Irã reintegra destróier IRIS ‘Sahand’ e comissiona base flutuante IRIS ‘Kurdistan’
Em cerimônia oficial realizada no fim de novembro de 2025 na província de Hormozgan, a Marinha do Irã reintegrou à sua frota o destróier IRIS Sahand — recuperado após naufrágio em 2024 — e formalizou a entrada da base flutuante IRIS Kurdistan, ampliando consideravelmente as capacidades navais do país, segundo autoridades iranianas.
Retorno do Sahand
O navio, da classe Moudge, havia sofrido um grave acidente em julho de 2024 quando, durante reparos no estaleiro de Bandar Abbas, entrou água em seus tanques de lastro, perdeu estabilidade e naufragou em águas rasas. Muitas publicações internacionais chegaram a julgar improvável sua recuperação.
Após uma operação complexa e contínua de resgate — com mergulhadores, equipamentos de içamento e grande mobilização técnica — o casco foi reflutuado e rebocado para reparos completos. No fim de 2025, o navio foi reintegrado à Marinha iraniana com modernizações e reforços técnicos.
Apesar do incidente, o governo e os chefes navais definiram a recuperação como um “símbolo da capacidade industrial, determinação nacional e autonomia militar do Irã”.
Base flutuante Kurdistan — nova peça estratégica
Na mesma cerimônia, foi oficialmente comissionado o IRIS Kurdistan, descrito como uma base naval flutuante multifuncional capaz de atuar como “cidade-portuária sobre o mar”. A embarcação poderá dar suporte a unidades navais e não mercantes, operar helicópteros e veículos aéreos e subaquáticos não tripulados e sustentar missões prolongadas sem necessidade de atracação em porto.
Autoridades apontam que a base permitirá ao Irã expandir seu alcance estratégico em águas internacionais, melhorar logística, operações expedicionárias e presença naval de longo prazo — especialmente no Golfo Pérsico, Golfo de Omã e Oceano Índico.■

Afundou antes mesmo de entrar em serviço, que mau agouro…
E pelo que eu me lembre não foi algo leve. Os danos foram extensos.
Foi comissionado em 2018; estava passando por reparos.
De qualquer forma a maior parte dos seus sistemas são iranianos o que tornou viável seu reparo.
Não sabemos seu sistema de radar geral, mas sem radares 4D AESA e um sistema integrado de defesa, contra medidas eletrônicas e despiste automatizados, esta fragata fica estremamente vulnerável à ataques da guerra naval atual e futura.
O Irã, por motivos óbvios, não divulga os detalhes; mas o que interessa: são sistemas iranianos. Estão evoluindo em todas as áreas cada vez mais.
Interessante o IRIS Kurdistan e sua estratégia de operacionalidade.
Se a tal base flutuante iraniana não tiver um sistema de defesa coordenado, inteligente e automatizado, com radares e sensores de última geração contra ataques sistêmicos e enxame pelo ar, mar e subaquático, é um alvo de mafuá.
Ou ele possui um sistema de defesa próprio excepcional, ou terá de ter escoltas com esta característica. Fora disso é inútil.
Acho que a ideia do Irã com essas bases flutuantes é poder realizar seus treinamentos longe de casa sem depender de portos estrangeiros. Nem todos os paises têm autonomia suficiente e coragem para permitir paradas para apoiar navios da Marinha de Guerra do Irã. Aqui no Brasil assistimos em 2023 a polêmica causada pela permissão de parada da FT Iraniana no RJ. Então com estás “bases móveis” o Irã consegue formar e treinar a sua Marinha em águas azuis sem depender de terceiros. Quanto a defesa destas bases, certamente elas vem possuir sistemas Anti-aéreos e anti-submarinos de origem iraniana modernos.… Read more »
Tal qual os “ESBs” da US Navy também não. Não há necessidade de todo navio ser bem armado ou estar escoltado o tempo todo, há missões que precisam ser cumpridas em tempo de paz, em ambientes de baixa intensidade ou na retaguarda das demais forças.
Ok, em tempo de paz. Não é o que se tem hoje, principalmente pro Irã. Quem tem Israel como inimigo na área, não há moleza. Na dúvida, Israel afunda.
Por essa lógica os potenciais adversários dos EUA também podem afundar os navios auxiliares como os “ESBs” da US Navy.
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Não há um estado de guerra permanente entre Israel e Irã nem é possível
financeiramente transformar todo navio ainda mais um auxiliar em um “cruzador”.
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Ou, pode ser que com a idade meu “espirito guerreiro” arrefeceu e fui tomado por uma completa ingenuidade 🙂
Da mesma forma as Forças Navais de Superfície Israel e dos EUA irão a pique no Golfo Pérsico.
Esse navios iranianos são para operar a centenas de km, ou mesmo milhares, dos seu alvos.
O maior inimigo atual do Irã não é Israel e sim, a seca prolongada que assola o país.
Os principais reservatórios de país estão próximos à Teerâ, que já passaram há tempos do limita, operando apenas com 10% de sua capacidade.
Não existe previsão de chuvas mas, se não chover consideravelmente até o fim do mês, o Governo pode começar sua efetuar a evacuação.
Só na capital e região metropolitana são 28 milhões de pessoas.
A situação é crítica e já atinge áreas como saúde, segurança e alimentos.
Parece faltar uma certa coordenação entre Irã, Rússia e China no quesito Marinha, ainda que seja louvável partir para a independência tecnológica, os desafios na região são para ontem e cabia uma ToT das corvetas russas ou chinesas. Mas cada um sabe onde aperta…
Sobretudo, falta respeito com a população e com os soldados iranianos, que ficam expostos à armamentos deficientes, não raro, inoperantes e muitas vezes de fancaria, como aqueles “caças ” supostamente de” 5° geração”, expostos anos atrás, que ficariam perfeitos em parques de diversão. Só em países destituidos de uma imprensa minimamente decente, elogiaria aquela porcaria inútil, que era vendida como” grande avanço militar do Irã “. No último ataque aéreo de Israel ao Irã, além de destroçar grande parte da infraestrutura militar iraniana, sem não ter nenhuma perda de suas aeronaves, repito, nenhuma perda, cerca de 1.000 civis foram mortos… Read more »
Acho que li isso na CNN ou no Israel Times…
Claro, Israel sai ilesa do conflito de 12 dias…
Mesmo observadores sem vínculos com os EUA ou Israel confirmaram a surra histórica que o Irã levou. Confirmaram o desmantelamento de toda defesa aérea do Irã, além de outras infraestruturas críticas de defesa e comunicações. Mas pior, confirmaram que a cúpula militar iraniana foi eliminada no ataque.
Esses meios são anteriores aos acordos estratégicos firmados entre Irã, China e Rússia.
A Rússia pode repassar algo, mas a China …..
Não alimente os lobos. A próxima refeição deles pode ser você ( Provérbio Chinês)
Acordos estratégicos são realizados com países confiáveis, que tem tradição em respeitar acordos, e que não utilizam 3°s para promover terrorismo, e pior, repassar armamentos para eles. A China tem 5.000 anos de experiência nesse mundo…
A China age coordenadamente com a Rússia.
E no momento a prioridade para o Irã é defesa aérea.
De que adianta ter uma marinha cujos navios não podem sair de seus portos, ou uma força aérea cujos os caças não podem sair de suas bases, mesmo quando o país é duramente atacado por caças inimigos. O Irã foi desmantelado pedaço por pedaço em sua arrogância infantil e impotente. Não só ele. O Hisbollah, seus paus mandados, tiveram todo comando decapitado. O aiatolá Ali Kamenei, o “chefe supremo”, “homem forte”, velho imbecil, só não foi decapitado porque Trump proibiu Israel de faze- lo, talvez um pedido de Putin para não desestabilizar o país de uma vez. O Irã foi… Read more »
Idem.
Os iranianos não se livram dos malucos barbudos no poder, por que suas forças armadas são ótimas…. Contra sua própria gente.
igualmente na América Latina do século passado e em quase todas as nações pobres desse mundo.