Destróier de mísseis guiados USS Zumwalt (DDG 1000)

Destróier de mísseis guiados USS Zumwalt (DDG 1000)

Pascagoula, Mississippi — A HII, por meio de sua divisão Ingalls Shipbuilding, concluiu com sucesso, em 21 de janeiro de 2026, os testes de mar de construção (builder’s sea trials) do USS Zumwalt (DDG-1000). As provas em alto-mar ocorreram após uma extensa modernização, que transforma o navio no primeiro destróier da Marinha dos EUA a operar como plataforma do sistema Conventional Prompt Strike (CPS), destinado ao emprego de armas hipersônicas.

Segundo Brian Blanchette, presidente da Ingalls Shipbuilding, a conclusão dos ensaios representa “um marco decisivo” para a classe. “Avançamos de forma decisiva nessa modernização complexa, que estabelecerá um precedente para os destróieres da classe Zumwalt. Tenho muito orgulho do esforço conjunto e do papel crítico da equipe para entregar o primeiro navio de guerra da Marinha dos EUA com capacidades hipersônicas”, afirmou.

Navio-líder da classe Zumwalt, o Zumwalt chegou ao estaleiro de Pascagoula em agosto de 2023 para a modernização. Pouco depois, foi posicionado em terra firme para a execução das principais atualizações tecnológicas, incluindo a integração do sistema CPS e a substituição dos dois canhões Advanced Gun System (AGS) de 155 mm por novos tubos de mísseis dedicados à missão hipersônica. Em dezembro de 2024, o destróier voltou à água e passou por preparativos adicionais visando a prontidão operacional, culminando agora com os testes de mar.

O programa prevê a ampliação da capacidade hipersônica para toda a classe. O USS Lyndon B. Johnson (DDG-1002) também está recebendo a integração do CPS em Ingalls, enquanto o USS Michael Monsoor (DDG-1001) deverá incorporar o sistema em uma futura disponibilidade.

Os destróieres da classe Zumwalt destacam-se por propulsão elétrica integrada, casco em “tumblehome”, assinatura furtiva e um conjunto avançado de sensores e sistemas de combate. Com a modernização, esses navios passam a desempenhar um amplo espectro de missões — dissuasão, projeção de poder, controle do mar e comando e controle — ao mesmo tempo em que oferecem flexibilidade para a incorporação de novos sistemas e conceitos operacionais.

A conclusão dos testes do Zumwalt marca um passo relevante na introdução de capacidades hipersônicas em navios de superfície da Marinha dos EUA, reforçando a postura de dissuasão e a adaptação da frota a cenários de alta intensidade.■


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JuggerBR

Até as fotos desta classe parecem ser feitas por IA… Muito esquisito…

Piassarollo

Poderiam instalar pelo menos um MK45 127mm, sempre é bom ter a disposição um canhão de médio calibre.

Alex Barreto Cypriano

As 6 AGS podiam ser instaladas nos primeiros BBG(X) classe Trump/Defiant e, em maiores números, justificar a produção em massa das LRLAP ou algum HVP turbinado…

Last edited 1 mês atrás by Alex Barreto Cypriano
Dalton

O “AGS” foi pensado para atingir alvos em terra, inclusive eventuais campos de treinamento para terroristas como se pensava na época, mas, não há tal cenário no presente nem no futuro que justifique manter tais armas estocadas – lembra-me os canhões que eventualmente foram utilizados no HMS Vanguard – para “encaixar” em um navio que talvez nem venha a ser construído.

Nelson Junior

Uma coisa não ficou bem claro, se eles vão retirar os dois AGS ou apenas um para substituir pelos lançadores… Algumas matérias falam que serão os dois, outras que será retirado apenas o AGS da frente e mantido o secundário…
(inclusive com ilustrações na matéria)
Eu particularmente acho que será retirado apenas 1, mas isso não ficou bem claro ainda

https://warriormaven.com/news/sea/navy-to-army-uss-zumwalt-with-cps-hypersonic-missiles-in-2026

Alex Barreto Cypriano

As duas AGSs foram retiradas. Ainda remanesceu a extensão protetora do cano da torreta 2 simplesmente porque não foi preciso remover já que o espaço pros 4 tubos lançadores está locado onde era a torreta 1.
“We removed both guns from the ship. We’ve recovered some of the space under the second gun system for spaces that were previously used under the forward gun mount,” Lawler said. “We’ve essentially recaptured some of that space. Other space is a reservation for future capability.”
Aqui:
https://news.usni.org/2026/01/21/uss-zumwalt-underway-for-first-time-since-2023-after-missile-refit
Tem também uma fotinho, onde se vê que a torreta 2 foi removida:
https://cdn.turdef.com/images/articles/5514/uss_zumwalt_begins_refit_for_cps_hypersonic_missiles.webp

Sergio Machado

Mas os EUA já possuem algum sistema hipersônico operacional? O relatório do Diretor de Testes e Avaliação Operacional (DOT&E) afirma que não há dados suficientes para avaliar a eficácia ou a capacidade de sobrevivência do LRHW. Está em desenvolvimento.
https://dsm.forecastinternational.com/2025/12/22/an-overview-of-current-u-s-hypersonic-missile-developments/

JHF

Aparentemente o “HyperSonic” ainda não está pronto, mas o Destroyer Imperial com a capacidade de lançamento do CPS já está pronto e funcional por decreto. Deve ter até um poster tamanho A2 a venda no site oficial da USNavy…

Matheus

Esperava outra coisa? Aliás, o Dark Eagle só tem um alcance maior do que >3000 km por causa da sua ogiva de 14 quilos: https://www.twz.com/land/new-dark-eagle-hypersonic-weapon-details-emerge Another Army officer at the event, who is not immediately identifiable, told Hegseth that Dark Eagle has a warhead “under 30 pounds,” which is relatively tiny for a long-range weapon — smaller in size than what’s found on an AIM-120 air-to-air missile, for instance. The officer stated the warhead is just to get its “projectiles out” and that it can deliver effects over an area about the same size as the parking lot they were… Read more »

Bosco

Mateus,
O alcance do Dark Eagle é de 3500 km e a ogiva dele tem 14 kg de material explosivo, o que é compatível com uma ogiva de 60 a 70 kg de massa total.
Em termos de comparação é semelhante a ogiva de uma bomba SDB e maior que um projétil de 155 mm.

Matheus

O alcance do Dark Eagle varia entre 3.500 – 4.000 km, variando entre as fontes, mas destaca-se que ocorreu um teste que validou essa afirmação, entretanto, isso é irrelevante, considerando que 14 kg de ogiva explosiva é menos do que um GMLRS que possui 22 kg de massa explosiva (PBX-109), apesar da sua ogiva conter cerca de 90 kg.

Capacidades bem modestas considerando o seu preço vil de US$50 mi cada.

Bosco

O artigo do TWZ se equivocou e outras fontes mostram o que literalmente foi dito e quem disse se referiu claramente à massa de material explosivo contida na ogiva e não à massa total da ogiva.

Bosco

Se formos empregar a métrica russa os EUA ja operam os misseis semibalísticos hipersônicos PrSM e o SM-6 Block IB, além do Dark Eagle que é genuinamente um “hipersônico” do tipo “boost glide missile”.

Diego

Ótimo, agora os elefantes brancos estão aptos a usar armas que ainda não estão operacionais (ou ainda não existem) no arsenal dos E.U.A.

Leandro Costa

Como a catapulta à vapor? Que começou à ser instalada nos porta-aviões quando o A3D ainda estava em desenvolvimento?

Dalton

Está em estado bastante avançado de desenvolvimento e compartilhado com o Exército e não se estaria modificando estes 3 navios nem se estaria construindo uma versão maior da classe Virginia de submarinos se tal arma estivesse tão distante no futuro. . Quando o último dos 3 retornar ao serviço modificado, coincidirá com a entrega do primeiro “Virgínia Aumentado” o futuro USS Arizona e todos serão baseados em Pearl Harbor no Havaí. . Os classe Zumwalt, não são “elefantes brancos”, continuam com os 80 silos verticais originais, o que não é pouca coisa ainda mais quando 4 mísseis ESSM podem ser… Read more »