Itália inicia construção do quarto submarino U212 Near Future Submarine com corte da primeira chapa em La Spezia
La Spezia, Itália — A Fincantieri realizou, em 12 de dezembro de 2025, a cerimônia de “First Steel Cut” do quarto submarino U212 Near Future Submarine (NFS 4), no estaleiro de Muggiano, marcando um novo avanço no programa U212 NFS, gerido pela OCCAR em nome da Marinha Italiana.
O evento simboliza o início oficial da construção da quarta unidade do programa, que já conta com três submarinos em produção paralela no mesmo estaleiro. Segundo os organizadores, esse ritmo industrial demonstra a elevada capacidade tecnológica da Fincantieri, o forte compromisso da Marinha Italiana e a confiança na gestão de um programa altamente complexo por parte da OCCAR.
A cerimônia contou com a presença de autoridades militares e industriais, incluindo o Contra-Almirante Francesco Milazzo, chefe do Departamento de Submarinos do Estado-Maior da Marinha Italiana; Decio Trinca, gerente do programa U212 NFS pela OCCAR; Eugenio Santagata, diretor-geral da Divisão de Navios da Fincantieri; e Antonio Quintano, diretor do estaleiro de Muggiano.
Os submarinos U212 NFS representam uma evolução significativa em relação à classe U212A, incorporando um design mais avançado, maior integração de sistemas, forte conteúdo tecnológico nacional e capacidades inovadoras. Entre os destaques estão o novo sistema de baterias de lítio, que promete maior eficiência energética e desempenho submerso, além de um sistema de combate de nova geração, melhorias de furtividade, resiliência cibernética e integração de protótipos tecnológicos de alta complexidade.
Com mais de 100 submarinos construídos ao longo de sua história, o estaleiro de Muggiano mantém papel estratégico na manutenção da capacidade submarina italiana, em um setor dominado por um número restrito de países no mundo.
A OCCAR destacou que o início da fabricação do NFS 4 confirma sua função central na coordenação da produção simultânea das quatro unidades do programa e na integração gradual das novas tecnologias, garantindo inovação controlada e preparação para futuras evoluções de requisitos operacionais.■


Além desses 4 U212 NFS, eles irão incorporar na década de 30 mais 2 U212 NFS, só que na nova versão EVO.
E penso que irão manter os mais novos da Classe Todaro (212A) em operação, Pietro Venuti (2016) e Romeo Romei (2017), já que costumam operar 8 SSK.
08 SSK era o que a MB deveria operar, por hora encomendar + 02 Scorpenes, com ritmo de construção bem cadenciado, e não ter dado baixa em praticamente toda classe Tupi, realizando pelo menos + 01 PMG por unidade.
Talvez fosse ainda mais lógico ter 05 Scorpenes e 05 SSK Andrasta, menores e mais baratos de manter, no ponto em que todos os IKL teriam dado baixa.
Minha compreensão é diferente: os 2 primeiros “NFS” irão substituir os 2 mais antigos remanescentes da classe Sauro que já deveriam ter sido retirados de serviço mas
ganharam um tempo extra, enquanto e os 2 últimos irão substituir os 2 mais novos da classe Sauro incorporados em 1993 e 1995 no início da década de 2030.
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A Itália manterá assim 8 submarinos: 4 “212A” e 4 “212 NFS” com os 2 “EVO” devendo entrar em serviço no fim da década de “30” quando então deverão substituir os 2 mais antigos “212A” que terão pouco mais de 30 anos então.
A Itália terá uma frota de 10 submarinos, porque os últimos 2 da classe Sauro e depois os dois primeiros da classe Todaro serão modernizados. Os projetos já foram autorizados e financiados.
Grato, você está correto, sou leitor assíduo do “Naval News” e li sobre isso ano passado e por algum motivo minha memória buscou a informação anterior de que a Itália manteria 8 submarinos, com o “Pelosi” e o “Prini” que a princípio seriam retirados em 2021 e 2022 respectivamente.
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Será um tanto quanto desafiador manter os 2 últimos “Sauros” por mais alguns anos com um consequente aumento da indisponibilidade, mas, se a meta é ter 10 unidades até 2036, não havendo atrasos com os “EVO”, não há outro jeito.
Sabemos que por falta de recursos dos 4 submarinos classe Riachuelo sempre teremos 2 operativos e 2 parados, e vão operar em revezamento. Temos uma Marinha pobre. A verdade é que o submarino nuclear vai navegar pouco, vai ser a rainha do estaleiro só pra dizer que temos. Sem 2% do PIB pra defesa esta será a nossa realidade.