PA-NG

O presidente francês Emmanuel Macron confirmou neste domingo os planos de construir um novo porta-aviões maior e mais moderno para substituir o atual Charles de Gaulle e reforçar o poder marítimo da França. A declaração foi feita durante um discurso a tropas francesas estacionadas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, perto do estratégico Estreito de Hormuz.

O novo navio, parte do programa conhecido como Porte-Avions Nouvelle Génération (PANG), deverá ser a maior embarcação militar já construída na Europa, com propulsão nuclear e capacidades superiores às do Charles de Gaulle. O governo francês estima que o projeto custará cerca de 10,25 bilhões de euros e prevê que o porta-aviões entre em operação em 2038, ano em que a atual unidade deve ser retirada de serviço.

Segundo Macron, esta iniciativa faz parte dos esforços de Paris para manter sua posição como uma potência naval global e fortalecer a autonomia de defesa da Europa diante de crescentes tensões geopolíticas, como o conflito na Ucrânia e preocupações sobre compromissos de segurança por parte de aliados internacionais.

PA-NG
Modelo digital das duas salas de reatores K22 do PA-NG ao lado dos grupos turbo-alternadores (áreas pixeladas).

O presidente destacou ainda que o projeto deverá impulsionar a indústria nacional, beneficiando especialmente pequenas e médias empresas francesas envolvidas na cadeia de fornecimento. A ministra do Exército, Catherine Vautrin, informou que os preparativos para a construção já avançaram com o início dos trabalhos nos componentes de propulsão nuclear no ano passado e que a encomenda final deverá ser formalizada no orçamento de 2025.

O PA-NG deslocará 78.000 toneladas, terá 310 metros de comprimento, 85 metros de largura, três catapultas eletromagnéticas e será tripulado por 2.000 militares. O navio será propulsado por dois reatores de água pressurizada K22 (PWR), de 220 MW (300.000 hp) cada. A velocidade será de ​​27 nós (50 km/h).

A ala aérea será composta por 30 caças ou veículos aéreos de combate não tripulados (UCAVs), três E-2D Hawkeyes e cinco a seis helicópteros.

O Charles de Gaulle entrou em serviço em 2001 e tem sido o principal porta-aviões da Marinha Francesa desde então. A confirmação do novo programa marca uma etapa importante na modernização das capacidades navais de Paris e reforça o compromisso do país com sua presença marítima estratégica nos próximos anos.■


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Leandro Costa

Vai oferecer ao ND (4+5) como ramo de oliveira para fazer a paz entre os dois após a França encher o saco com o acordo comercial com a UE.

E capaz de o ND(4+5) encher os olhos e aceitar. Para nosso total desespero.

Deadeye

Gostei do código.

Jagder

ND?

Jagder

Nove Dedos!

José de Souza

que babaquice

Gabriel

Achei o mesmo José.
Lembrando aos bocas abertad que foram os neoliberais que compraram aquele lixo do São Paulo. E foi justamente esse a quem o L.Gosta fez menção, que retoumou o PMN, assinou o Prosub, e o Posuper, construindo navios novos, no Brasil.

Pablo

Prosuper?? Onde? Quando???

Dalton

O “São Paulo” não era um “lixo”, era sim antigo e a marinha sem recursos na ocasião para uma revitalização deixou para mais tarde para não perder a oportunidade de uma “hot transfer” quando o navio ainda está a serviço da marinha que o disponibiliza para venda. . A marinha conforme publicado tinha intenção de usar o “São Paulo” por 15 anos quando então um novo e maior Nae estaria perto de estar concluído, mas, não deu e a tentativa de revitalização foi considerada cara e arriscada. . O presidente Lula fez um belo discurso em 2004 a bordo do… Read more »

Carlos Campos

PMN, Prosuper, Prosub essas siglas são uma piada aqui.

Heli

Torço que quem brinca com isso sofra o mesmo e tenha de amputar algo.

Rodolfo

Em 2038 quando o novo PA estiver ativo nem Macron nem Lula serao presidentes. E o reator do CDG foi projetado pra 50 anos de vida útil. Os franceses irao decomissionar e desativá-lo, nao fariam a loucura de passar pra MB.

José Joaquim da Silva Santos

Possivelmente nem ele nem sua cara-metade estarão vivos a essa altura…

Alex Barreto Cypriano

Tá certo isso de 85 metros de largura (no convoo)? Mais largo que o convoo num Nimitz ou Gerald R. Ford?…
10,5 bilhões de euros tá salgado, hein? Ao menos os parasitas de renda ao redor da indústria naval militar francesa vão ter a sua parte…

Leandro Costa

Parece errado mas… sei lá…

Abner

Talvez possamos ver os 2 NAe juntos.

Piassarollo

Pois é caro Alex, também achei estranho os dois reatores de 300k HP cada?. Mais provável que seja a potência total esses 300k. Os últimos PA convencionais americanos tinham comprimento semelhante com deslocamento em torno de 80 000 T, e faziam mais de 30 nós com 280k HP. Esse navio deve ser capaz de bem mais de 27 nós como descrito.

Fabio Araujo

Para países sei que é caro fazer um porta aviões, mas em 2038 o Charles de Gaulle ainda poderia navegar por alguns anos, não seria uma boa ter os dois operando juntos ou é muita coisa para a França ter dois porta aviões ativos?

Henrique A

O CdG vai estar com mais 40 anos! Não vai aguentar mais!

Dalton

Não que faça muita diferença, mas, a idade de um navio começa a ser contada a partir da incorporação oficial ou comissionamento como na US Navy, dessa forma em 2038 o “CDG” terá alcançado 37 anos não compensando um novo “reabastecimento” dos reatores e revitalização completa a menos que a França considere voltar a ter 2 NAes quando então o “CDG” seria substituído por um segundo no fim da década de 2040. . Dado que o substituto será muito maior e mais caro que o “CDG” a possibilidade de se voltar a ter 2 NAes um entregue no fim da… Read more »

Hamom

Em 2038 o Charles de Gaulle terá 44 anos, desde seu lançamento…

Fabio Araujo

O CVN-65 Enterprise ficou 56 anos em operação! Com mas até 2038 muita coisa pode acontecer. Mas um único porta aviões é pouco para um país que é uma potência nuclear e tem pretensões de ser uma potência global.

Dalton

O “Enterprise” foi entregue e também comissionado em 1961, novembro, e inativado em 01 dezembro de 2012 – ganhou um ano a mais assim como o “Nimitz” – resultando em 51 anos “ativo” e como parte da tripulação permaneceu durante o longo período de inativação, eventualmente foi oficialmente descomissionado em 2017. . Para o “Charles de Gaulle” permanecer em serviço pós 2038, teria que ter os reatores nucleares “reabastecidos” novamente além de uma revitalização em dique seco que consumiria muitos milhões. . Escrito isso, a França também não tem aeronaves suficientes para 2 NAes, dos 3 esquadrões de caça e… Read more »

Iran

Acho que a França conseguiria lidar com mais 3 esquadrões e a atualização de meio de vida do CdG se aquelas ideias deles de dobrarem o orçamento ir pra frente

Dalton

Se há e haverá apenas um NAe não faz sentido dentro do orçamento francês ter mais do que os 3 esquadrões “históricos”, “11”, “12” e “17” de caça/ataque e o “Charles de Gaulle” ao contrário dos NAes da US Navy não foi pensado para durar 50 e quando escrevo pensado é planejar-se também para investir mais nele visando um quarto “reabastecimento” dos reatores que é sempre acompanhado por uma grande revitalização. . Os NAes da US Navy tem seus reatores reabastecidos apenas uma vez quando também aproveita-se para uma modernização extensa mas independente disso outros 4 longos períodos em dique… Read more »

José Joaquim da Silva Santos

tem pretensões de ser uma potência global.” ?! Isso é passado, no mundo atual e vindouro essa gente não é nem será mais potência.

Bosco

Empregando qualquer métrica a França é sim uma potência mundial quer você queira , quer não.

Bosco

O que estragou a França e toda a Europa foi exatamente a sua turma (esquerdolas).
É o famoso toque de Midas inverso que a esquerdalha tem a oferecer. Tudo que toca vira cocô e os mesmos que a impõem riem como hienas depois do estrago feito e saem voando como pombos jogadores de xadrez.
Claro, tudo em nome do “amor”.
..

Last edited 3 meses atrás by joseboscojr
Heli

Por isso que eu torço para o Paulo Guedes voltar. Ô época boa.

SteelWing

Lacrou kkk Na verdade os problemas sociais na Europa , entre outros fatores, são fruto da Ascenção econômica da China (um país, como você diz, governado por esquerdolas) e sudeste Asiático, em que as empresa européias perderam a competitividade. Aliados à baixa natalidade, como no Japão, mas ao contrário deste abriu as fronteiras para imigração de qualquer pessoa entrar lá, gerando aumento de mão obra, porém aumentando também tensões sociais.

DuartePereiraMartins

O que entende por “essa gente”…Franceses? Europeus no geral?
A França é sim, como disse, e muito bem, o mestre Bosco; uma potência mundial. É a maior potência nuclear da Europa, e, ao contrario do Reino Unido, não depende do tio Sam para fornecimento de ogivas ou misseis Trident.
Não entendo o desprezo que alguns foristas aqui insistem em demonstrar, pela França. Deve ser algum recalcamento por causa da «Guerra da Lagosta»

Santamariense

Pois é!! Três anos a mais do que o Foch tinha quando foi comissionado na MB. Imagina um navio mais velho, mais complexo e mais caro de operar e manter do que o Foch/São Paulo. Que fique bem longe da MB.

Rodolfo

O reator do CDG foi projetado pra 50 anos, entao nao vai ser repassado pra nenhum outro país.

Santamariense

Ainda bem!!

Hamom

Amém!

Vinicius Momesso

Uma pergunta de leigo: Ter apenas um PA, realmente faz a diferença em um possível conflito ou atua mais como uma ferramenta dissuatoria?

Macgarem

Porque não teria? Projeção de poder.

Na guerra das malvinas inglaterra pegou até navio civil e convertou.

Fabio Araujo

Os britânicos fazem das tripas coração para manter sempre dois porta aviões, na guerra das Malvinas eles estavam com dois porta aviões ativos, os argentinos afirmam que afundaram o porta aviões Invencible, mas este retornou a Inglaterra ao final do conflito o ataque argentino falhou!

Moriah

Existe a teoria do Ark Royal…

Leandro Costa

Qual teoria? O Ark Royal foi desativado antes da guerra, para a sorte dos Argentinos.

Moriah

O outro Ark Royal… Segundo a mesma teoria que transformou Londres na capital dos zumbis, os argentinos conseguiram com um Pucará lançar duas bombas sobre o Invencible e o mesmo, após largo incêndio, veio a sunk… Todavia, o caso foi acobertado pelo Almirantado e o terceiro navio da classe, o Ark Royal, em construção final na época, teria sido usado como um substituto do Invencible. Por isso, o “Invencible” que teria chegado à Portsmouth em uma condição estranhamente diferente (sem sinais de meses no mar) do esperado, seria esse novo Ark Royal. Essa é a teoria de um segundo Invencible… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Moriah
Leandro Costa

Não se preocupe com isso. Super teoria da conspiração mesmo.

E o Invincible voltou sim com marcas de meses de operação no mar. Voltou bem melhor que o Hermes, mas também o Hermes estava próximo de ser descomissionado. Inclusive ele estaria fora de serviço caso a invasão das Falklands tivesse sido em 1983, por exemplo, então ele estava já meio caidinho.

E sempre que eu falo no Invincible, eu lembro da música da Pat Benatar. Musicão.

Dr. Mundico

A França poderia ter dois, um no Atlântico e outro no Mediterrâneo.
A OTAN/Europa deve ficar com 1 da França, 1 da Espanha, 2 do Reino Unido e 2 da Itália.

Last edited 3 meses atrás by Dr. Mundico
Dalton

Normalmente um estaria passando por manutenção que pode ser de rotina, mais curta ou mais complexa, longa, além do mais não há aeronaves suficientes para 2 NAes.

Bosco

Eu sou daqueles que acreditam que só um PA não serve de nada.
No mínimo três.
A França devia é investir em mais 1 SSBN com SLBMs nucleares e mais 2 ou 3 SSBNs convertidos em lançadores de mísseis de cruzeiro.

MMerlin

De acordo.
Quem tem um não tem nenhum.
Quem tem dois, tem apenas um.
E essa máxima não serve apenas para as FA.

Bosco

Ter só um PA (ou submarino nuclear) é igual um cidadão ter em casa uma pistola Glock com 3 carregadores extras que fica com ele só 4 meses por ano.

Fabio Araujo

Concordo, tem que ser no mínimo dois e o ideal é três, com dois já dá para planejar as manutenções sem perder totalmente o poder de dissuasão, com dois dá para manter um em patrulha e o outro em alerta para poder partir em poucos dias no caso de necessidade, não falo nem de guerra digamos uma situação de emergência humanitária e ser mais rápido mandar o que esta no porto que desviar o que esta em patrulha!

Dalton

Bosco, escrevendo de memória, mas, o “CDG” após retornar de um desdobramento de cerca de 4 meses estando poucas semanas atracado, foi preparado em questão de poucos dias para participar na intervenção na Líbia resultando em outro desdobramento de cerca de 5 meses. . Quem tem um às vezes não tem nenhum e para tais missões como essa que citei de nada valeria mais um “SSBN” ou mesmo “SSGNs” assim há utilidade para todas essas plataformas sendo que para alcançar alguns objetivos – inclusive mostrar bandeira – um será melhor que o outro. . A França dificilmente entrará em guerra… Read more »

Santamariense

*Dissuasória*

Vinicius Momesso

Obrigado pela correção.

Santamariense

👍🏻👍🏻

Dalton

Já fez diferença. Houve uma ocasião em que o “CDG” após retornar de alguns meses de missão, teve um período de manutenção de rotina adiado e em questão de semanas
partiu para outra missão.
.
Quem tem um, as vezes, não tem nenhum e a França fazendo parte da OTAN tem como princípio preencher eventuais lacunas em disponibilidade e vice-versa, como por exemplo
quando o NAe francês estiver indisponível os britânicos normalmente terão um disponível e parte dos treinamentos deverão continuar sendo feitos eventualmente a bordo de um NAe da US Navy nessas ocasiões.

Henrique A

Esse sacrifício temporário (adiar manutenção) pode cobrar caro no futuro além do que um navio é um sistema de sistemas então navegar não significa que todos os sistemas estão operacionais e operar com limitações pode trazer vários problemas.

É sempre melhor ter redundância.

Dalton

Sem dúvida, mas, nesse caso específico, não tem como ter “redundância” e mesmo 2 NAes nem sempre – especialmente com o passar do tempo – irão garantir que um esteja certificado para missão, podendo exigir algumas semanas ou poucos meses ainda de treinamento para então ser enviado. . Mesmo os EUA tem se valido do que eles chamam por lá de “Double Pump” e “Surge Deployment” há um custo, mas, as missões precisam ser cumpridas e no caso europeu a ideia é que um NAe de outra nação possa cobrir um período de manutenção do NAe de outra. . Adulterando… Read more »

Last edited 3 meses atrás by daltonl
Henrique A

Você tem tantos quanto seu bolso pode pagar… óbvio que se fosse possível os franceses não teriam apenas um PA o problema é que eles não tem dinheiro pra mais de um.

Dr. Mundico

Não deixa de ser um excelente investimento: fabrica, gera emprego, usa uns 20 anos e depois ainda vende para os amigos.

Rodolfo

Reator nuclear desse tipo de embarcaçao tem 50 anos de vida util. Nao tem porque repassar pra outro país com ainda mais da metade da vida util. E fora os russos arrendando SSN pros indianos, nenhum país ocidental repassou embarcaçao nuclear desse segunda mao pra outro país.

Dalton

Provavelmente você sabe disso, apenas reforçando: os reatores do “Charles de Gaulle” precisam ser “reabastecidos” a cada +/- 8 anos quando então aproveita-se o período no dique seco para uma grande revitalização e o último “reabastecimento” está programado para ser iniciado ainda em 2026 o que deverá garanti-lo ativo até por volta de 2038. . Quanto aos russos, o primeiro submarino que arrendaram, pelo que foi publicado, a tripulação indiana não teve completo acesso e o segundo tratou-se de um submarino inacabado que foi terminado com recursos da Índia, assim como provavelmente irá ocorrer com o próximo que encontra-se anos… Read more »

José Joaquim da Silva Santos

EUA só passaram a bomba propriamente dita e os mísseis Trident II (D5) pra Inglaterra…

Dalton

O reator do primeiro submarino nuclear britânico o “Dreadnought” utilizou um reator dos EUA e antes dos “Trident II” teve os “Polaris” no mesmo esquema
de que os britânicos não são “donos” deles, ambas as nações usam os mesmos mísseis que estiverem disponíveis e são mantidos na costa leste dos EUA.

Bosco

As armas nucleares britânicas instaladas nos Tridents são de fabricação própria

Fabio Araujo

Não sabia que eles já fazem, mas no princípio os Tridents era de fabricação americana arrendados aos ingleses com ogivas britânicas, e a manutenção era feita nos EUA! Mas com a boa relação dos dois países não deve ter sido tão difícil os ingleses conseguirem a licença para fabricar os mísseis.

Dalton

Nunca fabricaram nem fabricarão. O acordo é ótimo para os britânicos que não precisaram investir no míssil e a manutenção é feita nos EUA, normalmente há um SSBN britânico atracado na costa leste dos EUA na Georgia recebendo ou entregando os mísseis e/ou fazendo testes de lançamento ao largo do Cabo Canaveral.

Heli

Inclusive a manutenção dos Tridents é feita nos USA.

José Joaquim da Silva Santos

Sim, sim… claro…

Rodolfo

As ogivas nao sao americanas.

Fabio Araujo

E a Turquia anunciou que começou a construção do porta aviões Mugem que vai ter 300 metros de comprimento!

Piassarollo

E tem gente que acha que os porta aviões vão acabar