Novos Navios Logísticos da Marinha Portuguesa

Istambul, Turquia — A Turquia iniciou oficialmente no dia 16/11 a construção do primeiro navio logístico militar destinado à Marinha Portuguesa. A etapa foi marcada pela tradicional cerimônia de corte de aço realizada no estaleiro Ada Shipyard, em Istambul, simbolizando o início físico do programa naval firmado entre os dois países.

O navio é o primeiro de dois Navios Reabastecedores de Esquadra e Logísticos (NRE+) — Auxiliary Oiler Replenisher and Logistics Ships — que Portugal encomendou à indústria naval turca. O contrato foi assinado em 17 de dezembro de 2024, em Lisboa, e representa a primeira exportação de uma plataforma naval militar turca para um Estado membro da União Europeia e da OTAN.

Marco estratégico entre aliados

Durante a cerimônia, Haluk Görgün, secretário da Presidência das Indústrias de Defesa da Turquia (SSB), destacou a relevância histórica da parceria.

“Hoje damos o primeiro passo concreto deste projeto histórico. Com este corte de aço, iniciamos a criação de uma plataforma marítima que servirá à humanidade em tempos de paz e proporcionará dissuasão em tempos de conflito”, afirmou.

Görgün enfatizou que a cooperação sinaliza a consolidação da confiança mútua com Portugal e o reconhecimento internacional da engenharia naval turca, que vem se destacando em programas como MILGEM, TCG Anadolu, TF-2000 e MILDEN.

Navios versáteis e preparados para operações modernas

Os dois navios terão velocidade econômica de 14 nós e autonomia de até 14.000 milhas náuticas, permitindo missões transoceânicas. Serão capazes de executar uma ampla gama de operações, incluindo:

  • reabastecimento no mar,
  • apoio logístico,
  • projeção regional de força,
  • operações anfíbias,
  • assistência médica,
  • busca e salvamento,
  • missões humanitárias.

As embarcações contarão ainda com sistemas avançados de comunicações, comando e controle, sensores e armamentos, aumentando a capacidade dissuasória das forças navais aliadas e fortalecendo a prontidão logística portuguesa.

Segundo Görgün, os navios poderão transportar até 20 veículos blindados leves e terão convés de voo e hangar para operações com helicópteros e veículos aéreos não tripulados (UAVs), reforçando sua utilidade em operações conjuntas da OTAN.

Portugal: “Um novo capítulo de confiança”

Representando a Marinha Portuguesa, o contra-almirante João Marques da Costa classificou a cerimônia como um marco que ultrapassa a construção naval.

“Este é um novo capítulo de confiança e visão compartilhada entre Portugal e Turquia”, afirmou.

Segundo ele, o projeto — desenvolvido em parceria entre a Marinha Portuguesa, a SSB e a STM — reforça diretamente a capacidade de apoio logístico nacional e aliado para enfrentar os desafios de segurança do século XXI.

Prazos e andamento do programa

Ozgur Guleryuz, diretor-geral da STM, afirmou que a fase de projeto foi concluída com sucesso e que as equipes já trabalham intensamente na execução.

  • Entrega do 1º navio: 36 meses após a entrada em vigor do contrato
  • Entrega do 2º navio: 44 meses após a entrada em vigor do contrato

Guleryuz destacou que as novas embarcações trarão ganhos significativos para as operações regionais e aliadas da Marinha Portuguesa.■


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17 Comentários
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Phablo

Boa noite as todos os colegas do fórum , a indústria de defesa Turca , tem uma grande gama de produtos que atenderiam muito bem as nossas forças armadas , esse navio serviria e atenderia muito bem , para ser o NaPalog para a MB , o navios de suporte logístico da série Vulcano Italianos são muito caros para operar e manter , mais mesmo assim quem sabe a MB futuramente adquira pelo menos dois navios de suporte logístico.

Mig

Sim mas atenção que o armamento deste navio é da marinha portuguesa por isso é foram mais baratos…

Carlos

Os dois CIWS que equipam cada navio, são desenvolvidos pelos turcos e estão incluídos no contrato e o custo dos dois navios ficou em cem milhões de euros “Includes close-in weapon systems, remote-controlled $12.7$mm weapons, and chaff/decoy defenses.”

Mig

O que está nas imagens são Ciws que marinha portuguesa usa e não os turcos.
A marinha portuguesa têm 2 phalanx armazenados mais os 3 que usa nas Vasco da gama um total de 5. Cada phalanx custa para cima de 15 milhões… Os RWS 12,7 estão no contrato que marinha lançou concurso para os novos opvs junto com os canhões de 30 mm. Basicamente o que a marinha fez foi compar todo o armamento leve junto para poupar ficando os rebastecedores, opvs e os futuros patrulhas costeiros todos com o mesmo tipo de armas…

Carlos

Este projeto foi elaborado pela marinha portuguesa que já tinha 150 milhões de euros para construir um navio reabastecedor, REPORTAGEM ESPECIAL | NOVOS NAVIOS DA MARINHA” e a marinha consultou vários estaleiros e dois dos estaleiros consultados fabricariam estes navios dentro do valor esperado pela marinha e em vez de um foram contratados a construção de dois navios

Mig

Bom finalmente a marinha portuguesa vai ter reabastecedor já o seu antigo foi retirado em 2021!
E com dois vai ser possível ter sempre um operacional.
Também salientar o preço muito bom mas atenção que o armamento é reciclado das Fragatas Vasco da Gama que vão ser abatidas até 29/30. Por isso tiveram este preço…

Miguel Carvalho

O sistema de armas de uma navio não combatente, é secundário.

Carlos Eduardo k.h

Boas Srs, e a negociação com os ingleses da classe wave existe alguma luz

Vitor Botafogo

vim perguntar exatamente isso!

Fábio CDC

Mas que dera pelo menos 1 desse aqui na MB, depois poderíamos complementá-lo com outros navios-tanque e navios de carga…

Miguelito da Miguelândia

6 fragatas de guerra NOVAS. Apelo aos nossos responsáveis que não comprem FDI. São boas mas as FREMM EVO são muito melhores!

Miguel Carvalho

Depende dos sensores e sistemas de armas com que forem equipadas.
Duvido muito que as fragatas compradas venham com sistemas europeus.
Mas, face ao equipamento actual, qualquer uma das duas, são boas soluções.

rui mendes

Espero bem que venham com sistemas Europeus, principalmente os VLS Sylver, com mísseis Aster-30, mas também pode ser os Mica NG, e os ASW NSM ou os Exocet B3C ou os Suecos, ou até os novos Italianos, os torpedos, os MU-90 os os Britânicos ou Italianos.
Canhôes da Leonardo.
Radares Franceses ou Alemães e sonares Franceses.
Helicopteros, se o tamanho não for impeditivo, eu adorava mais EH-101, mas se tiver que ser mais pequeno, o Wildcat, já que os NH-90 NFH são muito caros.
O importante é ser tudo Europeu, é caro mas fica na Europa.

Miguel Carvalho

O problema, é o peso e influência que o complexo industrial de defesa americano tem em Portugal.
Além disso, a resposta das linhas de abastecimento por parte dos americanos, é muito superior à europeia.
A guerra da Ucrânia mostra bem isso, a indústria europeia não consegue dar resposta, e não consegue ter acesso a recursos, para aumentar e manter a produção.

rui mendes

São as duas muito boas, mas também pode ser, iguais ás futuras Belga/Holandesas, em construção, ou Alemãs ou Inglesas.

adriano Madureira

Enquanto isso a MB necessitando de Navios Reabastecedores e nem sequer há conversações com os turcos da parte de Banânia…

Melhor mesmo é esperar resto de rico ser liberado para a venda.

Flavio Cardia

Esse projeto é perfeito para a MB…. dois desses resolvem nosso problema por 30 anos