NApOc classe Mearim
| Nome | Indicativo | Construtor | Casco (1) | Batimento de quilha | Lançamento | Incorporação (2) |
| Mearim (ex-Sea Stoat) | G 150 | ABG Shipyards | 275 | ? |
? |
09/07/2018 |
| Iguatemi (ex-Sea Vixen) | G 151 | ABG Shipyards | 274 | ? | ? | 09/07/2018 |
| Purus (ex-Sea Fox) | G 152 | ABG Shipyards | 271 | ? | ? | 09/07/2018 |
Deslocamento (t): máximo de 1943 (3)
Dimensões (m): comprimento 63,40; boca moldada 15,80; calado de navegação 5,5; pontal 6,80 (3)
Propulsão: 2 motores cada um associado a um eixo com hélice de passo variável; propulsão auxiliar Caterpillar 3 x C18, 4 Stroke 6Cy. 145 x 183, Mcr: 425 kW; 1 tunnel thruster (capacidade de posicionamento dinâmico DP1) (3)
Geração de energia: 3 geradores auxiliares de 385kW/440V/60Hz (3)
Velocidade (nós): 13,5 de máxima; 10,5 de cruzeiro (3)
Tripulação: 48 militares (8 Oficiais e 40 Praças) (4)
Armamento: 2 metralhadoras 12,7 mm (0,50 pol), 2 metralhadoras 7,62 mm
Características adicionais: 1 lancha de salvamento com 2 motores de popa de 60HP com capacidade para 9 pessoas e deslocamento máximo de 2.103kg; sistema de combate a incêndios classe Fi-Fi 1 (4); convés de popa com 420m2 de área; Bollard Pull de 80 t.
FONTES:
(1) uglyshipsfies
(2) Mostra de Armamento
(3) NGB
(4) Purus FacebookMB
Histórico
A empresa norueguesa Deep Sea Supply encomendou ao estaleiro indiano ABG Shipyards nove navios do Projeto Seatech P-729 na configuração AHTS. Destes, o Sea Fox, o Sea Vixen e o Sea Stoat foram entregues respectivamente em janeiro (Offshore Energy), outubro (Offshore Energy) e dezembro de 2011 (Offshore Energy). Navios AHTS (Anchor Handling Tug Supply) representam um dos vários tipos de embarcações que atuam no apoio às atividades offshore, em especial à indústria de óleo e gás. Eles possuem como diferencial motores de alta potência que permitem rebocar plataformas de petróleo e operar/manusear âncoras. Por esse motivo, o sistema propulsivo é projetado para que o mesmo atinja uma condição de reboque estático (Bollard Pull) bastante elevada. Outra característica dos AHTS é um convés amplo à ré da superestrutura para todo o tipo de cargae uma popa aberta que permite a amarração de âncoras.(Abeam)
Em fevereiro de 2012 a Petrobras assinou um contrato de aproximadamente US$ 123 milhões com a Deep Sea Supply para que a mesma fornecesse e operasse quatro navios do tipo AHTS ao longo de quatro anos (prorrogável para mais quatro). Os navios designados para tal contrato eram o Sea Fox, Sea Jackal, Sea Vixen e Sea Stoat. (Offshore Energy). No ano seguinte a Deep Sea Supply formou um joint venture com a empresa brasileira BTG Pactual para operar uma frota de 15 embarcações de apoio offshore, incluindo os quatro AHTS do contrato de 2012. A empresa brasileira adquiriu 50% da Deep Sea Supply Navegação Marítima Ltda. e da Deep Sea Supply Serviços Marítimos Ltda., duas empresas até então controladas pela companhia norueguesa. (Offshore Energy)
A partir de junho de 2017 a Deep Sea Supply fundiu-se com a Farstad Shipping e a Solstad Offshore para criar Solstad Farstad ASA. (Hegnar.no) Seu representante no Brasil continuou a ser a Deep Sea Supply Serviços Marítimos S.A.
Venda para o Brasil
No final do ano de 2016 o Comando de Operações Navais (ComOpNav) manteve reuniões com a Diretoria de Gestão de Programas (DGePM) e a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) para a aquisição de três “rebocadores” para uso distrital. A EMGEPRON sondou o mercado e verificou a existência de 147 navios do tipo Anchor Handling Tug Supply (AHTS), um tipo embarcação muito empregada no apoio à exploração de hidrocarbonetos offshore. No entanto, nenhuma das opções disponíveis atendia aos requisitos apresentados pelo Setor Operativo. (COM4DN)
Posteriormente, baseando-se em requisitos modificados, os estudos foram refeitos. A partir destes novos estudos coube à EMGEPROM a responsabilidade de coordenar um inédito processo de compra por oportunidade utilizando o pregão eletrônico internacional para aquisição de três navios. A vencedora do leilão, a empresa norueguesa Deep Sea Supply Shipowing (representada pela filial brasileira, a Deep Sea Supply Serviços Marítimos LTDA.), foi anunciada em setembro de 2017 e o valor do contrato foi de 82.800 milhões de reais. (DOU 170) O contrato entre a EMGEPRON e a Deep Sea Supply Shipowning foi firmado abril do ano seguinte. (DOU 66)

Os navios adquiridos foram os AHTS Sea Stoat, Sea Vixen e Sea Fox. Os mesmos foram batizados na MB como Mearim (G 150), Iguatemi (G 151) e Purus (G 152) respectivamente. Tais nomes foram anteriormente utilizados pelas corvetas da classe Imperial Marinheiro. Antes da aquisição por parte da MB os navios receberam melhorias em seus lemes, permitindo um aumento das capacidades de manobra.
Após a aquisição os navios seguiram para o Arsenal de Marina do Rio de Janeiro (AMRJ), onde passaram por obras de adaptação. As modificações que mais chamam atenção são a nova pintura (onde predomina o cinza naval nas obras mortas) e a introdução do armamento, composto por duas metralhadoras 12,7 mm (0,50 pol) e duas metralhadoras 7,62 mm.
As três embarcações da classe Mearim foram batizadas e passaram por cerimônia de Mostra de Armamento e Transferência para o Setor Operativo no dia 9 de julho de 2018, apenas três meses após a assinatura do contrato.

Novas tarefas
As atividades originalmente designadas para estes navios foram obviamente modificadas. No entanto, devido à versatilidade do projeto, parte das novas tarefas não necessitaram de muitas adaptações. Atualmente eles estão aptos a realizar as seguintes tarefas: apoio logístico móvel, patrulha e inspeção naval, busca e salvamento (SAR) e minagem. Eles também podem ser empregados no reabastecimento de navios no mar, tanto de carga seca como líquida, já que possuem sistema de posicionamento dinâmico, ou até mesmo no posicionamento de boias e, dependendo das adaptações, no serviço de patrulha, apesar das limitações de velocidade, neste último caso.
A aquisição dos AHTS permitiu que navios semelhantes, porém com quase quatro décadas de atividade, pudessem deixar o serviço ativo. Em julho de 2018 o rebocador de alto-mar (RbAM) Almirante Guilhem passou por mostra de desarmamento na Base Naval de Val-de-Cães (Belém/PA). Em maio do ano seguinte foi a vez do RbAM Guillobel (da mesma classe do Guilhem) dar baixa. (DPHDM) O NApOc Iguatemi seguiu para o 4º DN, no lugar do Alte.Guilhem, e o NApOc Purus foi designado para o 1ºDN no lugar do Guillobel. A tabela abaixo resume as OM onde os AHTS estão subordinados.
Distribuição dos NPaOc por OM
| Organização Militar | Unidades subordinadas |
| Com5ºDN (Rio Grande/RS) | Mearim |
| Com4ºDN (Belém/PA) | Iguatemi |
| Com1ºDN (Rio de Janeiro/RJ) | Purus |
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SERIE “MEIOS NAVAIS DA MARINHA DO BRASIL”





São navios bem versáteis, mas os rebocadores de alto mar da marinha geralmente são armados com canhões de 20mm e esses só possuem metralhadoras 12,7mm e 7,62mm não é pouco?
“No entanto, nenhuma das opções disponíveis atendia aos requisitos apresentados pelo Setor Operativo. (COM4DN)”
“Posteriormente, baseando-se em requisitos modificados, os estudos foram refeitos. A partir destes novos estudos coube à EMGEPROM…”
Não serviam. Até que alguém mandou servir.
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Parabéns pelas matérias recentes sobre os quase nunca citados/lembrados “pequenos navios” da marinha.
Tenho várias fotos dessa classe, visitei o Iguatemi em Belém , ótima aquisição
Realmente foi uma ótima aquisição, até deveriam ter mais adquirido mais unidades para serem espalhadas em demais distritos. E por terem toda essa área na popa, até poderiam utilizar drones mais robustos e essas unidade serem usados como patrulha de alto mar, até que a marinha consiga recompor a esquadra. Acredito que fariam a função custando menos, porque vejam quanto tempo leva para concluir os de 500t que estavam semi-prontos. Na real tirando as classe TAMANDARÉ que estão tendo a construção rápida, o processo de planejamento, concorrência e finalmente o de construção e a real utilização dos meios, levam uma… Read more »