domingo, setembro 19, 2021

Saab Naval

Comunicações da Armada Argentina eram interceptadas e decodificadas pelos britânicos durante a Guerra das Malvinas

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Durante a Guerra das Malvinas/Falklands em 1982, as comunicações da Armada Argentina eram interceptadas e decodificadas regularmente pela inteligência britânica no GCHQ – Government Communications Headquarters, pois as máquinas Crypto AG empregadas pelos militares argentinos não eram seguras.

O GCHQ sabia da movimentação dos submarinos argentinos no teatro de operações, inclusive os nomes das áreas em que o submarino ARA San Luis operava.

Um submarino nuclear e fragatas foram enviadas para interceptar o submarino argentino com base nessas informações obtidas pela inteligência.

Os britânicos conseguiram quebrar as chaves de criptografia da Argentina com a ajuda da National Security Agency (NSA) dos EUA.

As comunicações podem ter sido capturadas por estações de escuta na Ilha de Ascensão, Nova Zelândia, Chile e, de acordo com rumores, pela Embaixada dos EUA em Buenos Aires.

Um satélite de interceptação de comunicações chamado Vortex, lançado em 1981 pelos EUA, também foi usado para apoiar os britânicos durante o conflito.

Na imagem abaixo, um relatório britânico com o status de todos os submarinos argentinos no dia 16 de abril de 1982, durante a Guerra das Falklands/Malvinas.

NOTA DO EDITOR: As informações são do excelente livro “Go find him and bring me back his hat”, do estudioso argentino Mariano Sciaroni e o britânico Andy Smith. A obra traz informações inéditas sobre as operações para caçar o submarino argentino ARA San Luis durante a Guerra das Malvinas/Falklands em 1982, os equipamentos usados pelos dois lados e relatos de militares envolvidos. Para concluir a obra, os autores tiveram acesso a muitos documentos desclassificados pelos britânicos através da Lei de Liberdade de Informações. Clique na imagem do livro para comprá-lo na Amazon.

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Willber Rodrigues

E, aparentemente, mesmo depois de 30 anos, nos recusamos, ou somos incapazes, de aprender algo com isso…
A última matéria mostra bem isso.

Augusto L

Temos algo a aprender sim.

Não invada territórios de outros paises.

Jadson Cabral

Essa é mole. A gente não tem peito pra isso nem se quiséssemos ou fôssemos loucos feitos os argentinos (e ainda bem que não somos).

carcara_br

O cara é um gentleman mesmo, já se posicionou ao lado dos donos incontestes da ilhas.
Os argentinos não.

Willber Rodrigues

Mas, se for necessário invadir:

Não invada achando que o país invadido não vá reagir.
Ao invadir, certifique-se de estar minimamente preparado.
Antes de invadir, certifique-se de que seus submarinistas sabem manusear torpedos, e que seu submarino esteja em boas condições de uso.
E por último, mas não menos importante:

Informe a sua Força Aérea de que você invadirá outro país.

pangloss

Willber, excelente checklist. Se me permite propor um adendo, eu incluiria o seguinte ponto:

  • leia o tratado sobre o qual baseiam-se suas expectativas de neutralidade da superpotência hegemônica no conflito que pretender criar.
Willber Rodrigues

Eu diria que:

Se o Tio Sam tiver que escolher entre você e a Inglaterra, o Tio Sam SEMPRE escolherá ficar ao lado da Inglaterra.

Helio Eduardo

Se me permite, acrescentaria:
-prepare sua bombas aéreas para uso anti navio (como parte do “informe sua força aérea”); e
– espere a França entregar mais lotes de Exocet antes de dar o primeiro tiro.

E, não custa lembrar, compre material para construir uma pista de pouso para seus jatos na ilha.

Johnwolque

Acrescentaria na parte de “espere a França entregar mais lotes de Exocet antes de dar o primo tiro” tambem o “espere o Reino Unido desativar seus dois porta aviões”
se bem que o processo de descomicionamento/desativação ainda mais de um porta avioes deve ser demorado, eu não sei,mas caso a Arg esperasse pro final de 82 a Primeiro semestre de 83, mesmo se tivesse iniciado a desativação dos dois porta aviões o RU talvez poderia reativa -los rapidamente ou ñ,o mesmo pros Vulcas que a esta altura também estariam desativados ,quem entende mais poderia responder

Cristiano de Aquino Campos

A sua mensagem e valida para as duas nações envolvidas. A Inglaterra invadiu as Malvinas quando a Argentina ja era independente. E a Inglaterra, invadiu o Iraque junto com os EUA.
Obs 1. A inglaterra tomou as Malvinas alegando que ninguem morava lá, que a Argentina não tomou posse.
Obs. 2. As Malvinas estão mais perto da Argentina que Fernando de Noronha do Brasil.
Obs. 3. Na mesma época, o Brasil tambem não ocupou ou tomou posse de Fernando de Noronha.
Por pouco, não estamos na mesma situação que a Argentina.

victor

As Malvinas NÃO estão mais proximas da Argentina do que Fernando de Noronha está do Brasil.

Douglas R.J.Santos.

a pergunta é: se outros invadissem aqui o que faríamos e se poderíamos fazer algo.

Agressor's

“O documento do MoD, o caráter futuro do conflito, prevê que, até 2029, o controle sobre os recursos “irá aumentar a incidência de conflitos”, à medida que a população mundial sobe para 8,3 bilhões. As disputas de fronteiras, como no Ártico, no Golfo da Guiné e no Atlântico Sul “ficarão inextricavelmente ligadas à obtenção de suprimentos energéticos”, com a Grã-Bretanha “dependente criticamente das importações de energia”. Isto exigirá “uma forte influência regional e, se necessário, a capacidade de projectar e manter o poder militar”. The MoD’s seminal document, the Future Character of Conflict, predicts that by 2029, control over resources… Read more »

Allan Lemos

Tenho a esperança de que eles tenham dito que continuariam a usar as máquinas estrangeiras apenas para despistar.

Fabio Araujo

Isso mostra a importância de uma comunicação segura, e tecnologia nacional é essencial para isso pois as chaves criptográficas são nossas e com isso diminui o risco de ser decodificada!

Hernâni

Não há comunicações e cripto seguras…! Pode demorar mais ou menos tempo.

rafa

Ledo engano. Existe sim. Talvez não naquela época, mas hoje existe.

Thiago A.

Ledo engano meu nobre, até a U.S.Navy treina para essa ocorrência em pleno século 21. A hipótese é remota, mas caso o inimigo disponha de capacidades técnicas similares, eles precisam se preparar. Matéria de 2019 que aborda justamente esse assunto: Por que os fuzileiros navais estão treinando para entrega de ordens por escrito por helicóptero? O exercício militar, estudado detalhadamente nos mínimos detalhes, correu perfeitamente. O helicóptero Sea Hawk entregou com sucesso uma nota contendo uma mensagem, pairando no convés de um navio militar. Aparentemente nada de surpreendente, senão por um detalhe interessante, considerando que esse fato ocorre hoje. Como… Read more »

Thiago A.

A matéria é do Analisi Difesa, de 2019. A tradução pode não ter ficado muito boa, pois por questão de tempo e comodidade utilizei o Google translate.
Abs

Helio Mello

Não há como afirmar que todas as comunicações são seguras. Vide o que a NSA fez alguns anos atrás. A China inclusive conseguiu colocar um backdoor em um chip que foi vendido pro mundo todo, e que tinha capacidade de capturar a informação antes de ser criptografada.
Aí fica o ponto crucial: numa situação extrema, dá para confiar, hoje em dia, que a sua comunicação está 100% segura? Eu acredito que partir da premissa que a comunicação é a prova de falhas é a primeira falha na comunicação.

Antoniokings

E isso mostra, também, o quão confiável é a ‘amizade’ com os EUA.
Os militares argentinos se lascaram.
Deram um golpe militar ‘a mando’ dos EUA e na primeira oportunidade foram traídos.
Que sirva de lição.

Fernando C. Vidoto

Não foi uma traição exatamente.

Os EUA tiveram que escolher um lado e escolheram o Reino Unido. 
Vídeo do Biden de 1982 sobre a guerra das Falklands:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=3C9hxsRO7pI%5D

No video acima, o senador Biden responde que haveria perdas diplomáticas ao se posicionar favorável a qualquer um dos países. Porém, ele apoia a ideia de se posicionar a favor do UK por eles serem:

"our oldest and closest allies"
Last edited 5 meses atrás by Fernando C. Vidoto
Thiago A.

Ingenuidade da Argentina acreditar na imparcialidade dos EUA. Não existe e não existia mínima possibilidade que eles prejudicassem uma relação cultural e histórica forjada no suor, sangue, sacrifício e muita camaradagem militar entre as recíprocas FA( não um simples acordo político ou papel de boas intenções.) em troca de uma país latino sem grande relevância estratégica .

Agressor's

Só que naquela situação se trata de um governo fantoche e subordinado mesmo. E a pátria do corrupto é o dinheiro. A bandeira do combate a ameaça comunista é algo bem explorado pelas potências hegemônicas do ocidente até os dias de hoje. As potências hegemônicas do mundo disputam entre si pelo o domínio e a influência sobre as nações mais fracas, onde cada uma se usa de narrativas contra a outra pra mascarar seus reais intentos por detrás.

Last edited 5 meses atrás by Agressor's
Antoniokings

É verdade.
De golpe em golpe os militares corruptos argentinos foram sobrevivendo e prosperando.
E sob a bandeira do combate ao comunismo.
Mas, será que aprenderam a lição?
Pelo que se percebe atualmente, estão ‘mais por baixo que barriga de cobra’ por aquelas bandas.

Antoniokings

Em tempo:
Ontem, Evo Morales fez uma acusação direta aos EUA ao denunciar que o golpe de Estado contra o País foi planejado dentro da Embaixada americana em La Paz.
Isso porque o Dep. de Estado americano condenou a prisão de Jeanine Alvez e diversos outros golpistas.
Vixe!

Thiago A.

Prezado Antônio, você deve está mais informado talvez eu não acompanhei os acontecimentos na Bolívia, mas foi confirmada a participação/ envolvimento do Elon Musk ?

Antoniokings

Eu li sobre o assunto que comentava sobre os interesses empresariais sobre o lítio boliviano, mas confesso que não aprofundei a questão.
Mas, faz sentido os interesses multinacionais sobre as riquíssimas reservas bolivianas.
O que eu sei é o que Governo boliviano vem tentando (com certa dificuldade) uma fórmula de maior participação nacional nos projetos de mineração e beneficiamento do lítio, o que pode não agradar outros interesses externos.
SDS

Antoniokings

SDS

Willber Rodrigues

Uma coisa é você saber, através de espionagem, quantos subs o seu inimigo tem a disposição e qual a área aproximada onde eles fariam patrulha.
Outra BEEEEM diferente é saber qual é, exatamente, a localização exata do sub inimigo…

Jadson Cabral

Não é tão fácil quanto parece. Sabiam, mas não com tanta precisão. Então melhor não arriscar se podiam ganhar de outra maneira. Inteligência é saber usar as informações de forma inteligente. E isso nem sempre quer dizer destruir todos os meios do inimigo só pq você sabe onde eles estão.
Quando os britânicos decifraram a Enigma e passaram a interceptar todas as comunicações da Kriegsmarine no Atlântico, eles não destruíram todos os U-boats pq sabiam que os nazistas desconfiariam e no dia seguinte estaria usando outra cifra. Eles agiram com frieza.

Dr. Mundico

Exatamente, e você ainda terá que supor que o inimigo está praticando manobras diversionistas com o objetivo de provocar confusão, “plantando” indícios e informes previamente forjados com o intuito de induzir ao êrro.

Jodreski

Amigo isso mostra como é difícil detectar um submarino mesmo sabendo a região aonde o mesmo se encontra. A verdadeira arma Stealth não vem pelos ares, ela se esconde na imensidão do oceano, ele é vasto e encontrar um submarino nele não é tão fácil assim como algumas pessoas acreditam aqui. Sorte dos argentinos que não foram detectados, se fossem certamente a marinha inglesa teria tido sucesso em afundá-lo!

Salomon

Se o bicho pega uma termoclina forte, não tem espionagem que ache.

Agnelo

Resposta simples para sua pergunta Nr 1) e 2)
Porque guerra não é Super Trunfo….

Cabe salientar ainda, q mesmo decriptografando um texto, ele pode ter um sentido previamente brifado.

Sds

Gabriel

Admiro tua paciência em explicar o simples.

Elias

Posso estar enganado, mas o submarino não reporta a sua localização, apenas recebe informações das possíveis rotas e localizações do inimigo. De maneira que se decodificado pelo inimigo da tempo para fuga ou mudança de rota ,

Elias

Mas caçá-lo (ARASan Luis), não foi tarefa fácil ,

Last edited 5 meses atrás by Alexandre Galante
José Luiz

Amigo mk 48 uma pergunta não é arriscado demais para um sub emitir qualquer onda eletromagnética quando usa o snorquel não vai acender o sinal nos detectores MAGE dos vasos de superfície e por goniometria localizarem o sinal fazendo com que um helicóptero voe direto para o local. Creio que em uma situação de guerra em mar dominado pelo inimigo ficamuito arriscado. Pelo que lembro no momento do que li sobre o San Luis (obs. Não sei todos detalhes) o comandante transmitiu uma msg no final narrando as falhas dos torpedos e os priblemas do computador de tiro. Aliás essa… Read more »

Rinaldo Nery

Lembro de uma operação do MinDef na região sul, em 2007 (não recordo o nome: Pampa, Laçador, Charrua, sei lá…), quando o submarino Tupi compunha a Força Tarefa adversária. Era o terror das forças navais na área. Colocamos um R-99 em patrulha eletrônica e, ao emergir bem próximo do litoral gaúcho, o Tupi emitiu e foi prontamente localizado pelo R-99. No COAT (Centro de Operações do Teatro) da Força Aérea Componente, nas instalações do 2°/1° GCC, na BACO, observamos, no telão, os LOB (Line of Bearing) das emissões do Tupi (emitidos via downlink do R-99), e a triangulação da posição… Read more »

Rinaldo Nery

COAT (Centro de Operações Aéreas do Teatro)

José Luiz

Verdade Sr. Nery, aeronaves são grandes inimigos dos subs. basta imaginar que haja uma aeronave capacitada para guerra ASW no dispositivo. Como o sub convencional é muito lento a aeronave chega rapidamente ao local ai sonoboias, detector de anomalia magnéticas e o sub tem chances de ser localizado. Claro que o comandante do sub vai usar as camadas térmicas etc para escapar. Parece que o San Luis escapou até de um torpedo anti submarino britânico gostaria de saber mais sobre essa historia.

Rinaldo Nery

Na guerra naval, basicamente, ¨emitiu, morreu¨. Difícil se esconder.

José Luiz

Obrigado amigo. Guerra ASW é um tema fascinante e as atividades de coleta de inteligência garante que até em tempos de paz tenhamos muitas histórias. Lembro de dois casos antigos durante a época da guerra fria aqui na América do Sul um na Argentina e outro no Chile em que subs desconhecidos foram detectados no litoral e perseguidos.

Marcos R.

Acredito que eles mantenham silêncio de rádio e apenas usem sensores passivos para receber comunicações do comando. Dessa forma não emite qq radiação rastreavel.

Elias

Obrigado pela informação

OCIMAR

ALGUÉM AINDA CHA Q ESTAMOS SEGUROS EM NOSSAS COMUNICAÇÕES ???? SÓ SE FOR POR SINAIS DE FUMAÇA.

Jodreski

Seria ridículo de nossa parte achar que nossas comunicações são seguras. Primeiro que a história está aí para nos mostrar que quem partiu dessa premissa provou um gosto amargo da derrota que sirva de exemplo os alemães e japoneses. De lá pra cá a tecnologia evoluiu muito e não fomos nós que contribuímos para isso, ou seja, usamos hj equipamentos construídos por outras nações pois não detemos a tecnologia para fabricarmos para nós mesmos. Se há talvez alguma nação que possa afirmar que suas comunicações são seguras, talvez (veja bem um grande talvez) seja os Estados Unidos. E vou além…… Read more »

Last edited 5 meses atrás by Jodreski
Piassarollo

Pensei a mesma coisa

Dr. Mundico

Saber a área onde opera determinado submarino não necessariamente significa neutralizá-lo. Uma coisa é saber da sua existência, outra coisa é saber dos seus objetivos e suas capacidades inerentes a determinada ação. Manobras diversionistas sempre foram empregadas em vários conflitos e um bom estrategista sabe disso. Disfarçar, ilaquear, dissimular e simular ações e intenções fazem parte de uma boa estratégia para confundir e provocar dúvidas no adversário. Acredito que na época a armada argentina ainda seguia protocolos por demais “previsíveis” e talvez isso tenha sido a sua desgraça. Numa guerra você sempre está sozinho e confiar no acaso é o… Read more »

PCOA

Nunca a Argentina venceria, a não ser por um golpe de sorte afundando um dos PA britânicos na área ou, se adiassem a invasão até o descomissionamento do Hermes, o que deixaria a RN em maus lençóis.

Ela nunca lutou somente contra a GB. Os britânicos se valeram do apoio de Chile e EEUU.

Last edited 5 meses atrás by PCOA
Fernando C. Vidoto

O que faltou para Argentina vencer: -Superioridade aérea na ilha: Grande quantidade de SAMs (+ baterias AAA) pela ilha. Diversas estacões de radar. Diversas estacões de guerra eletronica. Caças e doutrinas iguais(ou superiores) a combinacao Harrier + Sidewinder L -Superioridade naval na ilha: Maior quantidade de Exocets (ou outros armamentos anti-navios). Grande capacidade de combate as embarcacoes e subs britanicas.(tendo uma marinha com capacidade similares ou superiores a britanica) -Superioridade terrestre na ilha: Transfornar as Falklands em uma fortaleza (montar fortes, bases subterrâneas) Utilizar blindados. Grande quantidade de soldados na ilha. (bem treinados, com bons equipamentos — Hehe, aqui vai… Read more »

José Luiz

Caro Fernando. Eu gosto muito de assuntos militares e era adolescente qdo teve a guerra de 82 e acompanhei as notícias pela mídia já neste século com a amplitude da internet e acesso a inúmeros materiais principalmente argentinos obtivem muitas informações. Considero o conflito muito didático em termos de estudos por ser curto e limitado em número de operações so mesmo tempo que contempla praticamente todos os aspectos das operações militares no ar, no mar e em terra. Se aprende muito sobre as limitações reais e os dilemas. O estudo detalhado do conflito pode ensinar muito. Recomendo bastante.

Antoniokings

Eu estive na Argentina quando da Guerra das Malvinas.
Tinha algum ufanismo com a situação, com cartazes do tipo ‘As Malvinas são argentinas’ e algumas bandeiras nas janelas.
Vimos no que deu.

Antoniokings

É um aspecto positivo do caráter argentino.

Fernando Veiria

Quando a Argentina estreou na Copa de 2014 no Maracanã tinha uns argentinos que conseguiram entrar e mostrar uma faixa com esses dizeres durante boa parte do jogo.

Francisco

Exato. Terminei de ler “Malvinas, um Sentimento.”, de autoria do Coronel Seineldin, comandante do 25 Regimento de Infantaria do Exército Argentino, atuando nas ilhas do primeiro ao último dia do conflito. A percepção do improviso foi latente.

Henrique

Os americanos já tinham embargado a Argentina anos antes. Teriam que rever o material deles antes de atacar mas partiram da premissa idiota que não seriam revidados.

mendonça

capturadas com quase certeza por estações do chile ,devido ser a mais próxima , tambem o satélite americano , aliás, deram outros tipo de suporte aos britânicos , como foi o míssil antirradiação .
nova zelândia e ascenção , seria nais improvável .

mendonça

com relação á ter peito pra invadir algum território , isso é muito relativo .
depende qual seria invadido ,e porque .
se fosse uma bolivia da vida ,teriamos peito de sobra , e tambem motivo , como foi a caso da tomada da refinaria da petrobras por evo morales , no grito .

Fabio Araujo

Qual foi o tipo de apoio que os soviéticos deram aos argentinos na Guerra das Falklands?

José Luiz

Existe muitos assuntos obscuros mas quanto aos soviéticos parece que se limitou a informações de inteligência. Por causa da Grã Bretanha ser integrante da OTAN houve atividades de reconhecimento pelos soviéticos, seja na forma de monitoramento por satélite a coleta de dados por sub nuclear na área. Alias as atividades dos sub nucleares de outros países na região faz parte dos mistérios das guerra. Quanto a armamento não houve fornecimento direto. A Argentina recebeu da Líbia durante o conflito mísseis Manpads do tipo SA7 e os transportou para as ilhas as pressas. Na internet em sites em espanhol existe muita… Read more »

José Luiz

Obrigado Mk 48 pelo elogio. Sobre o fornecimento de armas para a Argentina durante o conflito. Houve auxílio de Israel mas até hoje eu não li em lugar nenhum detalhes claros do que foi fornecido, acredito por dedução que foram principalmente componentes para as aeronaves de caça Mirage III, Dagger que eram israelenses e para os Skyhawk, talvez tanques alijaveis que foi um ponto crítico e turbinas. Outro país importante foi o Peru que parece ter fornecido torpedos, este fato é obscuro, mas li uma vez que os torpedos do ARA Santa fé vieram de um país sul americano, sendo… Read more »

Allan Lemos

A interceptação das comunicações inimigas vem contribuindo para a vitória ou derrota em guerras desde centenas de anos atrás. Antes dos argentinos, os alemães já haviam tido as sua mensagens indo parar em mãos inimigas, os japoneses, até mesmo Napoleão perdeu guerra por causa disso. Pena que por aqui, nenhuma lição foi aprendida.

Joao Moita Jr

Como gostam de meter o pau nos argentinos né. Pelo menos eles lutaram, e mesmo com os Estados Unidos e até o Chile botando o dedo na balança para a Inglaterra, eles fizeram o que poderam. Pelo menos
lá com a honra intacta eles perderam uma guerra, já em alguns outros países só é necessário o envio de malas cheias de dólares para comprar o país inteiro, pois todos se vendem a preços de pechincha.

Abs

Parabellum

É verdade. Quem poderia imaginar uma nação latino-americana peitar a lendária marinha de sua majestade? Fato é que em 1982 o governo argentino mantinha sua Marinha bem equipada com o que tinha de melhor na época. Sem me alongar, faltou apenas um pouco mais de aprontamento dos meios disponíveis, em particular os submarinos e um estoque maior de munições, em particular os mísseis exocet e ar-ar.

Leandro Costa

Salvo engano eles tinham cinco aerotransportados. O restante em navios, o que não os impediu de usarem os lançadores e sistema de tiro como bateria costeira.

Antoniokings

O Exocet fez história.
Se a Argentina tivesse mais deles, a história poderia ser diferente.

Joao Moita Jr

Se a Argentina tivesse comprado armas de ponta soviéticas, a estória teus sido diferente. Mas…
Foram confiar nos mocinhos da época, e deu no que deu.

Antoniokings

Ficaram na mão.

José Luiz

O ponto alto da Armada Argentina eram os dois destroies Type 42 de origem britânica com mísseis Sea Dart hoje seria equivante a ter dois Type 45. Tinham três corvetas francesas que também eram modernas. Duas lanchas missileiras com MM38 Exocet. E dois submarinos alemães Tipo 209. O resto era tudo da 2 Guerra Mundial com muitos problemas, mas deve ser ressaltado que havia muitos navios com Exocet MM 38, praticamente todas as escoltas inclusive destroies antigos tinham recebido o Exocet. Nesta época do nosso lado somente duas fragatas da classe Niterói tinham Exocet MM 38 era uma diferença brutal.… Read more »

Henrique

Sim. As FFAA deles eram bem melhores que as nossas quase o século XX inteiro.

Joao Moita Jr

Tiro meu chapéu ao governo brasileiro da época, que mandou alguns aviões de patrulha para ajudar, e até segurou um Vulcan que teve que pousar no Brasil. Idem, o Perú.
O Chile, cheio de fans aqui no blog deixou até seu próprio solo ser usado contra a Argentina.

Antoniokings

O Chile, à época, era comandado pelo Ditador Pinochet, extremamente alinhado aos interesses americanos.

Allan Lemos

Tiro meu chapéu ao governo brasileiro da época, que mandou alguns aviões de patrulha para ajudar, e até segurou um Vulcan que teve que pousar no Brasil.

O que foi uma estupidez. Não havia porquê se indispor com os britânicos.

Fernando Veiria

O Vulcan estava perto da costa brasileira e acabou interceptado porque tinha problemas. A tripulação optou por voar próximo a costa para ter chances de sobrevivência em caso de pane catastrófica.

Acabou que com o bombardeiro interceptado e enquanto se resolvia o imbróglio diplomático, a tripulação gozou de umas boas férias em Copacabana.

JT8D

Nunca ficou claro para mim se o Vulcan pousou no Rio de Janeiro por ter sido interceptado ou se dirigiu-se intencionalmente para o Rio por pane seca.

Fernando C. Vidoto

A Argentina tinha planos de anexar as ilhas Beagle(Chilenas) caso obtivesse sucesso com as Falklands.

Por isso a ‘traição’ dos chilenos.

Last edited 5 meses atrás by Fernando C. Vidoto
JT8D

João, o Chile esteve prestes a entrar em conflito com a Argentina em 1978 por causa da disputa pelas ilhas do canal de Beagle. Uma força de invasão argentina chegou a ser mobilizada e por muito pouco não se iniciou uma guerra. Então para o Chile a Argentina era um potencial agressor, um inimigo. Nesse sentido não houve traição, pois os argentinos sempre souberam que os chilenos estavam contra eles.

Last edited 5 meses atrás by JT8D
Fernando C. Vidoto

Na vdd o Brasil e Argentina eram meio “inimigos” na época rs

Existem boatos que os argentinos tinham planos de expansão na América do Sul.

-Começando pela invasão das Malvinas e Georgia do Sul.

-Depois, Ilhas Beagle (ou mais territórios da Tierra del Fuego).

-Reunificação com Uruguai.

-Anexação dos estados do Sul do Brasil.


Seria uma baita empreitada.

Last edited 5 meses atrás by Fernando C. Vidoto
Alison

Não costumo concordar com vc, mas vou dar o braço a torcer nesse comentário. Certissimo

jonas123

Os ingleses descodificaram a Enigma (com ajuda dos Polacos) durante a Segunda Guerra, por isso não é de admirar que o tivessem feito nas Falklands em 82.

Francisco

O livro “Código das Profundezas” (autor: Roberto Lopes) narra os episódios envolvendo os submarinos argentinos durante o conflito. Lendo essa matéria, percebe-se que o ARA San Luís foi localizado antes de fazer o seu ataque frustrado a navios ingleses. Pois, há um relato de disparos de torpedos, cujo fio condutor rompeu, e um ataque ao submarino com bombas de profundidade.

Rafael M. F.

Nada de novo sob o Sol… os britânicos já fazem isso desde 1914.

Impressiona os argentinos não terem qualquer tipo de comunicação de contingência.

Henrique

Quanto mais leio sobre a guerra das Malvinas mais fico impressionado com o amadorismo e incompetência dos argentinos.

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