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Malvinas 38 anos – ‘O Império Contra-Ataca’

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HMS Hermes deixando a Inglaterra rumo às Ilhas Falklands, em 5 de abril de 1982
HMS Hermes deixando a Inglaterra rumo às Ilhas Falklands, em 5 de abril de 1982

No dia 5 de abril de 1982, três dias depois da invasão das Ilhas Malvinas/Falklands por forças argentinas, o Reino Unido despachou uma Força-Tarefa liderada pelos porta-aviões HMS Hermes e HMS Invincible para retomar as ilhas, ao mesmo tempo em que ocorriam negociações diplomáticas para uma solução pacífica.

A invasão argentina das ilhas foi condenada pela Conselho de Segurança na ONU na resolução 502. A resolução solicitou a retirada imediata das forças argentinas das Ilhas Malvinas/Falklands e a solução pacífica da disputa.

Despachar uma Força-Tarefa em tão curto espaço de tempo foi uma conquista notável. Foi o resultado de uma cooperação estreita entre a Royal Navy, a Marinha Mercante, o Royal Dockyards e os portos comerciais, os depósitos e organizações de transporte do Ministério da Defesa e Indústria.

A Força-Tarefa teve que ser estocada e provisionada por pelo menos três meses no mar.

Muitos dos navios mercantes exigiram extensas modificações para prepará-los para o novo papel.

Eventualmente, mais de 110 navios foram desdobrados. Estes incluíram 44 navios de guerra, mais 22 da Royal Fleet Auxiliary (RFA) e 45 navios mercantes, cujas tripulações civis eram todas voluntárias.

HMS Invincible deixa o porto a caminho das Falklands
Capa da revista Newsweek com o HMS Hermes a caminho do Atlântico Sul em abril de 1982
Capa da revista Newsweek com o HMS Hermes a caminho do Atlântico Sul em abril de 1982

As Ilhas Falklands ficam a 8.000 milhas a sudoeste do Reino Unido e mais de 3.500 da Ilha de Ascensão, mas a apenas 400 milhas do continente argentino.

A força-tarefa precisava ser auto-suficiente em comida, água, combustível, munição e todos os outros equipamentos militares que pudesse requerer. Transportes sólidos e arranjos logísticos eram vitais.

Os navios da RFA e da Marinha Mercante e as aeronaves de transporte da RAF formaram o cabo salva-vidas da força-tarefa.

Navios mercantes transportaram 9.000 militares, 100 mil toneladas de carga e 95 aeronaves para o Atlântico Sul.

A linha de suprimentos forneceu 400 mil toneladas de combustível.

Os navios da RFA transferiram munição, carga seca e combustível em mais de 1.200 ocasiões e realizaram mais de 300 transferências por helicóptero.

As forças britânicas estabeleceram uma base avançada na Ilha de Ascensão, para a qual a Royal Air Force moveu mais 5.800 pessoas e 6.600 toneladas de carga em mais de 600 surtidas de C-130 Hercules e VC10.

Os C-130 também realizaram mais de 40 lançamentos aéreos de carga para a força-tarefa, que demandaram reabastecimento em voo e missões de mais de 25 horas.

Esse enorme esforço logístico possibilitou aos navios de guerra e aeronaves da força-tarefa operarem continuamente sem precisar retornar para bases distantes a fim de obter provisões.

HMS Intrepid sendo reabastecido a caminho das Falklands
Pintura retratando a força-tarefa britânica enviada para recuperar as Falklands

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Marcelo R
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Na época a Inglaterra ainda tinha uma força naval numerosa, a primeira ministra Sra Margaret Thatcher tinha feito uma equalizacao e redução de despesas no governo, portanto as condições eram satisfatórias para prover tudo e o governo inglês estava em condições de ir para a guerra. Hoje isso seria pouco provável.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Acho que em caso de emergência, eles dão um jeito de se fazerem em condições rapidinho. A Guerra nas Falklands não foi a primeira vez que fizeram isso. Mas é sempre uma incógnita.

Mercenario
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Mercenario

Marcelo R,

Hoje seria um passeio ainda maior, apesar da distância.

As FA argentinas pararam no tempo e os britânicos têm equipamentos melhores, embora a redução de números com o final da guerra fria.

Fabio Araujo
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Fabio Araujo

Ela fez os cortes por conta de uma crise econômica do governo e entre esses cortes tinha muito cortes na defesa inclusive a desmobilização de vários meios navais da Royal Navy, se o ataque da Argentina tivesse sido feito no verão do hemisfério sul como queria a marinha argentina algumas das unidades navais que fizeram parte da força tarefa inglesa teriam sido desmobilizadas e deveriam estar sem condições de participar das ações!

Carlos Gallani
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Carlos Gallani

Vai lá na Wikipédia é digita “Royal Navy” e veja como a Argentina seria atropelada!

Eduardo Bitencourt
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Eduardo Bitencourt

Hoje Sua Majestade tem os 2 Porta Aviões Classe Queen Elizabeth, que por si só já são uma enorme evolução perto do HMS Hermes e HMS Invincible. E Armada Argentina inexiste.

José Carlos David
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José Carlos David

Os ingleses têm tradição guerreira. Se fosse hoje, seria a mesma coisa.

Eder Reis
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Na atual conjuntura a armada da Rainha sozinha transforma em pó todas as marinhas da America Latina juntas simples assim kkkk.

Peter nine nine
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Peter nine nine

Eu diria simples assim também não, mas acredito que sim… A armada britânica, somada, bem direcionada, aplicando tácticas operacionais que maximizem os seus pontos fortes, pressupondo máxima operacionalidade de ambos os porta aviões e apetrechos, assim como das restantes forças de superfície e submarina…….uiui

mendonça
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mendonça

ai já é exagero,seria a mesma coisa que atravessar um rio abrindo as pernas .

Carlos Campos
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Carlos Campos

Na verdade hj seria moleza, iam derrubar toda marinha argentina, ia tudo pro fundo, e ainda tomariam a ilha depois de destruírem todos os equipamentos argentinos a centenas de quilômetros de distância.

Alfa BR
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Alfa BR

Sempre senti falta de matérias sobre os combates terrestres no Forte.

Alexandre Galante
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Alexandre Galante

Vamos ver se conseguimos fazer.

Ricardo Bigliazzi
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Ricardo Bigliazzi

Tenho uma coleção bem antiga “Guerra na Paz” que trouxe uma série de relatos sobre os conflitos em terra nas Malvinas. Tem como enviar fotos da matéria para Você (se é que Você não tem essa coleção em sua estante.. que coisa antiga … hahahah).

Coleção ótima, falava de todos os conflitos que houveram no Mundo depois do final da II Guerra Mundial, das Guerras da Coreia, Vietnan e Israel contra o resto, até conflitos bem menores. Foi lançada na década de 80 (inicio de 1984)

ednardo curisco
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ednardo curisco

tenho os volumes sobre os combates. insuperável

ALEXANDRE DE BARROS BARBOZA
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Tenho essa coleção encadernada. Todos os conflitos ocorridos do final da 2GM até os anos 80. Muitos conflitos obscuros e desconhecidos, é uma coleção simplesmente magistral.

Teropode
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Boa 👏👏👏👏,

nonato
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nonato

É especialmente táticas de guerra.
Como planejar uma invasão, por exemplo.
Como vencer um inimigo.
Mesmo que envolva não apenas forças terrestres.
Por exemplo, se, hipoteticamente, o Brasil decidisse invadir a Venezuela, como faria?
Invadiria com tanques? Infantaria?
Quais os objetivos e etapa?
Já vi muito filme de guerras antigas envolvendo genghis Khan, Júlio César, Nápoleao Bonaparte, alguns dos quais conseguiam vitoria mesmo com menor número.
No caso dos mongóis, os chineses eram em maior número, mas ficavam espalhados aos longo da grande muralha.
Invadir um determinado setor não era difícil.

Carvalho2008
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Carvalho2008

Anos atras, havia um grupo no site Red Team que jogava um simulador de war game praticamente profissional. Voce imputava o TO, os participantes, todas as caracteristicas do terreno, distancias, alvos, especificacoes dos equipamentos e armas e ai comecavam as rodadas. Teve um que foi a simulacao do Brasil versus Venezuela. Serviu para avaliar uma das teses dos entusiastas da epoca a qual seria armar o Nae Sp com o A-7 Corsair. Entao foi um embate da MB pinçando a Venezuela atacando suas instalacoes de energia e petrolifera pelo mar, e a FAB pela fronteira interna do Continente, usando os… Read more »

carvalho2008
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carvalho2008

Aqui o link do site deles com o ensaio do game….

fizeram ate um boletim de noticias para informar o andamento do conflito a cada jogada

http://www.redteam.com.br/Venez/

Fabio Araujo
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Fabio Araujo

A Dama de Ferro estava com o governo ameaçado, estavam achando que ela perderia a liderança do partido e por consequência o cargo de primeira ministra, mas a Guerra das Malvinas salvou o governo dela e a transformou numa das líderes mundias mais importantes da época.

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

Sim, no filme “A Dama de Ferro” aparece a cena em que o Secretário de Estado americano(não me lembro do nome) tentava persuadi-la do contra ataque! A cena é impressionante! Infelizmente, hoje não há mais líderes europeus daquele naipe! Também acho que hoje o Reino Unido não consiga uma mobilização desse tamanho, vejam o caso do petroleiro inglês aprisionado pelos iranianos. Se fosse no tem da Dama de Ferro……

Ricardo Bigliazzi
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Ricardo Bigliazzi

As reformas amargas já haviam sido feitas na economia Inglesa com a pesada desestatização e o incentivo do liberalismo econômico sem o protecionismo estatal. Ela e o Reagan foram importantíssimos na recuperação do “Ocidente” à época. Claro que Ela estava muito “mal na foto” e a Guerra era um “tudo ou nada” para Ela. Deu “tudo” certo no final, no conflito e na economia da Inglaterra.

Jefetson
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Jefetson

Será que hoje a inglaterra contra atacaria outra vez?

Gil Roberto Alves de Carvalho
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Acho que sim, o governo ingles nunca iria levar o desaforo de uma invasão para casa

Dalton
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Dalton

As defesas das Falklands foram muito aumentadas a ponto de tornar uma nova invasão um “banho de sangue” justamente para se evitar uma retomada que seria muito cara em vidas e material.
.
Talvez no futuro seja possível algum tipo de negociação entre os governos e os cerca de 2000 habitantes de forma pacífica.
.
O que não pode é querer sujeitar os britânicos a uma humilhação tão grande
como teria sido o caso se nada tivesse sido feito para retomar às ilhas.

Peter nine nine
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Peter nine nine

Você acha mesmo que o Boris, um conservador machão, iria ficar sem reagir?
Agora, não me acredito que a gestão, se dependesse apenas dele, fosse ser boa, mas que reagia, reagia, sem dúvida.

Ricardo Bigliazzi
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Ricardo Bigliazzi

Vamos reformular a pergunta: Será que a Inglaterra revidaria uma agressão armada ao seu território legitimo? RESP.: Sim!

Jefetson
Visitante
Jefetson

Correto!

Teropode
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Força tarefa extraordinária, superior a toda marinha sulamericana da época, desceram preparados até para uma intervenção no continente .

Mauro S
Visitante
Mauro S

Menos, né? Correram sério risco de perder o conflito para a Argentina.

Carvalho2008
Visitante
Carvalho2008

Militarmente, os Britânicos estavam despreparados. A vitoria era uma grande incógnita e os prognósticos não eram nada bons. A decisão politica pelo conflito foi o que vingou e coube aos militares executar a missão . Excelentes pontos abordados na matéria, embora sem muitos detalhes, mas que mostram e comprovam o que sempre defendi e defendo. Quem ganhou a guerra , se existe um vencedor de fato inconteste, foi a coordenação da RFA e os mercantes. Estes sim fizeram um trabalho excepcional, digno de admiração e elogios em todos os aspectos. Notem como o numero de barcos de combate (44) sobem… Read more »

Teropode
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Despreparados jamais , foram soltando seus cães a medida aue eram necessários, ganharam a guerra com os pés nas costas , tudo bem planejado para não humilharem os argentinos , inclusive foi vetado pelos EUA qualquer intervenção direta na argentina , na época havia publicações mencionando estes apelos .

carvalho2008
Membro
carvalho2008

Foi não Mestre Teropode, No campo militar, foi um show de horrores de ambos os lados….ganhou quem errou menos…. Veja, defesas antiaereas foi uma calamidade…os radares britanicos eram totalmente despreparados para a guerra litoranea. Um A4 ou Dagger descia pela encosta e ia direto ao navio. O Radar do navio não conseguia distinguir o avião com os penhascos da ilha por trás…. Outro erro inicial de programação das estações de combate foi identificado e corrigido após o Piloto Argentino Ten Grippa, o qual foi o primeiro argentino a identificar o local de desembarque Britânico na baia de San Carlos, de… Read more »

Peter nine nine
Visitante
Peter nine nine

Nem mais sr. Carvalho, nem mais.
Facto, a guerra (para mim é mais a batalha) das Malvinas demonstrou deficiências de ambos os lados. Outro facto, como o senhor diz, é que tivessem os argentinos zelado pela máxima eficiência operacional antes de iniciar a empreitada, a coisa teria sido muito feia, muito feia mesmo, para os ingleses. O resultado seria digno de atirar a reputação britânica para o fundo do poço e hoje estaríamos a olhar para um mundo cuja ordem seria consideravelmente diferente.

Dalton
Visitante
Dalton

Há quem diga que os EUA não ficariam de braços cruzados vendo seu mais importante aliado sucumbir. Conforme confirmado muitos anos depois o USS Iwo Jima um porta helicópteros capaz de operar com o “Harrier” e tripulado por reservistas seria emprestado
para os britânicos e provavelmente mais ajuda viria.
.
Mas, percebeu-se logo no início que os britânicos não perderiam a guerra, só não se sabia ainda que a guerra seria tão curta, pois se contar da data em que as forças navais britânicas chegaram até o desembarque se passaram apenas 4 semanas.

carvalho2008
Membro
carvalho2008

Esta é uma historia dos mitos e bochichos de corredor que podem até ter acontecido, mas nenhum levado a serio tanto quanto os Ingleses usarem armas nucleares… Sim eram um imperio com seu orgulho, mas não seria o ultimo bastião colonialista a cair como foram na Africa e Asia. EUA entrarem neste tipo de auxilo seria o mesmo a viabilizar a entrada dos Russos que já estavam tentando seduzir os argentinos pelo mesmo….ou seja, muita encrenca para um pedaço de terra gelada com um punhado de gente… De quebra, arrastaria a America latina ao conflito dando espaço ainda mais aos… Read more »

Dalton
Visitante
Dalton

Isso já foi “desclassificado” Carvalho, muitos anos atrás, então não se trata de “mito” e os “russos” atolados no Afeganistão e já perdendo fôlego na guerra fria não iriam
seduzir argentinos que a propósito gostavam tanto deles quanto dos britânicos.
.
Os EUA já estavam por trás quando permitiram o acesso à última versão do míssil “sidewinder” e você coloca muita fé
em toda a América Latina que inclui o México arrastada para o conflito.
.
Os argentinos perderam e diga-se o que for a derrota ficou evidente quando o desembarque começou apenas 4 semanas após a força naval chegar.

carvalho2008
Membro
carvalho2008

Plano todo mundo tem…um para cada hipotese….mas colocar o plano em andamento ão outros quinhentos….

obvio eles teriam este plano…a questão é se seria conveniente…e não era…

carvalho2008
Membro
carvalho2008

Ahhh Sim….não gosto de comentar desta forma pois parece um sarcasmo pre-conceituoso….mas vá lá….

Alguem imagina o que Israelenses teriam feito com o mesmissimo arsenal e dificuldades argentinas????!!!!

Não dá nem para comparar o que é doutrina, treino e estratégia para quem leva a coisa a serio…capaz fossem eles, os Israelenses, teriam era eles ganho a guerra em dois meses….com subnuke do outro lado e tudo o mais…

Marcelo Andrade
Visitante
Marcelo Andrade

Isso sem falar de que se a Argentina tivesse mais Super Etendart e mais mísseis Exocet, o estrago poderia ser pior, não que a Argentina ganhasse , mas levaria junto mais navios e até um PA, mas tudo é o famoso “E se?

Teropode
Visitante

As dificuldades dos radares foram causadas pelo tempo ruim da região, tempo duro e corrosivo , a região é famosa pelos ventos fortes , nuvens grossas e chuva , chuva , não há região mais dura para operações navais , fora isso os ingleses eram impedidos de realizar intervenções no continente , oque certamente deixaria os navios maid seguros.

Moriah
Visitante
Moriah

Essa capa da Newsweek é emblemática haha

Marcelo Andrade
Visitante
Marcelo Andrade

Me lembro da VEJA (quando era uma revista respeitável!) A bandeira da Argentina sendo rasgada por um navio inglês e a frase “O Império Contra – Ataca!”

Bardini
Visitante
Bardini

A Royal Navy de hoje:
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PACRF
Visitante
PACRF

A Argentina não conseguiu se recuperar militarmente até hoje. Inclusive por causa do boicote liderado pelo Reino Unido, que além de aliado preferencial dos EUA, é um ator relevante no mercado de armas. Senão me engano, há caças estacionados nas ilhas, mísseis antiaéreos e a quantidade de soldados atualmente formam uma guarnição muito maior do que quando houve a invasão.

Willber Rodrigues
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Willber Rodrigues

“Eventualmente, mais de 110 navios foram desdobrados. Estes incluíram 44 navios de guerra, mais 22 da Royal Fleet Auxiliary (RFA) e 45 navios mercantes”
Eu queria ter visto a cara e a reação da junta militar argentina quando descobriram que tudo isso estava vindo na direção deles, e que a Inglaterra não ia simplesmente sentar e negociar com eles…

Vitor
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Vitor

Ainda não abriram os documentos confidenciais a respeito da participação dos Submarinos ingleses e seus posicionamentos durante a guerra? Seria interessante ver um “Tracking” dos navios durante todo o conflito de ambas as Marinhas.

Sera que a Royal Navy considerou um ataque na base naval Argentina em Bahia Blanca ?

Willber Rodrigues
Visitante
Willber Rodrigues

Se a RN ainda não desclassificou a maioria dos documentos de atividade submarina da WWII, imagine os da Guerra das Malvinas.

Nilson
Visitante
Nilson

Outro assunto de relevo, a ser apurado quando os documentos forem liberados, é se os argies atingiram ou não um dos porta-aviões com o último exocet.

Fabio Araujo
Visitante
Fabio Araujo

Os adeptos da teoria que o HMS Invincible tenha sido afundado relatam que na época os ingleses estavam construindo um porta aviões e rapidamente construíram em segredo um segundo porta aviões para tomar o lugar do HMS Invincible, mas construir rapidamente e em segredo um porta aviões é praticamente impossível e crer nisso é forçar de mais a nossa inteligência, mas teorias da conspiração é o que não faltam. Pode até ser que o HMS Invincible possa ter sido atingido e danificado no ataque e que o piloto que jura que acertou o navio e ache que o dano tenha… Read more »

Nilson
Visitante
Nilson

A dúvida que existe é se algum dos porta aviões foi atingido e teve a capacidade operacional reduzida. Entendo que não chega a ponto de haver dúvida se algum dos porta aviões foi afundado.
Quanto ao porta aviões americano, creio que está referindo ao Yorktown, que aos olhos dos japoneses parecia renascer a cada vez que tinha graves avarias e conseguia voltar a navegar com disposição. Mar do Coral e Midway. Mas em Midway, ao final, não teve jeito, foi para o fundo do mar.

Fabio Araujo
Visitante
Fabio Araujo

Os argentinos que juram que o HMS Invincible foi afundado, e realmente o porta aviões americano foi o Yorktown.

https://www.elmalvinense.com/malvinas/2016/2575.htm

Relato do ataque:

Ersn
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Ersn

O Entreprise tinha essa fama também tanto que tinha o apelido de fantasma cinzento na USNAVY.

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

O USS Enterprise CV-6 foi o navio americano mais condecorado da Segunda Guerra Mundial.

Fabio Araujo
Visitante
Fabio Araujo

No Youtube tem um documentário que creio que tenha sido produzido pela tv argentina que conta como foi o ataque com base nas informações dos pilotos que participaram da missão e reproduz como o ataque teria ocorrido.

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Foi o Yorktown mesmo. No final, quem o pegou foi um submarino. Era relativamente fácil confundir Yorktown, Enterprise e Hornet. Eram da mesma classe.

Paulotd
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Paulotd

Existe a teoria de que o Invincible foi atingido por um Exocet, e isso foi mantido em segredo. Após a guerra notaram um reparo na área da proa e pintura nova. Um único Exocet jamais afundaria um navio daquele porte, com brigada de incêndio moderna, construção robusta. No máximo tirou de operação por algumas horas ou dias.

Fabio Araujo
Visitante
Fabio Araujo

O ataque segundo os argentinos que participaram envolveu dois Super Étendard, um deles com o último Exocet e quatro A-4 da Forçar Aérea, os A-4 completariam a ação com bombas de queda livre, e segundo os argentinos tanto o Exocet quanto as bombas atingiram o Invincible, mas o navio ainda continuou a flutuar, a dúvida é se ele veio a afundar depois pelos danos ou se os inglese conseguiram recuperar o navio.

Dalton
Visitante
Dalton

O HMS Invincible permaneceu em serviço até 2005, 23 anos após o conflito, passando para a reserva até 2010 se bem que nessa época já havia sido canibalizado para manter os outros dois da classe em serviço e teria sido impossível esconder isso do público. . Os japoneses tentaram quando perderam 4 NAes em Midway isolando e ameaçando os sobreviventes, muitos dos quais convenientemente morreriam meses e anos depois, mas, não era o caso do Reino Unido. . Já em 1983 o “Invincible” foi alvo de grande polêmica porque não foi permitido que ele utilizasse o porto de Sidney na… Read more »

Carvalho2008
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Carvalho2008

Pode ser verdade. A noticia de que um Nae teria sido posto fora de combate seria perigosa e poderia animar os argentinos a manter um esforço a mais. Alguns teóricos deste desastre, apontam que os Harriers mais que diminuíram pela metade suas missões naquele período o que reforçaria que alguma coisa teria acontecido…so daqui 50 anos ainda para saber….e se o segredo existe tenha toda a certeza, o caso ainda esta classificado porque deve ter informações de momentos em que estiveram bem frágeis durante o conflito. Isto é o que reforça a necessidade do sigilo e sua continuidade. Não podem… Read more »

Enes
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Enes

Fabio Araujo, o Porta Aviões Yorkitown, o nome era mais ou menos assim, foi bombardeado três dias antes da batalha de Midway e passou três dias no dique seco para reparos, voltando no dia da batalha e surpreendendo os japoneses.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Enes, o Yorktown foi atingido durante a Batalha do Mar de Coral, que objetivava impedir o desembarque Japonês para a captura de Port Moresby, na Nova Guiné, e foi quando os americanos perderam o USS Lexington. Isso ocorreu no dia 8 de maio de 1942, e imediatamente após a batalha, o Yorktown tomou o rumo de Pearl Harbor para reparos. Devido aos danos, o navio levou 19 dias para chegar até Pearl, atracando no dia 27 de maio, entrando em doca seca no dia seguinte para três dias ininterruptos de reparos para se fazer ao mar novamente para se unir… Read more »

Carvalho
Visitante
Carvalho

De 2 de abril a 14 de junho. Pouco mais de 2 meses
Muito rápido…sem hesitação

nonato
Visitante
nonato

Eu era adolescente.
Acompanhei tudo atentamente. Jornal Nacional.
Torcendo pela Argentina.

nonato
Visitante
nonato

Os haters…

Peter nine nine
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Peter nine nine

Eu não vejo mal algum num brasileiro, sul americano, torcer por argentino, sul americano. Eu sou português e, quando no futebol os teams nacionais perdem, passo a ser fan boy da equipa europeia logo à seguir na minha ordem de importância a seguir as nacionais. O mesmo com seleções. Se bem que, com seleções, para além de Portugal, costumo torcer pelo Brasil, mas maioritariamente, é tudo seleções europeias. No assunto guerra das Malvinas… Eu não torço pelos argentinos porque achei a intervenção um desperdício de meios e recursos e um retrato de pobre planeamento e visão táctica por parte do… Read more »

Leandro Costa
Visitante
Leandro Costa

Te entendo, Peter. Na minha cabeça as Falklands são inglesas, claro, e os planejadores Argentinos nos deram uma lição de como NÃO se deve planejar um conflito. De qualquer maneira saúdo os militares Argentinos pela bravura. É incontestável que se não fosse a bravura dos pilotos argentinos, que sabiam muito bem das suas deficiências tanto material quanto de treinamento, o conflito teria sido bem mais assimétrico. Aqui no Brasil a rivalidade entre Brasil e Argentina é normalmente exemplificada, e banalizada pelo futebol, mas na verdade essa rivalidade é bem antiga. Pelo fato de serem os dois maiores países da América… Read more »

UBIRATAN SCHUCH PINTO
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Só o fato de em 3 dias mobilizar 110 navios já é uma façanha!

Agnelo
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Agnelo

Bom dia. Há um aspecto importante na mobilização. Os RM voltavam de um importante exercício da OTAN, se não me falha a memória, na Noruega, o q possibilitou “engrenar” muitos meios. É um dos conflitos q mais gosto de estudar, pois é próximo a nós, tem aspectos de Forças Armadas q não são colossais etc A Inglaterra vinha mudando sua estrutura de defesa. Uma mudança na conduta estratégica de suas forças. Ficar sem o Ark Royal sem seus F-4 e Buccaneers em 79 foi um golpe na sua capacidade de projetar poder em âmbito global. Um fator mais tático, talvez,… Read more »

GFC_RJ
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GFC_RJ

Caro Agnelo, “Já os argentinos erraram nos níveis político, estratégico, operacional e tático…”. Verdade… rs. Minha opinião é que a superioridade naval para os argentinos era natimorta. Mesmo que a Argentina tivesse 2 submarinos convencionais a plena carga, o ingleses estavam com o dobro de nucleares para negar o mar na região. Com os submarinos capengas, nem machucar um pouquinho a RN a marinha argentina conseguiu. Somente com meios aeronavais. Os argentinos tinham que apostar as fichas na supremacia aérea. E aí entram as questões: eles não basearam nenhum esquadrão de superioridade nas ilhas, perdendo a maior parte da autonomia… Read more »

Agnelo
Visitante
Agnelo

Boa Tarde, GFC Sem dúvida, eles não tinham como ter superioridade naval. Aérea, não tenho tanto conhecimento técnico para afirmar q daria para melhorar a pista na ilha, proporcionando isso, eu acho q sim. Acredito q, se eles realmente tivessem se preparado, quanto à Marinha, torpedos não falhariam tanto, e talvez um navio essencial tivesse sido perdido pelos ingleses, mesmo a Argentina não tendo a supremacia no mar. Além disso, se os planos tivessem sido Conjuntos, o esforço contra os NAe britânicos seria menor, e o afundamento dos transporte de tropa seria maior. Imagine os RM e Pqdt no fundo… Read more »

GFC_RJ
Visitante
GFC_RJ

Caro Agnelo, Essa pendenga do Chile é espetacular também. Durante a Guerra do Pacífico, os argentinos aproveitaram para receber o reconhecimento pleno do Chile de soberania sobre a contestada Patagônia, caso contrário, os argentinos se envolveriam diretamente no conflito junto ao Peru. Na impossibilidade do Chile em lutar em duas frentes, o Chile cedeu. Os argentinos tiveram apenas envolvimento indireto, fornecendo suprimentos e acho que alguns voluntários. Os chilenos nunca esqueceram e nem vão esquecer disso. Estive em fevereiro no Chile e, ao mencionar o assunto Patagônia com um motorista, ele simplesmente exclamou: “Nos robaron!”… kkkk Dessa forma, a Guerra… Read more »

Alfa BR
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Alfa BR

Agnelo, sobre os recrutas: Em Mount Longdon (um dos engajamentos mais duros), os britânicos enfrentaram membros do 7º Regimento de Infantaria (RI 7) da 10ª Brigada de Infantaria Mecanizada. Reservistas convocados pouco antes da invasão, tinham mais de 1 ano de treinamento e haviam participado de exercícios nível GU em preparação para um possível conflito contra o Chile. Um grupo (aproximadamente 60 homens) recebeu treinamento dos comandos para serem empregados como nossos PELOPES. A 1º Compañía do Regimiento de Infantería 25, que combateu em Goose Green, era uma unidade bem treinada e adestrada. Seu desempenho em combate foi considerado muito… Read more »

Agnelo
Visitante
Agnelo

Bom dia Alfa
São bons exemplos!

Gelson
Visitante

Bom dia,
segundo um argentino conhecido nosso eles não perderam a Guerra de las Malvinas, eles ficaram “vice-campeones”…

Renato de Mello Machado
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Renato de Mello Machado

Só sei que essa derrota imposta aos argentinos, nos deu um alívio naquela região.Depois disso melhorou mais a distribuição das tropas, pelo país que ficavam mais estacionadas lá.

Miguel
Visitante
Miguel

Quase perderam para aviões velhos e navios da segunda guerra. Teve logistíca de satélite dos EUA.

Silva762
Visitante
Silva762

A Argentina só perdeu a guerra porque a junta militar nao deu apoio ao seus soldados simplesmente o abandonaram o primeiro míssil ant navio exocet da Argentina fez bastante estrago na marinha inglesa e assustou os ingleses até que descobriram que era um exocet francês…..

nflopes
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nflopes

Alguns dados:
– se a Argentina tivesse aumentado a pista, manteria a esquadra inglesa mais distante.
– Se as bombas que acertaram tivessem explodido, era o fim da guerra(almirante inglês).
– Os aviões argentinos tinham que escolher os transportes, não os navios de guerra.
– Por problemas de manutenção, a esquadra inglesa estava no limite(almirante inglês).
– esqueçam uso de bomba atômica, sem chance.
– Argentina enviou tropas despreparadas e de regiões quentes.
– se Argentina tivesse adiado o ataque, teria recebido mais exocets.

carvalho2008
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carvalho2008

Se o Belgrano fosse fundeado nas baias, seria impossivel de qualquer navio se aproximar e o desembarque seria inviavel enquanto ele lá estivesse. Seria ironico o navio mais antigo ser justamente o mais poderoso na guerra litoranea com seus 16 canhões de 6 pol adicionados de 08 canhões de 5 polegadas…dentro de uma baia ficaria imune a misseis ingleses dos navios de superficie e somente poderia ser atacado por aviões…. mas no ataque aereo em lugares fechados tambem seria o seu forte pela proximidade….eram nada menos de: 8 canhões antiaereos de 5 pol; 6 canhões antiaéreos de 40 mm; 18… Read more »

carvalho2008
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carvalho2008

Existe o capitulo da tentativa de transformar os Pucaras em Torpedeiros. Sim Pucaras Torpedeiros. Havia um estoque antigo de torpedos ainda da WWII, mas bem conservados. Quando viram que os navios britanicos tinham de focar quase parados nos canais e baias das Ilhas, perceberam que seria o local ideal para aéro-torpedeamento. Mas a técnica era tão antiga que demoraram mais de 30 dias para descobrir os parametros de uso. Tiveram ate de procurar e chamar os velhinhos aposentados que davam manutenção nos antigos Catalinas não mais em serviço. Quando descobriram e fizeram os testes com sucesso, a guerra já estava… Read more »

Jubiscleutom
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Jubiscleutom

Quando falarem que a argentina hoje está defasada, não esqueçam que esta guerra é um dos motivos, isso se chama sansões de guerra… a Argentina iria perder a guerra do mesmo jeito se fosse hoje, e tomaria sansões militares do mesmo jeito…

Ricardo Bigliazzi
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Ricardo Bigliazzi

Em tempos de Guerra os esforços e desdobramentos são infinitamente maiores do que em qualquer treinamento… mais ou menos como aquela frase obvia sobre futebol: “Jogo é Jogo, treino é treino”.

Por isso que sempre digo que existem Forças Militares no Mundo que são extremamente preparadas para Desfiles Militares… enquanto outras vivem para se desdobrar e entrar efetivamente em combate.

Os Argentinos fizeram tudo certo… só esqueceram de combinar com os Ingleses.

Matheus
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Matheus

Me questiono: hoje quais são os meios aéreas a Argentina teria para uma nova aventura como essa? (Foi de fato uma aventura militar, pouco pensada quanto as consequências).

Como bem comentado, a Argentina parou no tempo… poucos A4AR, quase nenhum avião interceptador (mirages já se foram)… e Pucarás… se duvidar nem chagariam mais nas Malvinas.

Delfim
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Delfim

Não sei se vale tanto ao UK manter as Falklands. Muito se fala em hidrocarbonetos mas até agora nada. Valeu para Thatcher.
Hoje em dia o UK gasta um bom dinheiro apenas para manter a “Union Jack” tremulando nos mastros das Falklands.

Leandro Costa
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Leandro Costa

Delfim, eu entendo que sua intenção deve ter sido de dizer que valeu para a Thatcher se consolidar como Primeira Ministra, mas o fato é que valeu para todo o Reino Unido. Se eles deixam passar que um país considerado subdesenvolvido agride militarmente o Reino Unido, aonde isso iria parar? Quem levaria o UK à sério depois disso? À médio prazo até os EUA talvez deixassem de ter o relacionamento especial com o UK. O impacto que teria durante a Guerra Fria poderia ser significativo. São motivos que certamente foram levados em consideração pela Thatcher e seu gabinete quando se… Read more »

Marcos Cooper
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Marcos Cooper

isso foi escrito por um Argie? Só pode. Continente Argentino? kkkkkk

Rodrigo
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Rodrigo

Adoro ler essas notícias ver argentino tomando ferro não tem preço

Lucas Gabriel
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Lucas Gabriel

Pessoal, alguém tem informações de quais meios de superfície a Marinha do Brasil operava na época? e a quantidade? Teríamos condições de nos defender de um “hipotético” ataque da Marinha Real Britânica? Abraços a todos e bom feriado!

Dr. Mundico
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Dr. Mundico

Alguns anos atrás li uma matéria numa revista americana que Argentina e Inglaterra já vinham mantendo um diálogo a respeito de uma eventual co-participação dos dois países na administração das ilhas. Ao que parece já estava sendo aventada a hipótese de uma forma de “condomínio”, inclusive com participações econômicas sobre recursos naturais. A iniciativa iria ao encontro do esforço inglês de minimizar seu deficit orçamentário e criar uma área de produção econômica que favorecesse empresas britânicas. Por outro lado, ajudaria a Argentina a ter acesso a tecnologias de extração petrolífera e lucrar com extração e refino de eventuais jazidas. As… Read more »

Azevedo
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Azevedo

Os relatórios do grupo-tarefa britânico (a futura F Dodsworth, então HMS Brilliant, fez parte) de retomada da Georgia do Sul em
https://www.gov.uk/government/publications/hms-antrim-op-corporate-report-of-proceedings