Chegada do caça-minas ‘Oostende’ marca nova era na Marinha Belga
Zeebrugge, Bélgica — O primeiro navio da nova classe de caça-minas belga-holandesa, o Oostende (M940), chegou à base naval de Zeebrugge, recebido pelo antigo caça-minas Lobelia (M921) classe Tripartite, em um evento que marca uma nova era de guerra contra minas para a Marinha Real da Bélgica (Belgian Navy).
A chegada simboliza a transição entre tradição e inovação tecnológica na proteção dos mares: o Oostende, fruto do programa rMCM (replacement Mine CounterMeasures) entre Bélgica e Países Baixos, traz consigo sistemas de drones, robôs subaquáticos e uma grande automação, elevando as capacidades da Marinha belga para além das plataformas convencionais.
Segundo fontes do programa, o navio está equipado para operar veículos de superfície não tripulados (USV), veículos subaquáticos autônomos (AUV) e drones aéreos de detecção — uma combinação que reduz o risco para tripulações humanas e amplia o alcance e a eficácia das missões de neutralização de minas.
Para a Marinha belga, a incorporação do Oostende representa um avanço estratégico. A chegada ao seu porto base de Zeebrugge marca o início da fase final de testes e integração, antes da plena entrada em serviço. O navio foi lançado em cerimônia oficial em março de 2023 e passou por ensaios em mar desde meados de 2024.
O programa rMCM, liderado pelo consórcio Belgium Naval & Robotics (composto pela Naval Group e pela Exail), prevê 12 navios para Bélgica e Países Baixos, com entregas escalonadas até 2030. O sistema “navio-robôs + drones” reflete o conceito de missão remota e minimização de exposição da tripulação aos riscos das operações de guerra contra minas.
Em declaração oficial, a Marinha belga destacou que o Oostende “elevará nossa especialização em caça-minas a um nível superior, numa nova era de drones e inovação de alta tecnologia. A tradição encontra o futuro e juntos estamos mantendo nossos mares mais seguros”.
Com o Oostende agora em Zeebrugge, o próximo passo será a integração total de sistemas de comando e controle, testes operacionais com os vetores não tripulados e eventual certificação para missão plena. A expectativa é que o navio entre em serviço ativo ainda nos próximos meses, reforçando a segurança marítima da Bélgica no Mar do Norte e para além.■
Especificações técnicas
• Comprimento: 82,6 m no total
• Boca: 17 m no total
• Deslocamento: 2.800 toneladas
• Velocidade máxima: 15,3 nós
• Alcance: mais de 3.500 milhas náuticas
• Acomodação: 63 pessoas
• Capacidades de drones: sistema UMISOFT/Exail, 2 drones de superfície (Inspector 125 da Exail), 3 veículos autónomos subaquáticos (A-18 equipados com sonar UMISAS 120 da Exail), 2 sonares rebocados (T-18 equipados com sonar UMISAS 240 da Exail), 2 sistemas de identificação e destruição de minas (Seascan e K-Ster C da Exail), 2 drones aéreos (V200 Saab Skeldar), 1 draga de influência da Exail incorporando 5 módulos magnéticos CTM e 1 módulo acústico PATRIA.
• Capacidade de embarque: 2 botes RHIB SOLAS de 7 m cada.
• Manuseio: 2 guinchos laterais com plataforma flutuante para drones de superfície de 19 t e botes de comando, 1 guindaste traseiro com capacidade para 15 toneladas, guindaste de teto com capacidade para 3 toneladas.






A se a MB pudesse…
Mas não pode.
Não pode….
Por escolha dela.
A MB prefere brincar de aviãozinho, e continuar achando que aqueles Aratús ainda tem alguma utilidade, do que fazer o básico e olhar pra minagem / desminagem com mais cuidado.
A MB é uma força que vive de prestígio… foi por isso que esticaram ao máximo o São Paulo quando já estava claro que não faria sentido mantê-lo pois sem o Nae eles caíriam do “seleto grupo” de marinhas com Nae então aí compraram um navio usado de operações anfíbias e chamarem de Nae para massagear o ego.
Desativar os Skyhawk iria economizar dinheiro, mas também tirar da MB mais um símbolo de prestígio (aviação de combate) por isso continuam com o desperdício.
A “gloriosa” MB passou pouco mais de uma década sem colocar UM novo navio-patrulha na água…
Afinal, navio-patrulha não dá prestígio.
Dane-se que esse tipo de navio é “barato”, poderia ter um alto índice de nacionalização, poderia ser feito em quantidade e seria “pau pra toda obra”, não importa, o que importa é brincar de “Top-Gun” com A-4 desdentado, provavelmebte ao som de “Danger Zone”.
Aí, no final do ano, sou obrigado a ver Almirante indo no Congresso dizer que a esquadra vai parar por falta de grana…
A MB deveria seguir o modelo australiano…enxuta, moderna e eficiente
Quando chegou a hora, nos anos 80, a Marinha Australiana não pensou 2x em se livrar de seu HMAS Melbourne, de sua ala aérea de A-4 e Tracker, sabendo que, dalí em diante, seria cada vez mais gastos pra pouca disponibilidade, e focaram no que importava.
Hoje, eles são uma das melhores marinhas do Pacífico.
A MB, não. Fez totalmente o oposto disso.
O resultado? É essa MB que se vê aí.
Não acredito, como que a MB deixou passar uma “oportunidade” dessas na época… Nunca vi gostar tanto de uma encrenca
Bom dia amigos a MB vai converter três navios hidrográfico em caça minas?para substituir os três navios classe Aratu inclusive um navio ja está na base naval de aratu bahia.?
Resumindo: vai improvisa e nem saber quando vai ter verba para isso