Navantia UK realiza corte de aço do primeiro navio de apoio da classe FSS para o Reino Unido
O tradicional corte de aço realizado nesta quarta-feira (3) no estaleiro da Navantia UK em Appledore, North Devon, marcou o início oficial da construção do primeiro navio de apoio da classe Fleet Solid Support (FSS), que receberá o nome RFA Resurgent. A cerimônia contou com a presença do ministro britânico para Prontidão e Indústria de Defesa, Luke Pollard, e consolida um investimento de £100 milhões nos estaleiros de Belfast e Appledore.
RFA Resurgent: início de uma nova geração de navios de apoio
O chefe do Serviço da Royal Fleet Auxiliary (RFA), Comodoro Sam Shattock, revelou publicamente o nome do novo navio durante o evento, que reuniu trabalhadores da Navantia UK, aprendizes, representantes do Ministério da Defesa (DE&S), da RFA, da Marinha Real, além de autoridades governamentais, fornecedores britânicos e empresas locais.
Cada navio da classe FSS terá 216 metros de comprimento, equivalente a dois campos de futebol da Premier League, e terá como missão abastecer navios da Royal Navy em alto-mar, fornecendo munições, peças sobressalentes, alimentos e outros suprimentos essenciais. Essa capacidade permitirá operações navais prolongadas, sem necessidade de retorno frequente aos portos.
Declarações das autoridades
O CEO da Navantia UK, Donato Martínez, celebrou o marco:
“É um dia de orgulho para toda a equipe. O programa FSS avança simultaneamente em duas frentes: entrega capacidade crítica para a Royal Fleet Auxiliary e fortalece a indústria naval soberana do Reino Unido.”
O ministro Luke Pollard destacou o impacto econômico e estratégico do programa:
“Ao iniciar a construção do novo navio da RFA, mostramos que estamos investindo mais em defesa e criando mais de 1.200 empregos qualificados em Devon, Belfast e outras regiões. A construção naval britânica está impulsionando o crescimento nacional.”
O Comodoro Shattock acrescentou que o navio atende aos padrões ambientais mais modernos e foi projetado para máxima eficiência logística:
“É um verdadeiro habilitador de combate para a Marinha Real do futuro.”
Para o DE&S, representado por Keith Bethell, o início da fabricação confirma um investimento essencial na capacidade logística da frota britânica:
“Os FSS serão elos vitais de suprimento para operações lideradas por porta-aviões, construídos com orgulho pela força de trabalho unida para este objetivo.”
Estrutura industrial e expansão de mão de obra
O estaleiro de Appledore será responsável pela construção das seções de proa dos navios — três blocos por embarcação. A Navantia UK já emprega 200 pessoas no local, incluindo 20 novos aprendizes em parceria com o Petroc College.
O programa FSS está gerando crescimento econômico em múltiplos polos industriais. A montagem final e a construção das seções centrais ocorrerão no estaleiro Harland & Wolff, em Belfast. A Navantia UK agora opera quatro estaleiros — Appledore, Arnish, Belfast e Methil — no que é considerado um dos maiores projetos de revitalização industrial do Reino Unido.
A empresa pretende ampliar sua força de trabalho para 1.500 funcionários até 2029–2030, chegando a 2.000 trabalhadores no início da década de 2030. Atualmente, 222 aprendizes trabalham nos estaleiros, representando 20% do total de colaboradores.
Os estaleiros receberam novos equipamentos de ponta, como cortadores de plasma robotizados, uma linha mecanizada de painéis e sistemas automatizados de controle de qualidade, modernizando a capacidade produtiva britânica.
Parceria estratégica Reino Unido–Espanha
O presidente da Navantia, Ricardo Domínguez, afirmou que a cooperação entre os dois países fortalece a segurança europeia:
“Este programa mostra que a colaboração industrial torna ambas as nações mais fortes.”
Fase final de projeto concluída
Em novembro, o programa FSS alcançou outro marco importante: a conclusão da Critical Design Review (CDR), equivalente ao aval final para iniciar a fabricação física. O exame técnico avaliou:
- integridade estrutural;
- padrões de segurança;
- sustentabilidade ambiental;
- mitigação de riscos;
- integração de sistemas militares.
Com o CDR finalizado, o caminho está livre para a construção dos três navios que reforçarão a capacidade logística da Royal Navy nas próximas décadas.■


Que isso signifique que a RN disponibilizará algum navio da classe Wave em breve pra MB.
Amém.
Brasil deveria obrigar as petroleiras a construírem navios assim e disponibilizar depois para a marinha.
Se não aproveitar essa oportunidade fantástica quando surgir, não vai aparecer outra igual durante muito tempo. E estamos de fato precisando, só temos um e já cansadinho. É aquele ditado, que tem 2 tem1 e quem tem 1 não tem nenhum.
Enquanto ficarmos nessa a MB vai continuar sendo o que é…