EUA cancelam programa de fragatas ‘Constellation’ e buscam novo tipo de navio de combate rápido

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Constellation Class - 2

Classe Constellation

A Marinha dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira uma mudança drástica em sua estratégia de construção naval: o cancelamento do programa de fragatas da classe Constellation, considerado até então o pilar da futura força de combatentes de superfície leves. A decisão, divulgada pelo secretário da Marinha, John Phelan, marca uma guinada em direção ao desenvolvimento de novos navios menores que possam ser construídos “de forma mais rápida e em maior quantidade”.

Pelo acordo firmado com o estaleiro Fincantieri Marinette Marine, no Wisconsin, apenas as duas primeiras fragatas — Constellation (FFG-62) e Congress (FFG-63) — serão concluídas. As quatro embarcações seguintes, embora financiadas, serão canceladas antes do início da construção.

“Precisamos crescer mais rápido”

Segundo um alto funcionário do Departamento de Defesa, a decisão está diretamente ligada à urgência de expandir a frota para enfrentar ameaças emergentes:

“O fator-chave é a necessidade de fazer a Marinha crescer mais rápido. A decisão cria espaço industrial e financeiro para desenvolver novos navios de forma mais ágil”, afirmou.

O cancelamento está alinhado com a nova diretriz do Pentágono, destacada pelo secretário de Defesa Pete Hegseth em seu discurso “Arsenal da Liberdade”, no qual estabeleceu que “velocidade de entrega é o novo princípio organizador”.

Transição para novos combatentes de superfície

A Marinha está realizando uma ampla revisão de desenho de frota, que deverá nortear o desenvolvimento de novas classes de navios leves, incluindo:

  • Landing Ship Medium (LSM) — navios anfíbios leves já em aceleração;
  • Embarcações de superfície não tripuladas, que podem ser produzidas rapidamente;
  • Outras categorias de navios menores e modulares.

A Marinha tem uma necessidade declarada de 73 combatentes leves de superfície.

Estaleiro Marinette será mantido ativo

Apesar do corte, a Marinha seguirá com a construção das duas primeiras fragatas Constellation para manter operacional o complexo de três estaleiros da Fincantieri às margens do Lago Michigan, onde trabalham cerca de 3.000 pessoas.

A medida dá ao estaleiro fôlego enquanto novos contratos são preparados, além de mantê-lo elegível para futuras competições.

A carteira atual do Marinette inclui:

  • O último navio da classe Littoral Combat Ship (Freedom);
  • Quatro Multi-Mission Surface Combatants para a Marinha Saudita;
  • Possíveis futuros contratos anfíbios, quebra-gelos e navios especiais.

Custo, atrasos e dificuldades no projeto

A decisão também reflete os problemas enfrentados pela classe Constellation desde o início. Embora baseada na bem-sucedida fragata europeia FREMM, a versão americana exigiu profundas modificações para atender padrões de sobrevivência mais rígidos dos EUA.

O resultado:

  • Atraso estimado de 3 anos na entrega do primeiro navio (de 2026 para 2029);
  • Custos de cerca de US$ 1,5 bilhão por unidade;
  • Dois bilhões já gastos, com US$ 7,6 bilhões apropriados ao programa.

O ex-executivo-chefe de aquisições da Marinha, Nickolas Guertin, resumiu o problema em fevereiro:

“Às vezes, é melhor projetar um navio do zero. Modificar o projeto de outro país é muito mais difícil do que parece.”

Próximos passos

A Marinha pretende trabalhar com o Congresso para realocar parte dos recursos ainda não gastos do programa Constellation para novas embarcações que possam ser produzidas de forma mais rápida em Marinette.

A medida representa uma das mais significativas reviravoltas na política naval dos EUA em anos — e sinaliza que a prioridade agora é velocidade, flexibilidade industrial e preparo para ameaças que evoluem mais rápido do que os projetos tradicionais conseguem acompanhar.■


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Alexandre Galante

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Camargoer.

Talvez os EUA devam seguir a sugestão de encomendar navios de prateleira fabricados em estaleiros chineses.

Gabriel BR

Ou mesmo na India que lança um navio de guerra a cada 40 dias.

luiz Brandão

A Venezuela investiu enormes somas em armamentos fabricados na China, especialmente no tão alardeado sistema de radar, que acabou falhando justamente quando mais se precisava dele.

Quando se trata de combate real, as armas e a tecnologia chinesas são simplesmente um fracasso, como brinquedos feitos por Temu. Na hora do vamos ver não é beleza que vai importar, muito menos opinião de imprensa eZpecilizada.

Moriah

Sunk… Eu continuo dizendo que a fragata para a USN é a F110… Não tem navio mais com cara de states que os navios espanhóis…

EduardoSP

Na US Navy é êita atrás de vixe!

Lucarelli

As Forças Armadas americanas estão “perdidas” rsrsrs
Us Army cancelando helicopteros, veículos blindados etc…
Us Navy cancelando navios
USAF cancelando AWACS.
E por aí vai… há vários exemplos em cada força.

HANS KELSEN

E tudo com dinheiro do contribuinte que não tem nem um posto de saúde pra tratar um pé torcido kk

Luís Henrique

O contribuinte não precisa pagar escola particular para os filhos, pq a escola pública é muito boa. Não precisa gastar com muro, cerca elétrica, alarme, segurança, carro blindado, pq se sentem muito mais seguros que aqui. Compram carro 0km com 20 mil e as vezes so pagam 50 por ano de imposto (ipva). Aqui um equivalente custaria uns 120 mil e pagaria uns 5 mil de IPVA. Pagam 1.000 em um IPhone top de linha, aqui custa 12.000 Então para a maioria sobra dinheiro e podem pagar 250 por mês para terem um plano de saude. Não é perfeito, mas… Read more »

Bosco

O SUS dá migalhas ao povo mas é um mar de corrupção para o establishment.

Wilson

Serio que você acha isso? então vamos fazer um exercício e imaginar que o SUS não existe mais. O que seria da população mais pobre? O preço dos planos de saúde privados aumentariam ou diminuiriam?
População em geral continuaria tendo vacinas, pronto atendimento, medicamentos gratuitos, transplantes, vigilancia sanitária, SAMU e varias outras coisas? Ficaríamos melhor ou pior?

Bosco

O fato do Estado dar migalhas para os menos favorecidos de modo a justificar a sua existência não quer dizer que tais migalhas não façam a diferença para os cidadãos alvos, que sistemática e “misteriosamente” permanecem sempre na zona limite da miséria apesar de 40 anos da Constituição Cidadã. Há forças misteriosas que, apesar de todo o espírito públicos de nossos governantes , da competência e esforço de todo o funcionalismo público, das milhares de ONGs, sindicatos, universidades , etc. impedem uma imensa parcela da população de prosperar e a condena a depender das esmolas estatais ad eternum. *Sem dúvida… Read more »

Last edited 2 meses atrás by joseboscojr
Bosco

“O SUS dá migalhas ao povo mas é um mar de corrupção para o establishment.”
O SUS tem uma verba federal anual de cerca de 250 bilhões para atender 150 milhões de brasileiros em 2025. Isso dá 1700 reais para cada brasileiro usuário.
O Congresso Nacional com 594 congressistas teve uma verba de cerca de 21 bilhões . Isso dá 35.000.000 por congressista.
O STF teve uma verba anual de 1 bilhão para 11 ministros. Isso dá 90.000.000 por ministro.
Em relação à corrupção… bem , estamos em Banânia. Nem há o que se falar.

Heli

Há corrupção, e muita, no Pentágono e na Casa Branca. Porque nao haveria de ter no SUS?…. Quem combate corrupção é o Ministério Publico, principalmente apos denuncia. Se vir corrupção, denuncie.

Leonardo

Se pegar o orçamento das 3 esferas públicas com o SUS você vai cair da cadeira. É algumas vezes mais caro que um plano de saúde de qualidade.

Leonardo

Vou te dar um caminho. Pega o orçamento federal do SUS alocado para seu município, pega também o orçamento estadual do SUS enviado para o seu município e por último o orçamento do seu próprio município com o SUS. Soma orçamento das 3 esferas com SUS e divide pelo número de habitantes do seu município e encontrará um valor muito maior que de um plano de saúde de qualidade… Essa lógica também serve para a educação pública!

Carlos

Fiz essa conta para educação em Curitiba para o ano de 2020 e descobri que o custo era maior por aluno que a mensalidade do colégio Positivo, uma referência por lá, isso que não consegui calcular algumas despesas, como impostos que o prédio público pagaria.
Seria muito melhor para os alunos pobres ganharem um voucher e escolherem onde estudar que ficar em escola pública, mas esse debate dificilmente vai acontecer por aqui.

Heli

Colega, com todo respeito, mas nao fale do que voce nao sabe. O SUS esta muito longe de ser perfeito, há um deficit de leitos e fila para procedimentos eletivos. Porem, nas emergencias o gasto é absurdo. Procedimentos ortopedicos sao carissimos, só um unico hospital de emergencia no RJ gasta 34 milhoes por mes gracas a pacientes de trauma: acidentes de transito, de trabalho, e feridos de balas/faca. Aparelhos de cardiologia (stents, marcapassos, valvulas cardiacas, etc), neurologia (balões, stents, etc) e ortopedia sao carissimos, fármacos usados em cancer idem. O problema é que saude e educação não dao voto. Se… Read more »

Bosco

Heli,
Sim! Saúde é cara.
Meu ponto não é esse. Nunca disse que tinha que ser barata.
Desviamos muito o foco da conversa que inicialmente era navio mas um cidadão inventou de nos lembrar pela milionésima vez que nos EUA não tem SUS e isso começou toda a discussão.
Eu encerro por aqui.

Bosco

Como no Brasil 30% da população tem que ser mantida a beira da miséria de modo a azeitar nossa democracia o SUS, o processo de degradação moral e emburrecimento sistemático e o assistencialismo pernicioso servem a propósitos bem específicos no jogo político que é bem distante da ideia de trazer justiça social ou algo que o valha. Juntando esses 30% , mais os milhões de funças, artistas , grande mídia, os sindicatos e ONGs, todos financiados com dinheiro público; os encarcerados, o pessoal das facções, os “intelectuais” das universidades públicas, parte da ICAR e os esquerdopatas incuráveis e o Brasil… Read more »

Last edited 2 meses atrás by joseboscojr
Bosco

Em tempo: da nossa receita de democracia não podemos deixar de fora os metacapitalistas de estimação dos nossos honrados políticos socialistas, em todos os níveis (municipal, estadual e federal).

Carlos

Como sempre, demonstrando sua grande “inteligência”, o homem que assimila tudo e interpreta a realidade, mesmo sendo pequeno e limitado, além, enrustido em pré conceitos e discursos vazios.

Bosco

Pega a ficha e aguarda a vez.

Curiango

Bosco, seus comentários foram perfeitos. Bravo! Bravo! Bravo! A esquerda BR a mais de 30 anos cria
Do pobres

José Luís

Boa Bosco !!! Perfeito. É simples assim.

Fábio Mayer

Aqui no Brasil, “elite” é quem tem algum tipo de ligação com o Estado: ou é político, ou é alto funcionário público ganhando 6 dígitos entre salários e penduricalhos, ou é empresário que recebe financiamento público, ou é gente que, de alguma forma, usa os serviços públicos para enriquecer, como muitas clínicas médicas que supostamente prestam serviços pro SUS, mas não entregam resultados compatíveis com seu faturamento. Pode conferir: se for considerado “elite”, tem um pé no governo, mesmo com os governantes bradando sempre contra “as elites que atrasam o país e roubam os recursos do povo”…

Luís Henrique

Li recentemente que na Dinamarca, qualquer cidadão que recebe assistencialismo do governo (tipo bolsa família), NÃO pode votar.

Seria maravilhoso adotar essa política aqui no Brasil.

Roosevelt

Concordo 100%.

Bosco

Olha! Que interessante.
Isso nunca será adotado no Brasil. A esquerdalha vai bradar em alto e bom som em defesa dos direitos do “pobri”
No Brasil a ociosidade é muito bem recompensada.

Marcos

Leu uma mentira. Basta uma simples consulta na internet

Burgos

Sugeri a um Senador e a um Deputado esse projeto de Lei aqui no Brasil😏
Nem me responderam o e-mail ☠️💀🏴‍☠️

Glaucus Lima

Que país é esse?

Camargoer.

Você já usou o SAMU?
É SUS.
No Brasil é de graça.
Nos EUA é cobrado.

Atirador

Nunca foi de graça, você desconta de seu salário todos os meses dinheiro para custeá-lo

Bosco

Camargoer,
Onde será que “pobre” vive melhor? Nos EUA sem SUS ou no Brasil com SUS?
Simples assim!

ATS

O economista Angus Stewart Deaton, vencedor do Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel em 2015, em um trabalho conjunto com Anne Case, analisou o fenômeno das “mortes por desespero” (deaths of despair) nos EUA. Segundo os autores, os EUA são um dos poucos países que têm expectativa de vida estagnada. No entanto, especificamente, quando se olha para a situação de homens jovens, a situação é dramática. Para um jovem do sexo masculino de 18 anos, a probabilidade de morrer antes de chegar aos 50 hoje é maior nos EUA do que em Bangladesh. As causas estão relacionadas… Read more »

Bosco

Os EUA enquanto o auge da Civilização Ocidental cujo berço foi no Velho Continente é o alvo principal de toda a máquina marxista que vê o Ocidente como o grande opressor.
Em 1956 Nikita Khrushchev disse: “sem disparar um tiro, não precisamos invadir os EUA, vamos destruir vocês por dentro”

Heli

5000 dolares, 30000 reais, um atendimento a uma fratura de braço, ou seja, um raio x e um gesso.

JuggerBR

A escola não é mais muito boa, toma pau direto de nações asiáticas, principalmente a China…

Luís Henrique

No Ensino Básico não fica entre as primeiras do mundo em avaliações tipo PISA, mas fica bem acima da média.
Aqui é um lixo, ficamos nos últimos lugares, incomparável.

Já no Ensino Superior os EUA ficam no topo do mundo em vários rankings.

Deadeye

O Ensino Médio de Institutos Federais, tem a mesma média no PISA do que o Ensino Médio da Coreia do Sul.

Ocorre que a maior parte dos Estados, oferece um ensino médio meia boca, os melhores ensino médios estão em instituições federais, e não em escolas estaduais.

Porém ninguém quer adotar o modelo dos IFs, e sim de escolas militares que gastam mais por aluno e tem resultado piores que os IFs.

Nereu

Isso é o topo das universidades americanas que tem financiamento públicos e privados bilionários fora as

Camargoer.

Pois é Bosco, Pelo que apurei, cerca de 53 milhões de pessoas no Brasil usam planos de saúde. Deste modo, que bom que o SUS é ótimo para os outros 150 milhões de brasileiros. O SUS fornece medicamentos de alto custo para imunossuprimodos. O SUS também fornece insulina de graça, independente do fato da pessoa ter ou não plano de saúde. È comum que empresas privadas ofereçam planos de saúde para seus funcionáios. Em outros casos, os sindicatos oferencem convênios com planos de saude. Sá não vejo qualquer relação de causa-efeio entre o fato da pessoa ser um funcionário público… Read more »

JuggerBR

Planos de saúde no Brasil se tornaram planos hospitalares e de exames, não se acha mais nenhum médico, por mais novato que seja, atendendo nos planos…

HANS KELSEN

Esse cara tem algum complexo de inferioridade misturado com inveja ou algum tipo de sonho/desejo inconsciente com servidores públicos. Tudo pra ele é “funça”, tu nao pode criticar um bilionário que tu vira “funça”, eu fiz um comentário mostrando a controvérsia de um país que gasta bilhões em navio, mas que não consegue garantir um posto de saúde simples de graça pra população e o cara me ataca me chamando de “funça” kkkkk

Bosco

Você não criticou um bilionário. Você sugeriu que eu recebia dinheiro para defendê-lo.
Infelizmente os editores apagaram.
Da minha parte eu te garanto que sua percepção está equivocada já que não tenho nenhum tesão por funça e outrossim, minha percepção é que você me mediu pela sua régua já que não existe esquerdista “grátis”.

Atirador

Falo de novo, não é de graça

Bosco

Camargoer, Eu faço parte dos 150 milhões. Não podemos sair do contexto do assunto. Começou com um “funça” aí em cima comentando num artigo, sobre navio da USN, o seguinte: “E tudo com dinheiro do contribuinte que não tem nem um posto de saúde pra tratar um pé torcido kk“ Após isso houve uma réplica do Luís Henrique que citou as diferenças de custo de vida e o quanto o cidadão brasileiro é extorquido sendo ele pobre ou rico , e que no final, o sistema capitalista americano remunera bem quem trabalha (enquanto no Brasil se recompensa bem quem está… Read more »

Luís Henrique

Simplesmente porque é altamente hipócrita defender o SUS como uma maravilha e pagar convênio médico, e usar hospitais como Albert Einstein, Sírio Libanês, como a maioria dos políticos fazem.

Curiango

Camargo, vc deve ser funcionário Público Federal

Atirador

Filhão deixa o reclaque de lado, você acha que os funcionários públicos tem privilégios ? muito simples faça concurso e vire um, qualquer um pode fazer, agora tirar diploma e depois sentar a bunda para estudar dois, três anos para passar você não tem disposição ai fica falando mal dos outros

Gabriel BR

Não dá para todo mundo trabalhar no Estado , é matemática! A maioria tem que produzir para ter a pirâmide.

Bosco

Não vi ninguém criticando funcionário público aqui nesse post. E ainda que houvessem críticas relativas ao excesso de direitos (74 artigos de direitos e 1 artigo de deveres na lei 8112) e à falta de comprometimento e ao baixo desempenho de muitos, isso não significa inveja e sim , muitas vezes, indignação. O excesso de vantagens típicas do funcionalismo público no Brasil configura um superfaturamento legalizado que a sociedade paga a conta e que pode sim causar indignação mas esse não é o ponto. Ninguém deveria seguir uma carreira apenas motivado pelas vantagens pecuniárias e outras que possam advir e… Read more »

Fábio Mayer

O problema não está no funcionalismo público, mas nos agentes públicos que, em razão de sua remuneração direta ou indireta, são a verdadeira elite do país, que sequestraram o Estado para cuidar de seus interesses pessoais, dizendo que com isso defendem o povo. Funcionário público que ganha 25 mil por mês é no máximo, classe média baixa, já que os preços de praticamente tudo no Brasil subiram em razão da alta tributação e da especulação (aqui, quota-se o preço do café em dólar) e tornou o país caro como um europeu e pobre com um sul-americano. Li ontem uma pesquisa:… Read more »

Bosco

Exatamente.

Curiango

Sou empresário, e tenho que fazer acontecer todos os dias. Pagar funcionários, fornecedores, atender os cliente e investir na empresa. Inclusive pago metade do plano p meus 132 funcionários. O FP chuva ou sol
O dele tá na conta mesmo q não entregue p q o contribuinte paga.

Curiango

Seu Gov acha que os q on”poço” nunca vai secar. Se esquece da Venezuela e Arhmgentina até pouco tempo q acabou com as empresas. O estado nao produz $ ela arrecada ou toma. P manter exército de eleitores( pobres). Hora dessa nós não aguentaremos mais pagar essa conta aí quero ver a miséria generalizada. Estou comendo a galinha q bota os ovos

Gabriel BR

tem sim , mas são estaduais

luiz Brandão

Segundo fontes abertas, a Venezuela possuía um sistema de defesa aérea muito poderoso. Muitos de seus componentes eram russos, e há relatos de que Putin enviou a Maduro alguns sistemas adicionais nos últimos meses. – Mais de 20 Su-30; – 2 sistemas S-300 e 2 sistemas Buk, e mísseis para os mesmos; – Cerca de uma dúzia de sistemas Tor-M1. A Venezuela também possuía vários F-16; sistemas de radiolocalização, incluindo alguns chineses; e artilharia, incluindo algumas suecas. Além disso, a Venezuela também possuía várias centenas de MANPADS – sistemas muito móveis, que não necessitam de radares e não podem ser… Read more »

felipe

não tem postos de saúde mas tem hospitais que atendem na mesma hora, enquanto no SUS, o paciente espera até a morte para ser atendido, até morrem na fila de cirurgia!

Carlos Campos

até aí normal, mas a USNAVY tem burrices gigantes, como a Classe LCS, Zummwalt, F35C e agora as FREEDOM

luiz Brandão

A Venezuela investiu enormes somas em armamentos fabricados na China, especialmente no tão alardeado sistema de radar, que acabou falhando justamente quando mais se precisava dele.

Quando se trata de combate real, as armas e a tecnologia chinesas são simplesmente um fracasso, como brinquedos feitos por Temu.

Marcelo

A US Navy virou uma várzea.

Bosco

Uma várzea cujos programas do SSN Virgínia e do DDG-51 estão a todo vapor.

Carlos

Caraca…

Leandro Costa

Eita.

Que façam um Arleigh Burkinho uai.

Andre

FFG62 com 7400 t de deslocamento é na pratica equivalente ao Arleigh Burk Fligh I, de ~8300 t, o qual ja tem projeto, made in USA, que teoricamente deveria ser mais simples de adequar… Do meu ponto de vista a estratégia usada nas FFG-7 (OHP) de módulos padronizados de varias tonelagens fabricadas por diversos “pequenos fornecedores” e integrados em alguns estaleiros chave me parece mais flexível, mais rápida e mais econômica (dada maior concorrência entre subfornecedores). Na verdade uma versão atualizada e expandida da FFG-7, digamos com 5500 t me parece que seria o mais adequado para um fragata americana,… Read more »

sergio 02

Exatamente, eles pegarão uma fragata, e queriam construir um Destroyer, ai fica dificil.

Roosevelt

Caramba, era exatamente esse o comentário que eu ia fazer. Valeu Leandro.

Roosevelt

Arleig Burkinhos com apenas duas turbinas e um eixo quem sabe e na faixa das 4.000 ton.

Gabriel BR

Será que seria algo similar em conceito a FDI do naval group?

Pedro Sousa

A classe Constellation é baseada na FREMM italiana

Dalton

A “FDI” desloca 4500 toneladas carregada, então me parece pouco para as pretensões
da US Navy no Oceano Pacífico, inclusive visando capacidade para receber novas armas
e maior capacidade de sobrevivência a danos então “eles” devem estar pensando…
“We’re gonna need a bigger boat” 🙂

Lucarelli

Acho que querem um navio ainda menor. A verdade que os DDGs para eles são excelentes.

Gibbs & Cox apresentaram navios que devem atender a demanda.
Mas está bem díficil de entender o que realmente a US Navy e as outras forças dos EUA querem.

Gibbs and cox international frigate
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Gibbs and cox international corvette
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Links das imagens:
https://www.navalnews.com/event-news/indo-pacific-2023/2023/11/gibbs-and-cox-unveil-australian-light-frigate/

https://www.navalnews.com/event-news/indo-pacific-2025/2025/11/gibbs-cox-unveils-new-corvette-at-indo-pacific-2025/

Gabriel Moreira

Se for a preço de banana, manda essas duas em construção pra gente. Estão novas e eles vão jogar no lixo. Kkkk…

José

Não é por ter dinheiro, mas nós últimos anos a marinha americana torrou uma grana em diversos projetos que depois foram abandonados, ou cancelados com poucas unidades feitas, parece que estão meio perdidos, mas isso reflete um pouco os diversos lobbys e mudanças de gestão no governo federal

Ozawa

“A decisão, divulgada pelo secretário da Marinha, John Phelan, marca uma guinada em direção ao desenvolvimento de novos navios menores que possam ser construídos “de forma mais rápida e em maior quantidade”. O problema não é o produto mas o sistema! Pois esses “navios menores”, se ocorrerem, também não serão construídos de forma mais rápida, nem em maior quantidade … O problema central é a escassez de mão de obra qualificada, que impacta diretamente a capacidade de construir navios de guerra mais baratos e eficientes. O capitalismo industrial dos Estados Unidos, apoiado naquela mão de obra operária qualificada, que construiu a… Read more »

Eduardo

Na mosca.

Last edited 2 meses atrás by Eduardo
José de Souza

Diferença central entre os EEUU e a China hoje, “investidores” x operários.

Abymael2

Se atrasando a construção já está dando problema, imagina quando acelerar.
Mas com a frase sobre projetar do zero X modificar um projeto já existente eu concordo, de fato.

Rodolfo

O problema também foi que a US Navy mudou as especificações inúmeras vezes, a cada hora querendo acrescentar mais sistemas, o navio cresceu e corre o risco de se tornar uma embarcação mais lenta visto o ganho de peso.
Lembra o “The Pentagon Wars” que conta a história do Bradley… parece que isso é a norma no DoD americano.

Fábio Mayer

Os americanos sempre tiveram a intenção de apropriar eu seus novos equipamentos bélicos tudo o de mais moderno existente. O problema é que vivemos numa época de rápida evolução tecnológica, o que implica nesses muitos adendos de sistemas novos não existentes nos projetos originais.

A China já tem outra filosofia: ela lança os navios com a tecnologia consolidada que já tem e vai pensar em modernizar depois: o importante é lançar ao mar.

E o que acontece é basicamente isso: os americanos estão preocupados com a rápida expansão em unidades, da esquadra chinesa.

Bosco

Manda o Elon Musk fazer que em 4 anos 8 fragatas vão estar saindo do forno por ano.
É só mudar o processo fabril que nos EUA é emperrado por tantas regras sindicalistas, etc.
O Elinho resolve.

Deadeye

O mesmo Elon Musk que estava prometendo a Cybertrunk desde 2017? Kkkkkkkk

Bosco

Até onde eu sei a Cybertruck está plenamente funcional e a venda.

JHF

Vendeu menos de 45000 unidades em 2 anos. Os planos iniciais eram para o dobro disso por ano. A Tesla não trata o tijolo metálico como um sucesso até agora. E não sabe como vender mais dele pois virou um símbolo de MAGA criticado nos grandes centro urbanos e caro demais para servir no mundo real do campo

MMerlin

As 45 mil unidades não foram poucas se levar em consideração o estilo extravagante do modelo, ser um carro elétrico (para off-road o excesso de eletrônica ainda traz problemas), inexperiência no segmento e falta de reconhecimento do mercado (para o off-road o mais importante não é ser moderno ou rápido – importante é confiabilidade). A ford ranger, modelo muito mais robusto, confiável e batido no mercado, vendeu certa de 50 mil em dois anos no Brasil. Claro que estamos restringindo o mercado. Mas o importante aí é ver que ela vendeu um número razoável mesmo tendo um alto preço, na… Read more »

Nereu

Em 1 ano a Hilux vende mais no Brasil

Deadeye

Está com problema de recall. E está vendendo menos que a versão elétrica da Ford F-150

Bosco

Vocês vão escalando a proposição inicial. Aí fica difícil . Rsss
*E eu acho que a competência de alguém é melhor aferida pelos seus sucessos e não pelos eventuais “fracassos”

Heli

A hype inicial já passou. Os pátios das revendedoras estão lotados sem conseguir desovar o estoque, sem perspectivas no mercado de usados. Uma bomba. Nao cabe uma bicicleta na caçamba.

EduardoSP

Elinho precisa por em produção aquele caminhão elétrico que ele prometeu em 2017 e até agora, nada.

Bosco

Talvez porque já tenha colocado uns 8000 satélites em órbita e quer por mais uns 25000.

Carlos Campos

Eu acho que ele faz, só basta a marinha dar o que precisa e não se meter mais, não sabem o que quere e nem o que precisa

Camargoer.

Ola Carlos

Qualquer país consegue fazer quase qualquer coisa se for determinada a priodidade e mantido os recursos.

Foi assim que o programa espacial levou (e trouxe em segurança) 12 pessoas á Lua.

Eu até sinto que cancelar o programa Constalation pode ter isso também um erro, visto que agora os projeto amadureceu e os problemas estariam resolvidos, exceto se exista alguma coisa muito errada ou muito ruim que é melhor desistir.

Willber Rodrigues

“Segundo um alto funcionário do Departamento de Defesa, a decisão está diretamente ligada à urgência de expandir a frota para enfrentar ameaças emergentes: “O fator-chave é a necessidade de fazer a Marinha crescer mais rápido. A decisão cria espaço industrial e financeiro para desenvolver novos navios de forma mais ágil”, afirmou. O cancelamento está alinhado com a nova diretriz do Pentágono, destacada pelo secretário de Defesa Pete Hegseth em seu discurso “Arsenal da Liberdade”, no qual estabeleceu que “velocidade de entrega é o novo princípio organizador”. Teria sido rápido e “barato” se a USNavy + lobby do Congresso não tivessem… Read more »

Hamom

“O cancelamento está alinhado com a nova diretriz do Pentágono, destacada pelo secretário de Defesa Pete Hegseth”

Em setembro, quando Trump convocou cerca de 800 generais e almirantes para uma reunião inédita no Comando dos Fuzileiros Navais em Quantico, Pete Hegseth em seu discurso disse que, “não quero mais ver generais e almirantes gordos”.

Resultado: Os almirantes resolveram adotar uma politica de perda de “peso” também para novos navios da US Navy…Combinando assim almirantes e navios esbeltos e elegantes, chic no úrtimo!

Last edited 2 meses atrás by Hamom
Alex Barreto Cypriano

Já era visível ab ovo (pelas contradições internas e externas sem síntese possível) o fracasso da classe Constellation e seu cancelamento põe fim ao tormento iniciado lá nos LCSs. Estranho imaginar qualquer diretiva antes da revisão do desenho de frota: crescimento rápido por velocidade de entrega parece a velha fórmula do estelionato financeiro: grab the money and run. Quem está estiolando a USNavy é o estágio atual do capitalismo na América: nesse estágio, flui o dinheiro, virtualmente ilimitado, nos programas e plataformas caríssimos mas não há capacidade construtiva pela consolidação do complexo em monopólios ‘improdutivos’. Contra esse inimigo ‘interno’ não… Read more »

Pedro Sousa

Como stopgap, deviam ter selecionado a versão “militarizada” da classe Legend da Guarda Costeira. É pra ser um navio focado em ASW e autodefesa e construir em maiores quantidades. O foco em desenvolver um combatente multifuncional deve ser no DDG(X).

Dalton

Adaptar uma unidade da Guarda Costeira nunca foi uma opção séria porque há uma necessidade de “pequenos combatentes de superfície” não apenas dos “grandes” e como
o número total de “LCSs” deverá permanecer em cerca de 25 unidades há espaço para outros 25 e que sejam mais capazes daí uma fragata deslocando 6.000 ou mais toneladas, mais adequada para os desafios do futuro.

Dalton

É que lá o principal combatente de superfície é o Arleigh Burke,75 no inventário e mais de 20 em construção ou já autorizados da versão III, além do mais a modernização de cerca de 20 da versão IIA já começou e está indo bem então a “comparação” tem que ser feita entre Arleigh Burke III e a Tamandaré quanto a “previsibilidade”. . A “fragata” na US Navy será um meio termo entre o Arleigh Burke e o “LCS” mas a “MB” optou por um modelo que já atendia os requisitos enquanto os EUA necessitavam de uma série de mudanças mesmo… Read more »

Abner

Dalton não seria melhor encomendar mais Arleigh Burke bloco 3 ?

Ao invés de gastar com fragata ?

Ou é uma necessidade da marinha ?

Dalton

Não Abner, a US Navy decididamente precisa complementar os grandes combatentes de superfície com “pequenos”, como os “LCSs, uma questão de maior número, maior disponibilidade e missões que não necessitam de um “grande”, embora “pequeno” para ela possa parecer exageradamente grande para outras marinhas que não possuam os mesmos desafios.

adriano Madureira

Que decisão de “Mestre”!

Realmente, o “cérebro” que tomou tal decisão, deve ser um cara com inteligência acima da média…

Parar um programa em andamento e começar do zero…

Certamente deve ser alguém do Staff de Trump e sua constelação de notáveis, como o secretário de defesa Pete Hegseth

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Last edited 2 meses atrás by adriano Madureira
Palpiteiro

Não querer parar algo que não atende a necessidade só porque já está em andamento é um viés cognitivo bem conhecido

Deadeye

Considere o custo de oportunidade. Vale o risco da lacuna na capacidade?

Bosco

O Trump cancelou 1 programa do USA (o tanque M-10).
Na marinha já tinha cancelado o míssil HALO e agora a fragata.
Isso é normal nos States mas a coisa tá ficando esquisita.

Bosco

OS States serão um dos únicos países que dominam a tecnologia a não ter um míssil antinavio supersônico. Há vários países que orbitam o Ocidente que já os têm ou estão em processo de tê-los no curto prazo (no caso da Europa, no médio prazo). Uma dos motivos do desinteresse americano por esse tipo de abordagem é provavelmente a falta de verba já que eles têm que financiar já dezenas de sistemas de mísseis e não sobra pra todos. O outro, que deve ser mais relevante, seria a existência do AARGM-ER (Mach 3, 300 km) e do AIM-174A (Mach 5,… Read more »

Zezão

Sinceramente, acho que os americanos deveriam comprar alguns mísseis de seus aliados, sairia muito mais barato.
Por exemplo, o Japão desenvolveu o míssil hipersônico ASM-3A, com alcance de 400 km, deveria comprar a licença de produção nos EUA.

Bosco

O Japão, Taiwan e Coréia do Sul já têm seus supersônicos.
Os europeus estão desenvolvendo o seu e devem ter um voando até 2028.
Pode ser que os States adquiram dos aliados no futuro, mas como eu disse , além dos stealths (JSM, SLAM-ER, LRASM) eles têm esses supersônicos semibalísticos que podem ser bem efetivos contra navios.

Leandro Costa

Um passarinho me contou que o Hegseth não vai ficar no cargo muito tempo.

O atual Secretário do Exército deve assumir.

Supostamente…

Deadeye

Ele quase perdeu o cargo naquela treta do Signal. Só não foi demitido porque o Trump não quis deixar na cara.

Heli

Concordo. E um novo programa que vai estourar ainda mais os orçamentos.

Burgos

Além de todos os projetos citados na matéria tem um outro que pessoal está esquecendo os DDX que acho que vai dar certo na USN (São navios que aparentam que foram feitos para brigar)
Além da quantidade de armamentos/sensores que irão carregar a bordo

Burgos

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Os “Bico finos” vão voltar !!!
Aguardem !!!💪⚓️💀

Piassarollo

Gostei dessa

Esteves

O Capital Financeiro gosta de cronogramas mais curtos, investimentos menores, riscos reduzidos, consultorias, centenas de players, resultados apurados em 100 dias. São burocratas de bancos de investimentos. A construção naval exige visão de 20 ou 30 anos, investimentos volumosos, continuidade, maturação. Cancelar uma classe inteira de fragatas após bilhões gastos é típico de um sistema dominado por lógicas financeiras, não militares. Vanguard, BlackRock e State Street juntas controlam mais de 20% das ações da maioria das grandes empresas dos EUA. Isso significa: bancos empresas de energia farmacêuticas big tech defesa logística varejo saúde infraestrutura Tudo isso sob influência dos mesmos… Read more »

Gabriel BR

Sim, e esse processo está ocorrendo em todas as economias do ocidente…os fundos de investimento estão comprando tudo e a eficiência e qualidade está piorando sistematicamente. É o efeito colateral da “super financeirização” da economia ! decisões criticas tomadas por meio de analise gráfica e por gente que não é da área.

Gabriel

Eles poderiam comprar a type 31 menores e mais baratas

Carlos Campos

Fazem um estudo para achar um navio estrageiro que sirva, navio é escolhido, fazem modificações que tornam esse navio outra coisa, se assustam com o valor novo projeto que eles criaram encima do navio estrageiro que foi desfigurado, cancelam o navio.
Parece que a USNAVY é comandada por jumentos

Bernardo

Esse projeto era pra ser rápido porque…. já tava praticamente pronto. Refizeram quase tudo do zero (tanta modificação que foi praticamente outro barco em cima de outro barco que mudou pra outro barco), perdeu o propósito de existir.
Se tivesse respeitado a ideia original não precisaria de nada disso e já estaria indo com mais unidades (e mais rápido).
Modelo de “procurement” que favorece atraso e mudança dá nisso.

Camargoer.

Caro Matheus…. Vou explicar de novo… 1) todo país que tem uma capacidade industrial desenvolvida, seja o Brasil, Indua, Russia, EUA, Alemanha, Japão, China.. irá focar na produção nacional. 2) Uma empresa ou uma famíla sempre vai tentar gastar menos, inclusive comprando produtos importados. Governos dependem da receita tributária gerada pelo crescimento da economia. Quando um governo faz uma importação, ele irá gastar recursos do Tesouro, Quando ele compra algo produzido no país, isso gera receita tributária 3) A geração de empregos induz uma castada na economia. Considere a geração de 100 empregos diretos. Considere que metade dos empregados têm… Read more »

Jose Pereira

construa a versão freem sem modificações drásticas ou com pouquíssimas atualizações.
Não vale uma parceria com o reino unido, Japão, coreia ?

Dalton

A “FREMM” por melhor que seja ainda assim necessitaria de modificações para atender os requisitos da US Navy especialmente tendo a China como principal adversário, só que no início especulou-se que 25% de modificações seriam necessárias, mas, não bastou.
.
Hoje há quem diga que a T-26 britânica seria ideal para usar como base só que na época ela não existia e se queria um projeto maduro e já em serviço.
.
O problema é que mesmo que a T-26 ou outra seja aceita, ainda assim muitos anos se passarão até a primeira ser incorporada.

EduardoSP

O problema é o conceito. A opção por um modelo pronto que permita uma aquisição rápida e com custo mais baixo exige que não se queira modificar o projeto escolhido. Pois modificar o projeto vai contra o objetivo principal da escolha de um modelo pronto. O esforço deveria ter sido na escolha de um modelo que atendesse, ainda que não totalmente, os requisitos da US Navy. E aceitar esse “gap” como o preço a pagar para ter um processo mais rápido de introdução dos navios na frota. Mas as marinhas parecem que têm uma atração em definir “capacidades únicas” A… Read more »

Dalton

Aí é que está: a FREMM italiana foi escolhida mesmo sabendo-se que não atenderia totalmente os requisitos, mas valia o risco já que apenas 25% de alterações seriam necessárias, só que com o passar do tempo, mais alterações foram necessárias, consequentemente aumentando os custos e exigindo compromissos, como por exemplo, velocidade mais baixa. . Não havia na época nada melhor que pudesse servir de base ainda mais com a exigência de que fosse um navio já operacional, mas, seria um erro continuar com o programa. Ao menos os “LCSs” estão encontrando seus devidos lugares mas uma grande fragata é ainda… Read more »

samuka

Pelo visto, acharam que não é suficiente..

Alex Barreto Cypriano

Só pra começar: a indústria naval americana usa sistema imperial de unidades de medida (polegada/pé/jarda, libra/onça, etc) e a padronização derivada enquanto a indústria naval européia (menos a britânica) usa o sistema internacional de unidades de medida (metro, quilograma, etc) e padronização derivada. Por lei, os sistemas principais do parent design europeu tinham que ser produzidos nos EUA. Igualmente havia a necessidade de adaptar o parent design italiano em atendimento aos elevados padrões de sobrevivencialidade/habitabilidade da USNavy. Deu no que deu. O difícil é engolir que os decisores na USNavy não tivessem idéia da dificuldade inerente na estratégia de simplificação… Read more »

Luís Henrique

“The Constellation was a great waste of money” and would not meet the Navy’s mission requirements for even lower-level threats, let alone a modern navy like China’s, said analyst Carl Schuster, a former US Navy captain. The ship has poor defenses against drones, aircraft, missiles and even small boats, he said. “It would not survive long in an action against a Houthi-level threat,” he said, referring to the rebel group in Yemen that has been threatening shipping around the Arabian Peninsula. “Just another in the string of bad government shipbuilding programs,” said naval analyst Sal Mercogliano, a professor at Campbell… Read more »

Alex Barreto Cypriano

Mas lembre que foi o mesmo argumento de insuficiência nas capacidades dos LCSs que levou às Constellation… Trata-se do encobrimento por argumentos administrativos e técnicos da violenta alteração do cenário de ameaça, proliferação A2AD e ascensão de competidores páreos, cenário certamente previsível por um think tank ou até um escritório oficial de inteligência. O grande mistério, pra mim, é como gente do metier, astuta e engenhosa, deixou a coisa degradar nesse sufoco.

Last edited 2 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Luís Henrique

Se fosse somente uma questão de custo e velocidade de produção, poderiam analisar a Type 31 britânica, a nova Mogami japonesa e a fragata sul-coreana FFX Batch IV. As 3 com cerca de 5.000 à 6.000 toneladas de deslocamento. As 3 com custos de cerca de U$ 500 mi cada, dependendo da configuração. A US Navy poderia customizar e talvez manter os custos em cerca de U$ 750 mi (metade do custo da Constellation) ou pelo menos abaixo de U$ 1 bi. Seleciona 1, 2 ou as 3. Se selecionar 2 modelos, por exemplo Type 31 e Nova Mogami, produz… Read more »

BraZil

Que peninha. Seria tão bom se os EEUU mantivessem o projeto Zumwalt, (uma maravilha tecnológica), construindo mais unidades, mantivessem os classe San Antônio (uma maravilha tecnológica), construindo muitos mais, mantivessem o projeto do mini tanque MBT, construindo centenas, mantivessem o projeto do heli Comanche (uma maravilha tecnológica), construindo centenas e etc e etc. Pelo menos continuam com o projeto dos Super carrier (imbatíveis) e com o F35 (uma maravilha tecnológica)………..enquanto isso no mundo das coisas reais e feitas para a guerra ………………….

BraZil

Eita até esqueci das Constellation (uma maravilha tecnológica), seria tão bom……..

Satyricon

O que aflinge as Constelations é o mesmo que aflingiu os LCS, só que ao inverso: POLÍTICA (ou melhor, a falta dela). As LCS , apesar de comprovadamente inadequadas às necessidades da US Navy continuaram em produção. As últimas unidades ainda serão entregues, e terão uso extremamente restrito (guerra anti-minas, etc). O que manteve um projeto tão ruim quanto os LCS vivos por tanto tempo foi uma colossal pressão política de estados chave, onde eram fabricadas. Pelo visto, o mesmo não acontece com as Constelations, cujo lobby mostrou-se fraco, visto tratar-se de um projeto estrangeiro. O resultado está aí. O… Read more »

Dalton

O “LCS” não está mais em produção e devido principalmente a problemas encontrados com a versão Freedom cuja solução demorou mais que o esperado, o último que já completou todos os testes de mar será entregue talvez dentro de semanas quando já deveria ter sido entregue anos atrás, mas, deixaram de ser prioridade. . O “LCS” fez todo sentido quando idealizado já que os EUA não tinham um inimigo à altura daí ter surgido o “Zumwalt”, a encomenda de apenas 1 submarino por ano, mudado apenas em 2011, os planos de transformar o último NAe da classe Nimitz que viria… Read more »

Satyricon

Dalton,
Respeito sua opinião mas, perdoe-me, classificar os LCS como qualquer coisa que não um fracasso é forçar um pouco a barra.

Dalton

O programa foi pensado para uma coisa, mas, no meio do caminho adaptações tiveram que ser feitas o que não é o ideal, mas, eles estão navegando e liberando Arleigh Burkes para outras missões. . Há uma variedade de missões que poderão executar, a variante Independence por exemplo está sendo otimizada para a guerra de minas, a variante Freedom para guerra de superfície, mas, ambas variantes podem bem passar por fragatas leves e há armas interessantes que já foram testadas ou estão sendo usadas rotineiramente como o SM-6 e o NSM respectivamente. . Fracasso, na minha opinião, seria se tantas… Read more »

Satyricon

As primeiras unidades dos LCS foram retiradas de serviço com 11 (ONZE) anos de serviço.
O USS Sioux City (Freedom-class LCS) foi descomissionado com MENOS de 5 anos de serviço:
https://www.businessinsider.com/us-navy-lcs-warship-just-decommissioned-after-short-service-life-2023-8

Zezão

Não, o grosso da adaptação não foi concluída, isso é uma falácia. Oras, se a adaptação estivesse quase concluída, então como explicar o atraso de entrega, que ao invés de ser em 2026, foi postergada pra 2029? Ou seja, este atraso significa, na prática, que a adaptação precisará de mais de 3 anos pra ainda ser feita. Enfim, estão cancelando este projeto porque eles concluíram que essa “adaptação” pra construírem essas fragatas não atendem o cenário atual, que é diferente do objetivo inicialmente proposto quando foi feita a licitação desses navios. O fato é que os americanos estão desesperados, eles… Read more »

Satyricon

NADA feito pela atual administração americana segue o mínimo de lógica, e o caso em questão segue o mesmo padrão. Parafraseando o conceituado site https://www.defenseone.com/ :

“Hegseth nunca fez política de segurança nacional, serviu em um alto cargo militar, trabalhou em aquisição de defesa ou liderou uma organização maior do que um grupo de defesa sem fins lucrativos.”

Orange man é meramente uma figura midiática, e todas as ações desse governo seguem essa diretriz.

Satyricon

Zezão,

Apenas para complementar meu comentário:

https://news.usni.org/2024/12/13/navy-constellation-frigate-design-will-be-ready-in-may-second-yard-could-come-in-fy-2027

O artigo acima, de Dez/24, informa que a fase de projeto da classe Constelation deveria estar concluída em meados de 2025, já mencionando o atraso de 3 anos na entrega da primeira unidade (de 2026 para 2029). Daí minha afirmação de que o “grosso” do serviço de compatibilização já havia sido concluído.

Não é falácia não. É a própria US Navy quem afirma isso.

Obs: é razoável esperar que essa etapa de projeto se atrase, (mas não tanto que justifique o cancelamento da classe).

Zezão

Prezado, Afirmar que é a própria US Navy que afirmou é outra falácia. Oras, o link que você indicou é da USNI News, que pertence ao Instituto Naval dos EUA, um think tank INDEPENDENTE, que não representa a opinião da US Navy. Ademais, a reportagem da USNI cita Nickolas Guertin (ex-secretário adjunto da marinha), que não trabalha pra marinha há quase um ano, ou seja, cita alguém que não representa nada no cenário atual. Por fim, o cancelamento do projeto não se deve unicamente pelo atraso do projeto, mas também por outros motivos, que acabou justificando o fim do programa.… Read more »

Satyricon

“Por que é difícil entender isso?” Você parte do princípio de que essa decisão é meramente técnica, quando nenhuma decisão da atual administração americana o é. Num mundo perfeito, seria, mas no atual USA não é. É meramente POLiTICA (Vc conhece política?) Para cancelar um programa, é necessário primeiro desacreditá-lo, e ê isso que foi feito. Não estou falando que o programa Constelation é perfeito (longe disso). Começaram com uma Fremm de 6000t e alteraram tanto que hoje está por volta das 8.000t. Isso é quase um Raleigh Burke! Agora, Vc acha que a US Navy vai se contentar com… Read more »

Zezão

“Você parte do princípio de que essa decisão é meramente técnica, quando nenhuma decisão da atual administração americana o é.” Meu caro, Eu discuto fatos, não hipóteses. Com todo respeito, imaginar que o Laranjão está lançando um novo programa pra se enriquecer pessoalmente é puro achismo, cadê as provas? Se não há provas, então o que você diz é meramente uma especulação. Neste caso, a sua opinião vale tanto quanto alguém com um copo de cerveja na mão, bravejando discurso de ódio contra o presidente dos EUA. Obviamente, não quer dizer que estou colocando a minha mão no fogo por… Read more »

Burgos

Olá Jugger;
Tem gerar em PDF a matéria e postar do jeito que vc postou não tá abrindo, o estadão tá mandando assinar pra liberar a matéria para leitura 👍

Nelson Junior

As Costelations estavam custando quase o preço de um Burk, porém com atrasos significativos e com deslocamento e capacidades inferiores…
Se puder apostar, digo vão fazer mais burks

Dalton

Perderia à aposta. Os 2 estaleiros responsáveis pelos “Burkes” estão assoberbados e o orçamento limitado, exige que navios mais baratos sejam construídos para aumentar mais rapidamente o número de unidades disponíveis até porque muitas vezes enviar um “Burke” não é prático ou nenhum possa estar disponível.
.
A US Navy precisa de algo como meia centena de “pequenos combatentes” metade dos
quais são os “LCSs” necessitando agora preencher a outra metade com um meio termo entre eles e os “Burkes”, uma grande fragata, ainda é a melhor opção.

Nelson Junior

Acho que a necessidade dos EUA mudaram um pouco Dalton, talvez seja mais vantagem construir navios mais parrudos e capazes, sabendo que provavelmente lutaram no Pacífico a centenas de quilômetros de casa, contra uma marinha muito capaz.
Concordo com a necessidade de navios menores também, porém levando em conta o valor das Costelacions, e a demora absurda de produção, acho que dá para tentar otimizar a produção dos Burks até que uma solução definitiva apareça

Guizmo

Podiam inverter o jogo pela 1a vez e, copiar dos chineses. Façam uma Tipo54 pouco menor, e chamem de Classe 54

Dalton

Se os EUA fossem usar fragatas apenas dentro da área da III Frota por exemplo, algo como uma “54” seria útil como é para a China que encontra-se geograficamente em uma área de grande importância comercial com rivais e possíveis adversários próximos.
.

José Gregório

Acho que as guerras no mundo estão deslocando o foco e a mentalidade de tudo, os americanos fizeram bem em cancelar essas fragatas, aliás, acho que a época delas já acabou, assim como não constroem mais cruzadores, os destroyers e os porta-aviões nucleares são suficientes para impor medo, o restante podem ser unidades pequenas ou drones, as coisas estão mudando rápido demais.

Roosevelt

Eu só acho que os americanos já deram provas concretas de como direcionar recursos para uma guinada desse porte. Por mais que os esquerdistas do site sempre vejam só lados negativos devo lembrar que na segunda guerra construíram em torno de trezentas mil aeronaves e milhares de navios de todos os tipos e portes. Eles sabem como fazer e ponto final. Devo lembrar que a Ucrânia continua dando umas pauladas nos russos com uns dronizinhos fuleiros de baixo custo. As necessidades mudam muito rapidamente nos dias de hoje, então o poder de adaptação e a administração são o diferencial.

Vila Nova

Sinais do colapso do império!

Alex Barreto Cypriano

A coisa tá feia e o Sal junta as pontas soltas num video bem humorado. Vale a pena assistir:
https://youtu.be/l-17yirEq2Y?si=481g7Oza3LP7y5LP

Mauricio R.

“Requirement creep“: LCS, DDG-1000 classe Zumwalt e agora as FFG-62 da classe Constellation, além do mais famoso de todos: O F-35!!!!
A lista somente cresce e as possíveis soluções continuam completamente ineficazes.

Peter Nine Nine

Na minha opinião, a partir do momento que disseram que a fragata seria simples por ser baseada na italiana e depois renderizaram um navio que não tinha nada haver, já estava na cara que ia ser cancelado.