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38 anos do afundamento do cruzador ARA General Belgrano

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Cruzador ARA General Belgrano

Por Alexandre Galante*

No dia 2 de maio de 1982, por volta das 18h30, o submarino nuclear britânico HMS Conqueror disparou três torpedos Mk.8 de tiro reto à proa do cruzador General Belgrano, à distância de apenas 1.380 jardas (1.255m). O primeiro torpedo na proa e o segundo explodiu na popa do cruzador, na praça de máquinas.

Vinte minutos depois do ataque, o comandante do cruzador ordenou à tripulação o abandono do navio, em balsas salva-vidas infláveis, que aparecem na foto do alto na cor laranja.

Navios argentinos e chilenos resgataram 793 tripulantes do General Belgrano do mar (23 acabaram morreram depois de resgatados), entre os dias 3 e 5 de maio. Um total de 323 homens pereceu no ataque, entre eles dois civis.

O cruzador General Belgrano era o ex-USS Phoenix da classe “Brooklin”, de 13.500t de deslocamento. Estava armado com 15 canhões de 6 polegadas e oito de 5 polegadas, todos de calibre maior que o dos canhões da frota inglesa. O navio teve sua construção iniciada em 1935 e lançamento em 1938.

Ele escapou do ataque japonês a Pearl Harbor em 1941 e foi descomissionado em 1946, sendo transferido à Argentina em 1951.

Além dos canhões, o General Belgrano também tinha recebido lançadores de mísseis Exocet MM38, assim como suas escoltas (embora haja informações de que os lançadores do cruzador fossem maquetes, destinadas a enganar o inimigo sobre suas reais capacidades — ver destaque na imagem abaixo).

Belgrano1
O cruzador General Belgrano era motivo de orgulho para a Armada Argentina
ARA Belgrano MM38
O ARA Belgrano armado com mísseis Exocet MM38

Com o envio da frota britânica para o Atlântico Sul em abril de 1982 e o fracasso das negociações diplomáticas após a invasão das Ilhas Malvinas/Falklands por forças argentinas, as frotas do Reino Unido e da Argentina foram colocadas no teatro de operações para a disputa. De um lado, os ingleses planejavam o desembarque anfíbio para retomada das ilhas e do outro, os argentinos pretendiam forçar a desistência dos britânicos infligindo pesadas baixas.

Embora o programa de reaparelhamento da Armada Argentina não estivesse concluído, as corvetas A69 equipadas com mísseis antinavio Exocet MM-38 já haviam sido incorporadas em 1978. Na Aviação Naval, a entrega dos jatos franceses Super Étendard estava sendo finalizada. Os Super Étendard eram armados com o AM-39, versão do Exocet lançada de aeronaves.

A Armada havia incorporado recentemente dois destróieres antiaéreos Tipo 42 de projeto inglês (da mesma classe do destróier HMS Sheffield que seria atingido no conflito por um AM-39 argentino no dia 4 de maio), também armados com o Exocet MM-38. O míssil também tinha sido instalado em antigos destróieres recebidos usados da Marinha dos EUA (USN).

No dia 2 de maio de 1982, a Frota Britânica enviada pelo Reino Unido para recuperar as Falklands (invadidas por forças argentinas em 2 de abril), já havia entrado na Zona de Exclusão (imposta à Argentina pelo Reino Unido) de 200 milhas em torno das ilhas. A FT estava em algum ponto a nordeste das Malvinas (ver mapa abaixo).

Mapa Malvinas

Às 3h20 da manhã, o almirante Woodward, comandante da Força-Tarefa britânica a bordo do HMS Hermes, foi despertado por seu “staff” com o aviso de que um avião S-2 Tracker argentino tinha iluminado a frota inglesa com o radar de busca e que os argentinos agora sabiam sua posição.

Um jato Sea Harrier foi despachado para a marcação do contato, a fim de investigar. O piloto da aeronave mais tarde informou que, durante o voo, seu RWR (Receptor de Alerta Radar) registrou que seu caça foi iluminado por um radar de direção de tiro, Tipo 909, que equipava os destróieres Tipo 42 argentinos.

ARA Santísima Trinidad, destróier Type 42 argentino, da mesma classe do HMS Sheffield que seria atingido por míssil AM39 Exocet lançado por um Super Étendard da Aviação Naval argentina no dia 4 de maio
ARA Guerrico
Corveta argentina ARA Guerrico, classe A69 francesa, armada com quatro mísseis Exocet MM38

Desta forma, confirmou-se que a cerca de 200 milhas de distância da FT britânica estavam presentes o porta-aviões argentino ARA 25 de Mayo e seus escoltas Tipo 42, o Santísima Trinidad e o Hércules.

O almirante Woodward sabia que o porta-aviões 25 de Mayo levava 10 jatos Skyhawk capazes de atacar com 3 bombas de 500kg cada, o que significava um possível ataque de 30 bombas à FT britânica, logo após o amanhecer.

Capitânia da Armada Argentina, o ARA 25 de Mayo era equipado com jatos A-4Q Skyhawk e estava sendo preparado para operar jatos franceses Super Étendard. Com problemas na propulsão, o navio não conseguiu gerar vento relativo suficiente no convoo para lançar seus aviões no momento decisivo

Para piorar a situação, a 200 milhas ao sul das Malvinas estavam à espreita o cruzador ARA General Belgrano e dois escoltas, que poderiam chegar em poucas horas à distância de tiro de seus Exocet contra a FT britânica.

O Almirante Britânico concluiu que o 25 de Mayo e o General Belgrano estavam fazendo um movimento em pinça e que um dos dois precisava ser eliminado. O submarino nuclear HMS Conqueror, comandado por Christopher Wreford-Brown, estava acompanhando o cruzador argentino de perto há dois dias. Já outro submarino britânico, o HMS Splendid, ainda não tinha encontrado o porta-aviões ARA 25 de Mayo. Como a posição do navio-aeródromo argentino não era conhecida, o cruzador foi o alvo escolhido.

O Conqueror tinha descoberto um navio-tanque argentino e o acompanhou até o ponto de encontro com o General Belgrano, chegando a assistir à operação de reabastecimento. As ROE (Regras de Engajamento) não permitiam ao submarino britânico disparar contra o cruzador argentino naquele momento, pois o mesmo se encontrava fora da Zona de Exclusão imposta pelos próprios ingleses.

O almirante Woodward precisava pedir ao Comandante-em-Chefe na Inglaterra para alterar as ROE e ordenar ao Conqueror que atacasse o General Belgrano imediatamente. Mas o pedido enviado à Inglaterra por satélite iria demorar muito, o que poderia fazer com que o submarino perdesse contato com seu alvo.

Assim, Woodward ordenou o ataque enviando a seguinte mensagem ao submarino: “From CTG (Commander Task Group) 317.8 to Conqueror, text prority flash – attack Belgrano group.” Ao mesmo tempo, solicitou permissão da revisão da ROE, esperando que ela fosse atendida, pela emergência da situação.

ARA Bouchard
O destróier ARA Hipólito Bourchard era um dos navios veteranos da Segunda Guerra Mundial, transferidos da US Navy, que escoltavam o cruzador ARA General Belgrano quando foi atacado. Na foto, pode-se ver à meia-nau os contêineres de mísseis antinavio MM-38 Exocet, que ofereciam perigo aos navios ingleses

O Grupo-Tarefa (GT) do General Belgrano estava navegando a 13 nós, acompanhado pelo Conqueror, que fazia perseguição padrão “sprint-and-drift”, que consiste em navegar em grande profundidade a 18 nós por 15 ou 20 minutos, subindo depois para a cota periscópica, navegando a 5 nós, a fim de atualizar a posição do alvo pelo oficial de controle de tiro. Depois, a perseguição recomeçava.

O temor de Woodward e do comandante do submarino era o cruzador rumar para o banco Burdwood, uma elevação no fundo do mar que obrigaria o submarino a navegar numa profundidade menor e perder o contato com seu alvo. Por isso a pressa em tomar logo a iniciativa de atacá-lo, enquanto havia contato.

Às 08h10 do dia 2 de maio, o GT do General Belgrano mudou de curso, agora rumando para o continente. Às 13h30, o Conqueror recebeu o sinal de mudança de ROE vindo da Inglaterra.

O Comandante do submarino, capitão Christopher Wreford-Brown, comentou mais tarde suas impressões sobre a navegação tática do cruzador:

“O comandante do navio, capitão Hector Bonzo, parecia não estar nem um pouco preocupado em ser alvo naquele momento”. O cruzador navegava a 13 nós, com sua escolta de destróieres mais à frente, num leve ziguezague. O comandante do navio argentino não era submarinista e parecia conhecer pouco de submarinos, principalmente os nucleares. Se conhecesse, estaria navegando em velocidade bem mais alta, com os navios-escolta lado a lado protegendo seu costado e fazendo um ziguezague mais agressivo, para evitar possíveis torpedos. Para completar, os escoltas do General Belgrano estavam navegando com os sonares ativos desligados.”

Às 18h30, o HMS Conqueror aproximou-se do General Belgrano em alta velocidade por boreste, passando por baixo de seu alvo e subindo para a cota periscópica por bombordo, a fim de conseguir uma boa solução de tiro.

O comandante Christopher já tinha se decidido em usar velhos torpedos de tiro reto Mk.8 da Segunda Guerra Mundial, pois levavam maior carga explosiva e eram mais confiáveis que os novos Tigerfish Mk.24, guiados a fio. Por precaução, os tubos estavam carregados com 3 torpedos Mk.8 e 3 Mk.24. Os torpedos foram disparados à proa do cruzador, para que encontrassem o navio numa posição futura.

HMS-Conqueror-Falklands-War
HMS Conqueror navegando na superfície acompanhado da HMS Penelope

Segundo o comandante do Conqueror, os disparos dos torpedos foram feitos à “queima-roupa”, numa distância de 1.380 jardas (1.255m), com os operadores de sonar do submarino ouvindo bem alto o característico som dos hélices do cruzador, algo parecido com “Chuff-chuff-chuff… chuff-chuff-chuff…”.

Após 55 segundos do disparo inicial, o primeiro torpedo explodiu na proa do cruzador, no ponto após a âncora e antes da primeira torreta. A proa foi arrancada pela explosão, sendo vista pelo periscópio pelo comandante Christopher, que ficou abismado. Logo veio a explosão do segundo torpedo, que atingiu o navio próximo à sua superestrutura.

Foto tirada por um sobrevivente em uma balsa salva-vidas, momentos antes do cruzador General Belgrano afundar nas águas geladas do Atlântico Sul
O cruzador inclinado e depois afundando. O Belgrano levou menos de uma hora para ir a pique

O terceiro torpedo acabou errando o cruzador e explodiu, por acionamento da espoleta de proximidade, perto da popa do destróier argentino ARA Bouchard, sem maiores danos.

Vinte minutos depois do ataque, o comandante do General Belgrano ordenou à tripulação o abandono do navio, o que foi feito sem pânico, em balsas salva-vidas infláveis.

Como estava escuro, os escoltas do cruzador não sabiam ainda o que havia acontecido, pois este ficou sem rádio após o ataque. Quando perceberam o ocorrido, tentaram inutilmente o lançamento de cargas de profundidade.

O afundamento do cruzador foi um duro golpe na Armada Argentina, que foi obrigada a se retirar para águas costeiras e evitar o confronto direto com a Marinha Real Britânica.

Balsa do General Belgrano sendo resgatada. Sobreviventes ficaram mais de 48 horas à deriva num mar agitado com ventos de 120 km por hora
Conqueror_jolly_roger
O submarino nuclear HMS Conqueror ao retornar à Inglaterra hasteou a bandeira “Jolly Roger” comemorando o afundamento do cruzador Belgrano

*É jornalista especializado em assuntos militares e editor-chefe da revista e trilogia de sites Forças de Defesa. No final dos anos 80, foi tripulante da fragata Niterói (F40) da Marinha do Brasil, integrando a equipe de apoio ao helicóptero Lynx embarcado. Nos anos 90, colaborou como articulista com as revistas Segurança & Defesa e Tecnologia & Defesa. No jornal O Globo, trabalhou na redação, de 1996 a 2008.

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Alfa BR
Alfa BR
5 meses atrás

Antes que venham as alegações de crime de guerra:
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Mgtow
Mgtow
Reply to  Alfa BR
5 meses atrás

Sim foi crime de guerra. O Belgrano estava na zona de exclusão. Piratas covardes. O triste é ver terceiro-mundano viralatas lambendo os pés de anglo-saxões saqueadores de riquezas alheias.

Alfa BR
Alfa BR
Reply to  Mgtow
5 meses atrás

Afundar uma embarcação militar armada que estava realizando uma manobra ofensiva durante uma guerra virou crime de guerra?

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Alfa BR
5 meses atrás

Tem gente que não entende o óbvio, mesmo que estampado na cara deles.

Silas
Silas
Reply to  Mgtow
5 meses atrás

Vai brincar de WAR, vai!!!

Luiz Galvão
Luiz Galvão
5 meses atrás

“O comandante Christopher já tinha se decidido em usar velhos torpedos de tiro reto Mk.8 da Segunda Guerra Mundial, pois levavam maior carga explosiva e eram mais confiáveis que os novos Tigerfish Mk.24, guiados a fio. ”

As marinhas que compraram o Tigerfish Mk. 24 , incluindo ai a MB, devem ter adorado essa parte da narrativa.

glasquis7
Reply to  Luiz Galvão
5 meses atrás

Isso em 1982. Hoje já devem ter solucionado os problemas de confiabilidade dos mesmos.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  glasquis7
5 meses atrás

Sim,

Mas na época da aquisição dos Tupi tenho minhas dúvidas.

Só muito anos depois foi que alguns dos Tupi e o Tikuna tiveram os Tigerfish originais do projeto trocados pelo Mk48 americano. Esse sim um torpedo confiável.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Alexandre Galante
5 meses atrás

Galante,

Quero te sugerir fazer uma matéria sobre o ARA Independencia, o primeiro PA da Argentina, Classe Colossus , ex HMS Warrior.

glasquis7
Reply to  Alexandre Galante
5 meses atrás

Sempre analisamos os conflitos desde o frio ponto de vista de quem o vê de fora. Seria interessante ver alguns feitos heroicos ocorridos. Isto nos daria uma visão mais próxima de dentro do combate e conhecer até que ponto um homem está disposto a ir dentro do combate, pra defender os seus. Os exemplos de homens como Oscar Ismael Poltronieri que, sozinho e com apenas uma FN MAG como companheira na solidão escura do combate do Morro Dois Irmãs, resistiu e deteve o avanço das tropas inglesas permitindo a retirada de seus companheiros que o deixaram à sua sorte ante… Read more »

gordo
gordo
Reply to  Luiz Galvão
5 meses atrás

Essa é a diferença entre uma marinha que tem no currículo o SMS Scharnhorst ou o Bismarck e obviamente derrotas que serviram de grande aprendizado. Uma Marinha feita para Guerra e não para fins políticos como era a Argentina (assim como outras do continente)

glasquis7
5 meses atrás

“Navios argentinos e chilenos resgataram 793 tripulantes do General Belgrano do mar”

Até hoje as ceboshitas preferem morrer do que admitir que os chilenos os ajudaram nos resgates durante a guerra.

jusé
jusé
5 meses atrás

Não houve crime de guerra nenhum. Guerra é guerra. Aliás, se houve crime, atribua-se ao comandante do cruzador. O cara navegava, em situação de guerra, tranquilamente, contrariando todas as precauções que a situação requeria. Em guerra, já se suspende do porto em “condição uno” e pronto! Meu Deus! Só faltou estarem fazendo churrasco na pôpa! Meu Deus! Eu já tinha lido sobre isso! Esse cara (o comandante) deveria ter sido processado, incriminado e preso por tamanha irresponsabilidade! Se é que essas informações são verdadeiras mesmo. Não vamos acusar ninguém baseado em “estórias”. Não sou jurista e nada mas acho que… Read more »

Peter nine nine
Peter nine nine
Reply to  jusé
5 meses atrás

Eu acredito que, talvez por inexperiência Argentina em combate, o que gera por vezes um perigoso comodismo, o comandante acreditou que, estando a força a navegar a reduzida velocidade, de forma passiva com os soares activos desligados, se mantinha ainda por detectar pelos ingleses, que, como sabemos hoje, já andavam a perseguir o alvo ah algum tempo. A postura parecia ser, de facto, a de quem acha que ainda não foi detectado e que por isso, em ordem a se manter a discrição, mantém os sensores activos desligados (sonar activo), limitando ainda a emissão de ruído ao manter uma velocidade… Read more »

Luiz Galvão
Luiz Galvão
5 meses atrás

O HMS Conqueror ficou famoso não só por ter afundado o ARA Belgrano, mas também por uma missão de inteligência muito bem sucedida, anos após a Guerra das Malvinas, onde logrou capturar a primeira versão de um towed array russo que havia sido instalado numa traineira de pesca , que na verdade era um barco de pesca espião.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
5 meses atrás

Uns falam que esse ataque foi um crime de guerra, mas não concordo com essa teoria, era um navio de guerra próximo a área de combate, era um alvo legítimo e a marinha argentina também entendeu assim e não considerou o caso como crime de guerra!

pangloss
pangloss
Reply to  Fabio Araujo
5 meses atrás

Se a Argentina considerasse um crime de guerra, estaria implicitamente admitindo que mandou a tripulação para uma morte certa, ao guarnecer uma sucata em meio aos riscos de combate real.
A Argentina teria que pagar indenizações para muita gente de suas forças armadas, se admitisse a penúria de seus meios, diante de um adversário que era – e ainda é – uma potência nuclear, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
5 meses atrás

O Belgrano não possuía sonar e dependia de sua escolta para proteção contra submarinos por conta disso ele deveria estar mais próximos as escoltas e essas deveriam estar com os sonares ativos ( o que no mínimo dificultaria a aproximação do submarino inglês ).

Maximiliano de Souza Zierer
5 meses atrás

Los hermanos no perdieron la guerra, pero fueron vicecampeones!

glasquis7
Reply to  Maximiliano de Souza Zierer
5 meses atrás

Terceiros, os vice foram os chilenos.

Augusto L
Augusto L
5 meses atrás

Os sonares passivos dos argentinos eram bastantes ruins ein, acho que as Niteróis teriam detectado o pelo menos a essa curta distância e a pouca profundidade o Conqueor.

carvalho2008
carvalho2008
5 meses atrás

Duas coisas:

a) Estes Classe Brooklyn eram lindos.

b) Seria emocionante se o Belgrano desde o inicio ficasse nos firdes retalhados dos canais das ilhas…nenum navio britanico poderia se aproximar….nos canais, os misseis exocet não poderiam ser usados e ai mais valeira a artilharia de tubo…e nisto o belgrano poderia fazer uma festa…era o unico arsenal realmente feito para a guerra litoranea, desencavado da WWII que ninguem achava que seria mais utilizado…

Dalton
Dalton
Reply to  carvalho2008
5 meses atrás

Verdade Carvalho e houve até uma variante o “Wichita” este armado com 9 canhões de 8 polegadas, modelos de metal que comprei e não me arrependo. . Mas a classe que sucedeu o “Brooklyn” , “Cleveland” teve reduzido seu armamento de 15 canhões de 6 polegadas para 12 para aumentar a defesa contra aeronaves e alguns eventualmente foram convertidos para cruzadores com mísseis guiados quando parte ou todo armamento original foi retirado diante da maior ameaça que aeronaves modernas passaram a representar. . Não sei se o “Belgrano” poderia navegar “nos canais”, se ele teria um bom arco de fogo… Read more »

M65
M65
5 meses atrás

Pergunto: Então após o fim da 2a GM, ocorreram três torpedeamentos com respectivos afundamento de navios de guerra? Belgrano, da Corveta da Coréia do Sul em 2010 e um navio indiano ou paquistanês (conflito entre os dois não recordo de qual país afundou). Sendo que o da Coréia na época a CN negou ser o causador.

Dalton
Dalton
Reply to  M65
5 meses atrás

Um submarino paquistanês de origem francesa afundou uma fragata indiana
na guerra de 1971, isso é certo, mas, a Coreia do Norte nunca confirmou o
afundamento da corveta da Coreia do Sul.

pangloss
pangloss
5 meses atrás

Esse movimento da esquadra argentina chega a dar dó. Juntam alguns poucos navios, a maioria deles completamente obsoleta, e acham que vão envolver um inimigo mais numeroso, mais moderno, mais poderoso e melhor treinado.
É como se três idosos fossem emboscar dez lutadores de MMA. “Você vai por ali, que eu vou por aqui, a gente surpreende os caras e dá porrada neles”. Na prática, o resultado é outro…

ALEXANDRE DE BARROS BARBOZA
5 meses atrás

Não consigo entender os comentários desairosos aos argentinos. Os motivo da guerra, a manutenção de uma ditadura imoral (como todas as ditaduras) é é sim, uma vergonha. Mas, pelo sim pelo não, as forças argentinas lutaram com coragem, afundando cinco navios de uma das mais poderosas marinhas do mundo. Além disso, em terra, conscritos enfrentaram forças profissionais, e não foi simplesmente um passeio….não acredito que o Brasil fizesse melhor.

ALEXANDRE DE BARROS BARBOZA
Reply to  ALEXANDRE DE BARROS BARBOZA
5 meses atrás

*Ou melhor, seis navios da esquadra e um porta contêiner civil.

jusé
jusé
Reply to  ALEXANDRE DE BARROS BARBOZA
5 meses atrás

Alexandre! Não notei nenhum comentário ofensivo ou desrespeitoso ou deselegante em relação aos combatentes que lutaram e muitos morreram nessa guerra….britânicos ou argentinos. Existem relatos de feitos corajosos e heróicos dos dois lados, que devem ser respeitados e lembrados. Falou-se sim, dos erros, enganos, má avaliação, planejamento, possibilidades, não possibilidades e etc e etc, principalmente do lado argentino, na escala dos “líderes”! Onde podem ter errado…onde acertaram…..essas coisas! Os pilotos (oficiais) e equipes de apoio da FAA foram corajosos…profissionais…destemidos; há relatos de que alguns pilotos argentinos até mesmo jogaram ou tentaram jogar suas aeronaves contra navios britânicos. A marinha argentina… Read more »

Glasquis7
Reply to  ALEXANDRE DE BARROS BARBOZA
5 meses atrás

Os comentários negativos não são contra os combatentes, são contra os que tomaram as decisões erradas, desde invadir as ilhas até a rendição, abandonando os combatentes nas ilhas.
Pra aqueles que lutaram ficou o amargo sabor das lembranças dos derrotados mas, existem vários relato das ações heroicas.

Dalton
Dalton
5 meses atrás

Sempre existirá a polêmica se o “Belgrano” foi indevidamente torpedeado, ao menos para mim, bastam as palavras do comandante do cruzador, o muito respeitado e querido pela própria tripulação e já falecido Hector Bonzo e também de outros oficiais da marinha argentina que declararam que não foi crime de guerra.

Paulotd
Paulotd
Reply to  Dalton
5 meses atrás

Estratégia toda errada. Se esse navio tivesse ficado fundeado no estreito de San Carlos, em cota rasa, o submarino mal poderia se aproximar. E a artilharia dele seria uma dor de cabeça enorme prós Ingleses, que teriam de enviar Harriers para bombardea-lo, diminuindo as Pacs de defesa antiaérea que já operavam no limite contra os A-4 Skyhawks.

Eu acho que aí os ingleses invadiram pelo outro lado da ilha, dificultando ainda mais a logística e atrasando a retomada.

Farroupilha
Farroupilha
Reply to  Paulotd
5 meses atrás

Os argentinos, na sua tentativa de retomada das ilhas Malvinas para seu país, deram um verdadeiro curso do que não se deve fazer.

Eu tinha um outro comentário mas não foi publicado, sobre este afundamento.
Algo recorrente quando o assunto é Argentina… Meus comentários ficam retidos.
Por que será?

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Dalton
5 meses atrás

Guerra é guerra. Não existe Esse negocio de indevidamente torpedeado.

Por muito pouco o HMS Splendid não mandou a pique o PA Argentino. Deram muita sorte.

João Gabriel
João Gabriel
5 meses atrás

A ultima foto é sensacional! A choradeira argentina continua até hoje. Estavam no lugar errado e na hora errada.

ALEXANDRE DE BARROS BARBOZA
Reply to  João Gabriel
5 meses atrás

Não sei se houve tanta choradeira dos argentinos, pois o comandante do cruzador, Hector Bonzo, nunca vitimizou seu lado, dizendo que o afundamento foi um ato de guerra legítimo.

Osvaldo serigy
Osvaldo serigy
5 meses atrás

Excelente matéria!!

Amadeu Zullino
Amadeu Zullino
5 meses atrás

Conheço estas águas e estas ilhas. São de dar depressão em pedra! Dizem que existe petróleo ali e pode ter algum valor, mas eu não viveria lá por motivo algum. Paisagem monótona, desolada, quase sem árvores e com um vento gelado, cortante e constante. Dos 3.000 habitantes que por lá vivem boa parte deles são descendentes de galeses e escoceses (Kelpers). Não entendo como os argentinos foram estúpidos ao lutar e até morrer por um lugar tão ruim. O cruzador Belgrano era um tanto similar aos cruzadores Tamandaré e Barroso e portanto, uma belonave bastante obsoleta da Segunda Guerra Mundial… Read more »