Da Guerra Fria à crise atual: o declínio do poder naval da Armada Bolivariana da Venezuela (1980-2025)

52
DN-ST-87-10381

Fragatas venezuelanas da classe Lupo, General Salom (F25) e Mariscal Sucre (F-21), em 1987

Ao longo das últimas décadas, a Armada Bolivariana da Venezuela passou por transformações importantes — refletindo não apenas mudanças internas no país, mas também o impacto de alianças estrangeiras, crises econômicas e alterações no foco estratégico de sua defesa marítima.

Década de 1980: expansão e modernização

Nos anos 1970 e no início dos anos 1980, a Armada venezuelana atravessou sua fase mais robusta em termos de capacidade. Como parte de um esforço de modernização iniciado na década anterior, Caracas encomendou seis fragatas da classe Lupo à Itália — unidades que começaram a ser entregues entre 1980 e 1982, substituindo navios mais antigos e reforçando a presença naval no Caribe.

Essas fragatas (como a Mariscal Sucre, comissionada em 1980) eram embarcações de superfície bem armadas, capazes de participar de exercícios internacionais como a UNITAS e representar um simbolismo de prestígio para a força naval venezuelana.

Fragata venezuelana da classe Lupo lança míssil antinavio Otomat Mk.2

Anos 1990: manutenção de capacidades e mudanças estruturais

Durante os anos 1990 e 2000, a Armada manteve um perfil relativamente estável, focando em exercícios regionais e patrulha costeira, embora enfrentasse desafios orçamentários que restringiam reformas profundas ou grandes aquisições. Ao mesmo tempo, a Venezuela manteve fragatas, navios de desembarque e unidades de patrulha, cumprindo funções de patrulha marítima, controle de fronteiras e cooperação com forças amigas.

Com a ascensão de Hugo Chávez ao poder no final dos anos 1990, a estrutura das Forças Armadas ganhou novo impulso político, reforçando a doutrina de defesa territorial bolivariana e inserindo a Marinha dentro de uma visão estratégica mais ampla de proteção nacional e de afirmação regional.

Submarino Sabalo S-31, um dos dois submarinos da Venezuela

Anos 2000: compra de OPVs

No início dos anos 2000, a Venezuela adquiriu os navios de patrulha oceânica (OPVs) da classe Guaicamacuto (Avante 1400) da Navantia (BVL em espanhol: Buque de Vigilancia de Litoral) para patrulhamento na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do país.

Entre 2010 e 2012, o governo venezuelano investiu em uma nova classe Guaiquerí de quatro OPVs da classe Avante 2200, para reforçar a presença na sua extensa ZEE. Porém, acidentes, quedas orçamentárias e manutenção insuficiente limitaram a operacionalidade desses navios.

Em 2020, o estaleiro venezuelano Dianca Astillero divulgou imagens do OPV Kariña (PO-14) sendo preparado para receber mísseis antinavio chineses C-802A, cuja aquisição foi revelada em meados do mesmo ano pela Venezuela.

No final de julho de 2024, foi realizado um teste de lançamento do míssil antinavio C-802A pelo Kariña contra uma embarcação alvo no Mar do Caribe (vídeo abaixo).

Navio-Patrulha Oceânico Naiguatá (GC-23)
Navio-Patrulha Oceânico Yekuana (PC-23), classe Avante 2200 

Desafios recentes: manutenção, obsolescência e foco defensivo

Na década de 2020, a Armada enfrenta desafios consideráveis. A maior parte de seus combatentes — submarinos e fragatas — está em estado de baixa prontidão ou fora de serviço devido à falta de manutenção e suprimentos, agravada pelas crises econômica e política que atingem o país.

Analistas de defesa destacam que a Armada venezuelana hoje opera como uma força predominantemente de “brown water” — ou seja, focada no patrulhamento costeiro e fluvial e não em projeção de poder em alto mar — com capacidade limitada para enfrentar desafios além de suas águas imediatas.

Função estratégica atual e desafios operacionais

Atualmente, a missão principal da Armada Bolivariana é a defesa da soberania marítima da Venezuela, proteção da ZEE de mais de 1,3 milhão de quilômetros quadrados e combate a atividades ilícitas como contrabando e tráfico em suas águas territoriais.

Entretanto, a combinação de obsolescência de plataformas, falta de sobressalentes, escassez de combustível e cortes orçamentários compromete a prontidão operacional da Armada. Esses fatores limitam seriamente sua capacidade de sustentar operações prolongadas ou confrontar forças navais convencionais de maior porte na região.

De uma esquadra que, nos anos 1980, apresentava fragatas modernas e ambições de cooperação multilateral, a Armada Bolivariana da Venezuela tornou-se uma força mais modesta, focada na defesa costeira e no cumprimento de funções de segurança interna e patrulha marítima. A história naval venezuelana reflete as decisões estratégicas, os altos e baixos da economia e da política nacional, com impactos diretos na capacidade de manter uma marinha pronta e moderna.■


Comparativo das principais classes de navios da Armada Bolivariana da Venezuela (1980-2025)

Categoria / Classe Período de serviço principal Origem / Construção Quant. aproximada Função Estado atual / Observações
Fragatas – Classe Mariscal Sucre Anos 1980 – hoje Itália (CNR / Cantieri Riuniti) 6 (2 ativas) Combate de superfície, escolta Originalmente 6 encomendas; atualmente *F-22 Almirante Brión e *F-21 Mariscal Sucre em serviço; outras foram descomissionadas ou inativas.
Submarinos – Tipo 209 (Sábalo) Anos 1970 – hoje Alemanha (Tipo 209/1300) 2 Submarino diesel-elétrico Capacidade operacional incerta nos últimos anos.
OPV – Classe Guaiquerí 2010 – hoje Espanha (Navantia) 3–4* Patrulha oceânica e defesa costeira Projetadas para ZEE, algumas unidades enfrentam problemas de manutenção ou estão inoperantes.
OPV – Classe Guaicamacuto 2010 – hoje Espanha (Navantia) 3 (1 naufragada) Patrulha oceânica Uma unidade (GC-23 Naiguatá*) afundou após colisão com navio de cruzeiro em 2020.
Patrulheiros costeiros – Constitución class Anos 1970 – hoje Reino Unido (Vosper) 6 Patrulha costeira / ataque leve Classe menor usada para proteção de litoral e rios.
Navios de desembarque / anfíbios Décadas de 1980 a 2010 Diversas origens Vários Transporte de tropas e veículos Incluem navios classe Capana e outros LST menores; ainda em inventário.
Unidades auxiliares Variado Variado Vários Apoio logístico, rebocadores, transporte Suporte à marinha em operações secundárias.

* Quantidades aproximadas conforme dados disponíveis; as frotas menores e auxiliares podem variar de acordo com reformas, inatividade ou descomissionamentos recentes. 


 

Subscribe
Notify of
guest

52 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
lucena

A meu vê … a Venezuela padeceu e padece…. de um grande mal dos exportadores de petróleo…( excerto a Rússia)…não investiu em seu parque industrial e em tecnologias … visando um futuro sem o petróleo…hoje … os países árabes já veem isso.
.
Agora a Venezuela está pagando esse pecado …. basta ter oportunistas para tirar proveito disso ..como é o caso dos EUA …como já diz o ditado popular ..a ocasião faz o ladrão.

lucena

Só uma adentro nessa questão sobre o roubo do tio Sam as riquezas na região caribenha …. até um tempo atrás …quem era o pirata daquela região… era o Maduro ..que queria roubar as riquezas da Guiana inglesa..( questão do essequibo ) …rsrsr …acho que o mandatário da Guiana Inglesa … deve está rindo disso tudo aí..rsrsr
.
Um exemplo daquilo que Explica mas não justifica…rsrsr …(…) quem rouba outro ladrão tem 100 anos de perdão (…)

Jagder

Bem por ai

Fernando

Pois é. Populismo de líderes sem capacidade administrativa e sem projeto de país, cedo ou tarde cobra o seu preço. A sorte é que tínhamos tanto por aqui que, mesmo com todos os esforços, não nos transformaram em algo parecido com a Venezuela e Argentina em termos econômicos, mas que, até os dias de hoje, se esforçam para fazer isto, é inegável. Tanto que o mesmo partido que quase nos jogou na lama, está novamente no poder atualmente. E a oposição a ele, quer nos jogar tanto na lama quanto. 700 mil mortos e quase uma tentativa de golpe não… Read more »

Jorge

Quase tentativa, não. Tentativa.

Macgarem

Esse Sabalo s31 vai afundar uns 3 submarinos nuclear americano.

Santamariense

Quase ninguém entendeu sua ironia…

Nilo

Qualquer Marinha na América é apenas simbólica anti o tamanho da Marinha Americana.

Alex Barreto Cypriano

Dessa marinha escangalhada, a USNavy afunda o que estiver navegando ou atracado com facilidade – se quiserem gastar boa munição nisso. Nem precisa, passam por cima ou por baixo e atacam, depois da imprescindível SEAD/DEAD, aos nós C2 e logísticos em terra. Mas isso também é supérfluo: basta alguma SOF matar Maduro e alguns oficiais ‘chave’ e o regime desmorona, caput – em seguida empossam Corina e se põem a fazer a velha diplomacia de dar com a mão esquerda o que vão tirar com a direita. Nihil novum sub sole.

Last edited 1 mês atrás by Alex Barreto Cypriano
Macgarem

Calma!

Alex Barreto Cypriano

😂 desculpe, ando achacado e muito hairtriggered – ou algo assim. 🤣

sub urbano

Esse tipo de golpe, em q uma elite microscópica de ricaços assume o poder apoiados pelos EUA, não tem funcionado na America Latina mais, vide Bolivia e Brasil. Governos assim não se sustentam mais de 1 mandato. Jeanine Anez foi presa, Bolsonaro tbm.

Nao adianta, pode liquidar Maduro e botar um capacho qlqr lá, o boneco nao vai durar muito e a esquerda voltará ao poder.

Leandro Costa

Mas a pergunta que não quer calar é: Se a esquerda vai voltar por lá (e não duvido que volte), então por quê o Maduro não quer a volta da Democracia? Se a esquerda foi tão eficiente lá na Venezuela, ele não tem o que temer. Ignore qualquer influência externa. Pense apenas na Venezuela e sua situação interna. Se a coisa está tão boa na Venezuela, por que não tem eleições livres? Existem um monte de governos de esquerda que não são necessariamente antidemocráticos. O Brasil é um exemplo disso. Temos boas relações com países de direta e esquerda e… Read more »

sub urbano

Maduro foi eleito. Fraudes nas urnas não passam de especulação. Nada foi provado.

Dalton

Então porque ele recusou-se a fornecer todas as informações (atas) confirmando a vitória ?

Heli

Os EUA tiveram uma eleição roubada em 2000, isso é fato. Porem terminou em pizza na suprema corte de lá. Isso daria direito aos marcianos de atacar e invadir os EUA nessa sua logica do direito internacional.

Alecs

PQP! Nem o seu presidento de bosta defendeu isso! Nem o palhaço do Celso Amorim, mas você com seu QI de lesma foi capaz de defender o regime do ditador. Cada dia que passa eu sou mais a favor de uma intervenção caso Maduro não fuja para alguma outra ditadura como Belarus. A maioria sensata que lê o que você escreve deve, de pirraça, torcer cada vez mais para uma bomba matar logo Maduro e seus generais e por fim a essa lenga lenga logo. Que canseira!

sub urbano

Calma rs. Vc votou no Bonoppo, rezou pra pneu, etc, isso faz de vc uma anta, quais as suas credenciais pra julgar a inteligencia de alguem? kk Mas em relaçao ao tópico, por mais q vc torça para q Maduro seja morto, possivelmente não é isso q irá acontecer. Não é assim q um conflito desse tipo funciona. É bem possivel q nada aconteça, afinal. A operação americana depende de um movimento interno na venezuela q, ate o momento, nao existe.

Santamariense

Quem votou, vota e defende o atual ocupante do planalto não tem a menor condição de apontar o dedo para quem quer que seja!!!

Paulo

Discordo. Prometeu mostrar as atas de votação em 72 horas para Amorim, numa reunião pessoal com ele. Não cumpriu, e apartir daí tanto Amorim como o Itamaraty jogaram a toalha. Não mais lhe deram respaldo. Houve punição, quando o Br barrou a entrada da Venszuela nos Brics.

Santamariense

Nem teu líder reconheceu a eleição do maduro…e tu defendendo a cena patética daquela “eleição”…hehehe…típico…

Fernando

Quem disse que a preocupação do Maduro é com a esquerda no poder? Ele, inclusive, já mandou até prender ex-aliados por discordarem dele. O debate ou o problema venezuelano não tem nada a ver com ideologia mais. Este tipo de coisa morreu junto com Hugo Chavez. Nicolas Maduro é um déspota sociopata que não tem o menor respeito por processo democrático algum, só quer se manter no poder e qualquer um é ameaça, pois o único que pode estar no poder é ele e apenas ele. Não há discussão de partido, sucessor ou coisas do tipo. Me espanta ver pessoas… Read more »

Nilo

Acabou de resumi de forma brilhante quem é o Maduro, um déspota. Sem relevância nenhuma, incapaz de ter um projeto a anos vive da benevolência do Brasil, seja a esquerda ou a direita, deixam nas mãos de potências com EUA, Rússia e China a interferência em assuntos da A.Sul, este homem é um usurpador, essa é a história da Venezuela, usurpadores a direita, agora um, o Maduro. Anexa, torne o resto do povo venezuelano feliz, igual aos venezuelanos que estão no Brasil, trabalhando, e cada vez vindo mais.

Leandro Costa

Me espanta ver que alguém não percebeu que estou respondendo ao suburbano e fazendo perguntas retóricas…

OBS.: Chávez só saiu do poder porque morreu. Caso contrário ainda estaria lá.

Fernando

Nem sequer tem humildade de assumir quando fala abobrinha. Por isto que vive batendo boca e arrumando brigas infantis com todos aqui no site.

EDITADO

Leandro Costa

Falei no mesmo tom em que você postou, ué. Literalmente adaptei a mesma frase.

Wilmer

Se podría decir que es válido que una persona firme un contrato con una pistola apuntandole a la cabeza? Eso es coacción. Así EEUU con sus cómplices venezolanos comenzaron un bloque económico en 2012 para que el pueblo venezolano pasara hambre, responsabilizar a Maduro y obligarlo al pueblo a votar por María Corina por coacción. Así o más clarito?

Leandro Costa

Não entendo direito essa língua estranha. Parece um português mal falado. Talvez um dialeto? Enfim, continuam com a arma apontada para a cabeça. Assinando ou não o acordo, deu na mesma. Então, por quê assinaram? Colocaram a arma na cabeça do Maduro para ele declarar que Essequibo é Venezuelana também? Só para saber. E o povo Venezuelano já não estava indo muito bem das pernas desde antes de 2012, né? Tem esse detalhe. Aliás, governo nenhum Venezuelano ligou muito para seu próprio povo. Triste isso. Direita ou esquerda, estão todos na mesma faz um bom tempo. Uma maneira de se… Read more »

Carvalho2008

Sei…e na compra de comida e bens…tem de apresentar a filiacao partidaria, né…? Isto é democracia???…conheco venezuelanos que tinbam a vida ai…e tiberem de vir a Brasil…abandonandp seu comercio classe media e vindo trabalhar de uber aqui….

Entao …me poupe…tenho dezenas de testemunhos de primeira mao…

Nao sou alguem que ficou conhecendo de alguem que disse sobre alguem…

Falei e ouvi…

Paulo

Maduro não tem DNA democrático. É um autocrata que detesta alternância de poder e imprensa livre. Independente se autodeclara de ” esquerda”. Pra mim ele é tão autocrata quanto Putin, Orban ou Erdorgan. Ganhou o poder de mão beijada de Chaves. Não construiu nada, nem um partido, sindicato. Não foi forjado na luta democrática. Pior, não cumpre acordos que ele mesmo assina, como o protocolo de Barbados para eleições livres. A desgraça para Venezuela é que a oposição também não é democrata, nem cumpre acordos também. Maria Corina participou de uma tentativa de golpe contra Chaves, no inicio do século… Read more »

Cristiano ciclope

Até que para a nossa região a marinha venezuelana, não esta tão ruim, está na média das madrinhas da região, tanto no seu melhor momento como agora, a verdade e que tirando o brasil na época do império, nenhuma marinha da América latina, teve coragem de ter e manter uma esquadra adequada, e mesmo assim a nossa só foi até o início da república, de lá para cá só décimos, para ter uma força mínima para inglês ver e fazer desfile cívico!

Nicolas

Se mantem uma esquadra com dinheiro e não com coragem! E economicamente, todos os países da americana latina são um desastre! O Brasil, que deveria ter melhores condições, tem uma péssima gerencia; a MB rasgou bilhões de dólares atrás de seu maior fetiche, a do porta-aviões, enquanto o programa de submarinos se arrasta a nada mais, nada menos que 40 anos e se tudo ocorrer “dentro do novo cronograma”, vai se lançado em 2033, nada mais, nada menos que 54 anos!

Cristiano ciclope

Pois é, quisemos correr antes de andar, deveríamos ter o básico antes de ir para o luxo, devíamos antes de ter submarino nuclear, uma frota adequada d escoltas de superfície e submarinos; hoje lutamos para ter o quê tínhamos nos anos 70/80, ou seja 12 escoltas e pelo menos 10 submarinos convencionais que foi o máximo que tivemos por pouco tempo na marinha!

Silva

Argentina teve força naval respeitável de 1890 até 1945

Cristiano marques

Enquanto os países latino americanos dependerem dos prováveis agressores para se armar,as forças armadas desses países continuaram a serem algo inútil, só para oprimir os seus próprios cidadãos, além de armas as forças padecem de brio, não há,nessas forças militares dispostos ao confronto,e sim um fetiche pelos agressores, quanto ao tamanho das forças os últimos conflitos mostraram quê,as vezes, não é a quantidade e o tamanho do gasto mais a eficiência.drones de 15mil,sendo abatido por mísseis de 5 milhões, saturando defesas e nivelando combates.

737-800RJ

Sempre foi assim na história: seja desleixado com a Defesa e você será dominado por quem leva a sério. Brasil tem dado muita sorte e acha que só a diplomacia, o bom e velho ”desenrolo”, será sempre suficiente. Estamos dando sorte pro azar. ”Ah, mas não temos inimigos” ”Ah, mas não temos conflitos à vista nem no curto e nem no médio prazo” ”Ah, mas não é assim! Conflitos escalam. Guerras não começam de uma hora pra outra” Confia que é rapidinho que se providencia carros de combate, aeronaves de caça, fragatas e submarinos com o inimigo com a faca… Read more »

Leandro Costa

Conflitos e guerras não começam mesmo de uma hora para a outra. Nossa diplomacia era muito boa (não mais), e muita coisa pode ser resolvida por ela.

Porém… forças armadas bem treinadas e equipadas demoram ainda mais. Tem que ser um investimento constante. Diplomacia sem respaldo militar tem que trabalhar em triplo, e ainda assim é capaz de não funcionar.

Não existe desculpa para deixar as FFAA assim. Nossos políticos todos são ineptos (e isso sendo simpático)

Paulo

Antes temos de ver o contexto geopolítico do país para tecermos quaisquer afirmações sobre riscos imediatos. Não há um inimigo declarado na nossa vizinhança. Isto é fato. Não conjectura. Compare com a Índia X Paquistão ou Índia X China ou Israel X Irã Nesses casos há inimigos declarados. E pior próximos ou vizinhos. Há também um risco geopolítico difuso, e que está aumentando : A política agressiva, retórica e militar de Trump sobre a AS. Há países vizinhos com oposição ideológica oposta à nossa, mas eu, que costumo assistir programas de TV argentinos recentes, sobre defesa, em nenhum momento o… Read more »

Burgos

Em 1986 fizemos uma VENBRAS em La Guaíra e la Cruz essa classe Lupo estavam em Estado da arte na época e hoje só tem 2 das 6 operando sem contar que um OPV realizando uma VENBRAS aqui no Brasil (não lembro o ano), bateu em um banco de pedras na entrada de um porto Brasileiro (não tô lembrado qual Porto do Nordeste) e quase afundou.
Ficou meses docado no AMRJ e constataram a inviabilidade de seus reparos, foi rebocado para Venezuela para realizar “scrapeamento” e o Comandante foi preso por negligência 💀

Last edited 1 mês atrás by Burgos
Emmanuel

Nada de novo nas marinhas sul-americanas.
Um amontoado de navios usados, de idade avançada, e mesmo que sejam tecnologicamente razoáveis são, no mínimo, muito inferiores a meios mais modernos.

As Tamandaré são a exceção raríssima à regra.

Se juntarmos todos os navios de guerra do México para baixo, ainda assim, não se teria uma Marinha decente.

Dalton

O Chile tem 5 combatentes – entre 8 – de superfície bem interessantes, duas fragatas adquiridas da Austrália armadas com SM-2 e ESSM e 3 do Reino Unido armadas com o Sea Ceptor aparentemente ainda em ótimo estado segundo revitalizações recentes.

Last edited 1 mês atrás by daltonl
Paulo

Infelizmente chegou a hora do BR aumentar seu orçamento militar para pelo menos 2% do PIB. Já há planos para rearmamento das 3 forças. A primeira ação à fazer é implementa- los e mais do que isto amplia- los. Profrag, Prosub, Pronapa, etc. No caso dos caças, 36 unidades é muito pouco no minimo de 70 a 100 caças. No caso das FCT ,uma segunda serie, no caso do prosub, o SBR é prioridade numero 0, e construir mais 5 SBrs, com armamento ampliado para silos de misseis, de cruzeiro e / ou balisticos. Para o EB, ampliar o programa… Read more »

Paulo

SBR = SNBR

Burgos

O problema não é o povo, são os nosso políticos 🤦‍♂️
O que esperar de um chefe de executivo assinar um pacto de Países em Desenvolvimento de não proliferar armas nucleares 🤷‍♂️
Ou seja, o uso ficou restrito somente para desenvolvimento e geração de energia e o caso do SNBR que seria a propulsão nuclear

Paulo

Teve respaldo do congresso? O povo deve se manifestar, independente do executivo. Deve- se começar a discutir o tema na imprensa ( não a especializada), mas a midia grande. Faz- se pesquisas de opinião. Se a maioria optar por um guarda chuva nuclear para proteger o território e se proteger, não vai ser o executivo que vai barrar.

Burgos

Como sempre
Eles (Governo) fazem tudo debaixo dos panos e querem falar por nós, aí tem outro nome, mas pode ter certeza que não é tal da “Democracia” 😏
Lamentável🥴

Scudafax

Opa!
Gostei da listagem, pensemos grande e planejemos grande. Brasil Potência Militar pra ontem!!!

Erieye

Legal a cena que tiraram do Top Gun, kkkkk

JuggerBR

Somente embarcações que serão afundadas quando e onde Trump quiser. Maduro precisa fazer um acordo logo, ou ficará na história como mais um governante morto a mando dos americanos. Maduro merece, pois não é um governante eleito legitimamente.
Trump não tem o direito de fazer isto, mas fará, seguindo a tradição americana de fazer o que quiser sem qualquer retaliação.

Diego

Bom é óbvio pelo apresentado que a marinha venezuelana nem poder de dissuasão possui, quanto a questão do presidente venezuelano mencionada aqui acho que cabe a Venezuela resolvê-lo.

Flavio

Conheço algumas famílias venezuelanas que moram aqui em São Paulo, que vieram os filhos com filhos, depois trouxeram os pais, e foram trazendo mais familiares e assim que arrumavam trabalho para todos, foram estabilizando suas vidas e hoje estão muito bem. Detestam o que fizeram com a Venezuela desde Hugo Chaves e odeiam o governo do ditador Maduro. Dizem muito do sofrimento e a fome do povo. Eu, Brasileiro que sou, gostaria que os E U.A. forçasse a saída do governo atual, não democrático ou até prendessem o ditador e reconduzissem para a democracia assistida, até que as eleições colocasse… Read more »

Carlos Eduardo Oliveira

Me pergunto como a Marinha Venezuelana combate o tráfico, se o próprio presidente do país é líder de cartel de exportação.
GVI/GP enxugando gelo?