Japão lança sexto submarino da classe Taigei, o JS Sōgei, em cerimônia em Kobe
Kobe, Japão — Em 14 de outubro de 2025, a Kawasaki Heavy Industries realizou a cerimônia de lançamento do novo submarino de ataque JS Sōgei (SS-518), o sexto integrante da classe Taigei, destinado à Japan Maritime Self-Defense Force (JMSDF).
O Sōgei — que leva o significado “baleia azul” — foi construído no estaleiro de Kobe, na unidade da KHI, como parte do programa de reforço naval japonês diante das crescentes tensões na região do Indo-Pacífico. Espera-se que entre em serviço em março de 2027 após fase de finalização e testes.
Características e capacidades
- O submarino desloca cerca de 3.000 toneladas e mede aproximadamente 84 metros de comprimento, com feixe de 9,1 m
- Sua tripulação será de cerca de 70 pessoas
- Armamento: o Sōgei dispõe de seis tubos de 533 mm, aptos a disparar torpedos pesados e mísseis antinavio, como o UGM-84 Harpoon
- Propulsão e sistemas: segue a tendência da classe, usando baterias de íon-lítio no lugar de sistemas tradicionais de chumbo-ácido, combinadas com novos motores diesel de alta potência, visando maior autonomia submersa e velocidade discreta.
- Também incorpora sonar avançado do tipo ZQQ-8, sistema de snorkel otimizado e contramedidas eletrônicas modernas
Contexto estratégico
O lançamento do JS Sōgei insere-se em um momento de intensificação da pressão militar em torno do Japão, com China, Rússia e Coreia do Norte mostrando capacidade e ambições navais mais ativas. A classe Taigei está sendo posicionada como elemento central da dissuasão submarina do Japão.
A adoção de baterias de íon-lítio e atualizações tecnológicas visa situar esses submarinos entre os mais avançados da atualidade especialmente em capacidades de permanência submersa e furtividade.
Com a entrada planejada do Sōgei em 2027, a JMSDF avança para consolidar sua frota de submarinos da classe Taigei e intensificar sua presença submarina no teatro marítimo da Ásia-Pacífico.■






O Taigei é o ápice dos subs convencionais modernos.
Pode permanecer submerso por longos períodos em silêncio quase absoluto, sem a vulnerabilidade do snorkel. É o submarino convencional mais próximo da performance de um nuclear (SSN) já construído.
Nem na garagem dos Sobrinhos do Comandante existe um igual. Nem.
Pra vc ver Istivis;
Os nossos antigos Tupis já eram difíceis de ser detectados em Guerra “AS” e eram apelidados pela USN de “Buraco negro no fundo do mar”
O que explica essa tripulação grande?
Submarinos japoneses são grandes, submersos deslocam 4.000 toneladas – todas as 3
classes – possuem sensores/equipamentos altamente capazes que exigem mais pessoal
mais consoles, consequentemente também mais pessoal para os quartos, rotação de pessoal e em caso de avarias, há também maior disponibilidade para consertos.
Não falou o preço.
Cerca de US$ 490 milhões.
Esses submarinos da classe Taigei são os único de sua categoria (não nucleares) que usam hidrofones de fibra óptica ao invés dos tradicionais sensores piezoelétricos. Ou seja, são extremamente sensíveis a pequenas variações de pressão, pois operam com base na modulação de um feixe de laser dentro da fibra, que é afetado minimamente pela menor pressão sonora, permitindo a detecção de ruídos mais sutis e distantes. Ademais, por serem ópticos, são imunes a interferência eletromagnética, além de não emitirem também nenhuma radiação eletromagnética, não podendo ser detectado por contramedidas inimigas que buscam por tais emissões. OBS: Que eu saiba, apenas… Read more »
Zé, segundo um livro que tenho os “Los Angeles” foram construídos com HY-80 enquanto os ” Seawolf” e “Virginias” foram com o HY-100.
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Lembro também de ter lido na internet sobre isso, inclusive que o maior diâmetro do casco do “Seawolf” permitia alcançar maior profundidade que um “Virginia” mesmo usando o mesmo tipo de aço ou algo similar se me lembro bem.
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Mas, como “confiar, desconfiando” é bom, resolvi investigar novamente e entre o que encontrei em uma rápida busca posto aqui o link no caso de você ou mais alguém interessar-se.
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https://gladiusds.com/nato-supply-chain-portal/virginia-class-submarine-supply-chain-profile/
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abraços
É verdade, tinha esquecido…
Alguns especulam que atualmente estejam usando o HY-130, mas devido a dificuldade de manuseio deste tipo de aço, acho mais provável que ainda usem o HY-100.
Obrigado, Dalton.