Seção de proa do primeiro submarino nuclear da classe Columbia segue para montagem final

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USS District of Columbia (SSBN-826)

A construção do USS District of Columbia (SSBN-826), o primeiro submarino lançador de mísseis balísticos da futura classe Columbia, marcou um importante ponto na semana passada. A seção de proa da embarcação deixou o estaleiro Newport News Shipbuilding, na Virgínia, e já está a caminho das instalações da General Dynamics Electric Boat (EB), em Groton, Connecticut, onde o submarino passará pela fase de montagem final e testes integrados.

Fotógrafos especializados registraram a peça — parcialmente coberta por lonas — sendo carregada em uma barcaça e rebocada para fora de Newport News. A Marinha dos EUA e a HII (Huntington Ingalls Industries), responsável pelo estaleiro, confirmaram ao USNI News que o módulo já está em trânsito.

“Este marco importante representa a conclusão da maior parte do trabalho no SSBN-826. Com todos os módulos principais em Groton, o submarino inicia agora sua montagem final e fase de testes”, disse um porta-voz da Marinha.


O maior submarino já construído para a Marinha dos EUA

A classe Columbia substituirá, de forma gradual, a atual frota de submarinos balísticos da classe Ohio. O programa prevê 12 navios, a um custo estimado de US$ 136 bilhões, e é considerado a prioridade de aquisição naval mais alta dos EUA — permanecendo protegido de cortes orçamentários, mesmo em ciclos de restrições.

Entre as características do SSBN-826:

  • Deslocamento submerso: 20.810 toneladas
  • Comprimento: 560 pés (170 metros)
  • Armamento: 16 mísseis balísticos Trident D5
  • Propulsão: sistema pump-jet e reator de vida útil completa, sem necessidade de reabastecimento nuclear
  • Vida útil: mais de 40 anos de operação contínua

O reator que dispensa reabastecimento é apontado como um dos avanços que permitirão à frota Columbia somar 24 anos adicionais de disponibilidade de patrulha em comparação com a classe Ohio.


Montagem modular e atrasos no cronograma

O programa adota um método de construção modular:

  • Electric Boat fabrica as seções cilíndricas centrais;
  • Newport News Shipbuilding produz a proa e a popa;
  • A montagem final ocorre no estaleiro de EB, em Groton.

Em outubro, a CEO da General Dynamics Electric Boat, Phebe Novakovic, afirmou que o submarino estava 60% concluído. Ela indicou que, até o fim de 2025, todos os módulos estariam posicionados em Groton para integração completa.

O cronograma, porém, enfrenta atrasos de 12 a 16 meses, atribuídos principalmente:

  • à lentidão na produção da proa;
  • aos atrasos nas turbinas a vapor fabricadas pela Northrop Grumman;
  • ao impacto logístico causado por entregas fora de sequência, que chegou a forçar a redução do ritmo de produção em 2024.

Mesmo assim, Novakovic afirmou que “as projeções atuais de entrega não serão impactadas além do que já estava previsto”.


Substituição da classe Ohio e nova era de dissuasão nuclear

Os 14 submarinos da classe Ohio começarão a ser aposentados entre 2027 e 2040. O USS District of Columbia será entregue em 2028 e a entrada em serviço operacional está prevista para 2031.

A classe Columbia representa o elemento marítimo da tríade nuclear dos EUA até meados do século XXI, com foco em furtividade, autonomia, confiabilidade e alta disponibilidade para patrulhas estratégicas.■


 

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Camargoer.

È um monstro… 20 mil ton.

Procurei algo sobre o reator S1B deste submarino, mas está difícil.
Fiquei bem curioso. Vou investigar e o que descobrir, colocarei aqui depois.

O custo estimado do programa é de US$ 109 bilhões para 12 uniddes, ou praticamebte US$ 10 bilhões por navio. Não sei se este valor incluiria os mísseis Trident.

O SN10 da MB está orçado em algom como US$, 1,5 bilhoes, dependendo da fonte.

Classe Colúmbia = US$ 450 mil por ton
SBN10 = US$ 250 mil por ton.

A diferença é muito grande para ser apenas tecnologias de propulsão.

Leandro Costa

Tamanho, função, tecnologias…

Camargoer.

Sim, tem tudo isso mas acredito que o valor de US$ 10 bilhões inclua também os mísseis balísticos.

Entendo que seria possível fazer o orçamento apenas no navio e deixar os armamentos em outra planilha. Também seria possível incluir o valor dos mísseis.

Lembro que os australianos divulgam custos do programa completo, incluindo aquisição, operação/manutenção e descomissionamento

Alex Barreto Cypriano

Mestre Camargoer, não o se inclui o custo de aquisição do armamento no custo de aquisição da plataforma. Mesmo porque cada um representa um programa diferente com seu próprio orçamento. Nove a onze bilhões de dólares por um boomer novinho em folha (o custo em R&D, pesquisa e desenvolvimento, entra no custo do vetor) é uma pechincha… SQN, é o custo do monopólio. Um bicho desses só é considerado affordable pelo regateio clichê tipo six million dollar Men (faster, stronger, better) ou economias projetadas que nunca se realizam (os tais 24 anos a mais de patrulhas, simplesmente o desconto do… Read more »

Last edited 2 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Dalton

“Six million dollar man” Alex, no singular e foi um dos meus “favoritos”
quando ficava aguardando toda quinta-feira 21:00 para assistir 🙂
.
E de fato os “mísseis” não entram na conta, só lembrando que “SSBNs”
possuem duas tripulações então não compreendi muito bem o não importar-se com a “resistência da tripulação”.

Esteves

Contaminação. Insegurança.

Também existe uma resistência real e concreta em termos de tripulação para os submarinos nucleares: a Marinha dos EUA está sofrendo com a falta de pessoal qualificado suficiente para tripular todos os navios.

Integração de tripulação. A Marinha está lançando submarinos projetados para tripulação mista (homens e mulheres). Isso requer ajustes de infraestrutura (cabines, sanitários) e adaptação cultural. Leva tempo.

Serão necessários mais de 140 mil profissionais na próxima década para sustentar o ritmo de produção de submarinos nucleares. Apesar dos atrativos recentes que incluem mais liberdades à bordo…vai demorar.

Dalton

O primeiro submarino com tripulação mista desde o princípio o
USS New Jersey foi comissionado ano passado mas antes disso
adaptações já vinham sendo feitas com sucesso sendo um sinal dos tempos e várias outras marinhas mesmo as que possuem apenas submarinos convencionais já estão seguindo com isso.
.
Não estou inferindo que será fácil, mas, todas as marinhas estão passando por desafios também, seja para tripular, seja para adquirir meios que estão tornando-se mais caros que irão “conviver” com meios mais baratos – não tripulados – mas, não substituídos.
.
“No bucks, no Buck Rogers”.

Esteves

Grato por comentar, Dalton.

Ricardo Machado

Não foi nesse que a maior parte da Tripulação feminina voltou Grávida depois da 1° Patrulha?

Alex Barreto Cypriano

Grato pela correção, mestre Dalton. Também gostava do seriado. Penso que o aumento em tempo de patrulha vai desgastar mais a tripulação (que são duas, a Blue e a Gold, alternadas, se não me engano). Mas, sim, o impacto pode ser desprezível, mas possivelmente vai custar mais pra USNavy.

Last edited 2 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Dalton

E porque haveria aumento no tempo de patrulha Alex ? Ter 12 unidades não será diferente de ter 14 hoje, já que o tempo necessário para modernização de meia vida será menor não havendo necessidade de “reabastecer o reator”. . Se deverá continuar tendo uma patrulha de 2,5 meses em média quando então o submarino retorna a base para um período de um mês para pequenos reparos e ressuprimento quando então a segunda tripulação assume e esse ciclo dura vários anos até que uma manutenção mais prolongada seja necessária e eventualmente modernização de meia vida. . Pelo menos 4 dos… Read more »

Alex Barreto Cypriano

Talvez eu tenha entendido errado o parágrafo “O reator que dispensa reabastecimento é apontado como um dos avanços que permitirão à frota Columbia somar 24 anos adicionais de disponibilidade de patrulha em comparação com a classe Ohio.” e, afinal, cada patrulha venha a durar o mesmo, apenas havendo mais patrulhas porque não se gastariam os 27 meses de manutenção e reabastecimento de meia vida e porque a vida útil projetada de um Columbia (40 anos) é maior do que a de um Ohio (30 anos, embora houvesse notícia de que seria estendida pra até 40 ou mais anos). De toda… Read more »

Last edited 2 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Dalton

Alex, sem muito tempo agora, mas, todos os SSBNs já passaram por um processo para estender suas vidas além de 40 anos, o mais antigo o USS Henry Jackson foi incorporado em 1984 com previsão de de ser retirado de serviço no ano fiscal de 2027 quando então fará
42 ou pouco mais anos.
.

ChinEs

Os 12 SSBNs Columbia são suficientes para conter apenas a Rússia, mas acredito que em função da China, os EUA vão aumentar para 18 ou 24 SSBNs, se em 2035 a China vai operar 10 a 14 SSBNs (4 Type094A + 6 Type096 ou 2 Type094 + 6 Type094A + 6 Type096 ) doutados do SLBM JL-3 com alcance de 12 a 10 mil Kilometros, com capacidade de 6 a 10 ogivas nucleares, fica dificil ter apenas 7 ou 6 SSBN Columbia dos 12 e pelo menos 1 Dreadnought ou 1 SNLE 3G patrulhando o pacifico, totalizando 9 SSBNs no… Read more »

Dalton

Negativo, serão “apenas” 12 SSBNs suficientes para dissuasão
contra qualquer potencial adversário/adversários. imagine apenas um míssil atingindo Moscou e a maior parte da população russa está concentrada em algumas poucas cidades grandes.
.
O que os EUA querem e talvez fiquem querendo é aumentar o número de submarinos “táticos” – hoje há 4 SSGNs e 48 SSNs – para 66 que é considerado “ideal”.

Paulo

O futuro SNMB Colúmbia é mais pesado que os da classe Ohio, no entanto leva menos misseis, 16, invés de 20 da classe Ohio. Então por que é mais pesado? Os misseis são maiores ?O reator e as turbinas são maiores? É mais amplo por que tem acomodações maiores para uma tripulação que será mista ?

Bosco

Paulo, Os mísseis serão os mesmo, pelo menos até 2040. A redução na quantidade de mísseis tem a ver com o tratado New START , que estará valendo só até fevereiro de 2026 se não for revalidado. Esse tratado permite 800 lançadores , o que inclui os silos subterrâneos dos ICBMs, os lancadores de SLBMs dos SSBNs e os bombardeiros certificados para levar armas nucleares. Como o Trident II pode levar até 14 ogivas W76 ou 8 W88 as cerca de 1100 ogivas permitidas poderão ser distribuídas nesses mísseis 192 mísseis sem prejuízo. Hoje a média é de menos de… Read more »

Paulo

Ok, entendi, mas isto não explica por que a classe columbia é mais pesada que a classe Ohio de subs estratégicos. São 2 mil ton mais pesados. Os subnucs ohio pesam 18.000 ton e os subnucs columbia em torno de 20.000 ton. É um SBr inteiro mais pesado.

Bosco

Isso só o Dalton sabe.

Franz A. Neeracher

Os motivos são vários:

A) Um reator maior e mais pesado….assim como máquinas auxiliares.
B) Sistema propulsor “pumpjet”.
C) O submarino será mais comprido e mais largo, o que adicionará peso….uma reserva de espaço para adicionar futuras tecnologias.
D) Melhores acomodações para a tripulação.

Esteves

Isso.

Reator maior. Blindagem mais espessa. Geradores adicionais. Baterias maiores.

ChinEs

Em uma situação de Guerra Nuclear Total, ninguém vai querer obedecer o tratado de redução e limitação, vai ser carnificina pura e dura, tal como assistimos na Ucrânia… Os EUA ja construiram 25 mil Bombas Nucleares, a Rússia 35 mil Bombas, reduziram drasticamente para a casa das 5 mil ou 6 mil, os Chineses querem obter até 1500 até 2035, e a Europa também quer obter 2 mil Bombas para poder dissuadir a Rússia… Sem esquecer os Sauditas, os Turcos, os Sul Coreanos, os Japoneses, os Alemães, os Polonoses, todos querem obter uma bomba nuclear, contados com os que já… Read more »

Bosco

Tratados são elaborados e aceitos em tempo de paz. Armas nucleares não são tiradas da reserva e colocadas em operação e montadas em custosos mísseis de uma hora para outra. Ainda que ocorra um conflito repentino entre a Rússia e os EUA o que estará valendo são as armas até então estabelecidas. Com o tempo, sim. Em não estando mais valendo o tratado tanto porque um dos lados se retirou ou porque o prazo venceu e ele não foi renovado ou substituído, aí vige a lei da selva, mas para que a quantidade se altere significativamente se leva algum tempo… Read more »

ChinEs

Os EUA são os reis do mares, e não deixam os seus créditos em mãos alheias. Os Chineses secretamente (discretamente ou de forma disfarçada, muitos pensam que são 2 SSGN Type 095) estão construindo 2 cascos do Type 096, com 20 mil toneladas , a previsão é a China operar até 2049 12 SSBNs Type 096 , com 16 JL-3 armados com 6 a 10 ogivas… A Rússia planea ter 14 SSBN Borei, ja opera praticamente 7 a 8, estudando secretamente o desenvolvimento do SSBN Arcturos de 19 mil Toneladas, Os Britânicos estão avançando com a construção 3 SSBN Dreadnought… Read more »

Camargoer.

Há um equívoco em sua conclusão sobre a MB. O contrato do ProSub é para a construção do SB10, como vocẽ disse, contudo isso de modo algum pode ser concluído que ele será o único da classe ou se a MB irá desenvolver uma classe de SBN-II. Quando a MB contratou a classe Tupi, foram 4 submarinos convencionais, sendo o primeiro construído na Alemanha e os três construídos no Brasil. Depois deles, a MB construiu o S-34 Tikuna que era um Tupi modificado e ainda teria um sexto submarino S35 que foi cancelado (acho que foi um erro) Então, ainda… Read more »

EduardoSP

Não será abandonado, vai ficar cozinhando em banho Maria, consumindo todo o orçamento da MB por décadas, ocasionalmente saindo de Itaguaí para ir a Santos e retornar.

Camargoer.

Olá Edu.

O programa nuclear nunca foi a causa dos problemas orçamentáros da MB.

Já mostrei estes estes números talvez 2 ou 3 vezes com detalhes aqui na trilogia.

È só revisar os comentáios de algumas materias antigas sobre o SN10 que vocẽ encontra.

Esteves

Conversa. Com base nas fontes oficiais e nas divulgações públicas, uma estimativa de ordem de grandeza para todo o programa (infraestrutura + LABGENE + estaleiro / Complexo Naval + ICN e centros nucleares + construção e instalação do reator no submarino) fica na faixa de: Conservadoramente (valor originalmente divulgado / contratos iniciais): R$30/40 bilhões. Observada / acumulada (gastos já feitos + necessidades adicionais relatadas): R$40/70 bilhões — isto leva em conta o que já foi gasto até 2023 (R$40 bi) e as negociações públicas que apontaram por vezes por dezenas de bilhões adicionais para completar todas as etapas, dependendo de… Read more »

Marcos R

Sou obrigado a discordar, saindo ou não o subnuc, é um dos únicos projetos tecnológicos consistentes desenvolvido no país, mesmo levando décadas desenvolveu o ciclo completo de tecnolia atômica.

ChinEs

Pela primeira vez em quase 100 anos, voltamos ao mapa das grandes potências… O Brasil necessita desse projeto, é um projeto do estado para com os Brasileiros… é a soberania… vê o exemplo da Ucrânia, ela deu as suas 1500 armas nucleares a Rússia e 30 anos depois foi invadida… O Brasil não pode deixar sequer de pensar em ter a sua própria dissuasão, começando claro com o Submarino Nuclear, sei que já existe expertise para desenvolver uma Bomba, sei que já existe expertise para desenvolver um ICBM ou veiculo aereo orbital ou espacial, falta a expertise do submarino e… Read more »

Esteves

Dissuasão e projeção de poder vem da base industrial. Encomendar a construção de navio alemão e submarino francês contribuindo com mão de obra é uma atividade temporal.

Como as telhas romanas que ainda utilizamos na construção civil de casas ineficientes. Repetimos e não inovamos.

Bomba, veículo orbital, ICBM, avião invisível…hoje não estou com paciência.

Dalton

Desculpe, mas, “quase 100 anos” atrás é algo como 1910/1920 porque você afirma que fomos uma das “grandes potências” ? . É uma pergunta honesta não uma ironia. . Quanto a Ucrânia há serias dúvidas de que ela poderia ter mantido as armas nucleares, não havia dinheiro mesmo que fosse para manter as de curto alcance ou desenvolver novas armas “táticas” ,sequer conseguiram concluir um dos cruzadores da classe Slava/Moskva por exemplo. . As “armas” eram soviéticas (russas) apenas em solo ucraniano não poderiam ser usadas sem os “códigos” e levaria muitos anos e muito investimento além de provavelmente ter… Read more »

sub urbano

Ele, possivelmente, fez referencia à “Corrida dos Couraçados” qnd Brasil, Argentina, Chile correram para construir uns monstrões aí. Algo similar ocorria na europa entre Inglaterra, alemanha, franca e Italia. Russia e turquia em menor grau. Nesse periodo a marinha brasileira e argentina estiveram up to date com as maiores marinhas do mundo. Claro, logo depois veio a primeira guerra e mudou as coisas, já q a Inglaterra chegou a ter 30 encouraçados, a Alemanha uns 20. Brasil encomendou 2, os classe Minas Geraes de 18.000 toneladas. Brasil comprou um terceiro, o Rio de janeiro com 28.000 toneladas de deslocamento, mas… Read more »

Dalton

Só que ter 2 encouraçados por melhor que fossem em 1910 não tornaria o Brasil uma “grande potência” como o amigo “chinês” inferiu e mesmo antes do início da guerra em 1914 encouraçados já estavam sendo armados com canhões maiores que os de 12 pol. . Os franceses por exemplo também já haviam deduzido que o futuro estava em encouraçados com uma bateria de canhões principais maior além de outras melhorias – Dreadnought – mas os navios em construção estavam em uma fase que não se poderia reverter então esperaram um pouco mais para ter seus próprios. . E para… Read more »

Paulo

Eu li em algum lugar, à muito tempo que o BR ( ainda império), logo após a guerra do Paraguai, possuia a 3° maior armada mundial, depois da inglesa e da francesa. Final da GP, por volta de 1870. Procede ?
Lógico que o Império gastou uma enorme fortuna com a guerra. Se endividou com os bancos ingleses durante décadas. As finanças estavam estouradas na virada para República. Daí a bancarrota do inicio da república velha.

Dalton

Paulo, isso de terceira maior Armada é um mito que ao menos aqui já foi desmistificada pelo “Nunão” que tem uma credibilidade muito maior que a minha que já vinha batendo no tema há muitos e muitos anos 🙂
.
Ainda guardo antigas revistas com matérias sobre o real estado da capacidade naval brasileira do século XIX, mas, mitos, são difíceis
de “matar”.

Esteves

Pra? Qual a finalidade? Objetivo? Obter a propulsão. Construir um navio com propulsão alemã MTU, MAN, MWM, que inclui navegação e sistemas eterniza dependência e uma absoluta falta de autonomia. Pensavam lá nos anos 1970 que seria possível contar com fornecedores nacionais para a parte elétrica do submarino. Descobriram que o fornecedor do casco exige muito mais que direitos construtivos. Imaginavam lá nos anos 1970 que seria possível obter da indústria nacional, torpedos e mísseis. Ao longo desses anos, um instituto que nasceu para pesquisar e construir reatores civis (nossa dependência de rádio fármacos é 95%) pouco contribuiu para isso.… Read more »

Marcos R

De QQ forma é um dos únicos investimentos em desenvolvimento tecnológico, se ainda não atingiu seus objetivos é pela inconsistência nos investimentos que oscilam a Bel prazer do governante da vez. Ninguém vira potência tecnológicas sem investimento pesado, constante e consistente.
Precisamos de investimento tecnológico como projeção de estado, mas infelizmente o Brasil prefere gastar bilhões em programas populistas de Bolsas para criar currais eleitorais! E isso pista qualquer vertente política, direita e esquerda aqui não faz diferença.

Last edited 2 meses atrás by Marcos R
Nativo

Resultado temos, o enorme encolhimento da nossa marinha de guerra.

Esteves

Estimativas por parte do CBO (Congressional Budget Office) para o primeiro submarino, projetam custos de até US$18,1 bilhões, considerando possíveis aumentos.

O custo estimado para 12 submarinos Columbia está em torno de US$126,4 a US$136 bilhões, segundo o orçamento da Marinha para FY2025.  

O primeiro submarino (USS District of Columbia, SSBN-826) tem outro custo estimado de US$ US$15,2 bilhões no orçamento da Marinha.  

Vão explodir. Os custos.

Alex Barreto Cypriano

Dinheiro não é problema pros EUA imperiais, desde 1970, ao menos: eles imprimem a moeda de referencia e o mundo todo financia (os militares americanos, sobretudo) investindo nos mercados de lá. É princípio eterno da manutenção dos impérios pagar soldos e enriquecer generais (os quais sempre encontram um cabide nas empresas do MIC ou do Banco Mundial…) e rir-se de todo o resto, não apenas dos explorados e seviciados nas provincias submetidas a tributos mas inclusive do próprio povo enganado com pão e circo. Segue o féretro…

Esteves

Pois é. Esses bilhões de dólares estão virando trilhões e ainda cagamos nos rios.

Alex Barreto Cypriano

Sim: vai dar ruim isso aí…