Fotos de antigos navios de guerra da Marinha do Brasil ganham vida com a Inteligência Artificial

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D 32-12 em foto de LUIS MARTINI THIESEN

Contratorpedeiro Santa Catarina (D32) da classe Fletcher - Foto de Luis Martini Thiesen

A revolução digital chegou aos mares — ou, pelo menos, à forma como contamos sua história. A Inteligência Artificial (IA), que já transformou a criação de textos, imagens e música, agora está sendo usada para reviver o passado naval brasileiro, trazendo de volta à vida, em vídeos realistas, os antigos navios de guerra que marcaram gerações da Marinha do Brasil.

A equipe do Poder Naval usou a tecnologia, que combina algoritmos de geração de imagem, reconstrução 3D e animação neural, para criar vídeos dinâmicos a partir de fotografias históricas, dando movimento, textura e realismo às embarcações que hoje repousam apenas nos arquivos dos museus navais. É como se o tempo retrocedesse: o porta-aviões Minas Gerais e os contratorpedeiros da era da Segunda Guerra Mundial voltam a singrar o mar, com ondas, fumaça e tripulação digitalmente reconstituída. Os vídeos deste post foram feitos a partir de fotos.

Preservar o passado, inspirar o futuro

O uso da Inteligência Artificial nesse tipo de projeto tem um propósito cultural e educacional. A Marinha do Brasil, com mais de dois séculos de história, operou dezenas de navios que foram símbolos de poder e soberania nacional. Contudo, muitos desses ícones desapareceram sem deixar registros audiovisuais de sua operação.

Agora, com o auxílio da IA, é possível recontar essa trajetória de forma visual e acessível, aproximando o público das tradições navais brasileiras. Para estudantes, entusiastas de defesa e historiadores, esses vídeos representam uma nova ferramenta de aprendizado e valorização da herança marítima nacional.

O poder da Inteligência Artificial a serviço da memória

Projetos desse tipo também demonstram o potencial da Inteligência Artificial para a reconstrução digital de patrimônio histórico — não apenas de terra, mas também do mar. Tecnologias semelhantes já vêm sendo utilizadas em museus e centros de pesquisa ao redor do mundo, permitindo recriar batalhas navais, rotas de exploração e de embarcações perdidas.

No nosso caso, a iniciativa reforça o compromisso com a memória e a difusão do conhecimento histórico do nosso Poder Naval. Para ver mais navios de guerra brasileiros reavivados com Inteligência Artificial, acesse nossa página no Facebook, clicando aqui.■


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Piassarollo

Esses Fletcher eram de uma elegância sem igual, pareciam facas cortando as ondas.

Burgos

O D 32 SantaCatarina foi por muitos anos o fita azul da Esquadra, quando tinha a corrida da cebola ele sempre ganhava ⚓️💪😰

João

Bons tempos da MB. Usados sim mas com poder dissuasório.

Paulo Sérgio

Contratorpedeiro Mariz e Barros D26 deu origem a informática em 1996 na 3cia do 1 batalhão de Infantaria Riachuelo , transferi do um computador XP e uma impressora matricial , quando de sua baixa do serviço ativo . Servindo nesta unidade implementei com recursos próprios , a época fui o Sargenteante desta Subunidade .
Hoje na reserva Suboficial.

André Macedo

Excelente trabalho, lembrei das fotos do Minas Gerais encalhado propositalmente pra ser desmanchado num daqueles pontos de desmanche indianos, tinha até no google earth. Tristeza demais, de certa forma o início do fim.

Burgos

Galante;
Eu duvido vc colocar na imagem de abertura do blog naval.
Vc não, o TI da Empresa.
Vai ficar bacana, faz lá da F 200 navegando em águas azuis ⚓️

Konstantinovich Rokossovskiĭ

Quanto aos seus meios navais a MB é altamente perspicaz em preservar o passado.

RSmith

Isso é espetacular…. mais me deixa assustado :-/

RSmith

Queria ver umas imagnes de navios verdabeiramente antigos… tipo Encouraçado Riachuelo e Aquidaban, o Minais Gerais, o cruzador Barros, aquele comprado no UK e não o que veio dos US apos a WW 2… esse ai são novinhos para mim… lembro bem visitando muito deles no Arsenal da Ilha das Cobras quando era adolecente.

Alexandre Galante

Vamos reavivar navios mais antigos também. Acompanhe nossa página no Facebook:

https://www.facebook.com/naviosdeguerrabrasileiros

Wagner

Além dos navios da FORAPO (G21, G22, G23,G24…)

GUPPY

What’s the meaning “FORAPO”?
Força de Apoio?

Dalton

Sim Guppy, Força de Apoio criada em 1982 conforme uma anotação que fiz anos atrás em uma revista T & D de 1983 que guardo até hoje. Em 1996 foi criado o Primeiro Esquadrão de Navios de Apoio e “eles” passaram a ser subordinados a ele.

GUPPY

Obrigado, Admiral Dalton.
Solícito como sempre.

Paulo

Aos saudosistas de plantão, que afirmam que antigamente a MB possuia meios mais capazes e imponentes ( para a época) do que agora, devo lembrar que eram outros tempos, e o BR se beneficiava de 2 fenômenos que ocorreram no final dos anos 40 e início dos 50: Havia um enorme excedente de meios navais após o término da II GM e o BR, por ter participado da guerra ao lado dos vencedores foi beneficiado com meios quase novos à custo muito baixo. Por outro lado, havia recursos financeiros disponíveis para aquisição, porque o BR não sofreu destruição maciça, ao… Read more »

Dalton

Discordo dos “saudosistas”. A marinha – e as outras forças – sempre passaram por ciclos de evolução e estagnação. . A Esquadra de 1910 impressionava, mas já na década de 1930 perdia para à Argentina algo que surpreendeu-me quando tive acesso a livros – pré internet – e logo após o fim da II Guerra onde inclusive a indústria naval foi estimulada, houve nova estagnação na década de 1960 no fim da qual e início da de 1970 a marinha ficou com apenas 2 “velhos” submarinos. . A década de 1970 foi de evolução, 7 “cts” da II Guerra modernizados… Read more »

Paulo

Entendo e compreendo suas observações, e concordo em parte com elas. Também acompanho o desenvolvimento dos meios da MB há muito tempo. A construção, lançamento e comissionamento da corveta Barroso, pelo tempo absurdo que levou, pelas idas e vindas de seu armamento, me levou à descrer na seriedade da MB e nas FAs também. Só que se a atitude das FAs não mudam ao longo do tempo, a geopolítica as obriga à mudar. É exatamente o que está á ocorrer. O Itamaraty já não dá conta sozinho das pendegas geopolíticas como outrora para o país. Dissuação passou a ter vital… Read more »

Roosevelt

Gente, que excelente trabalho, parabéns aos idealizadores e é claro aos profissionais cada vez mais ligados e atualizados.

Roosevelt

Estou entre esses saudosistas com certeza. Foi-se o tempo em que tínhamos as Unitas e dava gosto ir para o porto daqui da minha cidade Salvador coalhado de navios bonitos, eram passeios inesquecíveis. Não me lembro da última vez que teve algum navio de marinha aqui. Que pena

Alexandre Galante

A Esquadra praticamente desapareceu. Para quem teve 10 contratorpedeiros, 6 fragatas Niterói, depois 4 Type 22, 4 Inhaúmas, 4 Garcias, 10 submarinos Guppy e Oberon, hoje não temos quase nada. Abaixo, os quadros da MB de 1980 e 1997.

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Last edited 1 mês atrás by Alexandre Galante
Dalton

Curioso Galante que o submarino Amazonas aparece como “museu” no segundo quadro ! . Este quadro chega a ser emblemático tal o número de unidades, mas, já no ano seguinte vários já não mais constariam e a corveta Forte de Coimbra (V-18) nem deveria constar deste. . Frutos não apenas do fim da II Guerra, mas, também do fim da Guerra Fria, gradativamente a partir daí os números foram encolhendo e a cada ano que passava mais ficavam obsoletos, então, mesmo o grande número não pôde ser sustentado por tempo longo e a indisponibilidade aumentou. . Mas, era bonito, ver… Read more »

Alexandre Galante

O Amazonas chegou a ficar um tempo como museu antes do Riachuelo.

Dalton

Valeu Galante ! Pesquisei aqui mesmo no “Poder Naval” e naquela excelente entrevista com o Ronaldo Schara ex comandante do Amazonas é mencionado.
.
Acho que na ocasião que li fixei-me na impossibilidade de preservar o “Amazonas” em Santa Catarina e não no fato do mesmo ter sido um museu por uns poucos anos.

Rinaldo Nery

Fiz muitas missões com a ForCT, nos meus tempos de 2a ELO. Meu primeiro solo, como Líder de Esquadrilha, foi uma missão de ataque ao D32, no través de Santos. Mau tempo, teto baixo, chuva fina. Não existia GPS.

Fernando

A IA é incapaz de simular o jogo do CT. Quem vê o vídeo acha que o bico fino era o rei da estabilidade…