Marinha dos EUA seleciona HII para construir nova classe de combatentes de superfície leves
Pascagoula, Mississippi — A Huntington Ingalls Industries (HII), por meio de sua divisão Ingalls Shipbuilding, foi escolhida pela Marinha dos Estados Unidos para projetar e construir a futura classe de pequenos combatentes de superfície (Small Surface Combatant – SSC). O novo programa será baseado no comprovado projeto dos navios da classe Legend de National Security Cutters (NSC), já construídos pela empresa para a Guarda Costeira norte-americana.
Segundo a HII, a escolha tem como foco acelerar cronogramas e reduzir riscos, aproveitando um design maduro e já testado em serviço. “Velocidade importa, e o projeto do NSC é estável e producível, o que permitirá cronogramas previsíveis”, afirmou Chris Kastner, presidente e CEO da HII. “Temos grande confiança na equipe da Ingalls e em nossa capacidade de expandir a base industrial naval para atender às necessidades da Marinha”.
A Ingalls Shipbuilding atualmente trabalha simultaneamente em três programas de grande porte — os destróieres DDG 51 Flight III, os navios-anfíbios LHA e os LPD Flight II — além de realizar a modernização dos destróieres da classe Zumwalt com novas tecnologias, incluindo sistemas de ataque convencional de longo alcance. A empresa já entregou dez navios da classe Legend à Guarda Costeira, o último em 2023.
Nos últimos anos, a HII investiu mais de US$ 1 bilhão em infraestrutura, ferramentas industriais e expansão de capacidade no estaleiro de Mississippi. A companhia também tem ampliado parcerias com fornecedores nacionais e empresas internacionais, além de avaliar a possibilidade de adicionar um novo estaleiro nos EUA para aumentar a produção.
O anúncio foi reforçado pelo secretário da Marinha dos EUA, John C. Phelan, que declarou em rede social que a nova classe de fragatas faz parte da chamada “Golden Fleet”, estratégia que prioriza plataformas construídas em estaleiros americanos com cadeia de suprimentos nacional e foco em entrega rápida de poder de combate à frota.
A nova geração de combatentes de superfície leves é considerada estratégica para ampliar a presença naval dos EUA, aumentar a capacidade de patrulha e resposta rápida e complementar navios de maior porte em cenários de alta e média intensidade. Detalhes sobre quantidade, cronograma e capacidades específicas ainda não foram divulgados oficialmente pela Marinha.■


Daqui a 30 anos, lá no Moncaguê. Cravei aqui!!1!
Espero que em menos tempo
Já faz algum tempo que não compramos uma fragata ex US Navy… Desde a classe Pará.
Imaginar os novos navios da MB é mais fácil pensando em navios Ex-RN, novos ou Chineses (no médio prazo).
Brasil deveria trazer algo da Cchina e testar a amizade com os EUA. Chega de ser capacho. Tem que brincar com os gigantes.
“Light” mas se reparar os cutters da Guarda Costeira têm deslocamento pleno de 4.360t e 127m de comprimento. É de se esperar que a versão da marinha seja mais pesada por conta dos armamentos e sistemas embarcados. Isto faz das nossas Tamandaré o quê? Peso pena?
Corvetas.
Freguetas
Almirante Tamandaré tem desenho 1000x mais elaborado que esse corveta do pós guerra aí … Sea Ceptor certamente é melhor que o Ram pelo alcance. Só falta quantidade (+08 versão ER – Albatroz) e pronto.
ABarroso poder ser um modelo e ser produzida de novo?
Pode, um OPV baseado nela seria interessante isso se ficasse mais barato do que um OPV baseado na CV03
OPVs
Canhoneiras!
Fravetas
Mezzo Fragatas Mezzo Corvetas
Fragata OPV 😏
“Segundo a HII, a escolha tem como foco acelerar cronogramas e reduzir riscos, aproveitando um design maduro e já testado em serviço. “Velocidade importa, e o projeto do NSC é estável e producível, o que permitirá cronogramas previsíveis”
Os Constellation também partiam da premissa de que o projeto italiano era já maduro e comprovado, e que reduziria custos, mas…
Veremos.
Como disse na matéria anterior sobre isso, essa “evolução” deveria ter acontecido com a Barroso.
Foi feito;
Era O projeto CV 03 que concorreu com as atuais FCTs oriundo do Centro de Projetos Navais da MB.
Depois vou procurar uma imagem da concepção do projeto vou postar aqui 👍
Melhor ainda 😏
Achei um vídeo explicativo no YouTube explicando sobre esse projeto:
https://youtu.be/nAOQdh847o4
E o desenho da CV03 ainda pode gerar um bom OPV
Os caras gastaram uma montanha de dinheiro revisando o projeto de uma FREMM, para que as Constellation fossem capaz de atender os seus duros requisitos de sobrevivência, além é claro, de toda a questão da integração de sistemas, armas e etc… para no final, cancelar e optar por algo pior, que na prática não passa de uma corveta. E isso, sendo que os National Security Cutter não cumprem os requisitos de sobrevivência que a US Navy impôs a classe Constellation.
.
Eles merecem muito a situação atual.
“Parecendo uma Corveta” 😏
Você está sendo generoso pra mim não passa de um OPV anabolizado 🥴
Mas na minha cabeça é isso mesmo. Um OPV bombado.
Acho que a questão é custo e velocidade de entrega.
A Constellation é melhor, maior, etc mas estavam custando U$ 1,5 bi.
Melhor colocar mais um pouco de dinheiro e encomendar um Arleigh Burke Block 3 que acho que custa uns U$ 2,2 bi.
Já essa Fragata mais leve talvez custei menos de U$ 1 bi. Ai faz sentido adquirir várias unidades, pagando um valor bem menor que o de um AB e podendo construir rapidamente, entregando várias unidades em poucos anos.
Seria melhor terem comprado a FREMM e nao ter tentado reiventar a roda ao adicionar um monde te modificaçao ao projeto.
Difícil um país que produz seus próprios equipamentos com um orçamento militar 20x maior que o da Itália, ficar comprando fragata italiana.
Muito difícil.
A Constellation, baseada inicialmente na Fremm, nao ta sendo construida na italia e sim no Wisconsin. Ter usado o desenho original e substituido os sensores e armamentos apenas seria melhor que essas Corvetas recém aprovadas.
Pq Corvetas?
As FDI são fragatas de 1a linha e deslocam abaixo de 4.500 toneladas.
As Type 054A chinesas deslocam abaixo de 4.000 toneladas e são consideradas Fragatas.
Se o OPV usado pela guarda costeira desloca cerca de 4.700 toneladas, é muito provável que com o reforço nos armamentos, a Fragata deslocará mais que isso, talvez mais de 5.000 toneladas ou chegará perto disso.
Também ainda não sabemos quais serão os armamentos para chamá-las de Corvetas.
Além do que não se espera que operem sozinhas em ambientes de grande risco, complementarão os “LCSs” e ambos poderão coordenar e atuar com navios e aeronaves não tripulados liberando mais
Arleigh Burkes para outras missões.
Rodolfo,
A FREMM italiana não cumpria os requisitos de sobrevivência da USNavy. Não se trata de reinventar a roda, mas de corrigir o necessário, na visão do usuário final.
Isso já foi amplamente noticiado.
Por lei, equipamento militar deles tem que ser quase totalmente de construção autóctone (pra evitar dependência externa).
Também acho. Teve loby no congresso pela mudança.
Apenas lembrando, que a previsão da Contellation era que com a escala de produção fosse ficar em um montante inferior a 1 bilhão… e sabemos onde isso deu.
Vamos esperar para ver se a Marinha americana não vai começar a colocar uma série de parâmetros superiores e alterar projeto e aumentar custos de construção
Velocidade de entrega? A HII levava grosseiramente um ano a um ano e meio pra construir e lançar, e mais um a dois anos pra comissionar, um NSC. E foram construídos um depois do outro. O detalhe é que os tempos estão inversamente proporcionais: quanto menos tempo demorava pra construir e lançar, mais demorava pra comissionar e vice-versa – é que não existe milagre. Uma versão adequadamente militarizada de um classe Legend não demoraria menos entre construção e comissionamento. Até o fim de 2028 são três anos completos, o suficiente pra ter uma SSC construída e comissionada, sem grandes redesenhos,… Read more »
Entendo, mas somente os primeiros serão construídos pela HII, em seguida vão realizar competição para ver quem entrega melhores preços e prazos. O que eu me refiro em velocidade de entrega é que um navio menor e mais barato pode ser adquirido em maior quantidade. Imagine se conseguirem um preço de cerca de U$ 750 mi por Fragata. A Constellation estava custando U$ 1,5 bi. Ou seja, em vez de 20 Constellation eles poderiam encomendar 40 Fragatas, dividir a encomenda em mais de 1 empresa e receber o dobro de navios no mesmo período de tempo, ou pelo menos algo… Read more »
Segundo Caudle, a USNavy precisa de 73 SSC, dos quais já possuem um terço, uns 27. Acho que ele falava dos LCSs. Precisam pra quando? 2.027 ou 2.049? Fazendo uma FF(X) por ano, quase o dobro da capacidade atual da Ingalls Shipbuilding em Pascagoula na produção de NSCs, vai levar 50 anos pra construir 50 SSCs… Estaleiros secundários podem ajudar, mas não vejo como isso seja decisivo pra grande output industrial – pode até criar dificuldades. Aliás, uma vez que consolidou o ramo de construção naval militar, não tem mais volta, com ou sem guerra: o capitalismo decidiu assim, monopólio… Read more »
Para fazer esses 50 navios, pelo menos 3 estaleiros em tempo hábil, que se converteria em uns 16 ou 17 anos. Ou então quatro, com produção nas duas costas, no sul e norte dos states. Seria uma maneira mais prática para reduzir o tempo de produção e, consequentemente, política de dizer que estão gerando empregos na América…
Quanto custa uma Type 54b ou um Type 55 para os chineses? Os EUA não tem como competir…
A Type 054B tem custo estimado entre U$ 400 e U$ 500 mi. O Type 055 tem custo estimado em U$ 1 bi ou um pouco acima disso. O Arleigh Burke Block 3 custa entre U$ 2,2 bi a U$ 2,5 bi. A Constellation era para custar U$ 1 bi mas estava custando U$ 1,5 bi. Acho que essa mudança reflete bem o que o sr. falou, a US Navy quer navios mais baratos que possam ser adquiridos em maiores quantidades para reduzir a diferença com a China. Ainda que seja provável que essa Fragata custe mais que uma Type… Read more »
mas é justamente o que é, um grande OPV.
Mas ainda não sabemos quais serão os mísseis e armamentos instalados.
Imagine o mesmo design mas com 16 ou 32 células do MK-41, 8 NSM, 1 SeaRAM, lançadores de torpedos, Sonar de casco, Sonar rebocado e temos uma Fragata muito boa beirando as 5.000 toneladas de deslocamento.
de acordo com a marinha dos EUA os primeiros navios vão usam só o NSM
Em dez ou quinze anos, os EUA só estarão mesmo protegidos da China no Caribe. Pra operar no Caribe essa classe de “Fragueta” está ok.
Eu acho que essa Fragata vai calar muita gente.
Aposto em uma configuração com no mínimo 16 células MK-41 ou talvez 32 células + 8 NSM + SeaRAM + torpedos + Sonar de casco + Sonar rebocado de profundidade variável + helicoptero médio embarcado e com deslocamento próximo de 5.000 toneladas e custo entre U$ 750 mi e U$ 1 bi.
Com alta chance de conseguir contratos de exportação, muito mais exportável que a Constellation e sem depender do fornecedor italiano.
Se já foi difícil para uma plataforma com a FREEM atender a contento as maluquices da USNAVY, imagine esse navio que é muito inferior, vão ser necessárias tantas mudanças que o custo vai acabar pior e o navio inferior. Ou isso, ou vão fazer um “Tamandaré gringo” pra diminuir os custos.
Sem contar que vão pagar multa rescisória pelo cancelamento das encomendas já iniciadas em estaleiro vencedor, isso vai dar muito pano pra manga e muita ação judicial na justiça 🤔
Em relação a essas FREEM americanizadas
Quem deve ser adorando essa ópera buffa é a marinha da China.
Não poderia ser melhor para os chineses. A confusão impera na América.
Tem um artigo de 2014 na Proceedings pedindo uma fragata (uma Sea-Control Frigate, derivativa aperfeiçoada da Patrol Frigate) baseada na classe Legend. Vale a pena ler, em especial os capítulos ‘survivability’ e ‘affordability’, aqui: https://www.usni.org/magazines/proceedings/2014/april/its-time-sea-control-frigate Tem também, pra quem gosta de pompa e circunstância, um vídeo com Phelan et alii anunciando o vaso, aqui: https://youtu.be/mFBoBAllLAg?si=AcH7WCmWi_w3De9C Já dei minha opinião: não será barato, vai ter redesenho, vai ter a polêmica de sempre sobre USN standarts, vai Deus saber se a HII consegue entregar o primeiro vaso até o fim de 2028 (coincidindo com o fim do mandato Trump). Navio de guerra… Read more »
Boa decisão. Navio básico, de fácil construção. Deverá vir bem armado e tem boa tonelagem, vai atender a quantidade necessária
Calma galera, esperem até a NAVY tentar enfiar a estrela da morte no casco deste cutter para no final dizer que saiu do orçamento e não gera energia elétrica o bastante; para então cancelarem tudo.
Enquanto isto lá na China vai ter saido umas quatro tipo 54 do forno.
Na nova renderização não tem nem VLS(!)…e o canhão é um 57mm a única coisa a mais é os 16 NSM…
Essa renderização aqui é oficial: Atenção: o SSC demanda uma FF e não uma FFG – de fato, a primeira será um NSC quase sem modificações. Quote – One of the few changes the Navy intends to make to the NSC design is to construct a platform above the open boat deck for containerized mission packages, the officials said. For example, the Army and Lockheed Martin developed the MK-70 Typhon vertical launch system within the dimensions of a 40-foot shipping container. The Navy is developing more containerized packages that can be swapped from ship to ship. “That’ll be something immediately… Read more »
É pé no chão…combatentes de superfície leves e drones econômicos: … “Em 18 de dezembro, o Comando Central e a Quinta Frota da Marinha dos EUA (NAVCENT/C5F) anunciaram em suas redes sociais que lançaram com sucesso um drone de ataque suicida de um navio de superfície pela primeira vez em 16 de dezembro. Sistema de Ataque de Combate Não Tripulado de baixo custo“ (Sistema de Ataque de Combate Não Tripulado de Baixo Custo, Drone LUCAS), uma cópia americana do drone suicida iraniano “Shahed-136”. O vice-almirante Kurt Renshaw, comandante do Comando Central e da Quinta Frota da Marinha dos EUA, disse… Read more »
Creio que a US Navy deva desistir de construir essas coisas calcadas no cutter “Legend” e optar por um hipotético AB Flight IV, calcado nos PPA da marinha italiana.
Não é construir uns PPA no EUA, mas entender o conceito e aplica-lo a construção de um casco AB, pois este já incorpora as características de integridade e resistência estrutural, que não foram adequadamente incorporados a agora finada classe Constellation.
Pra poupar dinheiro seriam construídos em uma única configuração básica “fitted for but not with it”, recebendo sistemas de armas e sensores conforme a necessidade.
1 canhão de 57 mm, um lançador Mk-49 RAM e 16 mísseis NSM (cuja versão mais recente tem 300 km de alcance e capacidade de ataque a alvos em terra) e um helicóptero com capacidade ASW e já se tem um navio bem equilibrado e barato, com alterações mínimas da classe original. Somado a isso a previsão de levar uns 3 lançadores/containers Mk-70 com mísseis Tomahawk/SM-6 já garante uma capacidade ofensiva de longo alcance bem interessante. O que fica meio esquisito é a falta de um míssil sup-ar de médio alcance. Ainda acho que vão querer fazer caber pelo menos… Read more »
“Modernização dos destróieres da classe Zumwalt”
Que projeto mais equivocado este!
De maneira nenhuma, são unidades extremamente avançadas e com tripulações relativamente pequenas projetados em uma época que os EUA não tinham inimigos à altura para um tipo de guerra não mais condizente, porém o grande tamanho fará deles – os 3 baseados em Pearl Harbor – por 10 anos, os únicos combatentes de superfície capazes de embarcar os novos mísseis de longo alcance.
Off topic, mas nem tanto:
Nova fragata FF(X) não será inicialmente equipada com VLS e repetirá a mesma configuração de armamento do LCS:
(https://www.twz.com/sea/navys-new-frigate-will-not-have-vertical-launch-systems-for-missiles)
Não bastaram 2 classes de LCS, do DDG-1000, do F-35, da recém cancelada classe “Constellation”, a US Navy quer ainda mais um sistema de armas “requirement creep”, pobre pagador de impostos norte americano!