NHoF ‘Almirante Graça Aranha’
| Nome | Indicativo | Construtor | Casco | Batimento de quilha | Lançamento | Incorporação |
| Almirante Graça Aranha | H 34 | Industria Naval Ebin S/A | ? | xx/01/1973 | 23/05/1974 | 09/09/1976 |
Deslocamento (t): 1.070 (leve); 1.343 (padrão); 2.390 (carregado) (1)
Dimensões (m): comprimento 74,80; boca 13; calado médio 4,20 (1); 6,35 pontal (2)
Propulsão: (original) 1 motor diesel MWM modelo TDB-441-V-16; 2.400 hp a 900 rpm, acoplado a 1 eixo com hélice de quatro pás de passo controlável. Equipado com Bow Thrusters (1) (ver detalhes no texto)
Velocidade (nós): 14 de máxima
Autonomia/raio de ação: ?
Tripulação: 81 militares, sendo 8 oficiais, 1 suboficial, 16 sargentos e 56 cabos e marinheiros; acomodações para até 104 militares, (13 oficiais, 23 suboficiais e sargentos, 8 faroleiros e/ou passageiros e 60 cabos e marinheiros) (1)
Armamento: (ausente)
Aeronave: capaz de operar com helicópteros leves (geralmente um Helibras UH-12 Esquilo ou IH-6B Jet Ranger III); possui hangar telescópico (1)
Sensores: 2 radares de navegação tipo Decca; agulha giroscópica Sperry; sistema de navegação Omega; 2 ecobatímetros Kelvin-Hughes; 1 radiogoniômetro Raytheon; 1 odômetro de fundo Seallog e 1 de superfície; 1 anemômetro e 1 equipamento de posicionamento Mini-Ranger Motorola. Comunicações: 2 receptores Telefunken; 1 transceptor SSB; 1 transmissor principal; 1 transceptores VHF-AM e 1 VHF-FM (1) (ver detalhes no texto)
Equipamentos adicionais: 1 guindaste eletro-hidráulico com lança de 18m e capacidade de 10t; 1 RHIB para 16 pessoas; pode transportar 2 embarcações de Desembarque de Viaturas e Pessoal – EDVP ou 1 Lancha de Emprego Geral – LEG; oficina de sinalização náutica, eletrônica e elétrica; porão de carga com capacidade de 1.057 m3; instalações médicas e dentárias (1)
(1) NGB
(2) (Silva Telles 2001 p183)
Histórico
No início da década de 1970 a Marinha do Brasil encomendou ao estaleiro Indústria Naval Ebin S/A (antiga Empresa Brasileira de Engenharia e Indústria Naval Ltda.), de Niterói/RJ um navio faroleiro. O estaleiro, criado em 1966 (Silva Telles 2001 p183), foi posteriormente adquirido pela Companhia Brasileira de Offshore (CBO) e renomeado para Estaleiro Aliança. (Linkedin Aliança) Batizado como Almirante Graça Aranha, ele foi o primeiro e único navio construído para a MB pelo estaleiro.
Embora a Marinha do Brasil tenha operado diversas embarcações na função de navio faroleiro, muitas delas navios balizadores ou convertidas a partir de corvetas, caça submarinos e rebocadores, o Alte. Graça Aranha foi o primeiro e único navio construído no país dedicado a tal função com capacidade oceânica (na década de 1930 o AMRJ construiu um pequeno navio faroleiro de madeira).
Antes de ser incorporado, o Alte. Graça Aranha realizou no primeiro semestre de 1976 as provas de cais, de maquinas e as provas de mar ao largo da Ilha de Maricás. (NGB). Assim que passou por mostra de armamento o navio foi transferido para a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN).
A partir de 1994 o Alte. Graça Aranha passou a dividir as tarefas de apoio à sinalização náutica (incluindo instalação e manutenção de faróis em locais de difícil acesso e distantes da costa) com o ex-NApOc Barão de Teffé (H 42) que foi reclassificado como “navio faroleiro”. No entanto, o Barão de Teffé deu baixa menos de dez anos depois. (NGB) Desde então o o Alte. Graça Aranha se mantém como único navio faroleiro capaz de operar uma aeronave e com autonomia suficiente para atingir os pontos mais distantes das Águas Jurisdicionais Brasileiras.
Reclassificação e Modernização
Dentro do processo de multidisciplinaridade dos meios proposto pela MB, e em função do convênio firmado com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) via FINEP/FUNDEP/DHN no ano de 2010, (Anais Hidrográficos 2017) o Alte. Graça Aranha foi revitalizado em proveito da comunidade científica. Além das atividades realizadas pelo navio até então, foram adicionadas diversas outras capacidades hidrográficas como coleta de dados oceanográficos e meteorológicos.
Para a realização destas atividades adicionais, novos equipamentos foram instalados como um ecobatímetro científico (EA 600), um guincho oceanográfico Natec capaz de operar até 2000m de profundidade(por meio de estação lateral rebatível), reforma do guindaste para lançamento de boias meteoceanográficas com capacidade de manobra de carga até 6t, instalação de camarotes para até quinze pesquisadores, bem como a instalação de dois laboratórios de pesquisa (um seco e um molhado). (Anais Hidrográficos 2009, Anais Hidrográficos 2010, Anais Hidrográficos 2012)
Em função das novas atribuições, o Alte. Graça Aranha foi reclassificado em 24 de junho de 2010 como navio hidroceanográfico faroleiro (NHoF) (Anais Hidrográficos 2010). A mudança ocorreu durante a realização do seu PMG (Período de Manutenção Geral) entre os anos de 2010 e 2012.
No ano de 2014 o Alte. Graça Aranha deu início a uma grande período de modernização chamado PMM (Período de Modernização do Meio). Os trabalhos começaram no mês de novembro (Anais Hidrográficos 2015) com a substituição dos grupos geradores. Os equipamentos originais foram substituídos por dois novos grupos geradores diesel Volvo Penta Marine Genset D13 MG (imagem abaixo). Os serviços foram concluídos em junho ano seguinte e previa-se a substituição do motor principal para breve, uma vez que a escolha do substituto foi concluída. (Anais Hidrográficos 2015) A previsão inicial era de que os serviços seriam realizados na Base Almirante Castro e Silva (BACS). No entanto, os serviços foram realizados no AMRJ, sendo que o Alte. Graça Aranha atracou na mesma em dezembro de 2016. (Anais Hidrográficos 2016) O antigo MWM TBD 232 foi removido e em seu lugar foi instalado um motor de combustão principal MTU 16V série 4000 M63, juntamente com uma nova engrenagem redutora (ER) Reintjes LAF 873. Além de ser mais leve e mais compacto, o novo motor permitiu o aumento da potência com menor consumo. (Anais Hidrográficos 2015)
Ainda durante o período em que o navio ficou atracado junto ao AMRJ foi instalado um novo radar Sperry Marine
VisionMaster FT-250 da (banda X) e termossalinógrafo SEACAT SBE 21
Nova antena Inmarsat. |
Novo motor MTU 16V. FOTO DHN |
Gerador diesel Volvo Penta. FOTO DHN |
As obras de modernização e melhoria do navio continuaram pelos anos de 2018 e 2019 e incluíram a instalação de um equipamento de comunicação satelital Inmarsat FBB-500, melhorias nas condições de habitabilidade da tripulação e revitalização e reforço do convoo, onde todo o assoalho de madeira foi substituído e adequado para as novas aeronaves da Aviação Naval. (Anais Hidrográficos 2018) (Anais Hidrográficos 2019) Depois de pouco mais de cinco anos de PMM o Alte. Graça Aranha voltou a participar de uma comissão operativa.
Subordinação (OM)
| Organização Militar | Unidade subordinada |
| GNHo | Almirante Graça Aranha |
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SÉRIE “MEIOS NAVAIS DA MARINHA DO BRASIL”










Ele vive, 50 anos no ano que vem!!!!
É para comemorar?
O USS Nimitz completou 50 anos em maio último e comemorou estando em missão que eventualmente estendeu-se até dezembro perfazendo 9 meses e deverá ser inativado
em maio próximo com uma grande cerimônia e milhões de dólares já foram investidos
para a primeira etapa da inativação que espera-se será mais “suave” dado o aprendizado ganho com a inativação do “Enterprise”.
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Mas o mais antigo navio em serviço na US Navy é o USS Blue Ridge, baseado no Japão
incorporado em novembro de 1970, mais antigo que o “Graça Aranha”.
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Hoje ele tem um Motor principal MTU série 4000 e 2 geradores volvo
Obrigado, Canarila. Texto devidamente atualizado.
Navio faroleiro, fala sério. MB precisando de meios dissuasórios e esse navio (velho) consumindo recursos.
Prabens a industrial nacional um belo navio .o triste diso e que paramos em uma so unidade