sexta-feira, setembro 17, 2021

Saab Naval

Destróieres Type 45 da Royal Navy vão receber sistema de mísseis antiaéreos Sea Ceptor

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

HMS Daring, destróier Type 45 britânico
HMS Daring, destróier Type 45 britânico

Os destróieres Type 45 da Grã-Bretanha serão equipados com o novo sistema de mísseis antiaéreos de curto alcance Sea Ceptor como parte de uma atualização mais ampla da capacidade de armas e do sistema de comando e controle associado.

A fabricante de mísseis MBDA UK vai integrar seu Common Anti-Air Modular Missile, ou CAMM, em um sistema atualizado de comando e controle Sea Viper usado pelo navio de guerra.

Os seis destróieres antiaéreos Tipo 45 da Marinha Real estão atualmente equipados com mísseis Aster 15 de curto alcance e Aster 30 de longo alcance projetados pela Eurosam, que, junto com o radar Sampson, é conhecido localmente como sistema Sea Viper.

De acordo com o plano de atualização, o Aster 15 será substituído pelo CAMM, o sistema C2 receberá um grande impulso no poder de processamento e o Aster 30 poderá passar por uma atualização de meia-idade anunciada recentemente.

No geral, o investimento em melhorias de letalidade no Type 45 chega a £ 500 milhões (US$ 692 milhões), disse o Ministério da Defesa. A maior parte desses gastos está relacionada a atualizações do Aster 30.

A atualização do Aster 30 é um contrato trinacional de sustentação e aprimoramento entre o Reino Unido, a França e a Itália.

O MoD disse que células lançadoras verticais adicionais também estão sendo instaladas para o CAMM, permitindo um aumento significativo no número de mísseis de defesa aérea disponíveis.

“Para facilitar a introdução do CAMM, um novo silo de 24 mísseis será adicionado à vante dos atuais 48 silos de mísseis Aster 30, aumentando assim a capacidade geral de mísseis dos navios em 50 por cento. Isso resultará em uma capacidade total de 72 mísseis antiaéreos por destróier”, disse o ministério.

As 48 células de lançamento vertical Sylver existentes no Type 45 serão exclusivamente para o míssil Aster 30 de longo alcance.

A revisão planejada do primeiro destróier equipado com CAMM está programada para ser concluída no verão de 2026.

Os navios de guerra serão equipados com o novo míssil e os lançadores verticais adicionais durante a manutenção programada e os esforços de atualização, que também incluem um programa de melhoria substancial da propulsão.

A arma é principalmente para defesa aérea de área local e próxima contra alvos de alta velocidade, mas o ministério disse que o CAMM também dará ao Type 45 a capacidade de engajar efetivamente pequenas embarcações de ataque rápido, helicópteros pairando e alvos de baixa velocidade.

O Vice-Comandante da Frota da Marinha Real, Vice-Almirante Jerry Kyd, disse que os programas fornecerão uma capacidade excepcional para a linha de frente, “garantindo que a Marinha Real permaneça posicionada para defender a frota de superfície e, mais importante, o grupo de ataque do porta-aviões, contra ameaças aéreas complexas, tanto agora como no futuro.”

O CAMM entrou em serviço a bordo de uma fragata Type 23 em 2018 e está programada para ser instalada nas novas fragatas das classes Type 26 e Type 31 em construção. O míssil também foi adquirido pelo Exército Britânico para defesa aérea.

O Sea Ceptor, para o qual existe uma variante de alcance estendido, proporcionou negócios de exportação substanciais para o braço britânico da MBDA. Os clientes incluem Brasil, Canadá, Nova Zelândia, Chile e pelo menos um país não identificado.

FONTE: Defense News

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Pedro Bó

À ré do sistema SYLVER, ainda existe espaço para a instalação de 16 silos do supracitado sistema ou do Mk-41.

Moriah

Esse arranjo à frente deve ser em dois módulos de 12 mísseis, como é padrão no CAAM, separados e colocados nos bordos. Já esse espaço mencionado, poderia ser usado para Tomahawk.

Hcosta

Pelo que entendi o espaço que estavam a planear para colocar mk 41, vão ser para os CAAM, utilizando os silos com Aster 15 para terem mais Aster 30. O SCALP tem de ser o VLS-70, o que não é o caso.
Ou seja, apostaram nos Aster 30, não vão utilizar mais o Aster 15 e não vão ter misseis de cruzeiro no navio?

Mercenário

HCosta,

Os SSN são os meios que possuem mísseis de cruzeiro na RN atualmente.

As Type 26 também os terão (novo míssil franco-britânico, possivelmente).

https://ukdefencejournal.org.uk/type-26-frigate-to-be-armed-with-cruise-missiles/

Moriah

Eu não vi a foto do topo da matéria, realmente lá tem 4 módulos de 6 CAAM cada um. Atrás até daria para alojar isso, mas acredito que o projeto não contempla mais VLS na proa. Teria de ser um lançador externo, mas isso aumenta a assinatura radar.

Pedro Bó

HCosta, os VLS do CAMM serão instalados à vante do SYLVER, como está na primeira imagem. O espaço dedicado para os Mk-41 fica onde hoje são instalados os lançadores de Harpoon. Ali embaixo, salvo engano fica uma academia para a tripulação que pode ser remanejada. As Type 45 foram projetadas de forma a garantir o incremento de suas capacidades.

Hcosta

No navy look out tem mais informações. Uma outra vantagem é que tem espaço, em altura, para colocar o vls 70 para misseis de cruzeiro.

Hcosta

Haverá espaço para os CAMM e os misseis de cruzeiro?

Last edited 2 meses atrás by Hcosta
rui mendes

Não, eles vão trocar os harpoon, que ficam situados entre a ponte de comando e o lançador dos mísseis áster 30 (os Britânicos só usam os harpoon nas type 45 de vez em quando) por um desenvolvimento próprio do míssil Israelita Gabriel V, que será conhecido como sea serpente, sendo que o próprio Gabriel V, já foi escolhido, para as novas corvetas Israelitas e também para as novas corvetas Filandesas.

Filipe

Esse navio é bastante poderoso, parece ser o Guerreiro mais musculado da Royal Navy, dai a razão dos britânicos abandonarem o projeto Horizon (Franco-Italiano).

Hcosta

Não, foram razões políticas. Motores ou qualquer coisa parecida.
São navios muito semelhantes com o mesmo número de VLS.

Pedro Bó

A principal razão para a dissensão no projeto foi que os britânicos queriam uma belonave com maior deslocamento para missões de longa duração longe do RU, enquanto Itália e França queriam navios mais leves para operar principalmente no Mediterrâneo.

rui mendes

O deslocamento é quase igual, e até o número de células de mísseis anti-aereos são iguais, os mísseis anti-aereos são os mesmos, ficando as horizonte melhor equipadas na guerra anti-navio com os mísseis exocet b3 contra os harpoon actuais nas type 45,.

Inimigo do Estado

48 VLS num navio deste tamanho é contraproducente, e vergonhoso para um país que já dominou metade do globo terrestre.

Hcosta

Não serve!
(ironia)

Alfredo Araujo

Não… Não pode !
É um comentário retirado do @#%$ do cidadão.
Ele não faz ideia do nr de células necessárias… Isso varia de acordo com o requisito operacional e o cenário onde o navio vai operar.
.
É a mesma coisa q um cidadão q veste 42 falar que a calça do rapaz do lado, tamanho 38, é inútil ! Para o cidadão q veste 38 é perfeita !

Inimigo do Estado

Para quem estava buscando treta no mar negro, vão precisar de mais que 48 VLS.

Secundarista_RJ

[OFF-TOPIC] Boa tarde! Peço licença aos administradores da página e aos outros comentaristas. Eu sou um estudante de Ensino Médio do Colégio Marista São José, e estou fazendo um trabalho da disciplina de Sociologia. Neste trabalho, temos que fazer um projeto de um país fictício. No meu grupo, eu fiquei encarregado de escrever sobre as forças armadas do nosso país fictício, mas não tenho muito conhecimento sobre o assunto, por isso estive seguindo esse site para aprender um pouco mais. Eu finalizei o projeto da Marinha do nosso país e gostaria de apresenta-lo aqui para que os outros foristas, que… Read more »

leandro

muito bom… mas seu pais fictício precisa ter uma economia muito bom pra sustentar essa marinha… só isso aí já consegue contrapor praticamente toda a america latina.. isso sem dispor de NAE.

pangloss

Parabéns pelo seu trabalho. Saliento o grande mérito da diversidade de fornecedores, a indicar que o seu país está empenhado em manter elos com diversas potências militares.

Augusto L

Oi Secundarista. É viável sim, mas seu país teria que ter uma economia de mais de 1 trilhão dólares e ter uma condição geopolítica que justifique tal investimento. Essa seria a parte da viabilidade. Quanto as melhorias, você poderia melhorar nas classes e nas classificações dos navios, não sei quanto isso pode ser relevante para você mas se quiser ajuda é só falar :). Ah e vc pode também incluir meios aéreos e uma outra dica também é vc olhar na wiki as estruturas de Marinhas médias para grandes, como por exemplo: Reino Unido, França, Japão, Coreia do Sul, Índia,… Read more »

GFC_RJ

Caro Menor Conterrâneo, Interessante sua e questão e darei apenas 2 pitacos: 1 – Um ticonderoga para navio de treinamento, que entendo, similar ao nosso navio-escola Brasil, é quase como um tomahawk para matar um rato. Esse cruzador é um monstro, “com uma gama de missões que só a US Navy pode proporcionar a você!”. Faz coisas que nem sonhamos (ou só sonhamos) em fazer aqui no Brasil, como “chuva de mísseis de cruzeiro”. 2 – Seu país fictício precisa de uma marinha com foco em qual atividade? Controle de comunicações marítimas, negação do uso do mar ou projeção de… Read more »

Kemen

Secundarista_RJ Gostaria de fazer algumas recomendações, tendo em vista que no caso o orçamento da Marinha não seria um problema limitante e não porque tenha cometido nenhum êrro. 1- Em vez dos 3 classe Camberra só de assalto, 2 classe Juan de Bourbon, que foram previstos para opcionalmente usarem aviões, e 50 F-35 B. 2- Em vez de 3 tipos de fragatas, sugiro utilizar um tipo ou dois apenas de fragata, com umas 6.000 a 7.000 tn, multimissão (anti submarinas e anti aéreas) essa é uma opção que tem tido a preferência das Marinhas ultimamente. Umas 14 fragatas seriam suficientes. 3-… Read more »

Leandro Costa

Oi Secundarista, primeiro devo elogiar o empenho no trabalho, bicho. Esse é o caminho!

Mas a outra coisa que tenho à dizer é que você precisa verificar com responsável pela parte econômica e geopolítica desse país para saber se consegue dimensionar as FFAA da melhor maneira. Caso contrário podemos dar pitacos errados aqui. E como comentaram, acho que seria uma boa não ter o Ticonderoga como navio-escola por ser supradimensionado para essa tarefa e mais adequado como meio de linha de frente e caro de operar.

Secundarista_RJ

Oi!! Queria agradecer a todos que vieram me ajudar. Estou aprendendo bastante com todos vocês. Infelizmente não tenho nenhum parente da Marinha, então eu acabo dependendo um pouco da ajuda de vocês. 1 – Quanto ao navio escola Ticonderoga, a minha ideia era de pegar um navio bem moderno para que o treinamento fosse o mais parecido possivel com os outros navios da frota. Mas acho que exagerei! Vou substituir ele por um mais modesto. 2 – Quanto aos navios serem de origens diferentes, eu acho que vou rever isso também. Eu tinha feito essa escolha para que o país… Read more »

Dan

Olá secundarista, não sei se conseguirá ver esse meu trabalho até a apresentação do seu trabalho ou se esse meu comentário será de alguma ajuda, mas espero que seja, enfim. 1 – Nas forças armadas de todos os países hoje no mundo tem que ter um foco, por exemplo ofensivo/defensivo, a questão geo-política é extremamente importante para qualquer país, pois se um país está sobre ameaça irá dar mais foco na área da defesa ( exemplo que podemos citar é Índia que investe pesado nas Forças armadas, por causa da China e do Paquistão ) 2 – Uma sugestão que… Read more »

Ten Murphy

Sugestão para a geopolítica do seu país, dê uma olhada nos canais do YouTube Professor HOC e Thiago de Aragão. Para ilhas, entre na Wikipédia em inglês por ser muito mais completa, pesquise os seguintes países, na parte de forças armadas (estará depois dos tópicos História, Geografia, Demografia, Política – ou dentro do tópico Politica). Lá, clique na página específica da força armada do país (exemplos: Japan Self-Defense Forces, British Armed Forces). Na página que se abrirá tem links/linques para a marinha, exercito e força aérea e nessas, no tópico equipamentos, quais os meios de cada país, se clicar na… Read more »

Marcelo

caro secundarista, parabéns pelo trabalho, interesse e dedicação. mas tenho uma sugestão no entanto – quando falamos de classes de navios específicos entramos num nicho de conhecimento muito grande. não acredito q seus colegas ou professores consigam entender o que estamos falando. então para que o trabalho seja mais acessível e abrangente eu dividiria o trabalho em partes: Contexto Geo-Politico: o seu país faz parte de alianças militares ou é um estado isolado? sera que ele é considerado um pária (‘eixo do mal’?) por alguma potência? quais são as ameaças? qual o relacionamento histórico com os países vizinhos? seu país… Read more »

Dalton

Parece-me pouco 24.000 pessoas na marinha diante de tantos meios e consequentemente imagino, responsabilidades e alguns meios simplesmente não estão mais em produção como fragatas “Brandenburg” então limitaria os meios que encontram-se em produção não contando com possíveis aquisições de segunda mão pois há pouco ou nada no horizonte. . Diante de tantos meios de superfície inclusive, alguns realmente muito grandes, parece-me pouco o número de submarinos, apenas 4 e grande o número de fuzileiros navais quando comparado ao número de pessoas na marinha que considero pouco. E definitivamente não se pode ter um “Ticonderoga” como navio de treinamento, não… Read more »

Carlos Campos

é uma força de respeito, só faltou um navio para reabastecimento. no mínimo

Alex Barreto Cypriano

O teu país fictício não seria landlocked, certo? 😉
O quê dizer sobre elenco de meios sem saber as características do país fictício e sua inserção no cenario internacional?
First things first.
Se teu país fictício for democracia, sem conscrição. Se for failed state, tem que ter oficialato de pendor caudilho. Se for totalitarismo ou autoritarismo, tem que ter um desclassificado malicioso em chefe.

Dalton

Deslocando tanto quanto os primeiros Arleigh Burkes, sem hangares, os T-45s, assim como os “Spruances” como originalmente concebidos receberam críticas por serem considerados sub armados, mas, ambos foram pensados com boa margem para crescimento futuro.
.
No caso dos “Spruances” a maioria deles recebeu 61 silos verticais para mísseis principalmente “Tomahawks” e alguns também receberam um “RAM” com 21 mísseis de pronto uso.
.
Excelente decisão tomada pelos britânicos, quem sabe em futuro próximo, substituir o “Harpoon” por míssil mais capaz como o “NSM” sendo adotado pelos “LCSs” da US Navy.

Mercenário

Dalton,

O míssil antinavio “temporário” será escolhido em breve, mas inicialmente equipará apenas as Type 23 GP.

A ideia é que o novo míssil antinavio decorra do desenvolvimento franco-britânico para substituir Harpoon, Exocet e Storm Shadow/SCALP.

Augusto L

O Áster 30 tem pouco alcance para ser o míssil de frota. O RU fez mal em não fazer igual a Holanda e Alemanha em ter ido de SM americano.

Quanto ao Sea Ceptor, eu acredito que seja igual ao ESSM, portanto cada célula levaria 4 mísseis dentro.

se for assim, as Types 45 podem ter até 144 mísseis

Kemen

O Sea Ceptor que é de produção britanica substituira nas Type 45 os Aster 15 de curto alcance, 30 Km, mach 3,5 o CAMM tem mais ou menos o mesmo alcance 25 Km, mach 3. Os Aster 30 (também utilizado nas FREMM) sofrerão modernização para a ultima versão, eles tem um bom alcance, 120 Km a 4,5 mach.

Last edited 2 meses atrás by Kemen
Dalton

O “Sea Ceptor” pelo que entendi será acomodado em silos extras e individuais, totalizando 24 deles, enquanto os 48 silos já instalados abrigarão apenas o Aster 30.
.
E também pelo pouco que entendo, o Bosco certamente daria uma ótima aula, o Aster 30 tem suas vantagens sobre o “Standard” como maior velocidade por exemplo, então, esse “pouco alcance” não desmerece o míssil europeu.

Carlos Campos

se for em relação ao SM6 realmente, mas se for aos SM2 aí tá no mesmo nível, SM6 é anti aéreo e anti navio

Guizmo

Dúvida meio fora do contexto……O Tomahawk EUA tem alguma capacidade antinavio?

Kemen

Sim seria possivel, mas não se usaria um missil de cruzeiro de grande alcance e mais caro para atacar um navio se misseis especializados mar-mar estiverem disponiveis, por exemplo, o Exocet, Harpoon, Penguin ou outro.

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