Peru comissiona dois novos patrulheiros da classe PGCP-50, fortalecendo Guarda Costeira

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Peru comissiona dois novos patrulheiros da classe PGCP-50

A Marinha do Peru realizou, no dia 21/1, a cerimônia formal de entrada em serviço dos novos navios-patrulha da classe PGCP-50, o BAP Río Huarmey (PM‑210) e o BAP Nepeña (PM‑211), conforme anunciado pela Presidência da República do Peru. A cerimônia foi presidida pelo presidente José Jeriore, reforçando os esforços do país para ampliar e modernizar sua capacidade de vigilância e segurança marítimas.

Com a incorporação destas duas embarcações, a guarda costeira peruana passa a contar com oito unidades operacionais da classe PGCP-50, reforçando a frota responsável pelo patrulhamento do domínio marítimo nacional, pelo combate a atividades ilícitas e pela proteção de recursos e de zonas econômicas exclusivas.

Os navios BAP Río Huarmey (PM-210) e BAP Nepeña (PM-211) pertencem a um programa mais amplo de construção de dez embarcações PGCP-50 pelo estaleiro estatal SIMA Peru, com apoio técnico internacional. Essas unidades já haviam sido lançadas ao mar e agora foram oficialmente comissionadas para iniciar suas atividades operacionais.

A classe PGCP-50 foi projetada para cumprir missões de segurança marítima, controle de tráfego naval, busca e salvamento e repressão a crimes como narcotráfico e pesca ilegal ao longo da costa peruana, especialmente dentro das 200 milhas náuticas do mar territorial.

Os navios da classe PGCP-50 têm 55,3 m de comprimento, 8,5 m de boca e calado de aproximadamente 2,3 m, com deslocamento entre 450 e 500 toneladas, projetados para operações de vigilância, patrulha, busca e salvamento e repressão a atividades ilícitas no mar territorial peruano e na zona econômica exclusiva.

Propulsados por dois motores diesel Caterpillar 3516C HD (aproximadamente 3 345 hp) e com duas linhas de eixo, alcançam velocidades de até 22 nós e autonomia de cerca de 3.600 milhas náuticas a 14 nós, com uma tripulação típica de 25 militares e um grupo de abordagem de até 14 pessoas.

Os sistemas eletrônicos incluem radares de navegação e plataformas eletro-ópticas para vigilância e reconhecimento, enquanto o armamento normalmente compreende uma estação de arma remota de 30 mm (ex.: Typhoon/Sentinel) e metralhadoras de 12,7 mm, oferecendo capacidades de resposta contra ameaças leves e apoio a missões de segurança marítima.■

 


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Burgos

Pra tirar um 10 só faltou um canhão de 40 mm na proa, mas tá valendo 👍

Paulo

Tá, como as Macaés, com um canhão com 40mm, remotamente controlado e de dupla função. Mas o Perú não precisa disso. Pra mim, está de bom tamanho pra eles.

Paulo

A marinha do Perú fazendo o feijão com arroz certo. Nada daquelas loucuras de transformar NPAs em corvetas meia boca, colocando lançadores de misseis anti navio nelas, sem um sistema de defesa anti aérea e anti submarino, e com radar inadequado . O canhão de 30mm remotamente contolado está ótimo, e de bom tamanho como defesa orgânica.

Burgos

Pelo visto vc não foi militar e é até compreensível, mas vc tinha que embarcar em um Napa ou lancha Patrulha e efetuar uma FTA Fiscalização do tráfego Aquaviário.
Pode tar certeza que quando for pra cima de um pesqueiro oceânico uma Mtr não para esse tipo de embarcação, claro que vai ser usado o uso proporcional da força com armamentos de baixa letalidade até se chegar no Canhão de 40 mm, mas eles nunca param e continuam efetuando fuga 👍

Amaury

A criação de uma Guarda Costeira no Brasil, vinculada ao Ministério da Justiça, ou de Segurança Pública se criado, aliviaria as verbas destinadas ao pessoal da MB garantindo mais recursos para funções realmente importantes de uma marinha de guerra. Toda uma parte burocrática e de fiscalização que hoje são atributos da MB poderiam ser feitas por uma Guarda Costeira civil. Em caso de crise internacional ou conflitos ela passaria a ser controlada pela MB. Acredito que uma parcela substancial do efetivo da MB poderia ser transferido para essa Guarda Costeira. E a MB poderia se concentrar naquilo para qual uma… Read more »

RODRIGO

Concordo, como o orçamento da polícia federal e civil deveriam esta ligada ao orçamento do judiciário…

Deadeye

E sabe o engraçado?? A Receita Federal praticamente atua como uma Guarda Costeira “ad hoc”, então creio que a base já temos.

Tanto é que em Santos, vc vê barcos de patrulha da Receita Federal.

Last edited 2 meses atrás by Deadeye
Leandro Costa

Aqui no Rio também.

Deadeye

Eu creio que em toda cidade portuária é assim. Um colega de Recife disse que ele vê muito a Receita Federal lá. Tanto é que a maior parte das apreensões de contrabando e drogas nos mares e portos, é feita pela Receita Federal.

Marco Magliano

Acredito que as ações estão limitadas a zona portuária. Funcionam em apoio a polícia portuária e a Marinha.

Deadeye

Não, diversas vezes a Receita Federal, a PF e a Marinha fizeram apreensões em alto mar. Uma recente ocorreu a 270km de Recife.

Leon Olaico

A Aduana atua em Santos em fiscalização de navios no que tange a documentação, fiscalização de cargas etc mas não atua em repressão a pesca ilegal e outras contravenções …aliás, nem armadas estão…a PMESP é que possui alguma ação com lanchas doadas mas ambas só no entorno do porto e barra…aliás, são poucas lanchas e não existe uma infraestrutura para atender esta demanda…

Sergio

Já houve estudos e – boas- intenções nesse sentido. Incluída no pacote uma polícia de fronteira fardada e realmente efetiva.

Adivinha a gritaria vinda da marinha , dos EB e da Fenapef…

Desistiram da ideia antes do esboço.

Bolsonaro tentou dotar o EB com asa fixa, os sherpas já estavam até escolhidos e os pilotos a recebe-los nos USA.

Adivinha? Ou quer que desenhe?

Falta um trump por aqui.

Aliás, um alexandre de morais no lugar certo e atuando a favor do BEM já bastaria.

Igor Rafael

Você acha que uma polícia de fronteira ou uma guarda costeira não tiraria recursos do exército e marinha.

Se duvidar os políticos vão querer acabar com o exército e marinha depois que um tempo

Deadeye

Você fala isso, porém a Receita Federal e PF, que praticamente já fazem essa função.

Leandro Costa

Até bem pouco tempo atrás tinham uns 3 agentes da PF na faixa de fronteira no Amazonas. O posto de checagem na fronteira fechava 5 horas da tarde. Depois disso era festa.

O Exército não era treinado para isso, mas era o único que funcionava 24hrs.

Deadeye

É que se for considerar a patrulha e defesa de fronteira, falta tudo em todos órgãos infelizmente. Até mesmo aqui no Oeste de SC é ruim onde moro atualmente.

Sergio

Não tenho conhecimento de orçamento pra te responder mas afirmo se quem detém o poder de fazer, ao menos na teoria, não faz e continua a sugar recursos do contribuinte o executivo/legislativo tem obrigação de encontrar quem faça.

Se perderão recursos pouco importa desde que os buracos em nossas fronteiras sejam ao menos diminuídos na circunferência.

Mas é óbvio que nada disso acontecerá inclusive pelas razões que citei no meu comentário acima.

Caso perdido.

Leandro Costa

Os Sherpas eram desnecessários visto que a FAB cumpre a missão. Seria gastar dinheiro à toa.

Se algum dia no futuro a FAB não conseguir cumprir a missão, então o EB pode ter justificativa para operar aeronaves como o Sherpa. Até lá simplesmente não é necessário.

Marco Antônio

Sábado – 24.01.26 – Btarde, Amaury – criar, teoricamente cria-se qualquer coisa, porém, o jovem, esqueceu-se que o orçamento não é elástico, quando cria-se teremos que tirar de algum ministério/fundação/etc, por isso, nossas FFAA’S, lutam para não criar uma guarda costeira, tirariam verbas do MD, prejudicando as forças armadas. Vovozao

Fábio Mayer

Encomendaram 10 patrulheiros, já receberam 8 e aguardam os 2 finais.

Tãoooo diferente de um país que queria 15 patrulheiros, recebeu dois no prazo, e luta há 15 anos para terminar outros 4, que vão encerrar a classe, que jemais chegará aos 15.

E é o Peru… país bem mais pobre que o rico encomendante de 15…