Portugal constrói o primeiro porta-drones da Europa: NRP D. João II
Portugal está prestes a entrar na vanguarda da inovação naval europeia com a construção do NRP D. João II — o primeiro navio dedicado à operação de drones no continente. A embarcação, em construção pelo estaleiro Damen Shipyards em Galați, na Romênia, deve ser entregue à Marinha Portuguesa no segundo semestre de 2026, fortalecendo consideravelmente as capacidades do país em vigilância marítima, pesquisa científica e monitoramento de zonas costeiras e oceânicas.
O D. João II é uma plataforma naval multifuncional de 7 mil toneladas com cerca de 107,6 metros de comprimento, projetada para lançar, recuperar e apoiar sistemas não tripulados — incluindo drones aéreos, de superfície e subaquáticos —, bem como helicópteros e outros veículos robóticos. A embarcação terá um convés de voo de 94 metros, hangares para manutenção e infraestrutura para operações de longo alcance.
Com um equipagem-base de 48 tripulantes e espaço para até 42 operadores e especialistas, o navio também pode acomodar temporariamente cerca de 100 a 200 pessoas em situações de emergência ou missões especiais.
O projeto, que está sendo financiado em grande parte por fundos europeus de recuperação (Plano de Recuperação e Resiliência), representa um passo inovador para a Marinha Portuguesa e posiciona o país à dianteira europeia em capacidade naval para operar veículos não tripulados em ambientes marítimos complexos.
Segundo especialistas, o desenvolvimento de navios capazes de atuar como bases para drones pode transformar a forma como marinhas menores conduzem operações de fiscalização, ciência, resposta a desastres e segurança marítima, oferecendo uma alternativa mais econômica e flexível aos tradicionais porta-aviões.
A iniciativa também ocorre num contexto em que tecnologias não tripuladas se tornam cada vez mais centrais em operações militares e civis, com aplicações que vão desde a vigilância ambiental até missões de busca e salvamento.
O D. João II é visto como um marco tecnológico e estratégico para Portugal, ampliando a presença operacional do país no Atlântico e reforçando seu papel como ator relevante na inovação naval e na implementação de sistemas automatizados em missões marítimas.■
SAIBA MAIS:
CEMA da Marinha Portuguesa visita construção da futura Plataforma Naval Multifuncional


Quem diria ora pois!
“ora pois” faz parte do conhecimento transmitido de boca em boca mas que fica muito longe da realidade porque ninguém usa e pergunta a qualquer brasileiro que viva em Portugal.
Cara, aqui é internet, não é vida real, relaxa.
Perpetuar algo irreal, na net ou noutro local qualquer, não abona a favor de ninguém.
Esse porta drone está com uma cara que vai operar o F-35.
Não, nunca, impossível aliás.
Nenhum armamento que não os drones em si. É isso mesmo?
Este navio é um navio polivalente não militar.
Segundo própria marinha portuguesa vai haver outro maior e com armamento.
Este pode fazer:
– Actividades científicas
– Vigilância através de drones
– Navio hospital
– Resgate a submarinos
– Apoio a catástrofes
Acho que é uma grande ideia poder juntar essas tarefas num navio em vez de ter 4 ou 5 navios. Ideal para países com pouco recursos humanos…
exactamente. eu não diria melhor. acaba por ser um multifunções mas poupando nos recursos humanos embarcados.
No vídeo sobre a Visão do CEMA, o Almirante Gouveia e Melo fala da possibilidade deste navio ser também um navio experimental para funções de combate, possibilitando a substituição de fragatas por este tipo de navio, claro que tudo funcionará dependendo de como será e com que drones será equipado, e dá como exemplo de como a marinha ucraniana correu com a marinha russa do mar Negro, mesmo sem ter uma fragata.
O Mar Negro não é um oceano.
É como se fosse um “ambiente confinado”.
Muita coisa no alcance da terra, muita terra envolta, fácil controle de entrada e saída, alvos no alcance de lanchas, enfim…
Bom pro Brasil ter boas relações com Portugal. Poderemos aprender com eles e, se for o caso, quebrarmos paradigmas.
Isso de boas relações entre a Marinha Portuguesa e Brasileira já existe, o Memorando de Entendimento nas áreas de tecnologia e inovação foi assinado em Lisboa em Setembro de 2024 e aprofunda mais as boas relações existentes.
Quanto a distâncias pelo mar ser aberto ou fechado, recordo que um terço da armada russa no Mar Negro foi afundada com recurso a misseis e drones e estes podem atingir longas distâncias.
Como qualquer porta-aviões.
Vc está equivocado. Porta-aviões, via de regra, possuem armamentos para defesa de ponto antimísseis; metralhadoras e canhões de baixo calibre para defesa contra pequenas embarcações. Pesquise. Este navio português não possui sequer uma metralhadora. Não é típico de um navio militar. Como esclarecido por colegas acima é um navio não militar.
É um navio militar na mesma, mas a função primária, militar, não é armada. Os militares fazem muitas missões militares, não armadas. Em teoria é um navio “patrulha”, para vigilância, operações logísticas e outras funções mais ou menos secundárias. Como diz o texto, “operações de fiscalização, ciência, resposta a desastres e segurança marítima”. Estas funções, também são militares. Entende-se ser um navio a servir como plataforma para a operação de drones de diferentes tipos e categorias, com ênfase no enquadramento dos mesmos em operações de vigilância e fiscalização, com potencial para a operação de, pelo menos, um helicóptero, capacidade para… Read more »
Parece um excelente conceito, parabéns pros Tugas.
A MB bem que poderia aproveitar o “espírito da coisa” e utilizar o NAM Atlântico como plataforma para lançamento de drones (Nauru, Albatroz, etc.). A Stella já provou a viabilidade do conceito de um drone nacional com turbina. Lembrando que o Albatroz com turbina foi apenas uma prova de conceito. Ou seja, eles pegaram um projeto movido a hélice e “adaptaram” a instalação da turbina só pra mostrar que era possível. Se a MB quiser, dá pra “reprojetar” a aerodinamica da plataforma (enfechamento de asas, p. ex.) para operar com turbina. Fica a dica.
Stella? É sério, vamos reservar mercado pra uma única empresa e uma que não é assim nada muito especial? Só pq voaram um protótipo? Não aprendemos nada com a “Apertaparafusobrás”, também conhecida como Helibrás? Ou a inútil da Embraer, que necessita de ToT comprada pela União, exclusivamente para seu uso pra tudo, desde caças até satélites? Outro dia o redator de press release trouxe, até que enfim uma notícia importante, a de que 34 empresas brasileiras teriam respondido a um chamamento do EB para o fornecimento de munições vagantes. Exceto que por meia dúzia de medalhões se tanto, a maioria… Read more »
Creio que seria interessante ficar de olho na série 3000 da Xmobots. É um drone de 1.500kg que está sendo desenvolvido especificamente para MB e que pode operar em todos os meios da MB. NAM Atlântico, NDMs, FCT e plataformas off shore da Petrobras. É multifunção, tem payloud de 400kg e obviamente Vstol. Os requerimentos são amplos. Grande autonomia, grande altitude e flexibilidade multi missão. Pelo interesse da MB, MD e fontes financiadoras, Petrobrás, Finep, MD não parece trivial, muito pelo contrário.
Aliás, quero fazer um desafio : Qual o único drone nacional que leva um chip Nvidia, e opera com software de IA desenvolvido pela própria empresa, que lhe dá verdadeira autonomia de missão?
vale a ´pena observar. bem promissor
Serei nostálgico… Desde a escola de Sagres, Portugal vem surpreendendo, mas não como potência ultramarina e sim como um polo de desenvolvimento marítimo de respeito. Quem pensou que a última lufada de ar sobre as velas da história desapareceria com Rogério d’Oliveira enganou-se… Os discípulos continuam, mesmo num mundo onde a tecnologia prevalece, mas as ideias disruptivas permanecem. Quem diria… Um porta-drones? A história segue d’além-mar…
“como um polo de desenvolvimento marítimo de respeito”
Menos, bem menos . Não têm nada de português nesse navio, construído em um estaleiro na Romênia pela holandesa Damen. O único mérito é ter abraçado a inovação, coisa que muitas marinhas ( conservadoras) recusam fazer.
O navio foi projetado pela marinha portuguesa
Apenas não foi registada a patente pelos elevados custos!!!
Não foi , é um projeto da Damen.
Enganaste por completo porque o projeto é todo português só que por ser financiado em parte com 95 milhões de euros pela UE como parte do plano de reestruturação e resiliência para relançamento económico dos países membros da UE e foi a Damen que venceu o concurso para a construção do navio, e a Damen como construtora do navio propôs algumas alterações que foram aceites pela marinha portuguesa e podes ver no vídeo com o titulo “Cerimónia de assinatura do contrato para a construção da Plataforma Naval Multifuncional (Gravação)”, onde o primeiro orador explica o projeto. Mais navios irão ser… Read more »
Não é verdade, simples, feriu seu ego , mas seu argumento não faz sentido. O projeto e da Damen , não tem nada a ver o financiamento da UE . Se Portugal tivesse uma indústria naval competente e capaz de realizar os requisitos teria levado a concorrência, como acontece na Itália ou na França. No caso , não foi possível e quem realiza e projeta as ideias e requisitos que a MP imaginou é Damen. Não tem nada de português aí . Aceite que dói menos.
Já viste os vídeos por mim recomendados? Principalmente a Cerimónia de assinatura de construção do porta drones? Também á viste o vídeo da Visão do CEMA? Se ainda não viste, estás a falar com ignorância e sem saber do que falas mas se viste e continuas a crer no que falas, então recomendo-te um regresso à escolinha para saberes interpretar o que lês ou ouves, e se continuas a querer impor o teu comentário, então se conclui que gostas mesmo de ser ignorante, e analisa apenas o seguinte: afirmas que a Damen projetou as ideias e os requisitos que a… Read more »
“afirmar que a Damen projetou as ideias e os requisitos que a MP imaginou, mas só apresentou o projeto da nova classe de navios depois da assinatura do contrato de construção” E qual é a coisa que você não entendeu? Imaginar e projetar são coisas diferentes , você sabe ? Imaginar e idealizar todos aqui fazem , temos o nobre forista Carvalho que nós brinda frequentemente com conceitos e ideias fantásticas, as vezes bizarras, as vezes fascinantes. Eu mesmo imagino sistemas de defesa utilizando drones e aerostatos, mas entre imaginar e ter a capacidade de projetar passa um abismo .… Read more »
Confesso que me ri com o comentário porque o acho infantil demais, deixa-me apenas recordar o conceito que muitos aqui acham, o “ski jump”, este estava no projeto da marinha portuguesa mas a Damen como construtora propôs a sua remoção talvez pela facilidade de construção e economia de custos, e isto é a imaginação a falar porque não estive presente, nem tudo é passado para os mídia e em um dos vídeos podes ver os oficiais superiores da marinha a falarem dos projetos e também demonstrei que até os grandes estaleiros europeus copiaram projetos portugueses usando alguma cosmética, como tal… Read more »
Você realmente não provou nada, apenas desconversou.
Abs
Mais uma vez recomendo-te a visualização de um vídeo com o titulo “Carlos Fino: “Anti-portuguesismo está no ADN da nacionalidade brasileira””, como tal existe uma palavra que se adequa “inveja” e o resto é forró.
Inveja de que ? Inveja ( no sentido de admiração ) eu poderia ter da China, da Coréia do Sul, da Turquia, da Holanda … Mas de Portugal ? Rsrsrs Nunca na vida . Apenas comentei um fato real que acabou afetando o seu ego exagerado.
https://www.damen.com/vessels/defence-and-security/multi-purpose-support-ships/multi-purpose-support-ship-range
A marinha portuguesa apresentou determinados requisitos ( como todos fazem) , conjuntamente com a Damen desenvolveram um conceito, uma ideia, enfim realizada, projetada e e vendida pela Damen ( holandesa) .
Considerando um conceito apresentado pela Marinha Portuguesa, a Damen cooperou com o seu cliente e desenvolveu uma embarcação que satisfizesse os requisitos.
Pensei que ele teria Sky jump
Apenas como complemento à informação, sem qualquer intenção de desmerecer: o termo correto é ski jump, por conta da alusão ao formato da pista (como nas pistas de Ski)
Não entendi bem qual é a diferença deste conceito de “porta drone” para o Atlântico ou qualquer outro porta helicópteros. Pelo que vi é convoo normal com uma catapulta para drones, talvez os hangares sejam adaptados mas continuo sem entender bem qual é a grande mudança..
Um detalhe que eu senti falta é o elevador. Será que fica dentro da superestrutura?
E 48 tripulantes? As Macaés tem 35…
No site da marinha portuguesa clicas em serviços e depois em revista da armada, selecionas 2024 e Fevereiro e nessa revista terás toda a informação sobre o navio.
48 para 35 apenas, apenas porque este navio tem o dobro do comprimento de uma Macaé.
Sobre o Atlântico alguém que te explique porque isso é apenas uma opinião.
A “diferença” é que está sendo construído especificamente para ser um “porta drone” inclusive irá operar veículos para pesquisa. . Mesmo assim, pela sua pequena dimensão, não poderá operar uma quantidade significativa de “drones” enquanto navios maiores, como o turco Anadolu, por exemplo poderá transportar não apenas um número maior, mas também de maiores tamanhos melhor armados e com maior capacidade de surtidas. . Não há elevador, se você reparar no infográfico verá que o número 2 corresponde ao hangar para “drones aéreos” enquanto o 4 é o hangar para 1 helicóptero médio, há uma “porta” na traseira da superestrutura… Read more »
As Macaés têm tripulantes demais.
Na licitação das Tamandarés alguns estaleiros criticaram a tripulação mínima exigida pela MB por considerarem ela muito grande em tempos de automação nos navios.
Não adiantou. A Tamandaré tem cerca de 50 tripulantes a mais que a FREEM que é muito maior.
é a tradição naval ainda importa !