Home Asas Rotativas O primeiro teste de míssil Sea Skua na Marinha do Brasil

O primeiro teste de míssil Sea Skua na Marinha do Brasil

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Por Alexandre Galante

Nós estávamos lá, em junho de 1988, no primeiro teste embarcado com mísseis antinavio “Sea Skua” no helicóptero Westland Lynx (que ainda não era Super).

Nas fotos do post aparecem os mísseis sendo preparados na aeronave SAH-11 Lynx N-3025 a bordo da fragata Niterói (F40) e a primeira decolagem com o armamento.

O Sea Skua era uma grande novidade na época e tinha sido usado com sucesso pela primeira vez na Guerra das Malvinas em 1982, contra o rebocador argentino Comodoro Somellera.

O Sea Skua foi desenvolvido como solução contra a ameaça de embarcações rápidas e navios-patrulha armados com mísseis, com base na experiência do afundamento do destróier israelense Eilath por mísseis Styx russos, disparados por uma embarcação rápida lança-mísseis egípcia.

O míssil Sea Skua é guiado por SARH (radar semiativo) e o peso total do sistema, com 4 mísseis, não passa de 750kg. A cabeça de combate do míssil tem 9kg de RDX, envolta por um corpo blindado de 21 kg. O míssil tem alcance de 15km e atinge velocidade  de Mach 0,9.

A MB adquiriu um primeiro lote de 16 mísseis Sea Skua em 1987 e efetuou 3 disparou em 31 de agosto de 1989, contra o casco do ex-CT Santa Catarina. Foi o primeiro lançamento real de um míssil ar-superfície BAe Sea Skua, realizado por uma aeronave SAH-11 Lynx da Força Aeronaval, atingindo o alvo a uma distancia de quase 18 Km.

Os mísseis remanescentes foram remotorizados para manterem sua validade operacional até que a Marinha compre um míssil substituto.

Míssil Sea Skua armou helicóptero Super Lynx no Líbano

Em 2011, AH-11A Super Lynx N-4011 (Lince 11), pertencente ao 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (HA-1), participou das operações aéreas pela Força Interina da ONU no Líbano (UNIFIL), cujo Comando da Força Tarefa Marítima (MTF) estava a cargo do Brasil.

O Lince 11 integrou o Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) da Fragata União (F45), capitânea da MTF, provendo apoio aéreo durante as patrulhas na Operação Líbano I, afim de impedir a entrada de armas ou material conexo por via marítima para o Líbano, realizando operações de VBSS (Visit, Board, Search and Seizure), MIO (Maritime Interdiction Operations) e SAR (Search and Rescue).

O Super Lynx foi armado com mísseis Sea Skua, para missões ASuW.

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Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
9 meses atrás

“O mísseis remanescentes foram remotorizados para manterem sua validade operacional até que a Marinha compre um míssil substituto.”

O míssil usado no Líbano em 2011 ainda é desse mesmo lote, mas remotorizado?

José Luiz
José Luiz
9 meses atrás

Como seria interessante ver as fotos do estrago no navio alvo. Não sei por que tanto segredo por parte da MB em divulgar as fotos do navio alvo. Afinal era um velho CT com um míssil que daqui a pouco vai dar baixa e o teste foi a décadas. Estes testes são cobertos por um sigilo enorme.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Alexandre Galante
9 meses atrás

Pô Galante, nós do Clube-dos-Acumuladores-de-Revistas-Velhas-que-Torcem-os-Narizes-de-Nossas-Esposas®, repudiamos esse seu ato cruel! Heheheheh

Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
Reply to  Leandro Costa
9 meses atrás

Nem fala…
Tenho algumas caixas daquelas de plástico, cheias de revistas… rs
Fico pensando q eu guardo aquilo com tanto carinho… se morro hj, amanhã vira fogueira ! rsrs

Falken
Falken
Reply to  Alfredo Araujo
9 meses atrás

Sugestão, digitalize as revistas, é trabalhoso, mas imagine vc ter um acervo em pdf e poder consultar qualquer lugar (nuvem), compartilhar com a comunidade, seria bacana.

Pedro Moura
Pedro Moura
Reply to  Leandro Costa
9 meses atrás

kkkkk

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Leandro Costa
9 meses atrás

Kkkk

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Reply to  Leandro Costa
9 meses atrás

Leandro, nem fala, todo fim de ano é aquela melancolia para escolher quais revistas vão pro lixo. Pior que não tenho coragem de descartar as T&D, Segurança e Defesa, Força Aérea (tenho desde a n. 1), ASAS (tb) e as Forças de Defesa. Flap e Aeromagazine só fico com as mais legais! Sem contar as finadas Avião Revue e Voar que não desfaço!!kkkkk

José Luiz
José Luiz
9 meses atrás

Acredito que uma equipe visitou o alvo após os impactos antes de afundar ou no mínimo fotos de perto. Porém todos estes testes antigos vão morrer em arquivo.

Thiago Aiani
9 meses atrás

Off-topic garotos , mas nesse momento o PHM Atlântico está navegando bem em frente do meu apartamento. Coisa Linda !! Rsrs direção Suape provavelmente.
Abraços

Thiago Aiani
Reply to  Thiago Aiani
9 meses atrás

Queria postar a foto ! Não sei como fazer ! Rssr

Thiago Aiani
Reply to  Alexandre Galante
9 meses atrás

Como faço!!?!

Thiago Aiani
Reply to  Thiago Aiani
9 meses atrás

Ajuda ai mestre Galante!!

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
9 meses atrás

Galante, nas fotos da Niterói, o míssil é de manejo, sem carga , certo? Pela cor azul de identificação. Mas na última foto, no Líbano, dá pra ver que são mísseis reais, cinza com a lista amarela, contendo carga explosiva. Que foto espetacular do Super Lynx, adoro essa aeronave!!!

Alexandre Galante
Alexandre Galante
Reply to  Marcelo Andrade
9 meses atrás

É isso mesmo! O Lynx/Super/Wild é o meu preferido.

Marujo
Marujo
9 meses atrás

16 apenas? Metem medo. Força de araque