Royal Navy reduz treinamento no Indo-Pacífico e reacende debate sobre capacidade global do Reino Unido
HMS Prince of Wales
A Royal Navy anunciou que irá reduzir sua participação em exercícios e treinamentos no Indo-Pacífico e no Oriente Médio, concentrando esforços no Atlântico, no Ártico e nas águas europeias, em coordenação com a OTAN. A decisão, apresentada pelo ministro das Forças Armadas do governo trabalhista, Al Carns, tem como objetivo reforçar a defesa do território nacional diante do aumento da atividade naval russa nessas regiões.
Segundo o governo britânico, a mudança busca priorizar áreas consideradas críticas para a segurança do Reino Unido e da Aliança Atlântica, num contexto de pressões orçamentárias e de um ambiente estratégico mais desafiador no entorno europeu. No entanto, a medida gerou fortes críticas de especialistas e da oposição, que alertam para o risco de enfraquecimento da capacidade britânica de projeção global de poder, especialmente frente à China, que hoje possui a maior marinha do mundo.
Críticos afirmam que a redução de treinamentos fora do “entorno imediato” do Reino Unido pode comprometer a prontidão da Royal Navy para operar em cenários distantes e limitar a influência britânica em regiões estratégicas como o Indo-Pacífico, onde Pequim tem adotado uma postura cada vez mais assertiva, sobretudo em relação a Taiwan e países vizinhos.
A oposição conservadora acusou o governo de promover cortes disfarçados para conter gastos, após a revelação de um rombo superior a £2 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa para o exercício 2025–2026. Para o porta-voz da Defesa dos conservadores, James Cartlidge, a redução de treinamentos compromete a prontidão de combate das Forças Armadas e demonstra falta de prioridade com a defesa nacional.
A decisão ocorre em meio a dificuldades já enfrentadas pela Royal Navy. O Primeiro Lorde do Mar, almirante Sir Gwyn Jenkins, alertou recentemente que a Marinha está “lutando para acompanhar” o crescente número de navios russos operando nas proximidades do Reino Unido. Dados do próprio Ministério da Defesa indicam que os chamados “dias de prontidão” — quando navios estão disponíveis para operar — caíram de mais de 16 mil em 2014 para pouco mais de 12 mil em 2024.
Além disso, o tamanho da frota britânica diminuiu significativamente na última década. De 65 navios de guerra em 2014, a Royal Navy conta hoje com cerca de 51 unidades, incluindo apenas sete fragatas após a recente desativação do HMS Lancaster. Todos os antigos navios de assalto anfíbio já foram retirados de serviço.
Enquanto alguns oficiais aposentados consideram a decisão pragmática diante das limitações atuais e da ameaça russa nas águas britânicas, outros alertam para a perda de “soft power”, influência internacional e capacidade de dissuasão global. Para esses críticos, a retração pode ter impactos duradouros na posição estratégica do Reino Unido entre seus aliados.
O Ministério da Defesa afirmou que, a partir de 2027, haverá um aumento da participação britânica em exercícios da OTAN, destacando que a reorientação busca fortalecer a Aliança e acelerar a modernização das forças armadas. Ainda assim, o debate sobre o futuro papel global da Royal Navy segue aberto.■

Nada mais natural, cuide do seu entorno, policia do mundo só os EUA conseguem bancar a brincadeira e mesmo pros americanos não tá fácil…
Os americanos imprimem e botam o resto do mundo para pagar .
Bem lembrado.
Até o Tio Sam finalmente viu que náo vale a pena continuar dando murro em ponta de faca no Oriente Médio, e tá lavando as mãos naquela região…
É que eles perderam o posto de hegemon, só isso.
Vai ter que combinar isso ai com Tel Aviv, que financia metade do Congresso dos EUA além do presidente e do vice através da AIPAC
Tava pensando nisso quanso saiu a matéria sobre os planos dos EUA de saírem do Oriente Médio….
Combinaram com Israel sobre isso?
Conseguem ?!? Conseguiam, mundo hoje é multipolar.
Corre boatos que o Eua mandou o RN cair fora do pacífico e Indico, os japoneses que chamaram os ingleses para a região, e o laranjão mandou cair fora para não atrapalhar seus planos com a China.
Se for, sorte dos britânicos, a China é um problema americano e japonês, o Pacífico não tem nada a ver com o Reino Unido, tem até mais a ver com a França, já que eles tem a Nova Caledônia etc lá.
Com a russia fungando no cangote e a retirada dos EUA da europa é o caminho natural.
Lamento pela situação da RN, mas, vendo pelo nosso lado, isso talvez signifique mais “oportunidades” do “saldão de usados da RN” pra MB aproveitar…
Exatamente. Concordo. O saldão de usados da RN pode ser benéfico para a MB, e pode até pintar um semi novo à preço de custo. Parece que temos preferência da RN para fazer negócio. Quem também fica contente são os Argies. Com o reino fica cada vez mais sem dentes para morder fora de casa, voltam a esfregar as mãos para se apoderar daquelas ilhas geladas do extremo sul do Atlântico. Aliás, o ex – Bulwark, futuro NDM Oiapoque, seria o tipo de meio empregado numa versão 2.0 da guerra das Malvinas. Bom pra nós, bom pros Argies.
Dois meios expedicionarios da RN , fundamentais para uma retomada das ilhas, caso uma invasão ocorra novamente, o HMS Ocean e o HMS Bulwark estão com a MB agora. Pobre King Charles III. Pode ser conhecido como o rei inglês que perdeu as ilhas.
Os 2 NAes da classe Queen Elizabeth foram pensados também para uma função secundária como Navios de Assalto Anfíbio, podendo transportar mais tropas e aeronaves que o “Ocean” , inclusive os grandes helicópteros “Chinook” como já testado, são mais confortavelmente abrigados no hangar e ainda haveria espaço para um esquadrão de F-35B. . Um solitário “LPD” como no caso do “Albion” ou “Bulwark” – mas jamais os dois ao mesmo tempo – não faz tanta falta e em parte está sendo compensado por um dos “LSDs” da classe Bay para o “dia a dia” seja com a OTAN, prestando ajuda… Read more »
Supondo que Argies consigam novos subs da classe Riachuelo no ICL ( coisa que ambicionam), e que possuam o mesmo armamento e sensores dos Riachuelo ( coisa que duvido, por causa da pressao da UK ), a vida ficaria bem complicada para os Queen Elisabeth, que precisariam de uma pesada escolta, coisa que a UK, teria dificuldades em reunir, sem desguarnecer sua própria ilha. Não acha que a UK corre certo risco de perder suas preciosas ilhas geladas no extremo do Atlântico sul ?
Não acho, além do mais, anos se passarão até que à Argentina recupere sua capacidade submarina e até lá os britânicos não irão ficar de braços cruzados, ainda mais se perceberem que à Argentina tem planos para invasão. . Acho precipitado considerar os britânicos como “carta fora do baralho” – apenas notícias ruins são normalmente veiculadas e até entendo porque afinal geram mais comentários – mas, há coisas boas acontecendo também basta ter interesse e evitar ideologias e também acho que o Rei Charles III não mais estará no trono até lá como mencionado por você como o Rei que… Read more »
Ontem assisti um programa da TV argentina que entrevistou um especialista portenho em defesa, e ele comentou sobre a pretensão da armada em adquirir 3 scorpenes. Segundo ele, a armada ainda oscilava entre a classe scorpene do tipo chilena e a classe riachuelo, maior, com sensores de ultima geração e mais e melhor armada, e portanto mais cara. Comentou sobre os programas de submarinos dos paises da AS, e quando começou a falar do Prosub, os outros convidados, que antes faziam piadas e riam, emudeceram e arregalaram os olhos quando descreveu as dimensões da ICL, da exigência da MB em… Read more »
Minha previsão é ruim para a Argentina nesse caso. Em caso de decadência profunda do Reino Unido – coisa que acho difícil ocorrer, apesar dos “problemas” atuais na Europa – o Reino Unido deve passar as Falklands/Malvinas para seu herdeiro EUA. As Falklands/Malvinas pode servir muito bem para uma base americana com vistas à Antártica. Aí que a Argentina estaria ainda mais em maus lençóis em seu objetivo. E segundo já li, havia uma especulação que alguns militares dos EUA já estavam se preparando para entrar mais profundamente na guerra em 1982, então isso poderia se repetir, caso o Reino… Read more »
Grato Ruas, o que tornou-se conhecido muito depois do conflito é que os EUA forneceriam o então USS Iwo Jima da Frota do Atlântico, um Porta Helicópteros capaz de operar o Sea Harrier/ Harrier caso um dos 2 NAes britânicos fosse colocado fora de combate. . O plano previa que o navio teria uma tripulação hibrida, americana e britânica, sendo o complemento americano constituído por reservistas na tentativa de diminuir o máximo possível o envolvimento dos EUA, mas, o conflito teve uma duração tão curta que surpreendeu a todos já que entre a chegada das primeiras unidades da Royal Navy… Read more »
Segundo um especialista portenho em uma entrevista para um programa de TV argentino esta semana, estimou em no mínimo 6 anos para o primeiro scorpene argentino, se o modelo chileno for o escolhido, e de 7 a 8 anos se o modelo escolhido for o da classe Riachuelo. Para ele, talvez a Argentina não tenha condições financeiras de bancar o modelo Riachuelo, que é maior, mais complexo, com sensores de última geração e poderosamente armado.
Os britânicos podem estar na crise militar, moral, econômica, política ou o que for, aposto todas as minhas fixas neles, a Argentina é completamente desdentada.
É somente a realidade se apresentando, eles não são mais um player mundial.
Nada mais natural, a Europa sempre será a prioridade, e apesar dos desafios mesmo com capacidade reduzida para desdobramentos no Pacífico, há indícios de melhora a curto e médio prazo seja em novas construções e melhoria na infraestrutura.
Ao que parece, o foco da RN principal será o Mar do Norte, isso que pode se inferir quando a Noruega comprou a Type 26 para se integrar com a RN.
Quando vejo noticias … muitas delas contraditória…em que o Reino Unido vai à guerra contra a Rússia e ao mesmo tempo…fica vendendo navios de guerra a “preço de banana” com foi com o HMS Bulwark… me lembro daquela música. . (…) Laranja madura na beira da estrada …tá bicha ou tem maribondo no pé ..(…) . Relatos que o HMS Bulwark está vindo para o Brasil rebocado….há muito a fazer no HMS Bulwark … problemas ainda a ser reparado. . É isso …dinheiro está muito curto no tesouro do Rei Charles III … a marinha é uma força armada muito… Read more »
O Reino Unido não entraria em guerra com a Rússia sozinho e sim como parte da OTAN quando os integrantes entre outras coisas suprem as necessidades uns dos outros, então
por exemplo complementaria com seus submarinos de propulsão nuclear os convencionais
alemães e italianos.
O submarinos da classe astute( HMS Astute) ..ainda tem questões técnicas…muitos de defeitos de projeto ….até recentemente …um lord do almirantado revelou problemas operacionais com o HMS Astute ..que aliás …salvo não me engano …a BAE Systems já replicou a sexta unidade da classe Astute.
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Muitos problemas em projetos …como assim foi com o projeto do porta-avião…é isso ai que o ditado popular fala …” A presa é inimiga da perfeição”…e prefiro pensar que seja por presa …rsrs…já que corrupção… é coisa que não se vê nas melhores famílias de Londres.
Não é o que tenho lido e sim que a infraestrutura para manter os submarinos chegou no “fundo do poço” e medidas estão sendo tomadas para retificar isso. . Com exceção da China, por falta de informação disponível, praticamente tem existido problemas em tudo que é navio e submarino, mas, a maioria desses problemas tem sido solucionados, não é uma particularidade britânica e o próprio Astute saiu-se muito bem durante um exercício em 2012 tendo como antagonista o USS New Mexico um Virgínia Block II por conta de seu avançado sonar. . E enquanto o “New Mexico” e o “Astute”… Read more »
Aliás, quais são os grandes interesses do RU no Índico e no Pacífico? Tem Diego Garcia, que no fim das contas tem mais presença militar norte-americana do que britânica. Pitcairn, com seus cerca de 50 habitantes, está econômica e socialmente mais próxima da Nova Zelândia do que de Londres.
RU é uma extensão dos EUA…
Não acho que o interesse do “RU” pelo Indo Pacífico seja por possuir territórios por lá e
sim pela importância estratégica já que um conflito na região acabaria afetando o resto do mundo, há potenciais adversários e aliados que gostariam de contar com o que fosse possível auxilia-los, e o “RU” goste-se ou não é um dos 5 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Faz sentido!
Sem grana,com muitos navios mas poucos marinheiros, pois a geração Z de ingleses emasculados não tem interesse em servir as forças armadas britânicas… As forças armadas do Reino Unido estão encolhendo a cada mês: em média, são 300 militares a menos mensalmente. O problema reside na falta de voluntários. O número de aprovados nos processos seletivos nos últimos 14 anos tem sido inferior ao de baixas e transferências para a reserva. Sem esquecer por exemplo, outra besteira dessa geração perdida; Os jovens ingleses estão recusando serviço militar em submarinos por não terem acesso ao TikTok. Ficar longe de redes sociais,… Read more »
Não é a geração Z que é emasculada, que é inclusive a geração mais conservadora desde os baby boomers, a culpa são da geração X e Millenials que criaram o mundo de hoje, afetando a geração Z e criando propaganda militar Woke desmotivando completamente a molecada a servir, ou vc acha que o jovem gen z de 20 anos é que está por trás do marketing e da política do Reino Unido?
O Reino Unido tem o dobro do PIB da Rússia, e não mantém um grande exército terrestre, nem milhares de ogivas nucleares, manter uma marinha poderosa é o mínimo, se eles não conseguem é skill issue.
“O Reino Unido tem o dobro do PIB da Rússia, e não mantém um grande exército terrestre, nem milhares de ogivas nucleares, manter uma marinha poderosa é o mínimo, se eles não conseguem é skill issue”. Não podemos esquecer a dívida interna/externa inglesa,que é uma das maiores da europa… Acho que tal tema tem seus malefícios e benefícios quanto a defesa de cada país. A dívida externa bruta do Reino Unido é uma das maiores do mundo em termos nominais, devido ao seu papel como centro financeiro global. Em termos de percentual do PIB, os dados mais recentes indicam: Dívida… Read more »
Os caras tem “rei” e “família real” em pleno 2025. Não dá pra levar a sério.