de destino: Malvinas ou o continente. A primeira opção oferecia uma curta mas perigosa jornada, a segunda levaria muito mais tempo, mas seria menos arriscada (pelo menos em termos de topar com elementos britânicos)

O capitão-tenente Sergio Bazán decidiu empreender a viagem ao continente. Como guia, uma vez que estava sem navegação e cartas náuticas, foi tomada a direção das ondas que vinham do norte. Como outras referências foram usadas bússolas terrestres (em poder da equipe de desembarque) e a “rosa” resgatada da bússola magnética que tinha sido destruída durante o ataque. Não podiam contar com a observação das estrelas e constelações, pois o céu permaneceu completamente coberto.

Um terceiro ataque, esperado pela tripulação, não ocorreu. Todos os tripulantes, exceto os vigias, permaneceram no interior da embarcação. Dentro do navio, a situação não era das melhores: não havia energia e a água para extinguir o fogo deixou tudo molhado, não havia aquecimento nem comida quente. Mais tarde, um sistema responsável por dar as ordens ao timoneiro, localizado no leme de emergência na sala de máquinas, foi improvisado.

O ARA Alférez Sobral na chegada ao continente, com o passadiço destruído e sem o mastro principal

Nesse mesmo dia, em um ato de patriotismo e resiliência em meio às condições mais adversas, o tenente Juan Carlos Casal e três outros tripulantes pediram permissão para tirar a bandeira de guerra do Sobral armazenada no cofre e içá-la no mastro secundário, pois o mastro principal tinha caído.

Em 4 de maio foi sintonizado com um rádio portátil comum uma estação uruguaia, que informava que o aviso ARA Alférez Sobral tinha sido afundado, causando grande angústia na tripulação. Eles também souberam da mesma fonte do resgate dos sobreviventes do cruzador ARA General Belgrano e do afundamento do destróier britânico HMS Sheffield, que foi recebido com algum sabor de vingança.

Durante a noite do mesmo dia, a fiação do sistema de leme causou um incêndio que pôs em perigo todo o navio. O incêndio foi dominado, mas à custa dos últimos extintores e espuma. Decidiu-se, uma vez mais isolar a fiação das máquinas tanto quanto possível, porque não haveria outra chance de lutar contra um novo foco de incêndio a bordo.

Sobral e o helicóptero da FAA

Em 5 de maio pela manhã, eles avistaram o continente, mas sem saber qual era a localização exata. Decidiu-se rumar ao norte. Ao meio-dia, foram avistados flares no céu: era um helicóptero da Força Aérea Argentina (FAA), que se aproximou do navio e resgatou os feridos que estavam em estado mais grave.

Mais tarde, aeronaves da FAA fizeram passagem de baixo nível para guiar o navio ao encontro do navio de desembarque ARA Cabo San Antonio, destróier ARA Comodoro Py e guarda costeira Golfo San Matías da Prefectura Naval. Quando passaram pelos navios, a tripulação formou em posição de honras e em troca recebeu a mesma saudação, em um evento tremendamente emocional. Depois disso, começaram a transferir os feridos e o restante desembarcou na chegada a Puerto Deseado.

Estado da superestrutura do Sobral depois do ataque

O renascimento

O veterano argentino sobreviveu incrivelmente ao ataque de quatro mísseis ar-superfície, dois dos quais tiveram um impacto sobre a sua estrutura. Certamente nos anais da história naval dificilmente há um caso parecido.

Apenas quinze dias depois, em 20 de Maio, realizaram-se os reparos nas partes essenciais que incluíram a remoção do que restou do passadiço e a improvisação de outro. Depois de realizada a despedida dos companheiros mortos em ação, o ARA Alférez Sobral partiu para o Porto Naval Base Belgrano (BNPB), onde chegou no dia 23.

Lá foi submetido aos reparos necessários, a fim de reintegrá-lo à ativa o mais rápido possível. Mas a magnitude dos estragos e reconstrução total de sua superestrutura ficou pronta somente em setembro (pouco mais de dois meses após o fim da guerra). Em outubro, o recém-renovado ARA “Alferez Sobral” estava de volta às operações na zona sul, com os tripulantes sobreviventes dos eventos relacionados, renascendo das cinzas como uma Phoenix.

Ponte de comando original do Alférez Sobral preservada no Museo Naval de la Nación
O aviso ARA Alférez Sobral continua prestando ótimos serviços à Armada Argentina

Militares mortos nos ataques ao ARA Alférez Sobral

  • Capitán de Corbeta Sergio Raúl GÓMEZ ROCA
  • Guardiamarina Claudio OLIVIERI
  • Cabo Principal Mario Orlando ALANCAY
  • Cabo Segundo Sergio Rubén MEDINA
  • Cabo Segundo Elvio Daniel TONINA
  • Cabo Segundo Ernesto Rubén DEL MONTE
  • Marinero 1º Héctor DUFRECHOU
  • Conscripto Roberto D’ERRICO

Homenagem ao capitão de corveta Sergio Gómez Roca (1942 – 1982)

Era o comandante do aviso ARA “Alférez Sobral” (A-9), quando a Guerra das Malvinas começou. Em 2 de maio de 1982, o navio foi enviado para as águas do Atlântico Sul para resgatar pilotos de um Canberra da FAA abatido pelos britânicos. Durante a missão, ele foi atacado com mísseis disparados de helicópteros ingleses, que destruíram grande parte do navio, especialmente a sua superestrutura. O comandante foi morto juntamente com sete outros membros da tripulação. Mais tarde, ele foi homenageado com a condecoração “La Nación Argentina al Muerto en Combate” e promovido “post-mortem” ao posto de capitão de fragata. A última corveta (de uma série de seis) da classe Meko 140 recebida pela Armada Argentina em 17 de maio 2004, foi batizada com seu nome.

ARA Gómez Roca (46)
O atual ARA Alférez Sobral

FONTE: taringa.net/www.histarmar.com.ar

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Dalton
Dalton
7 meses atrás

O “Comodoro Somellera” A 10, afundou após uma colisão com outro navio, foi reflutuado,
mas não valia a pena conserta-lo então depois de muitos anos aguardando seu destino final , acabou sendo afundado como navio alvo em um exercício dois anos atrás.
.
Quanto ao “Alferez Sobral” A 9, ele deverá ter melhor sorte, será conservado como navio museu graças a iniciativa de ex combatentes da cidade de Santa Fé.

Esteves
Esteves
7 meses atrás

Não tem coisa mais teimosa que navio. Quando não tem que afundar, não afunda.
Não tem gente mais teimosa que marinheiro. Quando não tem que perder, não perde.

Charles Mattioda
Charles Mattioda
7 meses atrás

Não concordo com os motivos da guerra.
Mas sempre vou respeitar os combatentes e seus muitos sacrifícios nas batalhas.
Permitame perguntar, você iria disparar sua arma contra esse pequeno navio ?

Dalton
Dalton
Reply to  Charles Mattioda
7 meses atrás

Sim. São alvos legítimos, mesmo “pequenos navios” e auxiliares tem seu valor e contribuem de diversas formas para o funcionamento da chamada “máquina de guerra”.

Marcelo
Marcelo
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Desculpem a ignorância, mas atacar um barco pequeno, artilhado apenas com armas para defesa, e em missão de socorro não é crime de guerra?
Esse navio não tinha poder de fogo para atacar e os ingleses sabiam que ele estava em área de resgate a aviadores. Eu, realmente, gostaria de esclarecimento sobre o assunto.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Marcelo
7 meses atrás

Não há muito o que esclarecer que já não fora esclarecido. O navio poderia estar fazendo missão de resgate, como muito bem poderia estar à caminho de fazer infiltração de mergulhadores de combate, poderia estar levando suprimentos vitais para as ilhas, etc. Não há muito como os ingleses saberem do que se tratava. Para eles era apenas um navio militar inimigo em uma zona de exclusão, e portanto um alvo legítimo. Ao mesmo tempo, os navios Hospitais das duas marinhas operavam em alcance visual um do outro, tratando feridos de ambas as nações, inclusive com convôos liberados para pousos de… Read more »

Cristiano GR
Cristiano GR
Reply to  Leandro Costa
7 meses atrás

Cara naquela época o tio Sam já tinha satélites que podiam ver as horas no pulso do capitão do navio e, muito provavelmente, cediam em tempo real as melhores imagens do conflito para seu principal parceiro. Os ingleses tinham, sim, certeza absoluta de que navio se tratava, sabiam, inclusive, melhor que os próprios argentinos de outros navios ou da base.
Os crimes de guerra só valem e só são contabilizados quando são praticados pelos outros, pois vai dizer agora que atirar com .50 de apache em combatentes inimigos não é crime de guerra?

rui mendes
rui mendes
Reply to  Cristiano GR
6 meses atrás

.50 de apache? Só se fossem mesmo os Indíos apache, mas penso que não tinham tal calibre, os helis ah-64 apache, podiam disparar mas a munição seria de 30mm.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Marcelo
7 meses atrás

Não se esqueça que quem disparou primeiro foi o navio argentino que atirou num helicóptero com as armas de 40 mm e 20 mm, só depois é que ele foi atacado, não sei se ele teria sido atacado ou não pelos ingleses se não tivesse atacado primeiro, mas a partir do momento que eles atiraram nos ingleses deram aos ingleses o direito de revidar!

Esteves
Esteves
Reply to  Charles Mattioda
7 meses atrás

O heli levou e disparou 4. Dois erraram. Gastaram em torno de 1.2 milhões de dólares na missão de afundar o Aviso argentino.

A contribuição do Aviso, conforme o texto, foi apoio e resgate. Mas portava canhões em zona de guerra. Cumpriu missão.

E é navio de guerra.

Marcelo Zhanshi
Marcelo Zhanshi
Reply to  Esteves
7 meses atrás

E quer missão melhor cumprida do que fazer o adversário gastar munição e muito dinheiro sem ser efetivo no ataque?

O motivo da guerra foi estúpido. A oportunidade foi a pior possível. O inimigo era dez vezes mais forte. O material bélico argentino era de terceira….

Mas o material humano foi de primeira, esse sim meteu medo no adversário!!!!

Alison Lene
Alison Lene
Reply to  Marcelo Zhanshi
7 meses atrás

Errado. O motivo é justo. O momento foi oportuno (quando uma guerra é oportuna??) pois não havia guarnição militar suficiente para empreender resistencia. O material aregntino era bom para o momento, de certa forma, o problema é que a Argentina não se preparou adequadamente apos tomar as ilhas. Pensou que a Inglaterra não iria revidar e se deu mal… Não lançou um ataque total a força tarefa inglesa usando sua força area com receio de perder muitos aviões em função da falta de combustivel… iria perder, mas iria aniquilar a força tarefa… Agora me responda, se vc perde uma força… Read more »

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Esteves
7 meses atrás

Foram dois helicópteros diferentes, os dois lançaram dois mísseis e erraram um, inclusive os ingleses pensaram ter atacado os dois navios da classe, mas na realidade atacaram só um, o que aconteceu é que eles acharam que tinham afundado o navio, mas este seguiu navegando e na ocasião do segundo ataque já estava em outra posição.

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  Charles Mattioda
7 meses atrás

lembrando que uma pequena unidade de comandos sabotou diversas aeronaves argentinas.

Na guerra só tem alvo. os grandes e pequenos, mas alvos.

Manock
Manock
7 meses atrás

Triste mesmo é a perda dessas vidas porque uma junta de militares estúpidos resolveu manipular a legítima demanda popular pela soberania das ilhas e lançar o país numa aventura militar sem precedentes, pra tentar esconder da população o retumbante fracasso deles na gestão do país!

Aliás, foi só isso que os militares golpistas (pq tantos outros militares resistiram e denunciaram o golpismo, e por isso, acabaram perseguidos e até mesmo mortos) fizeram na América Latina: merda!!!

Feliz de saber que os argentinos, desde então, não tardam em aprisionar os militares golpistas criminosos que ainda vivem!

José Luiz
José Luiz
7 meses atrás

Por ter acompanhado este conflito na minha adolescência. Fiquei muito interessado e busquei ler tudo que encontrei e sugiro para quem é jovem e quer entender mais sobre guerras estudar este conflito a fundo sem pre conceitos com os argentinos. É um conflito didático. Porque ele tem curta duração, forças limitadas por questões geográficas o que facilita o estudo. No entanto aconteceu todas as nuances de uma guerra no ar, no mar e em terra.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
7 meses atrás

Tantas vidas perdidas de maneira estúpida, numa guerra igualmente estúpida e que não precisava acontecer, causadas por meia dúzia de comandantes bêbados e irresponsáveis que ficaram a guerra toda atras de uma mesa, mandando recrutas morrerem.

Ricardo Barbosa
Ricardo Barbosa
7 meses atrás

Atuação heroica do Alferez Sobral, lembro bem do feito em 1982, tinha eu 16 anos, acompanhava diariamente os combates pela TV, rádio e imprensa em geral, inclusive dos países do prata, que se ouve bem aqui na minha cidade. Agora, é um crime mandar uma casquinha de noz tal qual essa embarcação, para uma zona de combate ocupada por uma força tarefa moderna, numerosa e bem equipada.

Salim
Salim
7 meses atrás

Honraram farda, parabéns. Mudando assunto, 4 mísseis, um acerto, e nao conseguiu afundar um rebocador?! Sea skua deixou desejar. Se barco atacado tivesse mais recursos os helicópteros estariam fundo do mar. Fracasso comparável aos torpedos lançados pelo sub argentino. Todo mundo quer navios, avião, tanque, etc… eu quero radares de busca, tiro, mísseis capazes, atgms, manpads, artilharia longa distancia, isto que ganha guerra. Nesta mesma guerra nos embates aéreos a diferença foi radar e sidewinder. Se argentinos tivessem mais exocet ( falam que tinha de 6 a 10 unidades) e torpedos capazes no único submarino operacional, penso, que destino conflito… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Salim
7 meses atrás

Salim… . dois mísseis atingiram o “Sobral” o primeiro não causou muitos danos, ao atingir um bote salva vidas, mas, já interrompeu a missão, enquanto o segundo causou sérios danos com mortos e feridos tornando o navio de quase 900 toneladas de deslocamento totalmente carregado, inoperante, então tratando-se de um “míssil leve” penso que o “Sea Skua” teve êxito. . Quanto a possíveis desfechos diferentes, é possível também, conforme se soube depois que o USS Iwo Jima seria colocado a disposição dos britânicos caso um dos 2 NAes fosse danificado, então, é bem possível que no fim das contas o… Read more »

Salim
Salim
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Caro Mestre Dalton, 4 mísseis em navio lento, sem contra defesas eletrônicas e de tiro, atacado por helicopteros em distância relativamente pequena e sem ameaças. 4 para acertar 1 raspão e 1 efetivo, acredito ser pouco pelas condições lançamento dos mesmos. Quanto a resultado final se argentinos fossem mais eficientes, não acredito em envolvimento direto americano pois levaria a uma escalação do nível conflito e descrédito dos mesmos em seu quintal (América do Sul ) quanto resultado final não tenho como saber.

Dalton
Dalton
Reply to  Salim
7 meses atrás

Salim…
.
mesmo assim o “Sea Skua” não deveria ser comparado com os torpedos utilizados pelos argentinos, afinal de contas, mesmo leves com pouco explosivo inutilizaram um navio de mais de 800 toneladas.
.
Os americanos não se envolveriam diretamente o que foi publicado anos após o conflito é que o USS Iwo Jima seria emprestado aos britânicos, com tripulação, na maioria composta por britânicos, não esquecendo de outras “ajudas” que os americanos deram como por exemplo a mais
recente versão do míssil “Sidewinder” que não causou nenhuma sensibilidade entre os países da América do Sul.

Salim
Salim
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Concordo que comparação com torpedos argentinos foi pesada pro sea skua, porem as condições de tiro foram dentro ou até melhores do que parâmetros do mesmo e foram 4 mísseis com somente dois acertando o barco, que diga se de passagem não foi projetado projetado para guerra direta. Tem o sidewinder e o exocet, ambos já estavam inventário das forças, diferente de no meio conflito EUA emprestar um porta aviões.

Dalton
Dalton
Reply to  Salim
7 meses atrás

No geral o “Sea Skua” foi considerado um bom míssil e há relatos de falhas de muitos outros tipos de mísseis, tanto que não é incomum disparar dois ou três contra um alvo esperando sempre que um falhe. . Quanto ao “Sidewinder” , acho que você não compreendeu, não havia no inventário britânico a versão mais recente do míssil que segundo alguns foi de suma importância. . Quanto ao “porta helicópteros” “Iwo Jima” capaz de operar com o “Harrier” dificilmente criaria “problemas”, alguns países como o Peru provavelmente criticariam, mas a maioria não iria se “revoltar” e alguns como o… Read more »

Marcelo Zhanshi
Marcelo Zhanshi
Reply to  Salim
7 meses atrás

Talvez o tamanho do navio explique. Uma embarcação maior tem mais chances de ser atingido, inclusive no casco, o que provocaria o afundamento.

Sendo um navio menor, o míssil travou na estrutura que provavelmente apresentava maior destaque em seus sensores, que era a ponte de comando. O que tira de operação, mata o adversário, mas não afunda o navio.

GFC_RJ
GFC_RJ
7 meses atrás

Outra história espetacular e muito bem contada. PN arrebentou na disponibilização destes dois artigos! Abs.

Regis
Regis
7 meses atrás

Se está na chuva, é pra se molhar. Os tripulantes do navio e do helicóptero cumpriram bem as suas funções na guerra.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
7 meses atrás

Era por menor que seja um navio armado e que já tinha atirado contra um helicóptero inglês, e estava dentro da área de combate, por mais triste que seja foi um alvo legítimo! Deixando de lado o fato de ser ou não um alvo legítimo, os argentinos foram muito heroicos em conseguir chegar com o navio tão danificado e com poucos meios de navegação!

Aéreo
Aéreo
7 meses atrás

Há de se considerar no julgamento sobre a eficiencia do Sea Skua que pelo relato o mar estava grosso então a atitutde de voo do missil foi mais elevada, dai a maioria deles terem ou passado sobre o alvo. O que atingiu inclusive o fez na ponte, algo elevado.

Fossem outros misseis, provavelmente alguns também errariam o alvo pelo mesmo motivo.

Gabriel
Gabriel
23 dias atrás

Quatro mísseis padrão NATO e não conseguiram afundar uma traineira sem armamento !!! Ainda erraram metade. Fala dos argentinos depois…
 

Last edited 23 dias atrás by Gabriel
Matheus Mascarenhas
Matheus Mascarenhas
12 dias atrás

É quase inimaginável que em pleno século XXI ainda tem gente defendendo a ideia ignorante de que as FalkLands são Argentinas