Marinha das Filipinas coloca em serviço a fragata BRP Diego Silang (FFG-07)
A Marinha Filipina (Philippine Navy — PN) oficializou em 2 de dezembro de 2025 a entrada em serviço da fragata BRP Diego Silang (FFG-07), a segunda da classe encomendada à construtora sul-coreana HD Hyundai Heavy Industries (HD HHI). A cerimônia de batismo e comissionamento ocorreu na base naval de Subic, em Zambales.
Com deslocamento de aproximadamente 3.200 toneladas e comprimento de cerca de 118,4 metros, a BRP Diego Silang (FFG-07) destina-se a operações de múltiplos domínios: guerra antissuperfície, antiaérea, antissubmarino e guerra eletrônica. O navio representa um salto de capacidades para a PN, com sistemas modernos de combate e sensoriamento.
Segundo os comandantes da Marinha, a fragata aumentará a presença naval filipina, especialmente no Mar do Sul da China (West Philippine Sea), e ficará disponível para patrulhas, defesa da soberania, dissuasão e, se necessário, missões de ajuda humanitária ou resposta a desastres.

A chegada da BRP Diego Silang sucede à entrada em serviço da fragata pioneira da classe, BRP Miguel Malvar (FFG-06), comissionada em maio de 2025. Juntas, estão entre os navios de superfície mais avançados e modernos da Marinha Filipina.
O programa de aquisição dessas fragatas integra o plano de modernização das forças navais das Filipinas, parte de um esforço mais amplo para fortalecer a presença do país nas disputadas águas do Indo-Pacífico, frente a crescentes pressões e atividade de potências marítimas rivais.■
Características gerais
Tipo: Fragata de Mísseis Guiados
Deslocamento: 3.200 toneladas
Comprimento: 118,4 m
Boca (largura): 14,9 m
Calado: 3,7 m
Altura do casco (pontal): 7,2 m
Energia instalada:
4 × geradores a diesel MTU-STX
Propulsão:
Arranjo CODAD (Combined Diesel and Diesel):
4 × MTU 20V 1163 M94, cada um com potência de 7.400 kW (9.925 shp)
Potência total: 29.600 kW (39.694 shp)
Velocidade:
25 nós (46 km/h; 29 mph) a 85% MCR
Autonomia:
4.500 milhas náuticas (8.300 km; 5.200 mi) a 15 nós (28 km/h; 17 mph)
Endurance:
20 dias
Botes e embarcações transportadas:
2 × RHIBs de 7,2 m em baias laterais (bombordo e estibordo)
Tripulação: A confirmar
Sensores e sistemas de processamento
Radar de busca:
- EL/M-2258 ALPHA, radar multifunção AESA banda S 3D
Sistema de Identificação Amigo-Inimigo (IFF)
Radar de navegação:
- Hensoldt SharpEye, radares banda I e bandas E/F
Radar de direção de tiro:
- Leonardo NA-25X
Sistema Eletro-Óptico de Rastreamento:
- Safran PASEO XLR
Link de Dados Tático:
- Hanwha Systems Link P (derivado do Link K)
Sonar:
- Modelo 997, sonar ativo/passivo de casco, frequência média-baixa (Harris Corp / L3Harris)
Guerra eletrônica e contramedidas
Suite SIGINT/ESM:
- Elbit Elisra Aquamarine R-ESM (medidas de suporte eletrônico – radar)
- Elbit Elisra Aquamarine C-ESM (medidas de suporte eletrônico – comunicações)
Sistema de lançamento de iscas (decoys):
- 2 × lançadores de decoy tipo morteiro C-Guard DL-12T (Terma A/S)
Armamentos
Mísseis
- VLS de 16 células para 16 × MBDA VL MICA (defesa aérea)
- 8 × mísseis antinavio C-Star SSM-710K (em configuração quádrupla)
Torpedos
- 2 × sistemas tritubos SEA para torpedos K745 Blue Shark
Canhões
- 1 × Oto Melara Super Rapid de 76 mm
- 1 × Aselsan GOKDENIZ 100/35 CIWS (defesa de ponto)
- 4 × metralhadoras pesadas K6 (12,7 mm / .50)
Meios aéreos
Aeronave embarcada:
1 × helicóptero naval de 10–12 toneladas
Instalações de aviação:
Convés de voo e hangar para helicóptero de 12 toneladas

Menor que a F200 e com 16 VLS e 8 misseis anti-navio
Nossa marinha fez uma lambança sem tamanho no armamento das Tamadarés.
Já critiquei muito as F200, mas acredito que a MB capou os armamentos visando comprar mais navios, deixando o custo unitário mais baixo.
Em relação aos CAMM da F200, é visível que há muito espaço pra pouco míssil. Acredito que a F200 tenha a mesma capacidade CAMM que as Mekos Anzac da Nova Zelândia. (Capacidade de 20 CAMM)
Link da imagem: https://www.seaforces.org/marint/New-Zealand-Navy/Anzac-NZ-class.htm
No resto do armamento é compatível com outros navios da classe (Corvertas/ Fragatas leves)
Vou aumentar a provocação…Corveta Tamandaré!
Concordo. O ideal é contratar +2 unidades e melhorar a qtde de mísseis, dessas 4 atuais não tem como mexer mais. E aproveita e instala sistema RIM-116 nas 3 NaPaOc, que vai dar uma boa melhora nas capacidades daquela classe
Se for considerar o tamanho de um navio o seu comprimento ela é sim maior que a Tamandaré. Esse deslocamento de 3200T possivelmente é sem cargas (leve).
Exato, creio que os 8 anti-navio a Tamandaré têm como colocar sem modificar nada, só encaixar os contêiners, já os VLS só modificando os receptáculos ou a estrutura,
Prezado Nunes, depende do número de canais de tiro… cordial abraço.
Este desenho com a amurada baixa na proa, fica horrível, para as Inhaúma.
No mais, acho tudo bem comparável com as Almirante Tamandaré.
O ideal seria além dos 12 Sea Ceptor, ter + 08 Sea Ceptor ER (Albatroz NG); e na parte ASUW, 04 Mansup-1 ER + 04 Exocet Block III para garantir.
Se forem construídas unidades adicionais, poderiam agregar uma especialização ASW com o sonar Captas 4.
Tudo isso é compatível com as Almirante Tamandaré sem muitas modificações.
Lembra muito uma evolução da Barroso, o que poderia ter sido se tivessem tocado lá atras uma barroso blocK II,sei que o que importa mesmo são os armamentos e se navega bem, mas me parece um desenho antigo de corveta/Fragata dos anos 60 ,70,80,porém ela está convenientemente armada para a tonelagem ,diferente da Tamandaré, no meu ponto de vista é uma Fragata Leve para ambiente de baixa intensidade, realmente armada como uma corveta ( e olha que têm país que arma fragata até os dentes), precisamos de no Mínimo 6 Tamandares ,mas também de 2 a 4 Fragatas de respeito… Read more »