O PROSUB está no fim. E agora?
Perfeitamente alinhados no convés do submarino Tonelero (S 42), os funcionários da ICN aguardavam o momento do último desembarque. No alto da vela, um colaborador da ICN começou a arriar a bandeira da empresa. Era o indicativo para os demais funcionários se dirigem ao cais. No caminho para a tenda principal do evento, o uniforme azul dos funcionários contrastava com o branco dos militares que caminhavam no sentido oposto. Era a primeira tripulação do Tonelero, tendo à frente o imediato do navio, capitão de corveta Mario Mendes Jardim Stávale. Começava assim a mostra de armamento do submarino Tonelero, uma cerimônia que oficializa a transferência do navio para o setor operativo da armada.
Com a entrega do Tonelero e com o lançamento ao mar do Almirante Karam (S 43), respectivamente terceiro e quarto submarinos da classe Scorpène Mod encomendados pela Marinha do Brasil, o programa PROSUB caminha para o seu fim. Muitos dirão que isso não é verdade, porque a parte do programa que diz respeito ao submarino de propulsão nuclear (SN-BR) ainda está no começo e as obras da Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM) não estão totalmente concluídas. Isto é verdade, mas não tranquiliza os mil trezentos e setenta colaboradores da ICN (Itaguaí Construções Navais) que trabalham na empresa.
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Por mais complexo que seja o SN-BR, ele consumirá apenas uma fração desses trabalhadores altamente especializados (não se encontram, por exemplo, soldadodores ou supervisores de solda deste nível “na esquina”). Um alento à empresa foi dado em fevereiro deste ano, com a formalização do contrato de manutenção dos submarinos da classe Scorpène (ISS 25). O acordo pode atingir os quatro submarinos que serão operados pela Marinha do Brasil. No entanto, este contrato abrange até momento apenas os períodos de manutenção do tipo IMA (Intermediate Maintenance Availability) 3, 4 e 5 do Humaitá e da SRA1 (Selected Restrictive Availability) do Riachuelo. Espera-se que no futuro o contrato seja ampliado e estendido para os demais navios da classe.
Interesse argentino?
Dentre as diversas autoridades civis e militares presentes ao evento, incluindo delegações estrangeiras, poucos notaram a presença do senhor Guillermo Daniel Raimondi, embaixador argentino no Brasil. Além de ocupar lugar de destaque no evento, seu nome foi o primeiro a ser anunciado pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, durante seu discurso. Antes mesmo do embaixador francês, que também se fez presente. Curiosamente, a imprensa argentina, especializada e geral, também se fez presente.
Não é de hoje que a Argentina busca novos submarinos para a sua armada. A última unidade operativa, o submarino ARA San Juan (classe TR-1700 de origem alemã), naufragou em 2017 vitimando tragicamente toda a sua tripulação. A classe TR-1700, da qual a Argentina tinha inicialmente a intenção de adquirir seis unidades, era formada pelos maiores submarinos da América do Sul e na época em que foram construídos, representavam os mais avançados.
Memorial ARA San Juan no Museo del Comando de la Fuerza de Submarinos, Mar del Plata.
A classe TR-1700, muito mais capaz que o IKL-209 (projeto alemão de maior sucesso em encomendas), foi projetada para atender aos requisitos específicos da Armada Argentina, sendo que dois foram construídos na Alemanha (o ARA San Juan – já mencionado, e o ARA Santa Cruz) e os quatro restantes seriam construídos na Argentina.
Dos quatro adicionais planejados, o ARA Santa Fe teve sua construção terminada em 70% do total e o ARA Santiago Del Estero em 30%. Desde a interrupção dos trabalhos nessas unidades, há cerca de 20 anos, várias vezes foram anunciadas retomadas na construção dos submarinos, sem sucesso.
Para retomar a operacionalidade da Fuerza de Submarinos, a Argentina está negociando com a fabricante francesa Naval Group a possibilidade de adquirir três unidades da classe Scorpène. O negócio, estimado em cerca de US$ 2 bilhões, encontra-se na etapa de definição da configuração técnica, cronograma de entrega e financiamento. Há interesse, por parte dos argentinos, de que os mesmos ou parte deles seja construída no próprio país. Porém, devido ao custo altíssimo para se montar uma estrutura do mesmo porte que existe em Itaguaí, os argentinos teriam que desembolsar uma quantia muito elevada.
É exatamente neste ponto em que a ICN e as instalações brasileiras entram. Os submarinos argentinos poderiam ser totalmente ou parcialmente construídos em Itaguaí, trazendo vantagens tanto para os argentinos (com custos mais baixos de produção e possibilidade de absorção de tecnologia) como para os brasileiros (que manteriam a força de trabalho).
Para quem acha que as questões geopolíticas do cone Sul podem atrapalhar ou inviabilizar tal negócio, é importante lembrar que o AMRJ já realizou manutenção em unidade argentina no passado. O primeiro submarino TR-1700, ARA Santa Cruz recebeu sua modernização de meia vida no Brasil, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), entre setembro de 1999 e 2001. A repetição da parceria poderia representar uma sobrevida para a ICN e seus colaboradores.
VEJA TAMBÉM:



De concreto apenas o contrato de manutenção preventiva e corretiva do 1º lote.
Em mero exercício de especulação, imagino, em ordem crescente de possibilidade;
1) Construção de submarinos para Argentina;
2) Construção de submarinos para outro país da AL;
3) 2º lote de Scorpène BR. Essa hipótese não é mais especulação, mas sonho…
Mei finado pai sempre me dizia; “O Brasil é o país do futuro, só que esse futuro sempre fica mais no futuro.”
Desta vez concordo com vc Moita, o Brasil e a prova viva que vivemos num Buraco Negro , quando vc cai em um, mesmo que viajase mais rapido que a luz, vc não conseguiria SAIR quando cruzar o horizonte, por que pela distorção do espaço tempo a singularidade esta no seu futuro e a estrada esta no seu passado, então e impossivel escapar , como e impossivel alcançar, o Brasil e o pais do futuro , so que como vc falou esse futuro esta sempre no furturo.
off.: alguém confirma essa notícia:
https://www.zona-militar.com/2025/11/27/la-construccion-de-las-nuevas-fragatas-tamandare-de-la-marina-de-brasil-podria-recibir-un-nuevo-impulso-con-fondos-adicionales/
Há esse zum-zum-zum, de um aporte de 500mi para a ENGEPRON o que ajudaria um segundo lote.
Seria ótimo, mas será que essa grana não seria para terminar as as duas últimas do primeiro lote?
Acho que é grana complementar para terminar o primeiro lote. Elas saíram mais caras que o planejado e devido a restrições orçamentárias nos anos anteriores.
Não houve atraso ou restrição orçamentária no programa FCT. O aporte inicial de recursos na Emgrepron foi em reais. Ainda que o dinheiro tenha sido aplicado, houve um aumento do dolar que foi de R$ 4,5 para mais de R$ 6. Considerando que muitas partes dos navios, como armas e sensores, são importados, havia o risco dos resursos serem insuficientes ao ponto da MB prever um aporte de R$ 3 bilhões. Com o recuo do dolar, ainda há necessidade de um valor complementar, mas bem menos do que havia sido estimado quanto o dolar estava em seu valor mais alto.… Read more »
Amém, pelo menos os ventos estão nos favorecendo um pouco em alguma coisa.
Ouvi que é pra terminar a quarta. Não pra novas
Esquece, não haverá segundo lote. Depois que o chanceler alemão deu aquelas declarações, o Brasil já está procurando outro fornecedor para uma nova classe de fragatas.
http://www.defesanet.com.br/br-de/merz-humilhou-o-brazil-e-colocou-agua-no-chopp
Aí o Brasil está dando uma de amador…
Aí você tem que reclamar com o governo federal. Foi igual aos obuseiros 155mm de Israel.
Eu concordo.
o contrato da MB é com o estaleiro privado.
O chanceler alemão é um assunto político interno dos alemães.
Mas o que o estaleiro produz, são produtos que podem ser embargados pelo governo alemão, então não acho que as duas coisas são tão separadas assim…
O velho ciclo de novo, já conhecemos, perder mão de obra, daqui a 20 anos fazer outro contrato pagando transferência de tecnologia… sei, sei têm o S.nuclear, mas sabe como é o Brasil….
Todo mundo ja sabia que iria perder essa mão de obra qualificada.
Não somos construtor de submarino em escala para reter essa mao de obra qualificada.
Somos apenas montador de um produto (submarino navalgroup) que 80 % de suas peças são fabricadas na europa e é mandada pela matriz para ser montado aqui no submarino da MB.
Creio que a melhor solução seria a construção de mais uma unidade da classe Riachuelo que substituiria o submarino Tikuna e padronizaria a frota com 5 unidades. Em paralelo entraria um contrato de manutenção das 5 unidades. Sem falar que ainda temos o programa Pronapa , quem sabe possamos financiar a construção de uns 6 ou 8 classe L´Adroit para manter a mão de obra do estaleiro.
Tenho minhas dúvidas se o estaleiro esta preparado e arranjado para construir um navio de superfície.
O estaleiro tinha um impedimento legal porque seu registro era para a construção de submarino. Isso foi modificado e ele chegou a apresentar uma oferta para construir o casco do navio polar. Uma das ideias seria usar Itaguai para construir os navios de patrulha NPa500Br ou os navios de varredura que serão construídos baseados neste casco.
O maior limitante do estaleiro é o seu elevador, creio que projetado para 8 mil ton.
O SBN terá 6 min ton e poderá se movimentado por este elevador. Qualquer embarcação com este deslocamento poderá ser movimentado em Itaguaí.
Os diques da ICN tem comprimento de 140m e os slots da base da ilha da madeira podem abrigar 10 subs . 4 SBr e 6 SNbr . Significa que poderão ser construídos SNbr maiores do que a classe Alvaro Alberto no futuro, com comprimentos de até 120m, e peso de até 7500 ton. Provavelmente para portar silos verticais de misseis de cruzeiro e/ou misseis balisticos.
Não precisamos de momento buscar um super lucro nessa transação, só manter, de forma viável economicamente, a mão de obra de forma especializada estaria de bom tamanho, vale a pena o Brasil entrar nessas negociações.
É válido lembrar que, segundo o dimensionamento da Marinha do Brasil, não existirá construção de novos submarinos, até a década de 40. É um único nuclear e só! . É o que é: https://www.naval.com.br/blog/2024/05/03/dimensionamento-da-forca-naval-brasileira-segundo-a-nova-estrategia-de-defesa-maritima/ . A conclusão do PROSUB ainda consumirá uma cifra gigantesca de recursos do orçamento da força (mais do que pagamos até o momento!), comprometendo a renovação de todo o restante da força, haja visto que o submarino e todos os componentes devem ser construídos, bem como as infraestruturas dedicada a tal meio e o PNM, que carece desde sempre de uma conclusão. . Valores de 2024:… Read more »
Considerando que o Alvaro Alberto, está para 2032, possivelmente e supostamente, a década de 2040 é logo “ali”
Ja vimos esse filme. Não vai ser 2032…
Você acredita que daqui 7 anos o subnuc estará pronto?? Sério? Ora, por favor …
Se não me engano, no cronograma original, o Sub nuc era para ser lançado esse ano, os riachuelos eram para ter terminado até 2020, provavelmente o Álvaro Alberto não sai em 2032…
Concordo! Deveriam primeiro o PNM, ter confiança do sistema pra aí sim construir o Sub Nuclear. Neste meio tempo, usaria os Recursos para mais dois Sub Riachuelo (Se possível com melhorias como baterias de Lítio que estão muito mais amadurecidas hoje em dia e AIP )
Existem 2 fatos que podem alterar esta situação: 1) A estrutura montada para o ICN e para base de subs é muito grande e complexa e não faria sentido algum parar em apenas um SNbr. Aliás, os slots da base comportam 10 subs, sendo 6 SNbrs. 2) A geopolítica do cone sul mudou radicalmente desde 2024 para cá. Não se respeitam mais normas e leis internacionais que regiam a relação entre as nações. O princípio da autodeterminação dos povos e nações é letra morta, mesmo para países pacíficos e sem conflitos externos. A antiga política das canhoeiras do século dezenove… Read more »
É bem capaz de os franceses toparem pois será outra Apertaparafusobrás!
Transferência de tecnologia pífia e muitos lucros!
Pra eles.
Há 25 anos atrás o AMRJ fazia o corte ao meio do IKL-209 da armada argentina, realizando nele uma grande manutenção de maia vida, pincipalmente com as trocas das baterias. vide: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2712200011.htm
Não é só. Construir um submarino nuclear à partir de um reator nuclear autóctone significa: Capacidade de produzir, integrar e manter a maior parte dos sistemas de propulsão dos navios militares de superfície, porque: exige domínio de engenharia mecânica pesada componentes elétricos de alta potência automação naval controle de vibração e ruído metalurgia crítica integração de máquinas e eixos O único ponto fora é a turbina a gás, que ainda depende e dependerá de importação. Cria a tão falada Base Industrial que facilita um futuro programa de turbina nacional, caso o país queira romper com o atraso tecnológico atual reformando… Read more »
Caro Esteves, o SN-BR não usa turbina a gás, aeroderivativa, que usa a energia da combustão pra girar as pás produzindo a potência mecânica no eixo, mas turbina a vapor, que usa a energia do vapor produzido na caldeira nuclear pra girar as suas pás e, portanto, seu eixo. Bom lembrar que turbinas a gás ou vapor podem legar potência mecânica, quando conectadas por adequadas caixas de engrenagens, a eixos propulsores (mechanic drive, como nos boomers classe Ohio) ou potência eletrica, através de geradores acoplados, a motores elétricos ligados ao eixo de propulsão (electric drive, IFEP como nos boomers classe… Read more »
O projeto original do SBN contemplaria turbina a vapor francesas da Alston, que são consideradas as melhores e mais eficientes do mundo. Há alguns anos, a GE adquiriu a unidade de turbinas da Alston, criando dificuldades para o Prosub, A GE se negava a vender a turbina (na verdade duas, uma para o Labgene e outra para o SN10, que deverias ser SN101 ou S501). A MB buscou ajuda de outros países que possuem submarinos nucleares, principalmente a Russia. O projeto teria que ser revisado a partir da configuração da nova turbina. Neste meio tempo, a Alston recomprou a sua… Read more »
Camargoer, uma correção, a Alstom não recomprou a divisão de turbinas.
Quem recomprou foi o Governo Frances através da EDF, e reestruturou a divisão como Arabelle Solutions.
EDF acquires GE Steam Power’s nuclear activities from GE Vernova – 2024/05/31 | EDF FR
Arabelle Solutions website legal information | Arabelle Solutions
Se estivéssemos em um país sério, esse será o momento de aproveitar a expertise adquirida e desenvolver uma versão própria de submarino.
Impossível.
Sem o domínio da propulsão, impossível.
O problema é que transferiram somente 41% da tecnologia, se é que realmente transferiram isso tudo, mas em nenhuma área sensível.
Todos corretos,
Matéria feita,blá-blá-blá,
Não mencionou quando se deu início o Prosub, em qual governo e quanto tempo deveria levar!
No governo anterior em quê enchiam a boca para falar “Minhas forças armadas”.
Nada foi feito a não ser se elegerem ” Políticos “.
Não comentaremos o restante!!!!
Acho quê todos já entenderam!
Como nos 21 anos de regime militar éramos bem atrasados em relação a Argentina. A questão é que seja militar ou civil no poder, as FA´s só servem para grupos de interesse internos, como é o judiciário e outras instituições da republica.
Infelizmente, é esse vexame mesmo. Óbvio que existem centros de qualidade, mas se percebe claramente uma paradeira. Acho, só acho, que não estamos longe de um novo Almirante Cândido da Costa Aragão (vide)
Irretocável comentário.
Se você olhar direito pra coisa, vai ver que pagamos uma fortuna não pra ter 4 Scorpenes, mas pra sermos uma expansão dos negócios da Naval Group, a verdadeira detentora do produto (tecnologias e direitos). Nós não fabricamos e vendemos submarinos ao nosso bel prazer – a Naval Group, sim. Deixe a Argentina fazer o mesmo, no fim das contas serão 1300 empregos fechados aqui (nenhuma novidade pelo costume em surtos de construção naval) e abertos lá (os profissionais daqui emigram e passam a falar portunhol)…
Caro Alex a fortuna foi em virtude do objetivo final do SubNuc, então a ideia de construir mais Classe Riachuelo, quando temos um orçamento crítico, é uma idéia que nos distância do objetivo do Projeto apenas para manter alguma mão de obra que poderia ser redirecionada a outro projeto naval e depois recuperada se necessário, já que será mantida a mão de obra essencial para não se perder a expertise. Mas tens razão, o projeto é por enquanto francês, um acordo com a Argentina passa pela França e diferente de uma manutenção, uma questão pontual, ver Submarinos Argentinos sendo fabricados… Read more »
Oi, Nilo. Frienemies geopoliticos como Brasil e Argentina sempre estão numa relação ambivalente, meio borderline. Se viermos, premidos pelo impulso comercial da Naval Group, a construir subs pros argentinos, pode haver alguma reação alérgica militar/diplomática de fundo somático/idiossincratico. A terapia, fora uns bofetes pra acalmar os mais histéricos, é sempre aplicar generosas doses de peita monetária nos nervos mais graduados. Isso sempre resolve.
“A terapia, fora uns bofetes pra acalmar os mais histéricos”, ri muito neste trecho, me lembrou “Apertem os cintos, o piloto sumiu”.
E ninguém em Brasília se deu ao trabalho de analisar, entender e copiar a estratégia dos sul coreanos montando submarinos alemães, trabalho este que aliás deixou o Naval Group bastante contrariado, pois segundo os franceses criava concorrentes, não somente clientes.
Hoje a Hanwha compete contra a TKMS, pelo projeto canadense de submarinos de patrulha…
É triste, mas é torcer
1. talvez por um segundo lote
2. Realmente a venda das unidades para a Argentina, normalmente bancada por um banco internacional já com as vantagens mencionadas para os dois lados.
3. Venda das unidades mais antigas da MB para – por exemplo – o Peru e usarem as instalações para uma atualização ANTES da venda.
Bem é isso.
Ola Marcio. No caso, o financiamento pode ser feito pelo BNDES que atua como banco de fomento para exportações brasileiras. A compra de 3 Scorpenes seria algo em torno de US$ 2 bilhões, com a vantagem para a Argentina poder fazer os pagamentos em pesos que são convertidos em reais por uma Câmara de Compensação do Mercosul. Explico. Suponha um contrato que especifique os valores em euros (porque é a moeda usada na França, que será a fornecedora de muitos componentes). A Argentina poderia pagar as prestações em pesos na cotação do dia, equivalente ao valor estabelecido em euros no… Read more »
No mundo ideal e racional seria viavel. Na prática, Argentina jamais aceitara submarino feito aqui. Vão preferir ate pagar mais pra evitar isso.
Ola Colombelli.
De fato, a decisão cabe mais a Mileu e a mainha da Argentina do o que de mim.
Quanto o estaleiro de Itaguaí, o caminho mais simples é construir o SBN e aproveitar as instalações para construir a frota de navios de varredura baseadus no casco das NPa500.
Isso já será suficiente para manter o atual nível de atividade industrial do estaleiro.
Alguém poderá questionar a escolha do estaleiro sem uma licitação, mas a lei faculta ao MinDef.
Para compensar está escolha sem licitação, será preciso abrir uma licitação orblics para os NOa500
Só que o Peru optou por estender ainda mais a vida de seus antigos submarinos ao
invés de comprar os “Tupis” que foram colocados à disposição anos atrás e que provavelmente não estão em boas condições para venda hoje em dia até que novos
sejam adquiridos da Coreia do Sul.
.
Depois que o Tikuna for retirado de serviço, a MB terá 4 submarinos convencionais, o que é muito pouco. Para manter empregos, mão de obra qualificada e as capacidades industriais e tecnológicas adquiridas durante o PROSUB, a frota deveria ser de no mínimo 6 submarinos convencionais, pressupondo uma vida útil de 30 anos para cada submarino, a renovação da frota pode manter a produção de 2 submarinos por década. Dentro desta lógica, manter uma frota 9 submarinos demandaria uma produção de 3 submarinos por década, para repor os submarinos que irão sendo “aposentados” ao longo do tempo. Isto não tem… Read more »
Caro,
È mais ou menos o que a MB sempre operou.
Verdade, mas, “sempre” quis mais unidades – como reportagens de revistas antigas que tenho sustentam – só que para o futuro próximo não será possível aumentar o número ainda mais com um submarino de propulsão nuclear na conta futura.
.
Aparentemente algo mudará na próxima década que permitirá que mais unidades sejam construídas que serão entregues ao longo da década de 2040, então, os mais jovens verão…ou não.
Sim, de fato .
Por isto está dentro daquilo que é possível, mas exige planejamento de longo prazo.
Por uma série de circunstancias do próprio PROSUB a MB lançou ao mar 4 submarinos em + ou – 7 anos. E isto concentrou a atividade do estaleiro neste período, mas implicará posteriormente em longos períodos de inatividade.
Agora a solução seria construir mais dois na ´década de 30 e outros dois nos anos 40, chegando a 8 submarinos…na década de 50 2 subs seriam aposentados e 2 lançados assim por diante…
Correto. O problema é que o nuclear consumirá todo recurso. Ate 2040 teremos 4 e 1 prototipo nuclear de duvidosa capacidade.
Ótimo momento pra encomendar mais dois Riachuelo e quatro Tamandarés.
O casco do AA já está pago pois está incluso no contrato do prosub! Que conversa é essa, a França tem que entregar o casco do AA, está no contrato!
Vai acontecer o de sempre, ou perde a capacidade e daqui 20 anos inventam a roda de novo licenciando outro projeto e pagando fortunas por ToT ou encomendam mais um ou dois, nos mesmos termos, todos os comissionados do projeto ficam felizes, a indústria europeia que produz e exporta essa tecnologia fica feliz, a imprensa especializada ganha mais uma graninha para vender a ideia que independência tecnológica fiz feliz e a vida segue como sempre seguiu no Brasil.
Deveríamos comprar mais um lote de 4 unidades, manter empregos, aumentar nossa dissuasão
Não pagamos esse primeiro.
Pelo menos estão prontos, a União que se resolva com a Naval Group
Pra isso necessitamos urgente deixarmos de ser um puxadinho do Naval Group.
E exportarmos.
Pois sem tecnologia e produto, não há orçamento que sustente isso aí.
Novamente, vejam o que a Coréia do Sul está realizando.
Queria acreditar que desta vez será diferente do que houve nos casos das Niterói e dos Tupi, mas tenho os pés no chão, simplesmente acontecerá a mesma coisa..
O Brasil deveria assegurar a construção de mais uma ou duas unidades para manter o estaleiro trabalhando. O Sub Nuclear, vai atrasar ainda. Se perdermos a mão de obra especializada , vai ser difícil retomar com a qualidade atualmente atingida. O Principal desafio de um estaleiro hoje no Brasil é de possuir bons soldadores, principalmente para Submarinos e Navio polar.
Por falar no Navio Polar (Não se mencionada nada sobre ele!)
(1) Roberto Caiafa (@beto_caiafa) / X
https://pbs.twimg.com/media/Fz_3VYlWAAIx90x?format=jpg&name=4096×4096
E agora? Senta e chora.
Juro que foi a primeira coisa que me veio a cabeça. 🤪
Infelizmente, Alex. É a história se repetindo. Trabalhadores altamente qualificados muito provavelmente irão para a rua.
Falta de planos de Estado de longo prazo, algo recorrente neste país.
Vou deixar uma opinião polêmica eu acho aqui, e peço que os colegas leiam sem paixões é só com a lógica pura, eu sou um nacionalista adoro meu país e torço para que tudo dê certo, entretanto a verdade dos fatos é que pagamos uma fortuna por uma capacidade que já havíamos pago uma fortuna no passado (subs IKL) e perdemos pelo mesmo motivo que vamos perder a do prosub, não temos grana para operar mais que 5 submarinos ao mesmo tempo, mais havia junto o contrato do Subnuc ok, um projeto que não fazemos a menor idéia se realmente… Read more »
A doutrina de combate e patrulha da classe SBR ainda não está pronta, o que é normal. O programa surpreendentemente avançou em um bom cronograma.
Depois de desenvolvida a doutrina de operação da belonave, e a conclusão do SubNuc, há a necessidade de pensar na ampliação da frota, ou, operação simultânea entre os SBR e os Uboots restantes até a conclusão da vida útil dos mesmos.
Agora é construir uma frota de pelo menos 6 SCPN Alvaro Albertos nos proximos 20 anos… Nações como a Coreia do Sul, o Japão, a Austrália, todo mundo vai construir nos proximos anos Submarinos Nucleares… Nada mais natural do que o Brasil evoluir na construção naval de submarinos nucleares. … 1º os 4 SSK da classe Riachuelo, 2º ter o LABGENE funcional, 3º construir o SCPN Alvaro Alberto , 4º construir mais SCPN da classe Alvaro Alberto, a Argentina/Chile/Colombia/Peru são negocios de oportunidade.
Amigo tudo indica que não existirá a compra de mais dois scorpene.
Pelo menos 6 “Álvaro Alberto” nos próximos 20 anos significa 2045, só que para isso acontecer seria necessário que os demais 5 tivessem a construção iniciada ou já devidamente autorizados antes da incorporação do primeiro e não me parece que haverá uma nova encomenda antes de 2032. . Mas, supondo que um contrato seja assinado em 2033 com o inicio formal da construção em 2035 – a construção de fato começa um pouco antes – para entrega em 6 anos não havendo atrasos, com intervalo de 2 anos entre as entregas o segundo seria entregue em 2041 o terceiro em… Read more »
Isso não depende da nossa determinação. Temos somente 1 protótipo de reator em terra não homologado/funcionando como um reator nuclear.
Sequer o reator do AA Teve sua construção iniciada.
Vida dura, Dalton.
O módulo LABGENE valida o reator Álvaro Alberto:
https://www.elsnorkel.com/2025/11/brasil-acelera-submarino-nuclear-alvaro-alberto-labgene-prosub.html
“… ponto de virada para o programa brasileiro ocorreu com o comissionamento do módulo terrestre LABGENE…. ponto de virada para o programa brasileiro ocorreu com o comissionamento do módulo terrestre LABGENE…a propulsão autônoma e o controle térmico são as variáveis que historicamente determinam quais países conseguem avançar além da fase de projeto conceitual….a propulsão autônoma e o controle térmico são as variáveis que historicamente determinam quais países conseguem avançar além da fase de projeto conceitual….
A resposta que todos já sabemos, é tão óbvia quanto a pergunta do enunciado que todos já sabíamos.
E agora choremos
Alguem supreso??? Infelizmente Brasil não tem projeto de nação, escolhemos ser um pais medíocre, onde o populismo cada dia esta tomando conta do país.
Para nós acabou, mas para os argentinos, “talvez” tenha começado… Tudo dependerá da casa rosada e da naval group. visita à Itaguaí quando poderiam estar na frança me surge, como surgiu na transmissão da MB, a sugestão de uma produção localizada para os hermanos. é como colombianos visitam gavião peixoto durante negociação com a Saab… aliás, já sabemos de onde os Gripen da Colômbia serão feitos. só me intriga ainda a visita à TKMS, a outra novela brasileira.
É contratar o 2. Lote e suspender as RUBRICAS ( ANUAL) de deputados e Senadores, que de nada adianta ao povo, e só em benefícios próprios. Mostrem alguma melhoria em qualquer área, onde foi direcionado esses bilhões no Total….. EVAPORARAM……
Só dinheiro jogado fora. Se tivessem comprado, prontos os quatros, teria sido mais barato.
Adquirir tecnologia pra que? se não vão dar continuidade a tecnologia fica ultrapassada. Lembram dos sub alemães, também com transferência de tecnologia? não deu em nada.