Quando ‘submarinos soviéticos’ eram apenas… arenques flatulentos: a curiosa história que quase virou incidente militar

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Em plena Guerra Fria, no início da década de 1980, a Suécia viveu um episódio que mistura tensão militar, ciência e um toque inesperado de humor. O que inicialmente foi interpretado como uma possível incursão clandestina de submarinos soviéticos em águas suecas acabou se revelando, anos depois, algo muito mais inusitado: sons produzidos por arenques ao expelirem gás.

Tudo começou quando a Marinha sueca passou a registrar, repetidamente, estranhos ruídos subaquáticos ao longo da costa e em áreas estratégicas, incluindo as proximidades de instalações militares sigilosas. O cenário geopolítico da época intensificou a preocupação. Após análises detalhadas, as Forças Armadas chegaram a uma conclusão alarmante: tratava-se de uma invasão inimiga — possivelmente o prenúncio de um confronto direto com a União Soviética.

A possibilidade de um ato hostil elevou o alerta militar e reforçou a tensão diplomática. No entanto, a hipótese de submarinos nunca se confirmou. Anos depois, a verdade emergiu graças ao trabalho dos cientistas Magnus Wahlberg e Håkan Westerberg, que descobriram que os misteriosos sons eram, na realidade, produzidos por arenques ao liberarem bolhas de gás pelo reto, um mecanismo biológico associado à comunicação entre os peixes.

O episódio permaneceu classificado por muito tempo, sendo revelado ao público apenas anos após o fim da Guerra Fria. Em 2004, a curiosa descoberta rendeu aos pesquisadores — juntamente com cientistas do Canadá e da Escócia que também estudavam o fenômeno — o Prêmio Ig Nobel de Biologia, honraria que celebra pesquisas científicas inusitadas, mas relevantes. O reconhecimento baseou-se em estudos publicados em 2003 que detalham os sons pulsados produzidos por arenques no Atlântico e no Pacífico.

O caso ilustra como interpretações equivocadas de dados militares podem gerar tensões geopolíticas significativas — e como a ciência, por vezes, pode evitar crises internacionais. No fim, a história que começou como ameaça de guerra terminou como um dos episódios mais curiosos e improváveis da Guerra Fria: uma “invasão” que nunca existiu, protagonizada por arenques flatulentos.■

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Fernando Vieira

Mas os russos realmente vivem bisbilhotando as água suecas. Já houve caso de submarino russo encalhar em águas suecas.

Só que o mais legal foi o aviso que os suecos colocaram no mar em 2015: um neon com um marinheiro rebolando e transmitindo a mensagem em código morse “siga em frente se você for gay”.

Carlos Campos

kkkkkk os caras com medo de peixes peidando