Fincantieri entrega o ‘Atlante’, segundo navio de apoio logístico da Marinha Italiana
A Fincantieri realizou hoje a cerimônia de entrega do “Atlante”, o segundo Navio de Apoio Logístico (LSS) construído para a Marinha Italiana, no estaleiro de Castellammare di Stabia. A entrega faz parte do programa de renovação da frota naval italiana, gerenciado sob a coordenação da Organisation for Joint Armament Cooperation (OCCAR).
O evento contou com a presença de autoridades civis e militares, incluindo o Almirante Vincenzo Montanaro, Comandante de Logística da Marinha Italiana; Joachim Sucker, Diretor da OCCAR; o Almirante Giuseppe Abbamonte, Diretor da NAVARM; o Contra-Almirante Fabio Gregori, Subchefe do Estado-Maior da Marinha e Presidente do CVCA; além de executivos da Fincantieri, como o presidente Biagio Mazzotta e gestores das divisões naval e mercante, bem como o Diretor do estaleiro de Castellammare, Francesco Lubrano.
O Atlante se junta ao navio Vulcano, entregue em 2021, para reforçar as capacidades logísticas e operacionais da Marinha Italiana. Essas unidades ampliam a prontidão em diversas áreas, desde a defesa dos interesses nacionais e do espaço euro-atlântico até a contribuição para a paz e segurança internacional, além de apoio em emergências públicas.
Os navios de apoio logístico, construídos em conjunto pela Fincantieri e pela Leonardo no âmbito do plano de renovação da frota, se destacam por um elevado nível de inovação que garante flexibilidade e eficiência em múltiplos cenários operacionais. Além das funções militares, podem ser empregados em atividades complementares, como apoio à proteção civil, assistência humanitária e operações de resgate. Eles também adotam sistemas de geração e propulsão de baixas emissões e tecnologias avançadas de controle de efluentes biológicos, reduzindo o impacto ambiental.
Características técnicas e capacidades
Do ponto de vista técnico, o Atlante tem deslocamento de cerca de 27.000 toneladas, comprimento de 193 metros e velocidade de cerca de 20 nós. A unidade pode acomodar até 235 pessoas, entre tripulação e especialistas, e está equipada com instalações médicas e hospitalares. Tem capacidade de transferir cargas líquidas e sólidas para outras unidades navais, realizar operações de reparo e manutenção no mar e apoiar resgates com helicópteros e embarcações especiais. Além disso, pode recuperar veículos e materiais da superfície e do fundo do mar e servir como base para operações de inteligência e guerra eletrônica.
Impacto econômico e industrial
O estaleiro de Castellammare di Stabia, o mais antigo entre os sites da Fincantieri, emprega diretamente cerca de 605 trabalhadores e, por meio de sua cadeia de fornecimento, gera mais de 3.200 empregos. Atualmente, o local está principalmente dedicado à construção de navios militares, mas também participa da rede de produção do grupo construindo seções e blocos para o setor de cruzeiros.
A entrega do Atlante representa um passo importante na modernização da frota italiana, reforçando tanto a capacidade operacional da Marinha quanto o compromisso com inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental.■


Belo navio 👍⚓️
Faz falta de um na MB 😰
Tudo faz falta na MB.
Sobra almirante.
Interesse, a Marinha tem.
Esse baita navio é parte do programa conjunto de cooperação militar de Itália e França, e a MB tem status de observadora nele.
Não chequei agora, mas um tempo atrás a MB estava lá citada no site da OCCAR (o programa conjunto), com bandeirinha e tudo.
Do que adianta sonhar com SSN quando um navio tão necessário como este está disponível a MB não tem dinheiro para encomendar!
Como gostaria de ver um navio deste tipo na MB, nem precisa ser novo que seja alguma compra de oportunidade!
Comprar um usado é só stopgap, ele vai ter que ser substituído relativamente logo.
Comprar type 22 e Garcia “resolveu” o problema da MB a longo prazo?
Resolveu sim, caso contrário a marinha teria ficado com menos de 10 “escoltas” décadas atrás, o último “Garcia” só foi retirado em 2008 quando finalmente a “Barroso” foi incorporada, era preciso compensar a retirada dos velhos contratorpedeiros e até as “type 22” foram fundamentais já que o “Mariz e Barros” deu baixa apenas em 1997 ! . E as “Niterói” um tanto quanto tardiamente passaram pela modernização aumentando a indisponibilidade delas até meados da década de 2000, a “Defensora” mais tarde permaneceu 10 anos indisponível, etc. . Entendo que não é o “ideal”, mas, se não há “recursos disponíveis” para… Read more »
Se tem uma coisa que os italianos sabem fazer é isso aí.
Esse tipo de meio é o que faz uma marinha ser capaz de projetar poder e ser de águas azuis.