NDM ‘Oiapoque’ permitirá resposta mais rápida e organizada em desastres, afirma futuro Comandante

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NDM Oiapoque

Em entrevista exclusiva, o Capitão de Fragata Barcellos detalha como o navio ampliará as capacidades de ajuda humanitária e defesa da Marinha

O Brasil está prestes a fortalecer sua Esquadra com um navio de grandes dimensões e capacidades. O HMS “Bulwark”, adquirido da Marinha britânica, encontra-se em processo de revitalização em Plymouth, na Inglaterra, período após o qual será incorporado à Marinha do Brasil (MB).

Este será o segundo maior navio de guerra brasileiro, atrás somente do Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, e terá a missão de apoiar o Estado em emergências e em contexto de calamidade pública. “Em situações de desastre natural, onde tempo é um fator crítico, um navio com essa capacidade logística permite que a resposta seja mais rápida e organizada, minimizando impactos e salvando vidas”, afirma o Capitão de Fragata Antonio de Barcellos Neto, que atualmente está em treinamento no Reino Unido para comandar o futuro Navio Doca Multipropósito (NDM) “Oiapoque”, como será batizado o novo reforço da Força Naval brasileira. 

Nesta entrevista exclusiva para a Agência Marinha de Notícias, o Comandante Barcellos detalha os desafios e expectativas para essa nova embarcação, que promete ampliar as capacidades de ajuda humanitária e defesa naval nacional.

Agência Marinha de Notícias (AgMN): Diante de recorrentes acionamentos da Marinha do Brasil em situações de calamidade, como a de São Sebastião (SP), em 2023, no estado do Rio Grande do Sul, em 2024, e no Pantanal, em 2025, o que representa para a população brasileira poder contar com um navio desse porte para socorrê-la quando necessário?

Capitão de Fragata (CF) Barcellos: Ter um navio do porte do Navio Doca Multipropósito (NDM) “Oiapoque” representa um salto significativo na capacidade da Marinha do Brasil de apoiar a população em momentos de calamidade. Essa embarcação pode transportar grandes quantidades de mantimentos, equipamentos, pessoal especializado e até estruturas médicas, chegando a áreas isoladas ou de difícil acesso quando estradas estão comprometidas.

Em situações de desastre natural, onde tempo é um fator crítico, um navio com essa capacidade logística permite que a resposta seja mais rápida e organizada, minimizando impactos e salvando vidas. A população pode contar com um meio robusto, capaz de apoiar ações de socorro, evacuação e assistência.

AgMN: Quais as principais características do NDM “Oiapoque” que o tornam mais vocacionado para ações humanitárias comparado aos demais navios da Marinha do Brasil?

CF Barcellos: O NDM “Oiapoque” tem características que o tornam especialmente apto para missões humanitárias. Ele possui grande capacidade de carga e transporte de pessoal, veículos e equipamentos, incluindo hospitais de campanha, que são essenciais para suporte à população. Seu convés doca permite operar embarcações menores que levam socorro diretamente à costa ou a áreas afetadas.

Além disso, o Navio dispõe de um convés de voo para helicópteros de grande porte, possibilitando evacuações, transporte de materiais e apoio aéreo em regiões isoladas. Sua autonomia e espaço para suprimentos o tornam ideal para missões de longa duração, acomodando equipes e recursos essenciais ao socorro civil.

HMS Bulwark, futuro NDM Oiapoque

AgMN: Os militares que guarnecerão essa nova embarcação precisam frequentar um treinamento de cerca de um ano para aprender a operar o meio naval e suas respectivas peculiaridades. Qual é o principal desafio, tanto para o comando quanto para a tripulação?

CF Barcellos: O principal desafio está relacionado à operação de sistemas e procedimentos complexos de uma embarcação desse porte. Grandes navios multipropósito não são apenas plataformas de transporte, eles demandam coordenação integrada de navegação, logística, centro de comando e controle, além de operações aéreas e anfíbias.

Essa gama de tarefas, bem como alguns equipamentos que são novidades para a Marinha do Brasil, exige treinamento técnico específico, incluindo o uso de sistemas avançados de comunicação e gerenciamento, além da geração de energia de alta-tensão e motores elétricos para a propulsão. Por isso, o treinamento é fundamental para garantir que a tripulação opere todas as capacidades do Navio com segurança e eficácia.

AgMN: Embora a chegada desse navio à Marinha do Brasil tenha como propósito fortalecer as missões em situações de desastre natural, trata-se de um navio de guerra e o segundo maior da Esquadra. Quais as principais características dessa nova embarcação em termos de defesa, dissuasão e negação do uso do mar brasileiro?

CF Barcellos: Além do emprego humanitário, o NDM “Oiapoque” também agrega valor substancial à defesa naval brasileira. Como um dos maiores navios da Esquadra, a sua simples presença serve como elemento de dissuasão nas regiões marítimas sob jurisdição do Brasil, reforçando a soberania e a capacidade de projeção de poder ao longo do nosso extenso litoral e ilhas oceânicas, bem como aumentando a mobilidade e flexibilidade da Força, características de enorme importância para todas as Marinhas.

Sua capacidade de movimentar tropas de Fuzileiros Navais e equipamentos significa que ele pode apoiar operações prolongadas e de caráter expedicionário, integrando-se a outras unidades navais em exercícios, patrulhas ou situações de crise. Em termos de negação do uso do mar, ou seja, impedir que forças adversárias operem livremente nas nossas águas, um navio desse porte amplia as opções estratégicas da Marinha, seja em apoio logístico, seja em missões conjuntas com outras Forças.

AgMN: O Senhor já participou de uma situação de calamidade em que prestou socorro à população, em nome da Marinha do Brasil? Pode contar como foi a experiência?

CF Barcellos: Estive presente a bordo do Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico” na ocasião em que o Navio foi empregado para apoiar as vítimas das enchentes que assolaram o litoral norte de São Paulo em 2023. Já como Comandante da Fragata “Independência”, tive a oportunidade de poder contribuir com as equipes que prestaram socorro aos atingidos pelas chuvas na Região Sul do País, em 2024. Apesar dos nossos treinamentos serem voltados para a defesa da Pátria, a cooperação com ações do Estado é uma atribuição subsidiária da Força. Para mim, em especial, é uma honra e uma satisfação enorme ver a Marinha do Brasil empregar seus meios e militares para ajudar a população brasileira que está em situação de risco ou de necessidade.

AgMN: Quais navios já comandou ao longo de sua carreira e quais missões o Senhor desempenhou na ocasião?

CF Barcellos: Dizem que o mar é a aspiração de todo Marinheiro. Dizem também que o comando de um navio é a maior aspiração de um Oficial da Marinha. Eu me sinto abençoado por estar tendo mais uma oportunidade de comandar um navio. Este será o meu quarto comando no mar. O primeiro, ainda como Capitão-Tenente, foi o Aviso de Pesquisa “Aspirante Moura”. Como Capitão de Corveta, tive a missão de ser o primeiro Comandante do Navio de Apoio Oceânico “Mearim”, convertendo um navio civil em um navio militar. Quando recebi a notícia desta missão, estava no mar exercendo o comando da Fragata “Independência”.

AgMN: O que significa para a carreira do Senhor e também para o campo pessoal receber a indicação desse comando?

CF Barcellos: É um sentimento que dificilmente se traduz em palavras, mas que posso definir como uma realização plena. Sinto que toda a dedicação construída ao longo da minha carreira foi reconhecida e recompensada. Sempre fui motivado por desafios e esta missão representa, sem dúvida, o maior deles até agora.

Embora eu me sinta preparado, carrego a responsabilidade de garantir que todos os interesses da Marinha sejam plenamente atendidos no processo de recebimento do Navio. Além disso, liderar cerca de 200 militares aqui no Reino Unido é uma honra e uma enorme responsabilidade, assegurando que cada um desempenhe seu papel da melhor forma possível, para que juntos formemos a primeira tripulação adestrada, coesa e motivada, mesmo longe do nosso País e de nossos familiares.

AgMN: Pode comentar um pouco sobre a experiência do treinamento no Reino Unido e de outros treinamentos que tenha feito anteriormente para comandar esse navio?

CF Barcellos: Tive a oportunidade de participar do recebimento de outro navio que a Marinha adquiriu do Reino Unido, o Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Saboia”. Assim como aconteceu naquela época, passamos por treinamentos a bordo e cursos em Centros de Treinamentos da Royal Navy. Desta vez, o desafio é bem maior. Agora como Encarregado do Grupo de Recebimento do NDM “Oiapoque”, teremos que lidar com um navio repleto de equipamentos que não possuímos na Marinha do Brasil, como, por exemplo, geração de energia de alta tensão e motores elétricos para a propulsão do navio.

AgMN: Quais são as expectativas para esse novo comando?

CF Barcellos: São as melhores possíveis. A tripulação está sendo formada por meio de um processo seletivo criterioso e que levou em consideração não somente o bom histórico dos militares, mas priorizou aqueles que tivessem uma experiência pregressa que contribuísse para a operação desse Navio. A expectativa é que consigamos formar uma tripulação motivada e capacitada, pronta para entregar à Marinha um meio com suas inúmeras capacidades operacionais.

FONTE: Agência Marinha de Notícias


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Willber Rodrigues

Fico feliz que a MB tenha conseguido “passar a mão” nesse navio, embora eu tivesse preferido caça-minas e algum Wave, mas esse navio será extremamente útil já que, usando o exemplo das inundações no Sul do país, apenas o Atlântico estava disponível.

E falando nisso, mas meio OFF, a “quantas anda” o Bahia? Não há notícias dele a meses

Leandro Costa

Eu o vi outro dia na Baía de Guanabara e não estava atracado no Mocanguê. Amanhã devo passar pela ponte e acho que ele vai estar na Base Naval mesmo.

Camargoer.

Puxa. Não sabia que ele já estava por aqui.

Leandro Costa

Está no Rio, Camargo, ou está confundindo o Oiapoque com o Bahia? 😉

Camargoer.

Confundi.. vocẽs falavam do Bahia… pensei que era o Oiapoque. Obrigado por avisar.

Bem confuso mesmo. Aliás, de onde será que tiraram este G 350? Eu lembrei daqueles Puminhas ou carros esportivos da década de 70.

Leandro Costa

Se deu mal, então. Ia rolar um convite para um café. E tem uns muito bons por aqui. Só não sei se o museu naval ou o aeroespacial abrem hoje.

Acho que no NDB você encontra uma lista de navios de transporte da MB ao longo dos anos. Mas não acho que tivemos 350 deles. Não sei se contam também as chatas de transporte usadas durante a Guerra do Paraguai, né? Hheheheheh

Leandro Costa

Ah, eu realmente preferia o Wave. De preferência os dois que ficariam disponíveis, se não me engano.Temos MUITA necessidade de um navio como os Wave, bem como os caça-minas, mas em matéria de desembarque, temos o Bahia e o Atlântico. Vamos desembarcar Fuzileiros aonde? Como faremos a proteção desses navios para um eventual desembarque?

Não podemos construir uma esquadra de guerra tendo como sua principal atribuição a atuação como Defesa Civil.

Willber Rodrigues

Também pensei nisso.
Bahia, Atlântico, Oiapoque…legal, é sempre bom e sempre útil a MB ter meios de levar grandes contingentes e equipamentos a grandes distâncias ( pra onde, aí são outros 500 ).

Mas e navios de reabastecimento e, principalmente, meios pra escolta desses navios? Cadê?

Fernando Vieira

Hoje, com o Atlântico, o Bahia e o futuro Oiapoque a MB tem uma capacidade de desembarque de tropas invejável. Só que se for em ambiente contestado, que seria o típico, eles ficam desprotegidos.

Hoje, a Marinha teria que operar em coalizão, com seus aliados fornecendo as escoltas. E eu nem acho que as Tamandaré seriam capazes de escoltar essa força de desembarque. Por mais que seja o trabalho delas, a capacidade antiaérea delas ainda é muito pequena.

Renato

Concordo plenamente. É a terceira aquisição relevante (depois de atlântico e Bahia) para suportar as operações do CFN. Gostaria de entender o que na nossa estratégia de defesa nacional justifica o custeio de uma força expedicionária do porte atual do CFN que motiva a aquisição de tantos meios para seu suporte, em detrimento de navios de superfície de patrulha e escolta que tenham capacidade de patrulhar nossas aguas jurisdicionais e negar o uso do mar.

Camargoer.

Sobre a renovaçao da frota de varredura, a MB tinha um plano de construir cerca de 50 NPa500Br, mas este plano foi substituido pela contrução de cerca de 20~25 NaPa500 e ceca de 15 navios de varredura baseado no casco do NaPa500.

Como cada navio de varredura é mais caro por causa dos sistemas e de suas eletrônica, o número total deverá ser da orde de 40 navios ao invés de 50.

Willber Rodrigues

“Sobre a renovaçao da frota de varredura, a MB tinha um plano de construir cerca de 50 NPa500Br, mas este plano foi substituido pela contrução de cerca de 20~25 NaPa500 e ceca de 15 navios de varredura baseado no casco do NaPa500.”

De “fazer planos” a MB é especialista. É só pegar as matérias antigas do PN, principalmente na época do PAEMBE original dos anos 2000, e comparar com o que realmente foi feito desde então…

Camargoer.

Concordo, Eu até entendo ser importante fazer planos e depois mais normal ainda fazer ajustes. Há alguns dias discutíamos o concelamento das fragatas da USN. Sobre os navios de patrulha, a MB tinha licenças para construir 6 navios da classe Macaé. Dois foram licitados pelo Inace, fabricados e entregues. Outros 3 foram licitados para o Eisa, que faliu. Com autorização da justiça, a MB transferiu os 3 cascos para o AMRJ. Um deles estava bastante avançado mas com miutos problemas. Precisou passar por uma grande reforma. Na época, a MB decidiu concluir apenas dois navios. O terceiro casco era um… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Camargoer.
Willber Rodrigues

“Por curiosidade, a FAB menciona a aquisição de Gripens e Kc390 em 2026, sem definir o número de aeronaves.”

Definir quantidade pra quê? Nunca é cumprido mesmo…

Fabio Araujo

Mas em vez de usar o casco de aço dos NaPA500 para caça minas por que não fazer algo como os classe Hunt ingleses de casco de plástico reforçado com fibra de vidro, ou a classe Avenger americana de madeira revestida com fibra de vidro ou Classe Katanpää (Finlândia) de casco de compósito? Eu acho que uma solução de madeira + fibra pode ser bem interessante pois não requer tanto desenvolvimento tecnológico para fazer localmente e tem a vantagem dos cascos serem naturalmente não magnéticos e se o custo de produção for menor o que poupar no casco vai para… Read more »

Leandro Costa

Esse foco publicitário em ‘humanitariezar’ papel de navio de guerra, seja submarino de propulsão nuclear com armamento convencional com capacidade de lançamento de torpedos de mantimentos humanitários, seja porta-helicópteros com capacidade de resposta humanitária e helicópteros que carregam mantimentos, e agora um grande navio de desembarque, feito para colocar o máximo possível de tropas em solo com equipamento e suprimentos de apoio, tem novamente o foco principal em resposta huminatária. O quão isso torna palatável para a grande imprensa/população em geral a aquisição do navio, eu realmente não sei. Mas chuto que é absolutamente nulo. Quando aparece algum desavisado não-interessado… Read more »

José Joaquim da Silva Santos

Exatamente isso, ia postar algo muito parecido… Tbm não concordo com esse tipo de justificativa. Acho que tá faltando integrantes do Estado brasileiro chegarem e dizerem na lata que estamos adquirindo equipamentos militares pq o mundo está muito instável e existe sim, risco de guerra, e chega de blá blá blá, de GLO, que é pra usar contra trafico na fronteira e talz. As elites que nos governam são tão míopes, tão tacanhas que sequer conseguem aproveitar um sentimento que recentemente foi captado por uma pesquisa em que pela primeira vez um dos medos do brasileiro era o de guerra… Read more »

Willber Rodrigues

No caso em específico do Oiapoque, dar esse “enfoque humanitário” nele ainda é “perdoável”, porque o navio também terá essa função, que cai como uma luva pra ele, embora esse não deveria ser o foco desse navio. Agora, é de doer MESMO quando a própria MB vem “dourar a pílula” com meios como o “charuto-atômico” e aquela palhaçada de “submarino nuclear convencionalmente armado”, e ainda termina com discursinho de “somos um país pacífico” e bla, bla, blá. Você não vê a FAB vindo a público dizer que o Gripen é pra “ajuda humanitária em areas de desastres naturais”. É um… Read more »

YUFERFLLO

ué mas todos chamam de navios nucleares convencionalmente armado, são submarinos nucleares com armas convencionais, e já viu como a comunidade internacional fica só com o fato de ser um submarino nuclear? chamar de convencionalmente armado não tem nenhum problema, e não falam que serve para missões de ajuda civil, apenas algumas pessoas que ficam estressadas sem motivo com esse nome

DanielJr

Chamam de SNA = Submarino Nuclear de Ataque, um nome bastante adequado.

YUFERFLLO

a marinha também não diz que as Tamandaré e os Riachuelo são para ajuda humanitária mas a força aérea fala que o C390 pode ser usado em missões humanitárias, porque tanto o C390 e navios de desembarque levam muito peso que pode servir para missões humanitárias

Leandro Costa

Yufer, o nome normal, convencional, já amplamente usado por todo mundo, para um submarino que não é lançador de mísseis balísticos, é ‘submarino de ataque.’ Às vezes se acrescenta o ‘nuclear’ em algum lugar, quando o submarino é nuclear. Para o propósito do submarino, a propulsão é só uma capacidade à mais. E sobre navios de ajuda humanitária, qualquer navio pode servir para ajuda humanitária. Isso é algo que nem deveria precisar mencionar. Fragatas, porta-aviões, porta-helicópteros, navios de desembarque… o que quer que seja, pode ser usado em maior ou menor grau, para ajuda humanitário. Na emergência, para salvar vidas,… Read more »

Carlos

Em vez de navios de guerra, precisamos é de mais hospitais, equipamentos hospitalares, escolas e professores mais bem remunerados. A compra dessa sucata refugada de outro país não melhora em nada as coisas aqui. Em caso de guerra, contra uma grande potência que queira tomar nossa riqueza natural, não será com ferro velho que nos defenderemos, ou seja, a guerra já está perdida antes mesmo de começar

DanielJr

Amigo, sem querer ser chato e sem educação com outro forista, mas você precisa achar um site que discute sobre como trabalha ministério da Saúde e da Educação e reclamar lá.

Aqui neste site reclamamos sobre como trabalha o ministério da defesa, queremos o dinheiro desta pasta seja usado em mais munições, tanques, canhões, granadas, navios de guerra …….

Last edited 1 mês atrás by DanielJr
Leandro Costa

De acordo.

Fernando Vieira

A palavra do ano lá para o dicionário inglês (ou americano, não lembro) é “Ragebait”.
Aqui temos a definição do que é isso.

rui mendes

Sucata??? Realmente não sabes nada sobre esse excelente LPD, que em caso de guerra, se transforma em uma excelente máquina de ataque, em um desembarque de tropas, na costa de algum lugar, com calacidade para levar vários helicopteros, MBT’s, VCI’s,, artilharia autopropulsada de 155mm e blindados de transporte 8×8 ou 6×6, 4 grandes lanchas de desembarque de tropas e equipamento militar, e ainda algumas lanchas de desembarque, mais pequenas e mais rápidas de 20 fuzileiros. Podem servir para invadir uma zona marítima de outro país ou para defender o próprio país, que possa ter sido parcialmente invadido, e recuperar essa… Read more »

Last edited 1 mês atrás by rui mendes
Fabio Araujo

A justificativa de ações humanitárias é para diminuir a reação negativa quem tem sempre que investimos um valor alto em defesa, ele pode e se precisar vai ser usado em questões humanitárias como qualquer outro meio que nossas forças armadas possuem, mas a função principal sempre vai ser militar e não humanitária!

Douglas Falcão

Saudações. ter como principal fundamento para compra de um navio de assalto com operação caríssima,missões em situações de desastre natural”, põe em dúvida o pensamento estratégico da Marinha de Guerra do Brasil. Ademais, navio de assalto não tem como função “negar o uso do mar” é um vetor de projeção de tropas, que só pode operar em ambiente contestado apoiado por uma forte esquadra de navios de escolta, navios estes que o Brasil necessita e ainda luta para adquirir em quantidade adequada. O alto custo de operação do Bulwark vai drenar ainda mais do parco orçamento.

Leo Barreiro

E quando teremos navios de guerra? Focados em guerra!!

Bardini

Quanto papo furado…
.
Nem parece que nas duas ocasiões recentes, em que o NAM de cabotagem foi necessário na missão de ajuda humanitária, chegaram atrasados e foram irrelevantes, dado o sistema de preparo e mobilização da MB ser uma grande piada de mal gosto.

Rodrigo Silveira

Esse papo furado é pra justificar o pq comprar um vaso de guerra se não estamos em guerra. Somente isso. Os iluminados de plantão acham que se tiver guerra, é só ir pra guerra e pronto. Tipo, não tem meta, mas vamos dobrar a meta…

Dagor Dagorath

O Atlântico, o Bahia e o Oiapoque também podem levar destacamentos de homens e equipamentos para o Norte do país com mais rapidez do que por terra e futuramente ainda podem servir como plataformas para drones.

Fabio Araujo

O Atlântico, o Bahia e,o Oiapoque juntos dão a MB uma capacidade insuperável na América Latina!

Leandro Costa

A de perder uma incrível tonelagem de navios de guerra e pessoal de apoio por total falta de escoltas e contramedidas de minagem?

Dalton

Boa Leandro, mas, não acho que seja bem assim. Com o que está sendo gasto com o “Oiapoque” não teria sido possível investir em capacidade anti minas nem “escoltas”, de maneira significativa, os 6 originais costeiros classe Aratu, nunca foram suficientes para algo mais que adestramento e manter doutrina, aliás, muitas marinhas nem possuem navios especializados contra minas. . Supondo que houvesse – não há – combatentes de superfície (escoltas) de segunda mão em bom estado, faria alguma diferença significativa se apenas dois fossem adquiridos no lugar do “Oiapoque” ? . Todos tem um “ideal” sobre quantidade e composição da… Read more »

Leandro Costa

Eu entendo, Dalton, até mesmo do significado da ‘compra de oportunidade.’ Mas temos tantas carências, que na minha opinião, são tão importantes, que poderiam ter prioridade de gastos ante à aquisição do Bullwark. É um dinheiro que poderia ser empregue na construção dos Navios Patrulha, que giraria mais a economia local. Apesar de que, não acredito nem que tenhamos ainda um estaleiro selecionado para dar continuidade/pontapé inicial nesse programa. Ou pelo menos tentar garantir mais uma Tamandaré, mesmo que não fosse a totalidade do valor de um navio. O que falou sobre a percepção de ameaça, eu acredito que é… Read more »

Dalton

Receio Leandro – e posso estar enganado – que não seja no momento possível acelerar a construção de Navios Patrulha e fazendo um comparativo um tanto quanto esdruxulo não adianta querer aumentar o número de Arleigh Burkes III sendo que há um limite para a entrega dos novos radares, e assim por diante. . O “Oiapoque” está pronto e não se pode demorar para adquirir, quanto mais tempo passa na reserva pior é, inclusive fica mais caro reativar e um navio versátil como um “LPD” pode ser utilizado em outras tarefas que não a protagonista de desembarcar tropas e equipamentos.… Read more »

Leandro Costa

Eu não discordo que o Bullwark é um excelente navio, Dalton.

Mas para mim (e isso é uma percepção pessoal minha), ele está na classe dos ‘nice to have’ ao invés de ‘need to have.’

Ele vai, inclusive, aumentar a demanda por um (ou dois) navios de abastecimento em alto-mar.

Dalton

Não necessariamente, um “LPD” pode reabastecer outros meios
se necessário, isso já foi feito antes aqui e no caso do “Atlântico” e/ou
“Bahia” estarem indisponíveis o “Oiapoque” assume, seja durante os
vários exercícios como a UNITAS, adestramento, mesmo ajuda humanitária quando o Brasil enviou navios ao Haiti 20 anos atrás.
.
Entre nós, não espalhe, os navios como o “Mattoso Maia” seguiram sem escolta até o Haiti 🙂

Leandro Costa

Hehehe eu sei Dalton. Eu ajudei levemente na instrução do penúltimo contingente. Mas Haiti era um cenário extremamente permissivo no campo naval, afinal de contas não havia ameaça, era um operação sob mandato da ONU numa boa. E espero que todas as vezes em que fizermos deployment de navios que seja sob essa situação. Mas eu penso sempre no pior cenário. Sei que a probabilidade é que se alguma coisa acontecer e formos novamente arrastados para uma guerra, teremos 99,9% de chance de operarmos em TF capitaneadas por navios da USN, o que acrescentaria um nível significativo de proteçãon para… Read more »

Dalton

Legal Leandro, não sabia de sua participação e por menor que tenha sido, parabéns !
.
E como já escrevi antes, sou um idoso cujo “espírito guerreiro” esvaneceu, nem meus modelos em metal costumo esparramar mais pelo chão, então deixo aos mais jovens a discussão/ preocupação sobre táticas, etc, porque ingenuamente talvez ainda acho um cenário de guerra pouco provável.

Leandro Costa

Dalton, eu sinceramente torço para que qualquer cenário de guerra seja improvável e não se realize. Aonde quer que seja e com quem quer que seja.

Como eu disse. Eu sempre penso no pior. Desde tentar não esquecer uma garrafinha d’água na mochila até pensar em onde me proteger em caso de calamidade pública no meu caminho do dia a dia hehehehehe

José Joaquim da Silva Santos

Eu daria 50% de chances da USN estar atuando contra nós. Mas mesmo que fosse 1% teríamos que ter um plano, e não temos nenhum para cenário algum.

Leandro Costa

José, por mais incrível que pareça, temos sim. Alguns mais aprofundados, outros ainda em esboço. Varia muito de acordo com a percepção de ameaça e probabilidade de ameaça. Não vejo a USN (e na verdade qualquer outra Marinha) atuando contra nós. De fato, temos excelentes relações com a USN. Sempre tivemos, na verdade. Assim como a Royal Navy, Marine Nationale e a Marinha do Exército Popular da China, mesmo que com essa última não tenhamos muita História. Ao mesmo tempo, é bom lembrar que a Royal Navy também tinha excelentes relações com a Armada Argentina, e levou uma rasteira dos… Read more »

Almeida

Tá mais arriscado, nos dias atuais, a USN ser o nosso inimigo… Venezuela, Cuba, Colômbia, México, em algum momento chega na gente. Mais fácil sermos escoltados por Type 054, 052 e 055…

Fabio Araujo

Navio antiminas não poderiam ser feitos por aqui, seja com projeto próprio ou seja licenciado?

Dalton

Sim e mesmo no livro do finado Almirante Maximiano constam planos para uma série de navios que seriam construídos aqui incluindo “varredores”, mas, não deu em nada.
.
Até entendo o grau de percepção de ameaça ser baixo, a prioridade do governo investir em outras coisas, como programas sociais, mas, quando acompanha-se durante décadas e se torce pela marinha fiquei frustrado várias vezes com plano após plano dando em nada ou quase nada.

Samuka

Faria alguma diferença significativa se apenas dois fossem adquiridos no lugar do “Oiapoque” ?” – Pior que faria mestre Dalton, pra quem não tem quase nada, qualquer coisa é lucro…mas como vc bem disse, ñ existem boas oportunidades nesse momento para escoltas de segunda mão..

Dalton

Com 2 “usados” – 10 anos atrás torci para que duas “Oliver Perry” com 30 anos fossem adquiridas para ocupar o lugar, pelo menos da “Frontin” e da “Bosísio” – não se ganharia muita coisa, a “Constituição” e a “Rademaker” já estão vivendo uma vida emprestada e seriam retiradas em 2025 com o anúncio da compra de 2 “escoltas” de segunda mão. . Um outro benefício, também não significativo na minha visão é que se poderia dar baixa nas 3 Niteróis mais novas quando chegassem aos 50 anos de vida, em 2028, 2029 e 2030 ao invés de faze-las ultrapassar… Read more »

José Joaquim da Silva Santos

Legal… só que nossa ameaça não está nem vem da AL.

Burgos

A Mídia está dando a entender que o navio foi comprado para esse fim 👀🤦‍♂️ Mas não foi !!! É um navio de Guerra específico para transporte de tropas/material de Guerra, que por ser mal armado sairá sempre acompanhado por um ou dois escoltas. A sua missão secundária será usada quando não estiver sendo empregado em missões específicas que coincidir com uma catástrofe a nível nacional, a verdade é essa. O Bahia parece que está “abrindo o bico” Daqui a pouco vai de baixa e vai precisar de mais um. E MB vai continuar sempre sendo alcançada pelo Fantasma de… Read more »

Wagner Figueiredo

So no Brasil que tem essa palhaçada de ” passar pano”, mano, fala que é um navio pra guerra e pronto…. Começa a passar nas escolas vídeos da segunda guerra mundial….e fala assim!!! Se não estivermos armados.. seremos vítimas de alguém… pronto!!!?

Leandro Costa

Wagner, sei que pode ficar um tanto surpreso com isso, mas um outro país também famosamente ‘passou pano’ e ‘dourou a pílula’ para ter alguns brinquedinhos bem ofensivos. E esse outro país foi os EUA. Na década de 1930, quando a ‘bomber mafia’ estava à todo vapor trabalhando para criar uma força de bombardeiros estratégicos para os EUA (e assim tentar justificar a criação de uma Força Aérea separada do Exército), mas para isso precisavam de aprovação do Congresso. Até aquele momento, o Corpo Aéreo do Exército queria mais grana para comprar bombardeiros, mas o Congresso não aceitaria bem os… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Leandro Costa
WELLINGTON RODRIGO SOARES

Um país desse tamanho, deveria ter pelo menos 3 esquadras completas. Uma esquadra Sul, uma esquadra Sudeste (já existe no Rio) e outra esquadra Nordeste. Cada uma composta por pelo menos 4 fragata / corveta, 2 submarinos, aviões de patrulha, aviação rotativa, bem como navios de apoio como é o caso desse da reportagem, o Bahia e o Atlântico, um em cada esquadra. Isso permite uma resposta muito mais rápida do que ficar deslocando de um lado ao outro pelo litoral, fora que estrategicamente manter tudo em um local só se torna muito inseguro em um ataque inimigo. Logicamente reduz… Read more »

Alexandre Galante

Sim, mas por enquanto só temos a Esquadra do Rio de Janeiro.

Rodrigo Silveira

Esquadra da Guanabara pra ser mais exato.

Leandro Costa

Ainda bem. Imagina se com essa penúria de grana estivéssemos em outro local longe da linha logística da MB.

Renan Nunes

Restou ser uma Marinha de Defesa Civil.

DanielJr

A MB está virando um puxadinho da cruz vermelha ou da defesa civil, não um órgão que serve para a defesa e projeção de poder.

Compramos navios de guerra que servem para ajudar os necessitados, e é isso. O almirantado aceita que eles venham com mísseis e munição para não ficar tão na cara que não querem combater, só querem ficar atrás de estudos científicos oceânicos, inauguração de sino e ações correlatas.

Quando alguma coisa esquenta um pouco querem gargantear “soberania”, “auto afirmação dos povos”, “pólvora” e outras papagaiadas na mídia.

curioso

O “submarino de propulsão nuclear convencionalmente armado” não tem nada a ver com missões humanitárias. Não é a fdescrição mais concisa, mas serve para reforçar a ideia de que enquanto o submarino é movido a energia nuclear, as armas que carrega não são atômicas. Ou seja, o Brasil não está mudando sua política de não desenvolver armas nucleares. O público menos informado estava fazendo às vezes essa confusão (e algumas cobras criadas talvez a estimulassem de má-fé), então acho razoável tentar deixar as coisas claras. E não entendo porque a autodefinição de “país pacífico” causa tanta urticária. Que país nos… Read more »

Cosmo

Navio para fazer mídia e conseguir embarcar a uma mais gente para aprender Marinharia na prática e somar dias de mar. Isso não seria ruim se não fosse para tapar furo da “Marinha de Guerra”.

Bueno

Excelente aquisição! “Em termos de negação do uso do mar” Para um debate: A Capacidade Real da MB na Negação do Uso do Mar no Sudeste Brasileiro. Prezados foristas,e editores. Para iniciar a discussão sobre a capacidade de negação do uso do mar por parte da Marinha do Brasil (MB), apresento alguns dados objetivos da área de interesse: A extensão total da costa da região Sudeste do Brasil é de aproximadamente 2.003 km, o que corresponde a cerca de 27% do litoral brasileiro. A Zona Econômica Exclusiva (ZEE) estimada dessa região é de aproximadamente 741 mil km². Essa área representa… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Bueno
Abymael2

Ultimamente a nossa Marinha tem adquirido…navios.
Já melhorou né?

Marcos Mota

Outro elefante branco. Vai ser só mais um que vai passar a “vida” ataracado, por questões de reparo, falta de peças, falta de combustível e outros… É a mesma história que eu acompanho a pelo menos uns 30 anos. Agora virão os entusiastas falar de “Compra de oportunidade”, ” Gastaram 100 milhões em reformas”, “Passou bom tepo na reserva estratégia e por isso poupou a estrutura”. Blá, blá e blá. Esses mesmo entusiastas deveriam ajudar a expor mais e mais essa penúria sem fim que vive a MB. Para pressionar os comandantes (encouraçados) a se levantarem de suas cadeiras para… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Marcos Mota
mattos

Primeiro, foi projetado para ser um navio de guerra.

mattos

Precisamos agora dobrar o numero de Tamandarés