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O porta-aviões ARA 25 de Mayo na Guerra das Malvinas

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Porta-aviões ARA 25 de Mayo (clique na imagem para ampliar)

EscudoV-2O navio-aeródromo argentino ARA 25 de Mayo, ex-HNLMS Karel Doorman, ex-HMS Venerable, foi o capitânia da Armada Argentina na Guerra das Malvinas, em 1982.

Da mesma classe (“Colossus”) que o brasileiro NAeL Minas Gerais, o 25 de Mayo era um navio-aeródromo de ataque, equipado com jatos A-4Q Skyhawk.

A atuação do ARA 25 de Mayo no conflito não é muito divulgada e poucos sabem que o navio e seu grupo aéreo embarcado estiveram bem perto de mudar o rumo da guerra, no que teria sido o primeiro combate travado entre porta-aviões desde a Segunda Guerra Mundial.

Quando a Força-Tarefa britânica desceu para retomar as Malvinas, a Armada Argentina colocou a Força-Tarefa 79 no mar (divida em três Grupos-Tarefa) para tentar impedí-la: o GT 79.1, capitaneado pelo ARA 25 de Mayo, escoltado por um contratorpedeiro Type 42 (Santissima Trinidad), o GT 79.2, composto pelo contratorpedeiro classe “Gearing” FRAM II Comodoro Py, três corvetas A69 e o contratorpedeiro Type 42 Hercules, mais o GT79.3, composto pelo cruzador General Belgrano e dois contratorpedeiros “Allen M. Sumner”, o Piedrabuena e o Bouchard. A FT argentina era comandada pelo almirante Gualter Allara, a bordo do ARA 25 de Mayo.

Na manhã do dia 1º de maio, Allara foi avisado pelo Alto Comando argentino que os ingleses haviam atacado as ilhas Malvinas.  Os GTs 79.1 e 79.2 navegaram no rumo leste-sudoeste enquanto os S-2E Tracker procuravam a FT britânica.

25 de Mayo
ARA 25 de Mayo com seu grupo aéreo embarcado composto de helicópteros SH-3 Sea King, jatos de ataque A-4Q Skyhawk e aviões antissubmarino S-2 Tracker

Às 15:30h um S-2E enviou pelo rádio a seguinte mensagem: “um alvo grande e seis alvos de tamanho médio na marcação 031 distantes 120 milhas de Port Stanley”. A posição da FT britânica era 49°34′ latitude sul e 57°10′ longitude oeste, portanto entre 200 e 300 milhas de distância do ARA 25 de Mayo. Por todo o dia 1º de maio o almirante Allara navegou em direção à FT britânica para encurtar mais a distância. O contato foi retomado por outro S-2E às 23h00.

De fato, o almirante Sandy Woodward, comandante da FT britânica, conta no seu livro “One hundred days” que na madrugada do dia 2 de maio de 1982, foi despertado pelo centro de operações do porta-aviões HMS Hermes com o alerta de que sua Força-Tarefa tinha sido iluminada pelo radar de um S-2E Tracker argentino. Era justamente uma aeronave do 25 de Mayo, como as da foto abaixo.

25 de Mayo S-2 Trackers
Aviões Grumman S-2 Tracker do ARA 25 de Mayo

Naquele momento, os argentinos estavam em vantagem tática, pois sabiam a posição exata da Força-Tarefa britânica, que estava a cerca de 200 milhas de distância. O trabalho de tentar localizar a Força-Tarefa de Woodward foi feito competentemente pelos S-2E Tracker argentinos, que voavam “colados” no mar para evitar a detecção radar e faziam periodicamente “pop-ups” para dar algumas varreduras de radar, desligando logo em seguida para minimizar o risco de detecção pelos sistemas de guerra eletrônica (ESM) ingleses.

Às 10h30 do dia 1º de maio, o almirante Allara recebeu a informação errada de que os ingleses estariam desembarcando a sudoeste de Port Stanley. No mesmo momento ele destacou as três corvetas A69 do grupo principal, com o objetivo de atacar os navios ingleses com mísseis MM38.

25 de Mayo nas Malvinas

Os ingleses por sua vez, só sabiam a marcação (direção) de onde tinha vindo a aeronave argentina e despacharam logo um caça Sea Harrier para investigar.

O GT do ARA 25 de Mayo estava navegando a noroeste das ilhas Malvinas e a FT britânica estava no nordeste. O Sea Harrier britânico enviado para o voo de esclarecimento acabou sendo iluminado pelo radar 909 de direção de tiro do sistema Sea Dart de um contratorpedeiro Type 42 (ARA Hercules, foto abaixo), confirmando que o 25 de Mayo realmente estava nas proximidades.

Mais tarde foi revelado que o Type 42 argentino iluminou o Sea Harrier para alvejá-lo com um míssil Sea Dart, mas o disparo falhou. Por ironia do destino, o novíssimo escolta era de projeto inglês (da mesma classe do HMS Sheffield afundado dois dias depois por um AM39) e os argentinos ainda estavam aprendendo a operar seu sofisticado sistema antiaéreo.

ARA Hercules D28
Destróier ARA Hercules D28, Type 42

O almirante Woodward tinha certeza de que os argentinos estavam preparando um ataque nas primeiras horas da manhã com jatos A-4Q Skyhawk contra a sua FT e ele realmente tinha razão.

A cerca de 200 milhas dali, técnicos a bordo do navio-aeródromo argentino preparavam os A-4Q Skyhawk com bombas de 250kg Snakeye. Na famosa foto abaixo (crédito CC Phillip), uma bomba com a inscrição HMS Invincible num cabide prestes a ser colocado no A-4Q a bordo do ARA 25 de Mayo. O momento de glória para o qual os pilotos navais argentinos tinham treinado tanto havia chegado.

Pilotos y mecánicos de la 3ra escuadrilla de Caza y Ataque preparando los aviones para bombardear a Frota Inglesa
Pilotos e mecânicos da 3ra escuadrilla de Caza y Ataque preparando os aviões para atacar a frota britânica. Observar a bomba “endereçada” ao HMS Invincible

O grupo aéreo embarcado do 25 de Mayo

A-4Q Skyhawk em formação

Os A-4Q Skyhawk estavam preparados, durante o trânsito, da seguinte forma: 2 aviões para Patrulha Área de Combate, estacionados no convés de vôo e prontos a decolar em 5 minutos (Alerta 5); 4 para ataque de superfície, armados com 6 bombas MK 82 de 250kg cada; 1 avião lançador de “chaff” pronto a decolar em 30 minutos; e o oitavo como tanqueiro, para reabastecimento dos demais em vôo.

Os aviões de interceptação que compunham a Patrulha Aérea de Combate (PAC) poderiam aguardar o ataque inimigo em pleno voo ou estar prontos a decolar do convés de voo do porta-aviões, permitindo o engajamento dos incursores inimigos antes que estes atacassem o 25 de Mayo.

Diante da informação valiosa obtida pelos S-2E Tracker sobre a posição da FT britânica, o “Comandante de la Flota de Mar” ordenou o planejamento do ataque nas primeiras horas do dia 2 de maio. Prontificaram-se 6 A-4Q armados com 4 bombas MK 82. Seria mantido um avião de reserva e outro como reabastecedor de combustível.

Segundo as tabelas de probabilidades, nas quais se considerava a defesa aérea e antiaérea britânica, dos 6 aviões atacantes apenas 4 conseguiriam lançar suas bombas (16 bombas), com 25% de probabilidade de impacto. Destes, esperava-se que somente 2 retornariam ao 25 de Mayo. A neutralização de um porta-aviões britânico justificaria a perda dos 4 Skyhawk.

De acordo com o livro “Signals of war”, de Lawrence Freedman, durante a noite do dia 1° de maio o vento na área onde o 25 de Mayo navegava começou a diminuir, coisa rara naquelas latitudes.

Próximo à hora da catapultagem dos jatos para o ataque pela manhã, quando era necessário um vento de 30 nós de velocidade, este passou a ser quase nulo, razão pela qual cada avião poderia decolar apenas com uma única bomba ou com combustível para alcance de apenas 100 milhas.

O 25 de Mayo, só conseguia fazer 20 nós, velocidade insuficiente para produzir o vento relativo no convés de voo requerido para o lançamento dos aviões com as quatro bombas. A probabilidade de impacto passaria a ser desprezível, não justificando, assim, o ataque. A missão foi abortada.

A-4Q na catapulta

Outro fator que também somou na decisão de abortar o ataque foi a perda de contato com a FT britânica, pois novos voos dos S-2E Tracker não encontraram mais os navios ingleses.

Coincidentemente, no mesmo dia 2 de maio ocorreu o afundamento do cruzador General Belgrano e a partir dali, o ARA 25 de Mayo passou a operar próximo à costa argentina, em águas rasas, para evitar os submarinos nucleares britânicos.

O submarino nuclear HMS Splendid, tinha sido designado para caçar e “sombrear” o navio-aeródromo argentino, mas não obteve sucesso em localizá-lo.

A-4Q Skyhawks a bordo do ARA 25 de Mayo
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Fernando Turatti
Fernando Turatti
2 meses atrás

Sempre bom lembrar duas coisas:
1 – nosso Minas ficou subutilizado a vida inteira porque nossos militares nada entendem de guerra
2 – se seu navio não é capaz de operar sem a sorte, ta tudo errado.

Enes
Enes
Reply to  Fernando Turatti
2 meses atrás

Fernando, pelo visto quem não entende nada de guerra é você, o fator sorte, nesse caso quer dizer vento, é muito importante em operações aéreas navais.

Salim
Salim
Reply to  Enes
1 mês atrás

Caro Enes, sorte e importante, porem sua afirmação e errónea pois verdadeiros porta aviões navegam a mais 30 nos náo dependendo de condições climáticas favoráveis para lançar ataque aéreo. O São Paulo tem esta capacidade, o minas gerais e 25 maio náo, entender de guerra pressupõe conhecer equipamentos , suas capacidades e limitações. E trabalhar para ter equipamento superior, operacional, municiado e tripulação treinada. Visto texto fica claro a incapacidade argentina, bem como a analogia ao Minas Gerais ( que tinha equipagem bem inferior ao 25 de Maio com A4 em 1982) bem como a incapacidade da MB em operar… Read more »

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  Fernando Turatti
2 meses atrás

Interessnte que a estratégia de emprego que tinhamos com o Minas Gerais e a mesma que pretendemos ter com o Atlantico. Localização e ataque anti-navio por helicopteros armados com AM-39 Exocete. Com a diferença que no minas Gerais os S-2E fariam a localização de longo alcance.
Com o São Paulo, fariamos o mesmo só que sem os super- etandard com exocete e sim helicopteros pois os nossos A-4 não usariam misseis anti-navio.

DOUGLAS TARGINO
DOUGLAS TARGINO
2 meses atrás

Durante a guerra das malvinas, o Brasil deslocou embarcações para “pronto uso” na fronteira marítima perto da Argentina ou no Sul por preocupação em invasão do território (águas brasileiras) por alguma aeronave ou embarcação?

DOUGLAS TARGINO
DOUGLAS TARGINO
Reply to  Alexandre Galante
2 meses atrás

Onde consigo ler a respeito? Procurei aqui e não achei!

Matheus Santiago
Matheus Santiago
Reply to  Alexandre Galante
2 meses atrás

Um dos quatro fatores que quase abalou a “neutralidade” brasileira nessa guerra.

De fato, esta força era composta de três fragatas e cinco contratorpedeiros da MB, que se deslocavam do Rio de Janeiro para os portos de Paranaguá, Itajaí e Rio Grande.

Porém, nossos militares rechaçaram a versão de que isso foi feito por um acordo militar secreto entre Brasil e Argentina.

Ersn
Ersn
2 meses atrás

Esses porta aviões mesmo no final da SGM foram considerados inadequados justamente pela baixa velocidade para operar plenamente os novos jatos embarcados.o nosso Antigo A11 também tinha essas limitações mesmo para o pequeno A4 ,agora imagina eles tendo que operar os Super Enterdard com dois AM39 e Full,por isso a Austrália e outros paises europeus desistiram deles logo nos primeiros anos de operação pos SGM.

Paulo
Paulo
Reply to  Ersn
2 meses atrás

HMAS Melbourne navegou pela marinha australiana entre 1955 e 1982.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Ersn
2 meses atrás

Ersn,

Sugiro você estudar mais sobre a Classe Colossus e depois rever o seu comentário.

Da uma olhada aqui : https://youtu.be/4DHDhBfd6Hg.

Abs.

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  Ersn
2 meses atrás

Essa classe de PA, foi projetada para escolta anti-submatino. Deveriam só operar aviões anti-submarinos como os S-2E. Coisa que a FAB operava

sub urbano
sub urbano
2 meses atrás

Interessante o fator psicológico nessa parte do conflito: os argentinos estavam com “a moral alta” desde o nível de comando e controle até a tropa. O Comando queria atacar a Força Tarefa Britânica com força total utilizando os melhores meios de superfície da Armada. A tropa já pintava as bombas endereçadas aos ingleses kkk Mas aí que os britânicos afundaram o “Belgrano”, a partir disso os argentinos deixaram todos seus meios de superfície nos portos. O impacto psicológico do afundamento do Belgrano foi um divisor de águas. Mike Tyson disse: “todos tem um plano, até levar um murro na boca”… Read more »

sub urbano
sub urbano
2 meses atrás

A Guerra das Malvinas é o único conflito moderno em ambiente antártico. Será extensamente estudado no futuro quando, devido a escassez de recursos naturais, levará a uma corrida por commodities naquele continente. O Brasil infelizmente ficará na rabeta da história, tendo uma postura absolutamente submissa aos interesses norte americanos e europeus. Se acovardaram de forma vergonhosa ao invés de apoiar os argentinos.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  sub urbano
2 meses atrás

Meu caro,o que o Brasil teria a ganhar apoiando os argentinos?Teriamos ganhado a soberania de parte das ilhas?A postura do Brasil foi a mais sensata possível,não havia motivo para termos comprado briga com o Reino Unido e os EUA. Essa guerra foi só uma estupidez da junta armada que governava a Argentina que nem mesmo esperava uma retaliação militar dos britânicos.Foi um conflito em que não se prepararam para vençer(e teriam perdido mesmo que tivessem se preparado). Além disso,você acha que se alguém invadisse Fernando de Noronha os argentinos viriam correndo ajudar? Os argentinos que aceitem que eles jamais reaverão… Read more »

José Carlos David
José Carlos David
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

Se o Brasil apoiasse a Argentina militarmente, seria humilhado com ela!

Mano Jô
Mano Jô
Reply to  sub urbano
2 meses atrás

Porque diabos iríamos apoiar os Argentinos?

Mgtow
Mgtow
Reply to  sub urbano
2 meses atrás

Os “anglo-saxões” tupiniquins negativaram sem esse seu comentario meu caro sub urbano. Falar em nacionalismo e aliança com nossos vizinhos não pode, pra esses caras é uma ofensa.

Heinz Guderian
2 meses atrás

Os argentinos tinham tudo para ganhar esse conflito, território em disputa era próximo a seu país, o que facilita a logística, tinha bons caças para a época, bons navios, acho que faltou estratégia, erraram feio em não construir uma base para que os caças decolassem das malvinas e atacassem os britânicos. O que um dia era uma das mais poderosas forças armadas na América do Sul, hoje em dia se resume a um punhado de forças terrestres meia boca e uma quase que inexistente força aérea, a marinha eu nem vou comentar… Um bom dia a todos, caros leitores do… Read more »

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Heinz Guderian
2 meses atrás

Dificilmente os argentinos teriam ganhado.O Reino Unido além de ser militar e industrialmente muito superior aos argentinos,ainda teriam o apoio da 4th frota caso necessitassem muito,isso sem contar que embargos economicos dos EUA e da EU poderiam sufocar a Argentina.De qualquer forma o resultado do conflito sempre esteve decidido.Era uma potência militar e economica contra uma nação do terceiro mundo.A chance dos argentinos era o Reino Unido não revidar,que era inclusive o que os militares esperavam que acontecesse.

Fernando Turatti
Fernando Turatti
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

Na verdade, a chance, já em guerra, seria a de convencer a opinião pública britânica de que as perdas não valiam a pena. A mesma estratégia do Japão em toda a WWII frente aos EUA, afinal, nenhum idiota em todo o planeta jamais achou que o Japão ganharia.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
2 meses atrás

A Marinha Argentina não estava preparada para essa guerra, queriam que o ataque fosse no verão, daria tempo de se prepararem melhor, de receberem os Super Étendard e os Exocet e treinar e se familiarizarem com eles, mas foram votos vencidos pois o Exército e a Aeronáutica queiram o ataque em Abril. Se todos os Étendard e todos os Exocets tivessem siro recebidos e a Marinha tivesse tempo de se preparar melhor o resultado poderia ter sido outro.

M65
M65
Reply to  Fabio Araujo
2 meses atrás

Aproveito a msg do Allan e digo que o resultado, seria um conflito mais demorado com muito mais perdas humanas e materiais para ambos. Caso os Argentinos atacassem mais adiante. Mas o vencedor seria o mesmo : os Britânicos apoiados pelos Estadunidenses. Já foi até dito aqui em outro momento que caso necessário a USN emprestaria navios e tripulação voluntária para a Royal Navy. E conforme citado os embargos econômicos afetariam a população civil e empresariado.

Cpan
Cpan
2 meses atrás

Que sirva de lição para o Brasil investir nas suas forças armadas ( e até hoje, passados quase 40 anos não investiu nada, eta paisinho tosco) ou ficará eternamente a mercê de um país com forças armadas um pouco melhor que as nossas. Um País desse tamanho, com uma economia dessa, ter forças armadas iguais a essas, ” isto é uma VERGONHA”.

Fernando Turatti
Fernando Turatti
Reply to  Cpan
2 meses atrás

Gastamos em percentual mais que Alemanha e Japão.
Não falta dinheiro, falta prioridade militar.

Augusto L
Augusto L
2 meses atrás

Gostaria de saber o que teria acontecido se os argentinos tivessem mais Exocets, seu PA estivesse em bom estado, a marinha tivesse conversado mais com a força aérea e tivessem mais Xavantes, inclusive colocando-os nas ilhas

Em contrapartida gostaria de colocar nessa simulação a RN já com um AEW abordo, mísseis Harpoon nos Harries e submarinos, assim como, tomahawks nos submarinos e ARGM e Mavericks nos Harries também.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Augusto L
2 meses atrás

Augusto L,

O PA argentino , ao contrário do que muitos pensam, estava sim em “Bom estado”. Ocorre que um PA da classe Colossus não foi projetado para ter a performance necessária para operar com avioes a reação, ainda mais a plena carga. Por essa razão dependiam do vento relativo para poder lançar os aviões na condição de plena carga. O mesmo ocorria com o Minas Geraes quando a MB implantou o A4.

Augusto L
Augusto L
Reply to  Luiz Galvão
2 meses atrás

Ja ouvi dizer que ele tinha problemas na propulsão

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Augusto L
2 meses atrás

Augusto,

Um PA Classe Colossus não tem condições de lançar um A4 a plena carga nem estando com sua propulsão 100%. Vai sempre depender de um vento relativo favorável.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
2 meses atrás

Na verdade a Argentina possuiu ao todo 2 navios da classe Colossus : O mais conhecido ARA 25 de Mayo e o seu antecessor o ARA Independencia , ex HMS Warrior.

leonidas
leonidas
2 meses atrás

Nação ridícula que gosta de brincar com a ideia de “possuir” um Porta Aviões tá ai pra isso…

jusé
jusé
2 meses atrás

Não torço nem por argentino, nem inglês. E até acho esquisito essa “estorinha” de chamar argentino de “hermano”. Esse povo é racista, prepotente e se acha o “europeu da américa do sul”. Não gostam de “brazuka”. Nos chamam de “macaquitos”. Ou ninguém sabe disso? Quanto ao problema daquelas ilhas serem argentinas ou inglesas, problema deles….que resolvam pra lá! Brasileiro lutando e morrendo por elas? Ah tá! Será que algum argentino lutaria e morreria pela amazônia? Quanto ao desenrolar daquele conflito, penso que se tivessem (os altos-comandos argentinos), planejado as ações com inteligencia e sobretudo com profissionalismo, teriam sim colocados os… Read more »

Sergio
Sergio
Reply to  jusé
2 meses atrás

Excetuando uma ou outra suposição sobre o conflito você erra de verdade quando diz que os argentinos não lutariam numa guerra pela Amazônia. Lutariam sim! Mas ao lado dos agressores imperialistas – incluindo aí os ingleses – contra a soberania do Brasil. Recentemente, em grande operação desencadeada por informações da DEA, uma grande rede de contrabando de armas da Argentina para o Brasil foi desmantelada. A quantidade de fuzis apreendidos que viriam abastecer bandidos e vagabundos Brasileiros em geral foi recorde. Sim amigos, o grosso do contrabando de armas ao Brasil é filhote das máfias argentinas. Portanto, macaquitos, continuemos chamando-lhes… Read more »

Fernando Turatti
Fernando Turatti
Reply to  jusé
2 meses atrás

Existe um ponto em comum entre todas as ditaduras do planeta: nelas, a estabilidade do regime é o bem mais precioso… Na verdade, o único bem a se zelar! Na situação argentina da época, a queda daquele governo era iminente, a não ser que conseguissem popularidade do nada. A Argentina, como sabem, não tem uma impressora de dólares, logo a alternativa avistada foi a conquista das ilhas, apostando na não retaliação britânica. O pensamento não era “provavelmente vamos perder se eles lutarem”, mas sim “não temos qualquer outra opção para salvar o regime, logo, nada de pior importa, vamos tentar… Read more »

Adriano
Adriano
Reply to  jusé
1 mês atrás

De fato eu ate hoje me recuso a tratar argentinos como “hermanos” eles são é uns escrotos que se acham gente de primeira ponta aqui no nosso continente

Moriah
Moriah
2 meses atrás

O A4Q da Armada era um belo avião, limpo em forma e com belas cores.

Vitor
Vitor
2 meses atrás

A Armada Argentina pendeu para o Fracasso ao simultaneamente falhar em efetuar este Ataque Aereo e também o Ataque com o Submarino ARA San Luis.

Como “se” nao ganha Guerra… voltaram todos para o Porto. Restante da Guerra ficou por conta da Força Aérea e suas limitaçōes e os Reservistas em terra.

Paulotd
Paulotd
Reply to  Vitor
2 meses atrás

Eu já disse em tópicos anteriores que jamais a Argentina venceria esse conflito. Por mais que tivessem afundado mais uma meia dúzia de navios e algum porta aviões, Margaret Tchacher não ia ceder. Essa mulher viu nessa guerra uma oportunidade política, e o apelido “dama de ferro” era devido a persistência e rigidez.

Já estavam preparando o USS Ranger para empréstimo, junto com meus dúzia de Oliver Perry. Não teria chance a Argentina

Vitor
Vitor
Reply to  Paulotd
2 meses atrás

O USS Ranger CATOBAR? Usariam F-4 Fg.1 ? Complicada essa afirmação. Até a tripulação assumir o Navio, se tornar operacional e os pilotos retomarem pouso abordo levariam meses.
Por outro lado, os Argentinos de qualquer forma não conseguiriam se reequipar.

jusé
jusé
Reply to  Paulotd
2 meses atrás

Paulotd! Você tem razão sim! À época surgiram informações de que os eua forneceriam navios de combate à seus “primos” ingleses, inclusive com tripulações. A junta militar argentina foi simplesmente louca em achar, em sua avaliação, que os eua “dispensariam” os ingleses e ficariam do seu lado! Simplesmente amadores, ingênuos….insanos! E principalmente tendo eles atacado primeiro. Essa guerra também serviu para que os outros países americanos entendessem que os eua jamais estarão ao seu lado se o inimigo for europeu e principalmente ingleses! Foi a “morte” do tal de TIAR! O almirante Woodward, comandante da frota britânica, escreveu um livro… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Paulotd
1 mês atrás

Não o USS Ranger, que a propósito era um NAe da Frota do Pacífico e estava na época em missão nos confins do Pacífico e os britânicos não teriam meios para tripular e operar tal gigantesco navio.
.
O que se sabe com certeza é que um porta helicópteros da frota do Atlântico
da classe “Iwo Jima” , provavelmente o próprio, capaz de operar com “Harriers” seria emprestado aos britânicos tripulado em parte por reservistas.

Audax
Audax
2 meses atrás

O Minas Gerais foi o último dessa classe a operar. Um dos motivos da longevidade foi a insistência de oficiais de trocarem a energia DC para AC quando da reforma na Holanda. Toda a cablagem foi trocada e os sistemas adaptados para a nova corrente. Um dos oficiais que propôs essa mudança foi Euclides Quandt de Oliveira que posteriormente foi comandante do Minas Gerais e Ministro da Minas e Energia. Um dos grandes brasileiros que o Brasil desconhece.

Bernardo
Bernardo
Reply to  Audax
1 mês atrás

Caro, sou neto de Euclides Quandt de Oliveira.
Você não imagina o calor que deu no coração, ler as suas palavras. Ele era uma pessoa admirável. De caráter íntegro.
Um avô maravilhoso.
Só uma correção. Ele não foi ministro de Minas e Energia. Ele foi Ministro das Comunicações.
Forte abraço.
Bernardo.

Jonathan Pôrto
Jonathan Pôrto
2 meses atrás

Belgrano afundado e por coincidênciaquase zero naquela latitude ? Conta outra Capitão!! Deveria ter ido para corte Marcial e fuzilado por covardia !!

Douglas
Douglas
1 mês atrás

Uma curiosidade/pergunta: porque os super étendart não chegaram a ser usados na NA no começo do do conflito como foi os A-4?estavam ainda em adaptações?treinamento?pois eram auquisições “recentes”?Só curiosidade .Se estivessm à bordo no dia poderiam ter feito diferença?quem puder respponder algo sobre….

joseano
1 mês atrás

Considerando que era do conhecimento do Alm. Woodward a proximidade e possivel direção do 25 de Mayo, tanto que mandou um Sea Harrier averiguar, por que ele não optou por localizar em definitivo o Nae argentino e enviar um pacote aéreo com o fim de pô-lo a pique já que a aviação embarcada na belonave argentina constituia perigo real e imediato para a frota britanica?