Problemas no sistema de esgoto afetam porta-aviões de US$ 13 bilhões dos EUA em operação no Caribe
USS Gerald R. Ford (CVN-78)
Novos documentos obtidos pela imprensa dos EUA revelam que a tripulação do USS Gerald R. Ford, o mais novo e mais caro porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos, enfrenta falhas recorrentes no sistema de esgoto e sanitários, gerando frustração crescente a bordo durante sua atual missão no Caribe, ao largo da Venezuela.
Avaliado em cerca de US$ 13 bilhões, o navio está em operação contínua há sete meses, desde que deixou a base naval de Norfolk, na Virgínia, em junho. Atualmente, o porta-aviões ocupa posição central no dispositivo naval do governo do presidente Donald Trump na região, atuando em coordenação com a Guarda Costeira dos EUA em operações de interdição de navios-tanque ligados à Venezuela, após a ação que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro.
No entanto, longe do convés de voo, a rotina da tripulação de cerca de 4.600 marinheiros tem sido marcada por constantes panes no sistema de coleta de resíduos, conhecido como VCHT (Vacuum Collection, Holding and Transfer). Um relatório do Government Accountability Office já havia apontado, em 2020, que o sistema era subdimensionado e mal projetado, um problema que persiste desde o primeiro desdobramento operacional do navio, em 2023.
Documentos obtidos pela NPR por meio da Lei de Acesso à Informação (FOIA) mostram que chamadas diárias de manutenção vêm sendo registradas desde junho de 2023 para desentupir ou reparar trechos do sistema. Ao todo, o porta-aviões solicitou apoio externo 42 vezes desde então, sendo 32 chamadas apenas em 2025. Após o início da atual comissão, em junho, outras 12 ocorrências já haviam sido registradas.
Em um e-mail interno de 18 de março de 2025, o departamento de engenharia relatou 205 falhas em apenas quatro dias. Técnicos de manutenção de casco — responsáveis pelo sistema de esgoto — chegaram a trabalhar até 19 horas por dia para tentar manter o funcionamento mínimo dos sanitários. Mensagens internas descrevem situações que lembram um “dormitório flutuante”, com objetos como camisetas, cordas e até papel inadequado sendo retirados das tubulações estreitas, o que agrava os entupimentos.
Outro problema recorrente é o acúmulo de cálcio, que exige lavagens químicas periódicas com ácido — procedimento que custa cerca de US$ 400 mil por operação e só pode ser realizado em porto. Desde 2023, o Gerald R. Ford passou por esse processo pelo menos dez vezes.
A tripulação também buscou apoio técnico junto ao estaleiro Huntington Ingalls Industries, responsável pela construção da classe Ford. Em resposta, engenheiros reconheceram que uma solução definitiva só deve vir daqui a mais de uma década, quando um redesenho completo do sistema for financiado.
Em nota à NPR, a Marinha dos EUA afirmou que o navio está programado para receber melhorias no sistema VCHT em futuras manutenções, citando que modificações semelhantes no porta-aviões USS George H. W. Bush reduziram falhas desse tipo. Segundo a força naval, os problemas atuais não têm impacto operacional e as interrupções duram, em média, entre 30 minutos e duas horas.
Especialistas, contudo, avaliam que o caso ilustra os riscos de empregar tecnologias pouco testadas em plataformas críticas. Para analistas do setor, a adaptação de um sistema inspirado em navios de cruzeiro para um porta-aviões nuclear, projetado para permanecer meses no mar, pode ter sido um erro de concepção. O episódio surge como um alerta em meio aos planos do governo Trump de acelerar a construção naval e investir em novos grandes meios, potencialmente ainda mais complexos.■

Então, a maior ameaça ao Gerald Ford não são marinhas inimigas, e sim, seu próprio “intestino”. Seria cômico, se não fosse um problema no navio mais caro da história.
Se fosse com Russia ou China estariam fazendo piada.
Economias…orçamentos…
Acontece em boa parte dos prédios no Brasil.
Esse mundo já virou, só faltam os brasileiros entenderem seus próprios interesses e ambições. Mentes colonizadas , um dia serão livres e entenderão quem é o rival e antagonista( falta de história e cultura geopolítica ) nesse continente.
Com certeza!
Os inimigos moram aqui dentro.
Acertou em cheio, mas alguns foristas acham que a culpa é dos “americanusmalvadões”, enquanto o GTE , com orçamento ilimitado, corre o Brasil para salvar a democracia, nada vai mudar enquanto esse cancro chamado “funcionalismo público” tiver mais regalias e privilégios que o trabalhador brasileiro que os sustenta.
Então o inimigo interno é o servidor público? Médico, professores de univesidade ou da escola estaduar, o policial miliar, agente de saúde atuando contra a dengue? Há uma conta curiosa feita pela USP há alguns anos. Espera-se que o empregado de uma empresa produza pelo menos o suficientes para pagar o seu salário. É o valor mínimo para que se possa manter esta pessoa empregada. A conta é simples agora. A USP fez o levantamento das pessoas que ela formou, avalou o tempo de trabalho e o salário que elas receberam acumuladamente em sua vida e depois comparou este valor… Read more »
Quem é este inimigo interno tão perigoso?
Então os marujos estão se afogando em m* no Caribe. Noves fora o problema sanitário do Carrier Strike caribenho, 2 carriers Strikes estão rumando para as águas iranianas nesse momento, além do deslocamento de dezenas de F15E e seus reabastecedores para bases da Jordânia . Alguns analistas militares apostam numa operação de decapitação de regime do Irã, a lá Venezuela. Se vai dar certo é outra conversa. Há 350 mil guardas revolucionários do Irã, totalmente fanatizados à volta do Aiatolá Ali Kamenei. Tudo indica que a Operação da Venezuela, e esta em curso no Irã visa o estrangulamento do fornecimento… Read more »
O petróleo do Irã representa menos do que 10% do petróleo importado pela China.
Além disso, nem mesmo a Rússia que é a maior fornecedora tem mais do que 20% da exportação para a China, porque a política de fornecimento desenvolvida pelo estado chinês é cada país não ter mais de 20% da pauta exportado para a China.
Os maiores fornecedores por ordem é:
Rússia
Arábia Saudita
Iraque
Emirados
Kuwait
Kuwait 3% ???
Malásia 13%
https://investnews.com.br/the-wall-street-journal/china-ira-petroleo/
O petróleo do Iraque para a China não segue as vias normais, é escamoteado, por isso não aparece nas estatísticas oficias, mas eu creio q vc sabe disso.
A China é o maior importador de petróleo do Irã, comprando mais de 80% a 90% do petróleo exportado pelo país, que é frequentemente registrado como vindo de outros países (como Malásia ou Indonésia) para burlar as sanções dos Estados Unidos. Esta relação comercial é um dos principais pilares de financiamento da economia iraniana, com a China pagando frequentemente preços com desconto. Dados e Estatísticas Recentes (2024-2025) Volume: Em 2024, a China importou uma média de cerca de 1,48 milhão de barris por dia (bpd) de petróleo do Irã. No primeiro semestre de 2025, essa média foi de cerca de… Read more »
Onde você achou isso?
Me lembra do documentário Cruzeiro de Mxxxa.
Fizerem merda no projeto do navio, o Gerald Ford de 13 bilhões já “nasceu” com este problema, que com o tempo tende a se agravar, é ‘excremental’…
Falhas de projeto também no EMALS com alto índice de falhas.
E este porta-aviões nunca conseguiu operar com o F-35, sei lá porquê…
Esse tipo de problema já havia aparecido antes, no USS George H W Bush o tamanho do navio, a enorme “canalização” e a teimosia das pessoas em dar descarga a coisas além dos próprios dejetos contribuem. . Não há nada parecido em serviço com os NAes da US Navy e quando houver talvez nem fiquemos sabendo por conta de uma menor transparência e/ou maior dificuldade de encontrar e traduzir matérias. . Quanto ao F-35C há inúmeras matérias sobre o porquê do “Ford” não opera-lo, basicamente é o seguinte: . O “Ford” foi entregue incompleto em 2017, mesmo assim, era necessário… Read more »
Mestre Dalton
Parabéns pela explicação clara.
Abs
Obrigado pela resposta sobre o F-35.
Suponho que o próximo porta-aviões da classe G.Ford seja comissionado já com a capacidade de operar com o caça.
Sobre os banheiros, jogar coisas que entopem o vaso sanitário é apenas um ocasional fator complicador extra.
O principal problema é o projeto que subdimensionou a largura das tubulações do “esgoto”.
Talvez uma reforma resolva, mas deve demandar um bom tempo de parada.
Sim, o “John F Kennedy” virá com todas as melhorias para operar o F-35C e a futura base dele, Bremerton na costa do Pacífico está recebendo melhorias na infraestrutura já que um NAe da classe “Ford” tem necessidades diversas de um classe “Nimitz”. . O Gerald Ford necessitará de manutenção após um desdobramento de 8,5 meses entre maio de 2023 e janeiro de 2024 seguido por outro iniciado em junho de 2024 – apenas 5 meses após retorno – que deveria durar 6 meses e ter a tripulação reunida com familiares para o Natal, mas, já alcançou e irá ultrapassar… Read more »
Lúcido, objetivo e certeiro, matou a pau.
Tomara que afunde.
De preferência em Copacabana.
Comentário ridículo.
quase… encontrar “camisas”, “cordas” e “papel” entupindo a tubulação também faz pensar.. isso é terrorismo de esgoto.
Não, é racismo de esgoto.
Por que racismo? O texto menciona que o pessoal da manutenção encontra estas coisas na tubulação..
Imagina se ele visita o Brasil e em prol do contato cultural é servida uma feijoada para os marinheiros.
Lembrei das imagens das caravelas que tinham um banco furado para o esgoto cair no mar por gravidade.
Sistema inspirado em navios de cruzeiro: paradas frequentes, tripulação civil. Porta-aviões ficam meses no mar…stress, vibração, choque, complexidades evidentes.
A solução por agora e para os próximos 10 anos é o balde.
O mar do caribe vai mudar de côr.
Parece que o “poop deck” vai ser usado em sentido literal.
Enquanto isso, em um suposto estaleiro na Ásia, parece que a largura de um NAe será um pouquito maiorzinho que o Ford
Será que os porta aviões chineses sofrem desse problema também? O Charles De Gaulle? O Kuznetsov nem entra na brincadeira.
Aliás, alguém aqui chegou a ver como era no Minas e no São Paulo?
(….)a rotina da tripulação de cerca de 4.600 marinheiros tem sido marcada por constantes panes no sistema de coleta de resíduos, conhecido como VCHT (Vacuum Collection, Holding and Transfer) (….)
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É fácil de resolver e barato! ..rsrs ….é só distribuir 4600 pinicos para cada marinheiros e fraldas geriátricas para os pilotos ..rsrsr
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É um escândalo e manjado essa corrupção dos USA … e ainda querem dominar o mundo…rsrsr
Cara, qualquer coisa quebra, qualquer ser vivo fica doente. Acho impressionante os comentários de modo geral achando que por ser de tal país, seja ele A ou B, não pode acorrer problemas.
Fosse num navio de nação de terceiro mundo, com 30 anos de operação e a costumeira negligência da manutenção, estaria normal, mas é o navio mais sofisticado deles, em operação há pouquíssimo tempo, não pode ser aceitável isto…
“Um relatório do Government Accountability Office já havia apontado, em 2020, que o sistema era subdimensionado e mal projetado, um problema que persiste desde o primeiro desdobramento operacional do navio, em 2023.”
É um erro de projeto e não um problema ocasional.
Que caga…
O jeito agora é corrigir o que está errado, e apresentar aos próximos que estão sendo construídos essa correção.
Mas para isso o navio precisa ir para um Porto a não ser que meteram um “gato” no sistema e vai operando “meia boca” mesmo👍
Trump usa os carriers strikes, não como poder dissuatório, mas para invadir e submeter países que viram seus protetorados, e colocar a China em xeque. Só que há consequências. O caribenho tem de ficar lá, intimidando o governo fantoche da Venezuela, sabe- se lá até quando. E se um PA tiver necessariamente que atracar para reparos ou troca de tripulações? E quanto aos 2 que se dirigem ao golfo persico? Se o modus operandi for o mesmo, terá de permanecer por lá para intimidar o futuro governo fantoche iraniano, se tudo der certo. São tripulações que terão de se submeter… Read more »
Nada que algumas maletas recheadas de dolares e uma bela casa em MIAMI não resolva rs
Mas é exatamente isto que Trump não quer. Se fosse assim, qual a razão de manter uma carrier strike no litoral venezuelano ? Os custos disso são imensamente maiores do que o suborno dos chavistas. Trump quer controlar a entrada e saída de petroleiros na região. Quer controlar as rotas de comércio, quer impedir que o Petróleo vá para China, além de coagir os chavistas que ainda estão no governo venezuelano, para que façam o que ele quer, ou o ” combinado”, como ele gosta de afirmar.
Se você quiser ” entender” a ” política ” de Trump, assista a trilogia do Poderoso Chefão ” . Está tudo lá, didaticamente. Agentes públicos numa república democrática de estado de direito, agem de acordo com leis, tratados, estatutos e são fiscalizados por órgãos de controle, como o legislativo e o judiciário e suas autarquias. É o famoso estado weberiano, sem amor e sem ódio. Trump, subverte tudo isto. Ele nunca reepeitou o judiciário americano, nem se importou com as leis, mesmo antes de se tornar presidente. Se passa por cima do judiciário de seu próprio país, quanto mais em… Read more »
Deu merda.
Isso é sinônimo de corrupção. Os Estados Unidos dominam essa tecnologia há quase 100 anos, de modo que não há qualquer justificativa técnica ou plausível para subdimensionar o projeto de coleta de esgoto de um porta-aviões. Afinal, o que se imaginava? Que os marinheiros teriam prisão de ventre e, por isso, seria possível reduzir artificialmente a capacidade do sistema? Trata-se de uma premissa absurda, que afronta a lógica, a experiência histórica e os padrões mínimos de engenharia naval. Um erro dessa natureza, em um projeto estratégico e altamente sensível, não pode ser atribuído a mero equívoco técnico; revela, no mínimo,… Read more »
No limite, não há saída, a não ser trocar o PA caribenho e envia- lo para reparos, sabe – se por quanto tempo, e substitui- lo por outro, entre os PAs ativos das frotas. Não há agora, possibilidade de desmobilizar o carrier Strike que está encostado na Venezuela, porque enviaria sinais errados para o hemisfério, além da desmoralização que causaria. Trump já afirmou que ele ficará lá por tempo indeterminado, para controlar as rotas e a saída e entrada de petroleiros da Venezuela.
O “Gerald Ford” irá passar por manutenção em 2026, mas, é preciso obedecer um cronograma que é bastante rígido, por exemplo, a manutenção do USS Dwight Eisenhower ainda não chegou ao fim.
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Mesmo com esse “problema” o “Gerald Ford”, até por estar perto de “casa” poderá permanecer um pouco mais, mas, não muito mais, já que faz quase 7 meses que encontra-se “fora” e o máximo ideal foi estabelecido em 7 meses embora esse limite não esteja sendo respeitado e desdobramentos de 8 e 9 meses estarem ocorrendo.
O que de fato aconteceu é que já com o NAe anterior o USS George H W Bush resolveu-se mudar o sistema de esgoto para um similar – só que em maior escala – do usado em aviões comerciais já que “problemas” não eram incomuns com o sistema anterior, apenas
se queria reduzir os custos.
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Catapultas eletromagnéticas, por exemplo, não são apenas mais eficientes, elas exigem menos pessoal e são de manutenção mais fácil e barata do que as catapultas a vapor, porém, cada avanço que se faz , problemas podem surgir e isso leva tempo para consertar.
Quem foi o cagão que entupiu a tubulação?,kk. Agora serio, essa é uma informação que não deveria ser transmitida ao publico para não expor o marinheiros ao ridículo e motivo de gozo por n partes/atores.
Os EUA tem por obrigação informar os seus contribuintes para onde vai o dinheiro. Essas informações de problemas técnicos (dentre outras) são de acesso público. Isso faz parte de um regime democrático.
Essa geração nova não saber o que e isso…para eles regime democrático e o que colocar tudo em sigilo por vários anos
A ex corveta Inhaúma, aquela que era um pouco tortinha, também teve esse problema.
O metano das privadas exalava pelo ralo do chuveiro dos praças.
Sugiro tubos e conexões Tigre.
Riso… e peças sanitárias da Deca
Deve ser foda trampar com cheiro de merda o tempo todo kkkk
Era pra ser uma inovação técnica associada a um novo arranjo de acomodações da tripulação onde instalações sanitárias estariam mais próximas aos alojamentos. Deu ruim, pena. Em porta-aviões da WWII (e não só neles) apenas as acomodações de oficiais, na proa, contavam com sanitários adjuntos; os marinheiros eram acomodados em grandes salões, indo de antepara a antepara, de bombordo a boreste, dotados de centenas de beliches (uma inovação de conforto que substituía as redes) com instalações sanitárias concentradas. Em navios menores, como contratorpedeiros, cruzadores e encouraçados, era comum que instalações sanitárias concentradas pra tripulação geral estivessem na popa, um enorme… Read more »
Os oficiais sempre se dão bem.
Especialmente capitães e almirantes: as acomodações destes eram, nos CVs da WWII, espaçosos e bem equipados. Contavam, ao menos no CV-5 USS Yorktown, com copa, banheiro privado, quarto, estar, escritório, quartos pra convidados, etc. E ficavam no deque galeria, logo abaixo do convoo.
4.600 pessoas vivendo num espaço confinado acarreta vários problemas, inclusive esgotamento sanitário.
Algum tempo atrás assistí um documentário no Youtube em que a marinha norte-americana estava aplicando novos sistemas (armamento, geração de energia, propulsão, eletrônicos, etc), automações e aproveitamento logístico para reduzir as tripulações dos NA para “apenas” 3.500 tripulantes.
Vão economizar até papel higiênico, vejam só…
Que erda, hein!
https://whatsapp.com/channel/0029VbC6haH30LKTJElqFf3G
Essa notícia me lembrou desse documentário:
“Trainwreck: Poop Cruise” (2025)
Muito bom.
Se essa noticia sair lá no HNMM, o que não vai faltar são voluntário para comer o que os US Navy personal deixam lá no sistema de esgoto entupido.
EDITADO:
COMENTÁRIO BLOQUEADO DEVIDO AO USO DE MÚLTIPLOS NOMES DE USUÁRIO.