Naval Group compromete-se com o Governo português a investir na modernização do Arsenal do Alfeite
A empresa francesa compromete-se a investir os montantes necessários, estimados em dezenas de milhões de euros, para criar um polo da indústria naval no Alfeite. O Naval Group garante ainda que 20% do investimento nas fragatas será reinvestido na economia nacional ao longo da vida útil das mesmas
O Naval Group apresentou às autoridades portuguesas uma proposta para investir os montantes necessários, estimados em dezenas de milhões de euros, para modernizar o Arsenal do Alfeite e criar um polo da indústria naval, reforçando as capacidades industriais navais de Portugal e o apoio de longo prazo à Marinha Portuguesa.
No cerne desta proposta está a criação de uma nova empresa, detida em conjunto pelo Naval Group e pelo Arsenal do Alfeite. Esta nova empresa irá gerir e executar todos os futuros contratos de manutenção para a Marinha Portuguesa, assegurando os mais elevados níveis de disponibilidade operacional e desempenho. A iniciativa visa contribuir diretamente para a soberania de Portugal, autonomia estratégica e consolidação de um ecossistema industrial naval sustentável.
Com base na experiência combinada de ambos os parceiros, a nova empresa irá transformar o Arsenal do Alfeite num polo industrial moderno e competitivo para atividades de manutenção e modernização. Para além de servir as necessidades nacionais, a nova empresa estará posicionada para apoiar as atividades do Naval Group e clientes internacionais, reforçando o modelo de negócio de longo prazo do estaleiro.

A nova empresa irá garantir e desenvolver empregos no Arsenal do Alfeite e em muitas outras empresas portuguesas na área da manutenção. O Naval Group assegurará ainda uma transferência estruturada de know-how, apoiando-se em décadas de experiência no apoio à Marinha Francesa e a várias frotas internacionais. Adicionalmente, a experiência internacional do Naval Group em programas de transferência de tecnologia – incluindo o desenvolvimento de infraestruturas submarinas no Brasil – permitirá à nova empresa elevar o Arsenal do Alfeite aos padrões exigidos com custos otimizados.
O investimento proposto pelo Naval Group inclui a modernização das infraestruturas, equipamentos e capacidades industriais do Arsenal do Alfeite, permitindo operações de manutenção e atualização eficientes, competitivas e preparadas para o futuro, tanto para as unidades navais atuais como para as futuras.
Numa perspetiva mais ampla, o Naval Group pretende que 20% do valor das fragatas seja devolvido localmente à economia portuguesa. O programa FDI for Portugal do Naval Group representa uma grande oportunidade para a indústria e o ecossistema nacional se desenvolverem, assegurarem e atualizarem capacidades navais e marítimas ao longo de décadas, proporcionando uma carga de trabalho significativa e sustentável.
Uma parceria baseada na cooperação contínua com Portugal
Esta proposta de revitalização insere-se num compromisso mais amplo e de longa data entre o Naval Group e as instituições portuguesas:
- A 6 de novembro, o Naval Group e o LASIGE, unidade de investigação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, assinaram um Memorando de Entendimento para explorar futuras colaborações em I&D naval e de defesa.
- Durante os Industry Days realizados em Lisboa a 23 de outubro de 2025, em parceria com o AED Cluster Portugal, o Naval Group interagiu com mais de 45 empresas portuguesas, atores industriais e institutos académicos para identificar capacidades nacionais para integração nas cadeias de valor europeias. Um mês depois, o Naval Group já coopera com 17 dessas empresas.
- Desde 2019, o Naval Group tem trabalhado com 16 empresas portuguesas em 15 projetos cooperativos de defesa europeus. Um exemplo recente é o projeto NEREUS (2024–2028), que visa estabelecer as bases para um “sistema de sistemas” inteligente para futuras plataformas navais europeias.
Estas iniciativas demonstram, em conjunto, o compromisso do Naval Group em fomentar a inovação, a cooperação industrial e o desenvolvimento de capacidades em Portugal – pilares que irão fortalecer diretamente a revitalização do Arsenal do Alfeite.
Sobre o Naval Group
Enquanto ator internacional no domínio da defesa naval, o Naval Group é parceiro de referência para os países que pretendem preservar o controlo da sua soberania marítima. O grupo desenvolve soluções inovadoras para responder às necessidades dos seus clientes e está presente em todo o ciclo de vida dos navios — desde o design, construção, equipamento, integração e apoio, até às fases finais de desmantelamento.
O Naval Group concebe, produz e moderniza submarinos e navios de superfície, bem como os respetivos sistemas e equipamentos. A sua experiência única em sistemas autónomos, armamento submarino e drones coloca-o numa posição de liderança no setor europeu.
Enquanto empresa de alta tecnologia, o Naval Group apoia-se num know-how excecional, em capacidades exclusivas de conceção e produção e na sua capacidade de estabelecer parcerias estratégicas, nomeadamente no âmbito de transferências de tecnologia. O grupo presta igualmente serviços de doca e apoio a bases navais.
Atento às questões de responsabilidade social corporativa (RSC), o Naval Group é signatário do United Nations Global Compact. Presente nos cinco continentes, o grupo registou um volume de negócios de 4,355 mil milhões de euros e contava com 16.722 colaboradores (em equivalente a tempo inteiro) a 31 de dezembro de 2024.■


Proposta forte da naval group possivelmente com olho também no futuro na substituição da classe Bartolomeu Dias.
Todos os dois navios são incríveis , tanto esteticamente quanto em configuração de sistemas e armamentos.
Eu penso que a Fremm italiana navegando com a bandeira portuguesa ficaria um espetáculo
Só não gosto do Sylver poder acomodar apenas o mísssil Crotale NG (VT1) em quadpack .
Pode acomodar também 4 Mica-VL NG.
Acho que não pode. Uma solução seria operar em conjunto com um navio arsenal como o proposto pra a marinha holandesa. O mesmo poderia ser feito com as Tamandarés.
https://defense-update.com/20240927_naval-news.html
Parece que Portugal ta bem de grana.
São empréstimos ao abrigo do programa SAFE, rearmar a Europa , no lado total para os três ramos de 5,8 mil milhões euros
Portugal tem tido um superávit nas contas, por isso é na altura da crise chegou ter uma divida de 136% do PIB e actualmente é de 90%…
Nosso ouro (brincadeira)!
eheheheh ^_ ^ não devolvo! Depois ornamento aqui a casa com o que? eheh