AviPa classe Marlim
| Nome | Indicativo | Construtor | Casco | Batimento de quilha | Lançamento | Incorporação |
| Marlim | LP 01 GptPNSE-01 | INACE | 558 | ? | xx/06/2004 (1) | xx/07/2006 (1) |
| Barracuda | LP 02 GptPNNE-01 | INACE | 583 | ? | ? | 27/05/2009 (1) |
| Dourado | LP 03 GptPNL-01 | INACE | 584 | ? | 20/07/2009 (3) | 25/09/2009 (3) |
| Albacora | LP 04 GptPNSE-02 | INACE | 585 | ? | 09/08/2010 (1) | 24/09/2010 (1) |
| Anequim | LP 05 GptPNSE-03 | INACE | 586 | ? | 11/03/2011 (1) | 26/05/2011 (1) |
| Tucunaré | LP 06 GptPNN-06 | INACE | 587 | ? | xx/07/2006 (1) | 06/12/2011 (4) |
Deslocamento (t): 45 (padrão) (1) / 47 (2)
Dimensões (m): comprimento 22,80; boca 5,50; calado 1,06; pontal 2,74 (1) (2)
Propulsão: 2 x motores diesel MTU 8V 2000 M92, potência máxima de 810 kW (2.450 RPM), acoplados a dois eixos com hélices de passo fixo
Velocidade (nós): máxima de 25 nós (1)(2)(3), máxima mantida de 20 nós (1)
Autonomia/raio de ação: 3 dias / 450 milhas náuticas a 18 nós (3)
Tripulação: 2 oficiais e 8 praças (3)
Armamento: duas metralhadoras MAG 7.62mm (ver mais detalhes no texto abaixo)
Sensores: equipamentos de comunicações (HF e VHF) e de navegação (radar Furuno Banda I (5), ecobatímetro, GPS, DGPS, agulha giroscópica digital) (3)
Equipamentos adicionais: uma embarcação orgânica de casco semirrígido (RHIB) e motor de popa de 40 HP para ações de abordagem ou aproximação e desembarque em locais de manobra restrita (3)
Histórico
Na década de 1970 o tradicional estaleiro Baglietto, localizado na comuna italiana de Varazze (Savona), projetou uma lancha de patrulha para emprego em águas costeiras e regiões portuárias para a Guardia di Finanza (subordinada ao Ministério da Economia e Finanças da Itália) designada Tipo 20 GC (Jane’s Fighting Ships 1979-80 p105). Nascia assim a classe Meattini, da qual 56 unidades foram construídas por diversos estaleiros italianos até o ano de 1978. (Jane’s Fighting Ships 2009-10 p410) As lanchas eram unidades construídas em madeira com 20 metros de comprimento e deslocamento máximo de 40 toneladas. Na proa uma única metralhadora de 12,7mm compunha o armamento da lancha. (Guardia di Finanza)

O projeto Tipo 20 GC também obteve sucesso no mercado externo. Dez exemplares foram encomendados pela Guarda Costeira da Argélia e entregues a partir de 1976. Modificações e ampliações do Tipo 20 GC, deram origem a outros projetos como a classe Mangusta 30 (também encomendada pela Argélia) (Jane’s Fighting Ships 1989-90 p6) e a classe Tipo 23 GC para os Emirados Árabes Unidos (Jane’s Fighting Ships 2009-10 p863).
No início do Século XXI a Guardia di Finanza resolveu substituir a classe Meattini pela classe Buratti. Um total de 24 unidades foi encomendada e as primeiras duas foram entregues em março de 2008. (Jane’s Fighting Ships 2015-16 p426)
Construção e incorporação
Um acordo entre a empresa Baglietto, que projetou a classe Meattini, e a Empresa Técnica Nacional (ETN) de Belém (PA) foi assinado n0 início dos anos 2000 visando a construção no Brasil de uma série de embarcações derivada da Tipo 20 GC. O contrato englobava a aquisição de 16 unidades pelo valor de US$ 20milhões. (NGB) No entanto, a ETN esteve no centro de uma investigação da Polícia Federal sobre fraudes milionárias envolvendo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Fundo da Marinha Mercante (FMM). Segundo a investigação, o estaleiro teria “facilidades” atípicas para aprovar financiamentos junto ao BNDES e os valores das embarcações apresentadas seriam superfaturados em até 200%o real valor delas. (FSP 18/08/02)
Denominada lancha de patrulha rápida do tipo LP-60, (RMB 129) a classe Marlim é ligeiramente mais comprida que a classe Meattini (Jane’s Fighting Ships 2015-16 p78) e possui casco e superestrutura (RMB 129) em alumínio ASTM 5083 (ENGEPROM), uma liga leve, maleável e com excelente resistência à corrosão em ambiente marinho, além de ser capaz de suportar operações em condições de mar adversas.
A LP-60 foi desenvolvida para atender às necessidades da Marinha do Brasil (ENGEPROM), mais especificamente aos Distritos Navais. Elas são embarcações voltadas para vigilância e patrulha, controle das fronteiras, áreas portuárias, combate ao narcotráfico e proteção ambiental. Sua versatilidade de emprego, tanto no ambiente marítimo como fluvial, permite sua operação em águas costeiras e interiores. (ENGEPROM) (COM4DN)
A primeira unidade da classe foi adquirida pela Marinha do Brasil em junho de 2004 (NOMAR 774) e recebeu o indicativo “LP 01”. Construída pelo estaleiro INACE – Industria Naval do Ceará S/A, o casco recebeu a numeração 558 (INACE). Assim que ficou pronta, a Marlim foi encaminhada para o DGMM (Diretoria-Geral do Material da Marinha) no Rio de Janeiro. O Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Sudeste (subordinado ao 1ºDN) recebeu a LP-01 em julho de 2006 (NOMAR 774), onde permanece em atividade desde então.
Construção da Marlim no estaleiro INACE. Foto via NGB |
Construção da Marlim no estaleiro INACE. Foto via NGB |
A partir do ano de 2007 o programa passou a ser gerenciado pela EMGEPRON (EMGEPRON), sendo o contrato assinado em 26 de dezembro daquele ano. O contrato englobava a construção de outras cinco unidades da mesma classe junto ao mesmo estaleiro que havia construído a Marlim. (RMB 129)
Batizada como Barracuda, a segunda unidade da classe foi transferida para o setor operativo da Marinha do Brasil em 27 de maio de 2009, sendo incorporada ao Comando do 3º Distrito Naval (3ºDN – Natal/RN). (NGB) No entanto, ao invés de receber o indicativo LP 02 ela passou a ostentar ” GptPNNE-01” no casco. A mudança se deu em consonância com a reclassificação da classe LP-60. O Estado-Maior da Armada em 2008 alterou a designação da classe, que passou de Lancha-Patrulha (LP) para Aviso de Patrulha (AviPa). (RMB 129)
A terceira unidade da classe, a Dourado, também foi concluída em 2009. O batismo ocorreu no dia 25 de setembro daquele ano, sendo transferida para o Comando do 2º Distrito Naval (2ºDN – Salvador/BA) na mesma data. (RMB 129) A quarta e a quinta unidade (Albacora e Anequim) tiveram o mesmo destino da líder da classe e foram incorporadas pelo 1ºDN em 2010 e 2011 respectivamente.
O AviPa Tucunaré (GptPNN-06) foi o sexto e último aviso de patrulha da classe. Ele está subordinado ao Comando do 4º Distrito Naval (4ºDN – Belém/PA), e integra o Comando Grupamento de Patrulha Naval do Norte (ComGptPatNavN), tendo como área de atuação o litoral dos Estados do Pará, Maranhão, Piauí, Amapá e também os rios da Amazônia, operando a partir da Base Naval de Val-de-Cães. (COM4DN)
Distribuição dos AviPa por OM
| Organização Militar | Unidades subordinadas |
| Com1ºDN | Marlim, Albacora, Anequim |
| Com2ºDN | Dourado |
| Com3ºDN | Barracuda |
| Com4ºDN | Tucunaré |
Propulsão e armamento
As unidades empregam o sistema V-drive, onde os compartimentos de máquinas são deslocados e concentrados na proa, permitindo um arranjo contínuo e espaçoso para as acomodações dos tripulantes. (ENGEPROM) O sistema de propulsão é dotado de dois motores a diesel MTU 8V 2000 M92, com potência máxima de 810 kW (2.450 RPM), controlados pelo sistema eletrônico de monitoramento e controle remoto Blue Line, desenvolvido pela MTU-F, e sistema de injeção de combustível com tecnologia Common Rail. Em condições normais de operação, o controle e o monitoramento do sistema são efetuados no passadiço. Em condições de emergência eles podem ser realizados a partir da praça de máquinas. Cada motor está acoplado a uma caixa redutora/reversora, com dois eixos propulsores e hélices de passo fixo. Possui dois grupos diesel-geradores de energia com capacidade de 35 KVA. (RMB 129)
O armamento padrão da classe Marlim compreende uma metralhadora leve e removível de 7,62 mm posicionada e outra posicionada no tijupá. A estrutura e estabilidade do projeto também permitem a instalação de metralhadora fixa de 20 mm (ENGEPROM) na proa.
Em agosto de 2020 a Anequim recebeu (T&D) uma estação giro estabilizada, controlada remotamente, composta por uma metralhadora calibre .50” (12,7mm). A estação possui capacidade de acompanhamento automático de alvos (ATT) e telêmetro laser. Conhecida como SARC-CORCED (Sistema de Armas Remotamente Controlado – Controle Remoto de Conteira, Elevação e Disparo), a estação foi desenvolvida no Brasil pela ARES a partir da experiência da empresa com as estações de emprego terrestre REMAX e UT30BR. (ARES)
Estação SARC-CORCED instalada na Anequim. Foto ARES |
Estação SARC-CORCED instalada na Anequim. Foto ARES |
A estação foi instalada em caráter experimental por certo tempo e posteriormente a Anequim voltou a operar a estação fixa para metralhadora de 7,62mm.
Cada uma dos seis AviPa também conta com uma embarcação orgânica de casco flexível e motor de popa de 40 HP, para ações de abordagem a embarcações no mar ou mesmo para aproximação e desembarque em locais de manobra restrita. (RMB 129)
FONTES:
(1) NGB
(2) EMGEPRON / EMGEPRON
(3) (RMB 129)
(4) COM4DN
(5) JFS 2015-16 p78
SÉRIE “MEIOS NAVAIS DA MARINHA DO BRASIL”








Eu servi na Espadarte na Capitania de Santos, que posteriormente foi transferida pra área do 1º DN e depois não sei o que fizeram com ela, era encarregado da 2 Mtr.50 no qual eram designadas antigamente.
Agora parece que ficaram somente com uma após modificações (somente na proa)
Era um projeto para as Antilhas Holandesas que foi modificado aqui no Brasil (passaram os propulsores mais para meio navio que o anterior que era na popa)
Interessante, Burgos. A Espadarte era uma lancha da classe Tracker, certo?
Agora não me lembro, só sei que foram construídas em um estaleiro no Sul do País e que o projeto original chegava a quase 40 nós as modificadas chegavam somente a 30 nós.
Obs: Quando saímos para receber a esquadra com o Capimar Santos a bordo acompanhávamos tranquilamente uma fragata turbinando
Desde fevereiro de 2021 ele serve à Guarda Costeira de Cabo Verde, auxiliando na segurança e patrulha marítima, com suporte técnico e de treinamento da Marinha do Brasil.
https://www.naval.com.br/ngb/E/E012/E012.htm
É essa aí mesmo 👍
Esta em Cabo Verde agora ⚓️
Aquela coisa, deveriamos ter mais, já vi a Tucunaré ,no interior do Pará, inclusive pensava que era uma classe de Patrulha fluvial,exclusivamente, pena como todo equipamento nas nossas FA, a quantidade é sempre mínima.
O triste disso é que o país é incapaz de desenvolver algo próprio. Boa parte e licenciado . E os nome que dao detonao com barco e outros tipos de embarcacao
DGS DEFENSE e GESPI, possuem muitos produtos interessantes..
Um possível substituto: