Lockheed Martin entrega antenas do radar SPY-7 para novos destróieres do Japão
A modernização naval japonesa deu mais um passo significativo com a entrega, pela Lockheed Martin, das primeiras antenas do avançado radar AN/SPY-7(V)1, destinadas aos futuros navios Aegis System Equipped Vessel (ASEV) da Força Marítima de Autodefesa do Japão. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (7), diretamente da unidade da empresa em Moorestown, Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A encomenda, composta por um conjunto de quatro antenas, foi concluída dentro do cronograma, após rigorosos testes de aceitação, e faz parte de uma venda comercial direta intermediada pela Mitsubishi Corporation para o Ministério da Defesa do Japão (JMOD). “A entrega bem-sucedida e pontual de todas as antenas para o primeiro ASEV demonstra a maturidade e a escalabilidade do radar SPY-7, além da nossa capacidade de produção e da dedicação da Lockheed Martin em integração de sistemas”, declarou Chandra Marshall, vice-presidente de Soluções de Combate Multidomínio da companhia.
O Japão está construindo dois novos destróieres equipados com o sistema Aegis, que têm previsão de entrar em serviço nos anos fiscais de 2027 e 2028. Segundo Marshall, ainda este ano as quatro antenas passarão por testes adicionais de integração no Production Test Center da Lockheed Martin, também em Moorestown, antes do envio definitivo ao Japão. Essa etapa é considerada crucial para reduzir riscos de integração e garantir o cronograma de comissionamento das embarcações.
O radar SPY-7 destaca-se pela sua avançada capacidade de detecção e rastreamento simultâneo de múltiplos alvos, permitindo que as forças navais respondam a ameaças cada vez mais complexas em ambientes dinâmicos e incertos. O sistema utiliza tecnologia de estado sólido e arquitetura escalável, atributos que vêm atraindo diversos países aliados dos Estados Unidos.
Além do programa japonês, o SPY-7 está sendo incorporado às fragatas F-110 da Marinha da Espanha, aos novos destróieres da classe River do Canadá e já foi implantado em sistemas terrestres, como o Defense System para Guam (TPY-6) e o Long-Range Discrimination Radar (LRDR) da Agência de Defesa contra Mísseis dos EUA. Em dezembro de 2024, a versão terrestre do SPY-7 foi responsável por interceptar com sucesso um míssil balístico de médio alcance durante o experimento Flight Experiment Mission-02 do sistema Aegis Guam.
A escolha do radar SPY-7 por Estados Unidos e aliados reforça a confiança internacional na tecnologia desenvolvida pela Lockheed Martin. A empresa, gigante global do setor de defesa, aposta na visão de “Segurança do Século XXI” e investe no desenvolvimento de soluções multidomínio que aceleram a entrega de tecnologias transformadoras para proteger nações em um cenário de ameaças cada vez mais sofisticadas.
Com os navios Aegis ASEV, o Japão amplia significativamente sua capacidade de defesa antimísseis, consolidando-se como um dos países mais preparados tecnologicamente para lidar com ameaças aéreas e balísticas na região do Indo-Pacífico, palco de tensões geopolíticas crescentes.



ótimo radar, de GaN, capacidade de processamento de dados incrível, supostamente poderia ver um caça stelth a uns 100Km, mas o preço é de mais de 100 milhões por radar desse em um navio, preço estimado. pode ser mais
se cuida J35
Se a China fosse atacar um navio capital acho que eles usariam misseis balísticos hipersônicos ao invés do J35
Vdd ainda bem que esse radar consegue rastrear mísseis balisticos bem bem de longe, mas se o J35 chegar perto já era, melhor seria ele usar mísseis anti navio de longo alcance uns 3 só pra garantir que ia afundar o navio Japonês.
O papel desses dois novos destroiers gigantes do Japão que pesarão 15 mil toneladas (era pra ser 20 mil originalmente) é interceptação de mísseis balísticos e outras ameaças hipersônicas, eles ficarão ambos estacionados definitivamente no golfo do Japão impedindo que mísseis balísticos ou de cruzeiro chineses e norte coreanos cheguem nas ilhas. O projeto dos navios só se deu pq originalmente os japoneses iam instalar um sistemas anti-mísseis balísticos em terra, senão me engano seriam duas baterias completas do THAAD, mas estudos posteriores concluíram que a radiação dos radares, e os destroços dos mísseis iam atingir áreas urbanas e atrapalhariam… Read more »
No caso o sistema era o AEGIS em terra acho que nome é ASHORE, a população não queria booster caindo sobre suas calas, ele servir como escudo de mísseis eu Já sabia, de qualquer forma ele pode detectar aeronaves furtivas como J35 e 20, Não acredito que todos vão ficar no do Japão não, melhor seria ter um ali por perto da Base de Sasebo, onde os Koreanos poderiam se juntar e proteger os dois países, usando até Jeju como base.
quis dier que nem todos vão ficar no mar do Japão não
Esses novos navios japoneses serão incríveis, o projeto original era pra que pesassem 20 mil toneladas, e teria uma capacidade bem maior aeronaval, seria parecido com os porta-aviões soviéticos da classe Kiev, mas abandonaram o projeto, e agora ele terá “apenas” 15 mil toneladas, acho que só perde em tonelagem pros Kirov da Rússia (que estão praticamente inoperantes), e ultrapassa um pouco o Zumwalt, isso fora os porta-aviões, obviamente. Será indiscutivelmente o navio mais bem armado do mundo, contará com 128 VLS capazes de transportar SM-3 e SM-6, além do Tomahawk block V, etc. Em 2032 os japoneses pretendem substituir… Read more »
Não que faça muita diferença Iran, mas, pelo que foi recentemente publicado os 2 novos “DDGs” terão deslocamento carregado ligeiramente menor que os 3 da classe “Zumwalt”
ultrapassando as 14.000 toneladas totalmente carregados enquanto os navios da US Navy ultrapassam as 15.000 toneladas em condições similares.
Devem ter reduzido um pouco mais então, uma pena, na verdade gostaria de vê-los com as 20 mil toneladas como proposto originalmente