Marinha dos EUA decide manter navios Littoral Combat Ship e cancela novos descomissionamentos
LCS-1 e LCS-2
A Marinha dos Estados Unidos decidiu não prosseguir com o descomissionamento antecipado de mais navios da classe Littoral Combat Ship (LCS), revertendo planos anteriores que previam a retirada de unidades antes do fim de sua vida útil. Com a mudança, a força de superfície deverá manter sete LCS adicionais, elevando o total de pequenos combatentes de superfície em serviço para 28.
A informação foi confirmada por autoridades do serviço naval durante a Surface Navy Association Conference, realizada no início do mês. Segundo fontes ouvidas pelo USNI News, a Marinha abandonou a intenção de desativar cinco navios da classe Freedom e dois da classe Independence, decisão que sinaliza uma reavaliação do papel operacional dessas plataformas.
O gerente interino do programa LCS, Jay Iungerich, afirmou que seu escritório não recebeu orientações para prosseguir com novos descomissionamentos. “Não há sinais nesse sentido neste momento”, disse. “Mais navios, certo?”, acrescentou, indicando alinhamento com a diretriz estratégica adotada pelo alto comando da Marinha.
O comandante das Forças de Superfície, vice-almirante Brendan McLane, destacou que a decisão foi influenciada pelo desempenho positivo dos LCS da classe Independence em missões de contramedidas de minas (MCM) junto à 5ª Frota dos EUA, no Oriente Médio. Segundo ele, a Marinha ficou satisfeita com os resultados obtidos nessas operações.

A missão de contramedidas de minas é considerada a mais complexa entre os três pacotes de missão originalmente previstos para os LCS, que também incluíam guerra antissuperfície e guerra antissubmarino. Após mais de uma década de atrasos, revisões e interrupções, a Marinha finalmente implantou o primeiro pacote MCM completo no ano passado, a partir da base norte-americana no Bahrein.
Os navios empregados nessa missão foram o USS Canberra (LCS-30), o USS Tulsa (LCS-16) e o USS Santa Barbara (LCS-32), todos da classe Independence. A experiência operacional bem-sucedida desses meios reforçou a percepção de que os LCS ainda podem desempenhar um papel relevante em cenários específicos, especialmente em operações de baixa intensidade e em ambientes litorâneos.
A decisão de manter os sete navios representa um ajuste importante na política de força da Marinha dos EUA, que, nos últimos anos, vinha sinalizando frustração com os custos, as limitações técnicas e os desafios de manutenção da classe LCS. Agora, o foco parece se deslocar para extrair maior valor operacional das unidades já incorporadas, enquanto o serviço avança em programas de novas fragatas e combatentes de superfície.■

E a marinha americana entrou num limbo, não faz navios no prazo e cancela por aumento de custos todos os programas em andamento, vai ficar para trás não importa o que fizerem.
Outros programas em andamento não foram cancelados, como o Arleigh Burke III que só parece igual por fora aos anteriores, Virginia Block V, America Fligh I, San Antonio Flight II
John Lewis, etc.
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Quanto a não entregar no prazo, praticamente todas as demais marinhas estão tendo que lidar com isso, apenas, divulga-se mais sobre a US Navy.
Poxa, a MB já estava contando com esses navios para iniciar a 2ª frota no Maranhão 😭
Navios com quatro turbinas na propulsão, quero ver ter dinheiro pro combustível, seria uma péssima idéia de equipamentos para formar a segunda esquadra
O ideal seria mais Tamandaré
Impressionante, os quatro últimos projetos de combatentes de superfície da US Navy fracassaram: LCS Freedom; LCS Independence; DDG Zumwalt e as fragatas Constellation. Como eles desaprenderam a planejar e gerenciar projetos!
Os 3 primeiros foram planejados, duas décadas atrás, para missões que não existem mais, mas foram adaptados para os tempos atuais e serão muito úteis ainda e o quarto, mostrou que por melhor que uma “FREMM” seja, à adoção dela como base para uma versão customizada não ficaria dentro do orçamento ainda mais quando se queria pelo menos 20 delas, não apenas meia dúzia.
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As LCS além dos problemas de inadequação da missão, que revela falha séria no planejamento de longo prazo, tbm tiveram seguidos problemas mecânicos em seu projeto. Fracasso na concepção e na execução, por isso foram construídas tão poucas e apenas por pressão dos políticos de onde eram construídas. Já a constellation, um projeto que se inicia e depois se descobre que se errou por muito o orçamento e leva ao seu cancelamento é a definição de um projeto fracassado.
Sem voltar no tempo é complicado analisar, foram planejados para um tipo de missão que deixou de existir, inclusive o interessante conceito de poder modificar o perfil de combate em poucas semanas com a troca de sistemas e armas, duas tripulações, duas subclasses, etc e com o tempo adaptações tiveram que ser feitas, o que não era o ideal, ao mesmo tempo que deixaram de ser prioridade. . Mas, com 35 unidades, não foram construídas “tão poucas” e 28 serão mantidas em serviço, os maiores problemas foram retificados apesar da morosidade já que deixaram de receber muito investimento e à… Read more »
É impressão ou a classe Independence está sendo mais bem sucedida em serviço ativo ?
Era necessário substituir os navios de contraminagem da classe Avenger – 14 unidades originalmente e apenas 4 remanescentes – e uma das funções do LCS seria esta e a versão Independence provou ser mais adequada para ela e apresentando menos problemas técnicos que a versão Freedom, tornou-se mais disponível e mais numerosa já que serão 18 unidades contra 10, uma das quais deverá continuar como navio para testes.
Pouca gente notou, mas os LCSs originalmente dependiam muito de contratados pra sua manutenção. Até 2020, 95% do trabalho de manutenção nas variantes era feito por técnicos de fora, da LM, Austal, inclusive se necessário aerotransportados até onde o navio estivesse. Isso mudou: hoje, 75% da manutenção é feita pela tripulação num Freedom e 60% num Independence. E o plano é atingir que 95% da manutenção seja feita pela tripulação e apenas 5% pelos contratados. Recentemente, a tripulação do USS Wichita (LCS-13) foi capaz de consertar um motor durante navegação. Uma pequena façanha facilitada pelo treinamento da tripulação, não mais… Read more »
Duas aberrações.